Chupando um pau na frente da minha filha e suas amigas

Um conto erótico de Doidivanas
Categoria: Heterossexual
Contém 1278 palavras
Data: 17/02/2026 01:02:27

Sou o que chamam de "mulher bem resolvida", embora essa expressão tenha sido desgastada por quem nem sabe o que é ter as rédeas da própria libido. Sou casada. Sim, o papel está lá, a rotina doméstica funciona como um relógio suíço, e o meu marido... bem, ele sabe. Existe um pacto silencioso entre nós, um entendimento de que a fidelidade é um conceito pequeno demais para a imensidão do que construímos. Ele tem o espaço dele, e eu tenho o meu vasto playground.

Minhas filhas? Elas não são bobas. Elas sentem o perfume diferente quando chego tarde, notam o brilho no meu olhar que não vem do jantar em família. Elas fingem que não sabem, mergulhadas em seus próprios dramas juvenis, e eu respeito o teatro delas. É uma coreografia familiar estranha, mas é a nossa.

Eu tento ser cuidadosa, juro que tento. Escolho meus parceiros com critério cirúrgico. Saio com o executivo casado que tem tanto a perder quanto eu; com o garotão de vinte e poucos que ainda está aprendendo que o prazer feminino não é um mito; com o cinquentão solitário que só quer sentir que ainda está vivo. Vou de um extremo ao outro, mas sempre com a mesma regra: discrição acima de tudo.

Só que a discrição tem um limite quando se vive cercada de pessoas cujas vidas são tão monótonas que a minha liberdade se torna o único entretenimento disponível. As fofocas surgem, é inevitável. Eu as ouço nos corredores do supermercado, sinto o peso dos olhares na academia, capto os sussurros que morrem quando entro na sala. "Você viu?", "Com quem será que ela estava?", "Pobre do marido...".

Eles acham que me ferem. Mal sabem que cada comentário lascivo, cada julgamento ácido, só serve de combustível. Eu não ligo. No fundo, eu sei que a indignação deles é apenas uma capa mal ajustada para a inveja. Eles odeiam o fato de eu não me esconder. Eles odeiam o fato de que, enquanto eles poliam suas fachadas de perfeição, eu estava ocupada vivendo cada centímetro da minha pele.

O problema de brincar com o perigo, porém, é que às vezes a gente esquece que o palco pode estar mais perto do que imaginamos. E, naquela noite, o cuidado que eu tanto pregava foi atropelado por uma urgência que mudaria tudo.

O asfalto ainda brilhava sob o luar quando o SUV preto encostou suavemente no meio-fio, a poucos metros da entrada da minha garagem. Eu sentia o peso do dia nos ombros, mas sabia que a noite ainda tinha um pedágio a cobrar. Aquele não era um encontro romântico; era um acordo tácito de pele e poder com um dos homens que eu costumava ver quando a rotina se tornava insuportável.

— Você não vai descer assim, sem se despedir, vai? — a voz dele veio baixa, carregada daquela autoridade que ele sabia que me dobrava.

Eu já estava com a mão na maçaneta, mas parei. Eu sabia o que "despedida" significava para ele. Geralmente, íamos para um motel ou para o apartamento dele, mas hoje ele estava com pressa. Ou talvez ele quisesse o perigo da proximidade.

— Aqui? — perguntei, sentindo um calafrio que misturava hesitação e uma excitação sombria.

— Aqui. Agora. Do jeito que eu gosto.

Ele não queria apenas um agrado. Ele queria aquela entrega absoluta que beirava a humilhação. Eu me desloquei para o lado dele, o espaço confinado do carro tornando cada movimento mais intenso. Abri a calça dele, tirei aquele pau para fora e comecei a chupar. O que se seguiu foi uma performance de submissão forçada: um deepthroat agressivo, profundo e ruidoso. Ele segurava meu cabelo com força, guiando o ritmo enquanto o som dos meus engasgos preenchia o interior do veículo. Houve tapas secos, o estalo da mão dele contra a minha pele ecoando no silêncio da rua, um lembrete físico de quem estava no controle. Meus olhos lacrimejavam, a maquiagem provavelmente borrando enquanto eu lutava para manter o fôlego sob a pressão dele.

