Onde o mar nos levou - Capítulo XL

Um conto erótico de Rafa & Caio
Categoria: Gay
Contém 2782 palavras
Data: 02/02/2026 13:24:04
Última revisão: 02/02/2026 13:44:14

Capítulo XL — Onde o luto encontra o cuidado

Rafa narrando...

Os primeiros dois dias em São Paulo não tiveram nada de grandioso. Não houve festas, nem visitas, nem compromissos.

Houve apenas silêncio, café esfriando nas xícaras… e eu. Eu e Caio.

Quando chegamos do aeroporto, ele parecia inteiro por fora, mas por dentro eu sabia que estava todo rachado. O tipo de dor que não faz barulho, mas pesa como pedra no peito.

Na primeira noite, ele mal falou. Sentou no sofá, com os cotovelos apoiados nos joelhos, olhando pra um ponto fixo da parede. Eu me sentei ao lado, sem tocar.

Só fiquei ali. Presença. Depois de um tempo, ele murmurou:

— Rafa...

— Tô aqui.

— Eu não sei o que eu tô sentindo.

Virei um pouco o corpo pra ele.

— Então não tenta explicar agora.

— Mas dói.

— Eu sei.

Ele respirou fundo.

— Não é uma dor de saudade… porque eu quase não vivi com ele.

— É uma dor de falta de chance — respondi.

Caio me olhou.

— Exatamente.

Aproximei mais.

— Você perdeu algo que nunca teve. Isso também é luto.

Ele fechou os olhos por alguns segundos.

— Eu fico pensando… se ele tivesse sido diferente… se ele tivesse ficado…

— Mas ele não ficou — falei com cuidado. — E mesmo assim, você virou o homem que virou.

Ele deu um sorriso fraco.

— Às vezes, eu queria que ele tivesse me olhado jogar bola na praia.

— Mas agora você teve ele te olhando nos olhos.

Silêncio.

Caio engoliu em seco.

— Aquilo… aquilo mudou tudo.

Passei o braço pelos ombros dele. Ele não resistiu. Encostou a testa no meu pescoço.

— Fica comigo?

— Sempre.

Naquela noite, dormimos assim. Sem sexo. Sem conversa longa. Só respiração compartilhada.

No dia seguinte, Caio acordou cedo, mas não levantou. Ficou deitado, olhando pro teto. Eu me mexi na cama e ele virou o rosto pra mim.

— Dormiu?

— Um pouco.

— Sonhou?

Ele balançou a cabeça.

— Não.

Depois de alguns segundos, completou:

— Eu queria que ele tivesse me visto mais vezes.

Minha mão foi automática até o rosto dele.

— Ele te viu do jeito mais importante.

Caio fechou os olhos, e uma lágrima escorreu.

Eu beijei a testa dele.

— Hoje a gente não vai fazer nada, tá?

— Nada?

— Nada que não seja sobreviver.

Ele respirou fundo.

— Obrigado por não me cobrar normalidade.

— Amor não cobra.

Ficamos o dia inteiro assim: no sofá, na cozinha, andando devagar pela casa. Eu fazia café. Ele bebia sem perceber o gosto. Eu cozinhava algo simples. Ele comia por educação.

À noite, sentamos no chão da sala.

— Rafa…

— Oi.

— Eu tenho medo de esquecer a voz dele.

— Você não vai.

— E se eu esquecer?

— Então a gente lembra juntos.

Ele sorriu fraco.

— Você sempre transforma minhas dores em coisas suportáveis.

— Esse é meu trabalho como noivo.

Ele riu pela primeira vez em dois dias.

— Noivo…

— É. Mesmo em luto.

O segundo dia foi diferente. Ainda triste, mas menos pesado. Caio tomou banho sozinho. Demorou. Quando saiu, estava de cabelo molhado e camiseta larga.

— Quer sair pra caminhar?

— Um pouco.

Fomos até a esquina. Ele andava devagar, mãos nos bolsos.

— Rafa…

— Fala.

— Você acha que ele foi embora em paz?

Parei.

— Acho que sim.

