34. A cerimônia
Eu estava feliz, cochichava com um livro tombado no peito em uma poltrona de deitar na sala, Benjamin sabia que eu adoro vê-lo sem camisa, então me acordou com um beijo e com a camisa na mão, faltava cinco dias para meu aniversário, no dia anterior eu havia escorregado em uma poça d'água perto de um quiosque de sorvete no shopping e caído, resultado? Um inchaço que tiveram de cortar meu tênis pra soltar meu pé, agora estou com uma bota de imobilização e um andador, e longe do trabalho, Luana tem sido meus braços e minhas pernas, e eu lhe sou grato.
Renato e Caio se instalaram aqui em casa depois de se casarem no mês anterior, foi uma cerimônia simples aqui em casa, simples e linda demais, a juíza de paz foi a irmã de Murilo, a ex de Romão, ela está bem, casada, grávida, feliz. Estão aqui em casa em definitivo, mas passam um tempo no quitinete, para terem silêncio, sossego, privacidade e exercerem o direito a serem chatos e velhos.
Sam saiu de nossa casa um mês depois de começar a namorar Benjamin, saiu mesmo, passou em um concurso público e teve de assumir longe, é a vida. Samuel saiu de perto de nós porque teve de decidir entre a vida que levamos ou realizar um sonho antigo de estabilidade. Entretanto Ben ficou conosco e assim tenho agora quatro picas pra me foder, Benjamin é um doce e todos o amam, eu principalmente, ele e Rodrigo em um quarto, Joel e Hélio em outro. Eu alternando dia a dia entre os dois, sou o depósito de porra deles e eles me amam, também por isso.
Benjamin tem um furinho no queixo, o biquinho do peito invertido, um umbigo profundo e um cuzinho pregueado, e gosta de me bater, de cuspir em mim e disse que estava articulando umas maldades para meus 24 anos, disse que era a idade do veadinho. Mas de todos é o mais carinhoso. Ben me colocou de quatro e me beijava enquanto fodia minha boca, “Ah, meu putinho, se não fosse por Joel ter me aceito aqui… se não fosse por você…”, isso era outra coisa, todos estavam submetidos a Joel, ele era o líder natural, o dono da bola, ele era mais bem tratado e paparicado que eu, morro de ciúme de Hélio, e muito mais ainda de Joel.
Joel chega em casa e me vê chupando o pau de Benjamin, “Dois safados do caralho, gordo, come o cu desse veado e deixa arrobadinho e gozado pra eu meter”, eita, a putaria estava feita, exatamente numa terça-feira, eu sei que Hélio ia pedir a mão de Joel em casamento e Caio já intermediou essa conversa, entre Joel e eu, estávamos bem com isso, chegou a hora dele ter sossego, saber que o companheiro não é um veadinho que vai dar pra nenhuma pica que passe perto dele e pronto, eu ainda sou novo, quero foder com os sarados e os gordos, com os maduros e com os moleques, com os delicados e os brutos, eu quero com e sem envolvimento, chegou a hora de ser o companheiro de Hélio e Joel, marido não, depois que ficou evidente que Ben gostava muito mais de nós que Samuel… Sam está mesmo bem, reencontrou Rafinha e estão se dando uma chance, a primeira sem outras pessoas ao redor, e parece que tá acontecendo, adotaram um cãozinho.
Eu paro de chupar Benjamim, Joel chupa a cabeça daquela pica, me beija e sorri, “Eu te amo, seu merdinha, muito, muito mais que naquele dia em que te conheci. Deixa eu ver ele entrando no teu curso, porra, Mateus, que coisa linda, como pode levar esse canavial de cacete que tu leva e ser arroxadinho ainda, ein? Mateus, deixa eu enfiar dentro dessa bundinha junto com Benjamin”, “Porra, Mateuzinho, duas pirocas nessa delícia de cuzinho, deixa, vai, veadinho, deixa…”, “Porra, nenhuma, se quiser vai ser um revezando o outro…”, mas o que eu tava fazendo era cu doce, na maior fissura de ter dois dentro de mim.
Caio chega e encontra a putaria, “Mateus, porra, será que a gente consegue comer outro cu que não seja o teu, seu veadinho?”, Caio já se aproxima deixando sapato e camisa por onde passa, ao se aproximar de mim me puxa pelo cabelo e me beija, diz que eu tenho cheiro de puta e gosto de rola na boca, eu abro um sorriso ele coloca um dedo dentro de meu cu e depois me faz chupar esse dedo, agora somos quatro a nos beijar, Benjamin segura o rosto de Caio e o chama de cavalo, desce para mamar a pica de Caio que estava quase totalmente dura, na verdade ele e eu dividimos a tarefa de chupar os outros dois, depois é Caio que o substitui e depois Joel, todos eles são chupados por eles mesmos e por mim, mas na minha piroca ninguém põe a boca e eles nem deixam eu me tocar.