O que eu não processei, em meio ao transe daquela intensidade, foi a iluminação da sala da minha própria casa. As luzes estavam acesas e as cortinas, entreabertas. Lá dentro, minha filha recebia suas amigas para uma noite do pijama. Mas a fofoca da noite estava acontecendo ao vivo, no banco do passageiro de um SUV estacionado. Uma viu o carro estacionado na frente da casa e se deixou levar pela curiosidade, abriu um pouco a cortina para ver. E ela viu. Ela viu eu me engasgando com o pau do meu amante.

— Gente, não é possível... Aquela é a mãe da Bia? — sussurrou a garota para as demais, colada ao vidro da janela, os olhos arregalados de prazer voyeurístico.

As outras se juntaram para olhar.

— Meu Deus, ela tá chupando ele, dentro do carro! — disse uma outra menina.

— E na frente de casa! — observou uma moreninha de óculos.

— Gente, olha como ele segura a cabeça dela! — outra exclamou, soltando uma risadinha nervosa e maliciosa.

— Ela tá literalmente engolindo ele inteiro. Que vadia! — Concluiu a primeira.

Os comentários subiram de tom, tornando-se crus e degradantes. Elas não sentiam pena; sentiam uma espécie de fascínio perverso. "Olha o estado dela", “Olha os tapas que o cara dá nela”, "Ela gosta de ser tratada assim", "Imagina o que mais ela não faz". As palavras circulavam pela sala como veneno destilado, cada frase uma facada na dignidade da minha filha.

Bia estava paralisada no canto do sofá. Ela reconhecia o carro, reconhecia a silhueta da mãe e, pior de tudo, ouvia cada descrição gráfica vinda das meninas. Ela sabia que, a partir daquele segundo, a imagem da "mãe respeitável" tinha sido incinerada diante das suas melhores amigas.

— Acho que ele gozou, meninas — Observou a de óculos.

— Aposto que ela engoliu tudinho — Riu uma loirinha. — Ela tá saindo do carro, gente!

Todas saíram da janela e foram para os seus lugares.

Quando finalmente saí do carro, limpando o canto da boca com as costas da mão e tentando recompor o vestido amassado, o SUV arrancou, deixando um rastro de fumaça e o silêncio da noite.

Caminhei até a porta, respirei fundo e entrei.

O silêncio na sala era ensurdecedor, mas as vibrações eram elétricas. Seis pares de olhos me fitavam. Algumas meninas desviaram o olhar rapidamente, fingindo mexer no celular com sorrisos contidos, enquanto outras, as mais ousadas, mantiveram o contato visual, me percorrendo de cima a baixo com um julgamento lascivo que dizia: nós vimos tudo.

Bia não conseguia olhar para mim. Ela estava branca, segurando a xícara de chá com tanta força que os nós dos dedos estavam pálidos.

— Oi, meninas. — Eu disse, minha voz um pouco mais rouca do que o normal, sentindo o latejar no fundo da garganta.

— Oi, tia... — respondeu uma delas, com um tom de voz carregado de um sarcasmo açucarado que denunciava a diversão por trás da máscara de educação.

Passei por elas para ir até a cozinha, sentindo o peso das conversas que recomeçariam assim que eu subisse as escadas. A atmosfera da casa tinha mudado. O ar estava carregado de uma tensão erótica e proibida. Eu sentia a vergonha da minha filha irradiando dela, mas, simultaneamente, havia algo naquelas interações pelo resto da noite — os olhares de soslaio, as risadinhas abafadas no corredor, as perguntas de duplo sentido que as amigas dela começaram a me fazer — que acendeu um fogo diferente.

Foi uma noite de humilhação pública e desconforto familiar, sim. Mas, enquanto eu me olhava no espelho do banheiro, vendo a marca vermelha de um tapa desaparecendo no meu pescoço, eu sabia que aquele segredo compartilhado tinha criado uma dinâmica perigosa e estranhamente excitante entre todas nós.

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