— Mesmo tendo errado tanto?

— Justamente por ter pedido perdão.

Caio respirou fundo.

— Eu nunca pensei que fosse perdoar ele.

— Mas perdoou.

— E isso me libertou mais do que a ele.

Sorri.

— Então ele cumpriu o último papel de pai.

Caio parou, olhou pro céu e murmurou:

— Obrigado, pai.

Voltou a andar.

No terceiro dia, a vida começou a pedir espaço.

E junto com isso, veio Miguel.

Nós já tínhamos deixado o apartamento organizado. Caixas separadas. Gavetas vazias. A chave em cima da mesa.

Caio resolveu cozinhar.

— Quero fazer algo especial.

— Por quê?

— Pela campanha. Pela empresa. Pela vida.

— Pelo Miguel?

— Por tudo.

Ele passou a manhã na cozinha. Eu observava da porta. Ele cortava legumes com calma, como se cada gesto fosse uma forma de organizar o caos dentro dele.

— Tá cheirando muito bem.

— É o meu prato de reconciliação com o mundo.

— Vou querer a receita.

Ele sorriu.

Quando Miguel chegou, bateu duas vezes e entrou.

— Posso?

— A casa já é sua — eu disse.

Miguel ficou parado no meio da sala.

— Estranho… — murmurou. — Vocês aqui, eu entrando…

— A vida é isso — Caio respondeu. — Um monte de mudanças silenciosas.

Miguel deixou a mochila no chão.

— Como você tá?

Caio respirou fundo.

— Em construção.

Miguel assentiu.

— Então tá vivo.

— Tô.

Sentamos os três pra almoçar.

— Esse prato tá absurdo — Miguel disse.

— É o sabor do sucesso da Santos Montenegro —

Caio brincou.

— E da sobrevivência emocional.

Rimos.

Depois, na sala:

— Esse lugar tem história, a história dos meus melhores amigos. — Miguel disse.

— Tem — eu respondi. — Mas agora é sua.

Miguel olhou pra nós dois.

— Eu prometo cuidar bem.

Caio foi até ele e o abraçou.

— Você já cuida.

Miguel engoliu em seco.

— Vocês mudaram minha vida.

— Você mudou a nossa também.

Na saída, Miguel ficou na porta.

— Vão ser felizes?

Olhei pra Caio.

— Já somos.

Caio completou:

— Só estamos mudando de endereço.

Quando chegamos à mansão, o portão já estava aberto.

Minha mãe nos esperava no hall.

— Meus meninos…

Ela nos abraçou.

— Entrem.

— Dona Eloísa… — Caio murmurou.

— Hoje a casa tá completa.

— Completa?

Ela sorriu.

— Olhem ali.

Dona Lúcia apareceu no corredor, com uma mala pequena ao lado.

— Caio…

Ele ficou imóvel por dois segundos.

— Mãe?

— Eu mesma.

Ele foi até ela e a abraçou com força.

— Você… você tá morando aqui?

— Tô.

— Quando?

— Desde ontem.

Dona Eloísa se aproximou.

— Foi surpresa.

Caio riu emocionado.

— A senhora é impossível.

— E você merece isso tudo.

Dona Lúcia segurou o rosto dele.

— Meu filho… você passou por tanta coisa…

— Mas agora eu tô aqui.

Ela olhou pra mim.

— E você cuidou dele.

— Sempre.

Ela sorriu.

— Então essa casa agora é de vocês dois.

Caio respirou fundo.

— A gente tá começando outra vida, mãe.

— Eu sei.

E ali, no meio daquele hall grande, eu entendi:

não era só uma mudança de casa. Era uma mudança de destino.

O almoço na mansão tinha outro cheiro. Não era só comida. Era casa.

O sol entrava pelas janelas grandes da sala de jantar, atravessando as cortinas claras e se espalhando pela mesa onde mamãe já organizava tudo com aquele cuidado silencioso de quem ama sem fazer alarde.

Dona Lúcia estava ao lado, ajudando a dispor os pratos, e eu e Caio observávamos aquilo como quem assiste a um sonho ganhando corpo.