Porra, como beijam bem, os três, Caio me trouxe Joel e Joel me trouxe Ben. Se fui eu a conhecer e me aproximar de Renato, Hélio e Rodrigo, esses três me foram trazidos e doados, mas eu nem pensava nisso naquele momento, naquele momento era apenas a sorte de estar fazendo o que podia para chupar os três e levar tapas na bunda e dedadas no cuzinho, estava sendo torturado, querendo pica no cu, mas eles não queriam me comer, queriam que eu desse o rabo para dois por vez, caralho, eu estava sendo manipulado, chantageado, piedade por favor, mas cedi e dei.
Joel me beijou emocionado, disse que eu era a pessoa que ele mais amava no mundo inteiro, eu morro de vergonha, Hélio e ele dizem isso pra mim o tempo inteiro em qualquer lugar, apesar de terem oficializado o relacionamento deles, quase sempre estou dormindo no peito de Helinho com as minhas costas grudadas em Joel, acordando sempre para ficar de quatro e ambos se servirem de boquete e cuzinho, se não for com eles é com Caio e Renato, aí eu chamo ambos de titio, fico quase feminino, me agarro ao titio Caio enquanto o titio Renato passa seu corpo peludo e sua barba em todo meu corpo, eles também me põem de quatro para foderem sem dó pela manhã, mas isso é diferente, com meus maridos a coisa é diferente de com meus titios, um lado é como sol e outro como lua, e mais, tem as noites onde Rodrigo vai me buscar no quarto de outros e me tira de lá com violência, quando chego em seu quarto ele me bate na cara e cospe em mim, depois me beija, não me chama de veadinho, ele e seu noivo me chamam de bastardo, me fodem com carinho e depois com força, quase sempre me levam para o chão para poderem gozar nos proprios pés e eu ser “obrigado” a lamber, e não vou mentir: fazer isso sentindo a pressão do pé de um deles me humilhando e me chamando de bastardo arrombado é maravilhoso, eu gozo no chuveiro entre mordidas e a punheta que eles batem pra mim.
Mas quando estamos a dois, eu e um deles… românticos, protetores, cuidadosos, carinhosos, como são sempre que não estamos fazendo sexo, mas desde a ida de Samuel que eu não tenho direito a foder a bunda de nenhum deles, para isso eles me incentivam a caçar na noite, sem aplicativo, muitos caras se aproximam, mas eu sou ativo fora de casa, exclusivamente ativo, nesse ano foram dois estudantes, um caminhoneiro bem grandão (que cu apertado, que rola enorme, o puto só é passivo comigo) e um padreco bem afeminado (esse é por uma questão de estética, é lindo demais) e uma menina, ela sabe de absolutamente tudo adora quando encho sua boceta de piroca enquanto ela meche em um plug anal em mim e eu lhe conto as putarias que fiz durante a semana, ela já conheceu Rodrigo e Caio, ambos lhe chuparam e ela mamou os dois, mas não deixo ela dar para eles, ela se sentiu desconfortável depois de fazer oral com ambos, durante curtiu quem não curte dar o cu chupando outro? Mas depois ficou mal, ok. Ainda assim ela quer vir aqui em casa e dar para todos de uma só vez, mas de uma hora para outra ela se mudou com os pais para outra cidade e isso deu em nada, a verdade é que é meio engraçado na hora mas eu também não gosto depois, sexo ficou chato e desnecessário sem algum sentimento junto.
Joel sentado na borda do sofá, segurando no próprio pau, “Senta, Mateus, senta no colinho do papai, meu lindo”, ele sorri e eu já estou colocando lubrificante nele e em mim, sento, caramba! Benjamin logo começa a passar a cabeça da pica no caralho de Joel e no meu cu, Caio manda ele se preparar não ia se satisfazer com boquete mal feito, ia foder Ben enquanto ele me fodia. Joel mordia meus mamilos, Benjamin foi entrando devagar, “Que felicidade, Mateuzinho, encontrar a tora de Joel dentro desse cuzinho de fogo que tu tens, e ainda por cima ser enrabado por Caio… Porra, Mateuzinho, me controlar pra não gozar logo…”, eu mal respirava, caralho, doía e arranhava por dentro, e eu estava meio alucinado, de tesão, Joel (todo lindo) me chamando de amor, ele falava umas coisas lindas, que eu sou o homem de sua vida, que adorava dividir meu cuzinho com a pica de outro macho, que meus olhos tem a luz de dois faróis, e chupava meus dedos como se fossem uma chibata. Benjamin me mordia o pescoço e os ombros gemia com o pau dentro de mim e a pica de Caio dentro dele.
Caio foi o único que não gozou, nós gozamos quase ao mesmo tempo, eu estava cansado, e ainda tinha o treino de capoeira, deitei no chão de ladinho para tirar um cochilo, pedi para Caio me comer enquanto eu cochilava, ele sorriu e meteu em mim, eu não conseguia dormir, mas também não estava acordado, estava num estágio intermediário entre isso e aquilo, sentindo aquele pau quente e grosso no meu cu, aquele abraço carinhoso e as palavras dele no meu ouvido dizendo que me amava, falando baixinho quase uma respiração… ficamos assim até eu sentir seu corpo enriquecer mais, eu meio que despertei, ele não se conteve e mordeu meu pescoço e me segurou firme, começou a meter mais rápido e me encheu de gala, eu estava feliz, precisava de um banho, ele envergonhado por me ter dado um tranco no final quis se desculpar me lavando.
