Desde sempre me senti atraído por rolas masculinas, mas foi somente no exército que essa admiração adquiriu outro significado na minha vida. Conto como foi. Na minha época de jovem pobre, do interior do Nordeste, somente havia duas alternativas para quem quisesse tentar ser alguém na vida, para quem era lascado de pai, mãe e parteira, como eu. Uma era fazer amizade com o padre, virar coroinha e conseguir ser indicado para estudar no seminário. Não era o meu caso, que nunca tive vocação sacerdotal, e não queria viver uma vida de fingimento, como alguns que eu conhecia. O outro jeito era, sendo aprovado no alistamento militar, se agarrar no exército e procurar seguir a carreira militar. Um saco, mas era a minha possibilidade de ter um lugar para viver, roupa para vestir, comida, estudo e ainda um pequeno soldo.
No dia mesmo do alistamento, já senti um formigamento de prazer, estando nu com vários jovens da minha idade, igualmente sem roupa, suas bilolas de todos os tamanhos, feitios, cores e posições, e eu tentando proteger a minha da inevitável ereção. Pareceu-me a visão do paraíso: além de me garantir a sobrevivência, eu ainda iria conviver com aquela vasta variedade de rolas.
Naturalmente, o banho era meu momento mais ansiosamente esperado. Era quando eu podia admirar todas aquelas rolas, sob a ducha fria, moles, semieretas e outras em plena ereção. Flagrei algumas punhetas durante o banho, que eram muito comuns e não havia qualquer discrição no ato. É como se fosse tacitamente aceita por todos aquela necessidade biológica da idade.
Tudo começou com um rapaz, que tinha uma rola branca, média, que sempre que a água do chuveiro começava a cair, ia gradativamente endurecendo, e ficava se balançando, rígida, de acordo com os movimentos do corpo. Eu estava no chuveiro vizinho e estávamos apenas nós dois no banheirão. Eu cravei os olhos naquela lindeza e comecei a lamber os beiços, a minha pica já crescendo também.
Quando ele percebeu meu interesse, perguntou se eu queria tocar. É o mesmo que perguntar se santo quer reza ou se recruta quer folga. Minha resposta foi estender a mão para aquele belo instrumento, que mais se retesou ao meu toque. Passei a acariciar, utilizando algumas técnicas que eu aprendera com minhas próprias punhetas. Ouvi seus gemidos e em pouco tempo a rola fez-se rocha entre meus dedos e explodiu fortes jatos, ao som da água caindo e dos gemidos do colega gozando.
Eu me recolhi ao meu espaço, ele concluiu o banho, pegou a toalha, enxugou-se sumariamente, vestiu a roupa, e, saindo, fez sinal de positivo com o polegar. Eu fiquei muito feliz com tudo aquilo, e me masturbei com o maior gosto do mundo, gozando rapidamente, tendo a pica do companheiro como motivação.
No dia seguinte, hora do banho novamente, outro colega estava no chuveiro ao meu lado e ele mexia acintosamente na rola, endurecendo-a e mantendo-a tesa, enquanto lançava incisivos olhares para mim. Eu fazia de conta que estava concentrado em meu próprio banho, embora estivesse a ponto de avançar na pica do meu vizinho de banho. Ele tomou minha aparente indiferença por necessidade de ele próprio avançar. Falou, apenas para que eu ouvisse: “Quer me tocar uma punheta? Eu pago.”
Aquela inusitada proposta me pegou de surpresa, e, num segundo percebi a chance que tinha em minha frente. Além de satisfazer minha tara, poderia fazer uma grana. Não tive dúvida, agarrei aquele pau e apliquei as minhas técnicas, algumas aprimoradas no momento, e em instantes a rola explodiu seu mel aos jatos. Ao terminarmos o banho, enquanto nos vestíamos, ele me passou o dinheiro, afirmando que fora o colega de quarto dele (o que eu punhetara no dia anterior) que lhe passara a informação, e que ele também iria passar adiante.
O fato é que, em pouco tempo eu tinha várias solicitações, que extrapolavam a hora do banho. Marcava encontros em momentos de folga, de dormir, em finais de semana. Fui pegando fama de punheteiro no quartel, e a grana ia caindo fácil – devidamente guardada, num fundo falso do meu baú de roupas. Agora eu tocava várias punhetas durante o banho, havia até vez de espera. Havia um ou outro que não tinha dinheiro e ficava olhando-me masturbar alguém, e isso funcionava como incentivo para a própria punheta. Mas, tendo grana, nada se comparava a ser punhetado pela minha mão mágica.
Até que um dia, num passeio de domingo pela floresta no terreno do quartel, com quatro ou cinco companheiros – já todos contratados para a punheta, e tendo pagado por antecipação –, enquanto eu masturbava o segundo, ele mexia o corpo, insinuando a aproximação da rola de minha boca. Claro que eu queria sentir o gosto do que somente tocava com as mãos, mas estava sem jeito. Foi então que veio a proposta: “Me chupa que eu te dou um por fora.” Não esperei segunda ordem, segurando aquele pau pulsante, fui aproximando da boca, cheirei (meu próprio pau pinotou), lambi (ele gemeu) e fui colocando a tora na minha boca.
Passei a sugar e a chupar, fazendo a mão acompanhar os movimentos da boca, enquanto o cara se remexia freneticamente, eu senti um líquido salgadinho na minha língua, até que explodiu, o primeiro jato quase me engasgando, fazendo-me retirar apressadamente o pau dele da minha boca e direcionando os demais jatos para o ar. Ele estava pálido, após o esforço do gozo.