— Vocês ficam aí parados parecendo duas estátuas apaixonadas? — Dona Eloísa brincou.

Caio riu.

— É que… é bonito ver vocês duas assim.

— Bonito vai ser o casamento de vocês — Dona Lúcia respondeu, ajeitando os talheres. — Agora sentem.

Nos acomodamos. A mesa estava simples, mas perfeita. Arroz soltinho, salada fresca, peixe grelhado e legumes salteados. Tudo leve. Tudo com cara de recomeço.

Caio foi o primeiro a puxar o assunto.

— Então… sobre o casamento…

Dona Eloísa ergueu as sobrancelhas, interessada.

— Fale, meu filho.

— A gente não quer nada grande. Nada luxuoso.

— Já imaginei — ela sorriu.

— A gente quer… a praia.

Dona Lúcia levou a mão ao peito.

— Na praia?

— No mesmo lugar onde a gente se reencontrou de verdade — Caio continuou. — Só com quem importa.

Eu completei:

— Simples. Mas com alma.

Dona Eloísa trocou um olhar com Dona Lúcia.

— Então será na praia — disse ela. — E será lindo.

— Vocês não se incomodam de cuidar disso? — Caio perguntou, meio receoso.

— Nos incomodamos se não cuidarmos — Dona Lúcia respondeu firme.

Rimos.

— Vai ser tudo sob responsabilidade de vocês duas — eu disse.

— E vocês só precisam amar — Dona Eloísa concluiu.

Depois do almoço, eu precisei sair. A Santos Montenegro ainda exigia atenção. Reuniões, decisões, papéis, números.

— Volto à noite — falei, beijando Caio na testa.

— Estarei aqui.

— Me esperando?

Ele sorriu.

— Sempre.

O dia passou rápido demais. Quando cheguei à mansão, já era noite. As luzes do jardim estavam acesas, iluminando as árvores, as flores e… Caio.

Ele estava sentado em um dos bancos, olhando o céu.

Fui até ele devagar.

— Ei…

Ele virou o rosto.

— Oi.

— Tá tudo bem?

Ele me olhou com aquele sorriso que só aparece quando o coração está calmo.

— Tá. Porque eu tenho ao meu lado o homem mais especial do mundo.

Meu peito apertou.

— Vem cá…

Me aproximei. Ele se levantou, e nos beijamos. Um beijo lento. Calmo. De quem não precisa provar nada pra ninguém.

— Amanhã a gente vai ver as roupas? — ele perguntou, com a testa encostada na minha.

— Os smokings.

— Isso. O casamento tá ficando real demais.

— E tá mesmo.

Ele sorriu.

— Então amanhã vamos escolher o que vestir quando a gente disser “sim”.

No dia seguinte, a loja era clara, elegante, com espelhos grandes e um vendedor animado demais.

— Boa tarde, senhores! — ele disse. — Vieram escolher trajes?

— Para um casamento — Caio respondeu.

— O seu? — o vendedor perguntou, olhando pra mim.

— O nosso — Caio corrigiu.

O homem piscou, meio surpreso, mas logo sorriu de novo.

— Perfeito.

Começamos a experimentar. Caio ficou absurdo num smoking azul-marinho. Eu fiquei com um mais clássico, preto com lapela acetinada.

O vendedor me observava demais.

— Esse corte valoriza muito você… — ele comentou.

Caio cruzou os braços, divertido.

— É, eu sei.

O vendedor deu um meio sorriso pra mim.

— Se não estivesse acompanhado…

Antes que ele terminasse, eu puxei Caio pela cintura e o beijei. Na frente dele. Sem pressa. Sem vergonha.

Quando nos afastamos, o vendedor estava com a boca entreaberta.

— Ele está mais do que acompanhado — eu disse calmo.

Caio caiu na risada.

Na saída, ele falou:

— Rafa… a cara dele foi impagável.

— Foi ou não foi?

— Hilária.

Terminamos o dia num restaurante pequeno, aconchegante.

— Um jantar pra comemorar o quê? — Caio perguntou.