Que filho da puta gostoso… me fez chupar o rabo, o saco e o pau dele, me fez passar a esponja no seu corpo inteiro e só depois foi cuidar de mim, perguntou se a valia dele (que sou eu) estava querendo pica novamente, me beijou, “Você é gostoso demais pra ficar saciado, quem foder você tem de te deixar sempre na instiga da próxima foda, sempre querendo foda”, me beijou como um homem apaixonado beija seu amante e perguntou se eu iria trocar de corda, iria, eu achava…
Depois da surra que dei em Joel, contei tudo para meu mestre, ele ficou decepcionado e me puniu com a recusa em me mudar de corda por dois anos, e eu me dediquei a ser seu melhor aluno, o mais hábil e o mais disciplinado, em compensação Caio, Hélio e agora Rodrigo vieram para a capoeira, eu estava para ser promovido de laranja e azul para azul, estava animado e com ansiedade também.
Chegamos lá e foi muito bom, todo mundo queria me ver promovido, eu tinha feito amigos pra caramba, eu ajudava o máximo que podia com os novatos e com os menorzinhos. No fim da roda, o mestre disse que só faltava eu me mostrar, ele era um senhorzinho já com bastante idade, mas é o melhor que conheci. “Eu muito velho devo passar a responsabilidade para quem chega, e a verdade é que não quero, mas o corpo exige. Calma, que eu contínuo no grupo, mas a responsabilidade e o trabalho é que não aguento mais, se Mateus não fosse tão jovem e tão ocupado…”, o desgraçado passou a mão nas marcas de mordida em meu pescoço, “não tivesse seu trabalho diurno e os estudos e tanta coisa em suas costas… ele seria o novo mestre, e é por isso que não passo a corda azul para ele…”, meus olhos se encheram de lágrimas e desilusão, “passo a corda azul e verde”, Caralho, eu estava a uma corda de ser um instrutor, meu mestre me abraçou disse que eu ia ser o braço direito de meu novo instrutor que também estava passando por uma troca de corda, Rui era corda marrom e passou para marrom e vermelha, ele iria assumir o lugar de nosso mestre que de toda forma em poucos meses ia mudar-se agora que ficou viúvo, morar perto do filho caçula.
Rui chorava como eu, foi inesperado para ambos, parece algo trivial, mas quem esteve na cerimônia se emocionou, ficou feliz com a despedida cheia de alegria, se bem que ainda não era a partida de nosso mestre. Foi lindo demais, Rui me abraçou depois de jogarmos um pouco. Foi muito bom… Voltamos para casa em algazarra, Rodrigo disse que se Rui pudesse teria me enrabado ali mesmo, eu ri, Rui era professor de educação física e evangélico, ele respondeu que eu também sou evangélico e o maior comedor de xoxota gay que ele conhece. Foi mais de meia hora falando de boceta, capoeira e a vida sexual de nosso novo mestre.
Caio me pergunta do nada se penso ainda em Murilo, “Claro, sempre, meu companheiro, meu melhor amigo, acho que vai levar uns três anos até ele e Daniel voltaram por aqui, mas ele tá feliz lá no subúrbio do interior da Holanda”, “Eu tava falando do outro Murilo, você sabe… você ficou impressionado com a presença de Joel…”, Joel o interrompe, “Na verdade, Mateus ficou impressionado com a minha insistência em namorar com ele, como um fui insistentemente, e ele só teve a chance de conviver com Murilo por uma noite só.”
Eu não sabia o que dizer, como se fosse uma verdade que eu nunca falei, mas que estava lá nos meus momentos de silêncio depois do sexo, nos diálogos entre mim e o fantasma dele, Murilo era algo que eu fantasiada dentro de mim, mas não daria certo àquela época e de qualquer forma ele estava morto. Tentei uma aproximação entre Fernando e eu, como se o filho do assassino pudesse substituir o assassinado. Caio que estava no banco do motorista perguntou se eu estava bem - estava, foi um choque ouvir outra pessoa falar sobre Murilo, eu acreditei que apenas eu lembrava dele. Joel disse que Murilo sempre foi seu único rival.
Aí eu passei da tristeza para a gargalhada, a mania de Joel se fazer de vítima. Perguntei porque Joel estava mesmo naquele carro, “Ora, queria ver a cerimônia da passagem de corda, acho bonito aquele balé que você aprendeu pra me surrar. E de toda forma… eu queria que você estivesse bem e viesse direto pra casa, eu acho que você vai gostar da surpresa que vai ganhar depois do jantar!”
Cheguei em casa querendo saber que surpresa era.