Os demais companheiros exigiram, então, que queriam um boquete. Falei que, havendo a tal gorjeta, poderiam vir com seus paus duros, que minha boca tomaria conta deles. Um deles não tinha mais grana, mas me ofereceu um radinho de pilha... Ali mesmo fui percebendo algumas estratégias para a chupança. Notei que, após a aguinha salgada, os jatos de porra vinham com força; aprendi a tirar a rola da boca a tempo e continuar a punheta com a mão, para assim fazê-los gozar.
Com o tempo, fui variando nas estratégias e atendendo às exigências dos meus clientes. Um deles me ofereceu o dobro do que eu cobrava se deixasse ele gozar dentro da minha boca e engolisse o sêmen, como se fosse mesmo uma buceta. Pedi tempo para pensar, coloquei na balança meu desconhecimento das consequências desse ato e o dinheiro a mais que receberia, e no dia seguinte estava engolindo a porra do colega.
Essas notícias iam se espalhando e os clientes se multiplicando, tanto quanto as notas que eu acumulava no meu esconderijo secreto. Agora eu já tinha algumas picas também fora da caserna, num barzinho que funcionava como discreto puteiro, na esquina da rua do quartel, que era visitado pela recrutada, quando queria (e tinha dinheiro para) beber e comer alguma buceta ou mesmo um cu. Minha fama de punheteiro e boqueteiro já chegara por ali também. Eu tinha tabela de preços: punheta simples, chupadas na rola, boquete completo, gozando fora ou gozando dentro – os preços eram proporcionais.
Até que, certo dia, fui chamado à sala de comando. Assustei-me, fiquei pensando mil coisas, todas elas tendo uma só conclusão: eu estava fodido. Seria expulso. Ao entrar, o sargento sério me ordenou sentar. Eu tentava captar seu estado de espírito, pela expressão do rosto, inutilmente. Ele foi direto:
– Soube que o senhor realiza sessões de masturbação entre os recrutas...
Meu sangue fugiu-me completamente. Senti a cabeça rodar e os lábios adormecerem. Era óbvio que aquele movimento todo iria vazar em algum momento para os superiores, se praticamente toda a tropa oferecia seus paus a minhas famosas mãos e mais famosa ainda boca. A voz não me saiu, garganta travada, apenas baixei a cara, fronte fervendo, imaginando o que viria a seguir.
O sargento nada falou ante minha aquiescência. Apenas o ouvi mexer a cadeira e ficar de lado, do outro lado da mesa: “Venha cá!” – ordenou-me. Trêmulo, levantei os olhos, encontrei os dele parados sobre mim. Num esforço que me pareceu sobre-humano, levantei e fui até ele: sua calça estava aberta e a rola pulsava, rígida, atrás da mesa. Não sei exatamente o que pensei, mas a cena era eloquente o bastante para dispensar qualquer palavra.
Ajoelhei-me, toquei sua rígida ferramenta, e comecei a massagear aquela rola (minha mão tremia), coloquei-a na boca e me esmerei para a mais completa e perfeita sessão masturbatória que eu conseguia conceber. Sabia que meu futuro estava naquele pau que inchava na minha boca. Em instantes, o sargento gemeu contidamente, fez alguns movimentos involuntários e sua rola detonou borbotões de esperma, que engoli com a competência que a experiência me dera. No final lambi a cabeça, limpando algum vestígio de gala porventura escapada. Soltei a rola, que foi amolecendo e permaneci aos pés do comandante.
O sargento abriu uma gaveta, retirou umas notas de dinheiro e estendeu em minha direção. “Não precisa, senhor!” – balbuciei. “Que é isso, soldado?! Pegue!” Obedeci, explodindo de alegria por dentro – era mais do que o dobro do que eu recebia do mais caro boquete; mas ao mesmo tempo temia pelo desfecho daquela inusitada cena. Na certa eu seria banido do exército, eu já contava com isso.
– Você é um artista, soldado. Mas procure ser mais discreto! – foi tudo que me falou.
Diante do meu perplexo silêncio, apenas acrescentou, com um gesto característico: “Dispensado, soldado!”
Não tenho ideia com que pés eu consegui sair daquela sala e chegar ao meu alojamento; fui ao banheirão deserto, deixei que a água fria massageasse meu corpo, toquei uma punheta e respirei aliviado. À| noite, já estava com novas rolas na boca e mais notas no fundo falso do meu baú.
Concluídos os doze meses do Serviço Militar obrigatório, consegui me engajar no Serviço Militar Voluntário por mais oito anos, quando conheci várias gerações de rolas. Como eu não tinha gasto algum e economizava tenazmente cada centavo recebido, ao longo desse tempo consegui um bom dinheiro, e logo uma conta bancária substituiu o fundo falso do meu baú, que ficou sendo só o espaço de juntar a grana, para depois ser depositada.
Durante esse tempo, fui estendendo minha atuação, atendendo a clientes mais calibrados, que me rendiam valores mais polpudos e novos clientes mais qualificados, de forma que, ao sair finalmente do quartel, me estabeleci num pequeno flat, onde atendia jovens, homens e senhores que queriam variar sua vida sexual, e, mais do que penetração, buscavam um tratamento mais especializado para suas rolas.
E eu pude unir minha tara por picas a um meio de ganhar dinheiro. Obviamente, com meu intenso gosto por varas, não demoraria a querê-las dentro de mim e logo passei a acomodar no meu cu membros tesos que eu preparava primorosamente com a boca, e cobrava mais caro que as punhetas e boquetes.
Atualmente, aos 65 anos, dono de uma pequena cadeia de motéis e sócio de outros tantos, vivo bem e feliz, com aquilo que, de admiração e desejo, se transformou literalmente em minha sobrevivência. Hoje, posso me dar ao luxo de apenas DAR o cu, mas vez ou outra ainda procuro ajudar a jovens que, como eu, precisam cobrar por uma punheta, um boquete ou uma boa enrabada.