— O futuro.

— Gosto disso.

Tocamos as mãos sobre a mesa.

— Em um mês… — ele murmurou.

— Em um mês você vai ser meu marido.

Ele respirou fundo.

— E você vai ser minha casa.

A mansão estava em silêncio quando voltamos. A noite tinha caído devagar, como se o céu também soubesse que aquele dia precisava terminar com calma. As luzes do jardim ainda estavam acesas, e o ar tinha aquele cheiro fresco de terra molhada e flores noturnas.

Caio caminhava ao meu lado, sem dizer nada. Só o barulho dos nossos passos e o som distante de algum inseto quebravam o silêncio.

Quando entramos, ele fechou a porta devagar.

— A casa parece maior à noite… — murmurou.

— Parece mais nossa — eu respondi.

Ele virou pra mim. Não disse nada. Só me olhou. E aquele olhar já dizia tudo. Cheguei mais perto.

— Vem cá…

Minha mão tocou de leve na cintura dele. Não era pressa. Era necessidade.

— Rafa… — ele sussurrou.

— Eu sei.

Encostei minha testa na dele. A respiração já não estava mais calma. Era como se o dia inteiro estivesse guardado dentro da gente, esperando esse momento pra sair.

— Você ficou lindo hoje — eu disse baixo.

— Você sempre diz isso.

— Porque você sempre tá.

Ele sorriu de canto.

— Mentiroso.

— Só quando se trata de esconder o quanto eu te quero.

Caio respirou fundo. A mão dele subiu pelo meu peito, devagar, como quem reconhece um território que já conhece, mas nunca se cansa de explorar.

— Então para de falar… — ele murmurou. — E me mostra.

Beijei.

Primeiro devagar. Depois mais fundo. Mais inteiro.

O beijo tinha urgência, mas também cuidado. Como se a gente soubesse que ali não era só desejo, era casa, era refúgio, era promessa.

— Eu não consigo mais viver sem você — ele disse entre um beijo e outro.

— Fiquei pensando em você o tempo todo.

— Mentira…

— Juro.

Minha mão subiu pelas costas dele, sentindo cada reação, cada arrepio. Caio fechou os olhos por um instante, respirando contra meu rosto.

— Rafa…

— Fala…

— Não me solta hoje.

— Nunca. Eu também não vivo sem ti.

Levei ele pela mão até o quarto. Sem pressa. Sem barulho. Como se o mundo tivesse parado ali fora.

A luz era baixa. Quente.

Fechei a porta atrás de nós.

— Você é tudo o que eu tenho de mais certo — eu disse.

Caio encostou a testa no meu peito.

— E você é o lugar onde eu descanso.

Beijei o topo da cabeça dele. Depois a testa. Depois a boca outra vez.

Ali não era só desejo. Era entrega. A gente se perdeu um no outro do jeito que só quem ama de verdade consegue: sem medo, sem armadura, sem defesa.

O tempo deixou de existir.

Quando enfim nos deitamos, ele estava com a cabeça no meu peito, e eu com o braço em volta dele, sentindo o coração dele batendo calmo outra vez.

— Rafa…

— Hm?

— Promete que vai ficar assim comigo… sempre.

Beijei o cabelo dele.

— Eu já fiquei. Pra sempre.

A respiração dele foi ficando mais lenta.

E ali, na escuridão tranquila da mansão, com o mundo do lado de fora distante, eu entendi que não era só amor.

Era lar.

Caio narrando...

A porta mal tinha terminado de se fechar quando Rafa já estava perto demais de mim.

Não foi um avanço bruto.

Foi firme. Seguro.

Como quem já sabe onde quer chegar.

O olhar dele não pedia nada, só afirmava.

— Eu passei o dia inteiro pensando em você… — disse baixo, como se só o quarto pudesse ouvir.

Minha respiração falhou um pouco antes da voz sair.

— E eu passei o dia tentando não pensar.

Ele sorriu de lado.

— Não conseguiu, né?

— Não quis.

O beijo veio sem ensaio. Quente. Inteiro. As mãos dele percorrendo todo meu corpo. Seu fogo transmitido em cada toque me dava mais tesão. Com aquele tipo de pressa que não é desespero, saudade acumulada.

Minhas costas tocaram a parede. O mundo ficou pequeno. Só nós dois existíamos ali. Rafa encostou a testa na minha por um segundo, respirando junto comigo.

— Você me desarma, Caio…

— E você me reconstrói.

As mãos dele desceram pela minha cintura devagar, como quem memoriza o caminho.

O toque não era apressado. Era íntimo. Era dono.

— Eu quero você só pra mim — ele disse de novo.

Não como pedido. Como verdade. Eu puxei Rafa pela camisa, até ele ficar colado em mim.

— Então não fica longe.

A gente foi até a cama como se já soubesse o trajeto de cor.

Sentei primeiro. Ele ficou em pé diante de mim, despindo-se e me olhando como se eu fosse uma resposta antiga que ele passou a vida procurando.

— Olha pra mim… — ele pediu.

Eu olhei. E fiquei. Rafa passou a mão no meu rosto, no maxilar, no pescoço.

O toque era lento, mas carregado.

— Você é tudo que eu quero ser daqui pra frente.

Meu peito apertou.

— Então vem ser comigo.

Ele se aproximou mais. A gente respirava o mesmo ar agora. E o beijo voltou, mais calmo, mais fundo, mais entregue.

Minhas mãos foram parar nas costas dele. Rafa estremeceu levemente. Ele tirou minhas roupas com carinho e me olhava como um animal que queria ser devorado por seu algoz.

— Caio…

— Tô aqui.

— Não sai.

— Nunca.

O quarto foi ficando silencioso. Não porque não havia som, mas porque tudo o que importava estava entre nós.

Rafa me empurrou devagar pra deitar. Não como quem domina, mas como quem cuida do que é precioso.

— Eu quero te sentir… — ele murmurou.

— Então sente.

Rafa subiu em cima de mim, encaixou meu pau, que já babava horrores, e sentou com ímpeto e desejo.

A gente se encontrou no meio daquele silêncio quente. Sem pressa. Sem defesa. Sem medo. Cada gesto era um acordo silencioso.

Cada toque dizia: “Eu confio em você.” “Eu fico.” “Eu sou teu.”

Eu fechei os olhos em alguns momentos, não pra fugir, mas pra sentir mais.

Rafa estava ali. Inteiro. Presente. Verdadeiro.

— Você é meu lar — ele sussurrou enquanto mudávamos de posição.

Rafa se levantou e me puxou junto, abaixou-se e me chupou.

E aquilo me atravessou, era tesão demais.

Peguei ele no colo e fudemos no chão do quarto mesmo. Ele cavalgou. Fudemos de ladinho. Depois de frango.

Nossos corpos se derretiam de tanto tesão e luxúria. Ele me beijava. Estávamos em êxtase, ele jorrou porra pra tudo que é lado... E eu... eu nem sei que gozo foi aquele, mas foi um dos melhores que já tive em muito tempo.

Quando tudo desacelerou, a gente ficou deitado junto. Suados. Respirando.

Com o coração batendo no mesmo ritmo.

Rafa me puxou pra perto e apoiou a testa na minha.

— Eu não quero um amor pequeno.

— Então fica nesse grande comigo.

Ele sorriu, cansado e feliz.

— Eu já fiquei.

O quarto foi ficando escuro.E nós também fomos ficando calmos. Mas não distantes.

Ele passou o braço por mim, me prendendo no abraço.

— Dorme aqui desse jeito mesmo, com o cheiro do nosso amor… — disse baixo.

— Sempre. (Risos)

E ali, no meio do silêncio, do cansaço bom e da paz que só quem ama sente… A gente ficou.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive T. Lys. R a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de T. Lys. RT. Lys. RContos: 42Seguidores: 6Seguindo: 3Mensagem "Escrevo com o coração em carne viva, transformando dor, amor e redenção em capítulos que sangram poesia — onde cada palavra carrega o peso da verdade e o alívio da esperança."

Comentários