Primo, eu ainda te amo! | Capítulo 13: A casa da árvore

Um conto erótico de Th1ago-
Categoria: Gay
Contém 3549 palavras
Data: 17/02/2026 11:50:36

Eu ainda consigo ouvir o eco das palmas. Às vezes penso que certos sons nunca desaparecem de verdade, eles apenas se escondem dentro da memória esperando o momento certo para voltar. E naquela noite… tudo era luz, calor e vida.

— Parabéns pra você…

As vozes se misturavam, algumas afinadas, outras completamente perdidas, mas nenhuma delas importava mais do que o sentimento por trás. Eu estava ali, parado diante da mesa grande de madeira da cozinha da fazenda, com o bolo bem na minha frente. O cheiro doce subia no ar como uma lembrança viva da infância. Queijo parmesão com goiabada. O meu favorito. Sempre foi.

Minha mãe segurava a travessa com cuidado, sorrindo daquele jeito que só ela sabia, um sorriso que abraçava antes mesmo de tocar. As velas iluminavam o rosto dela e, por um instante, eu vi o mesmo olhar de quando eu era pequeno, quando ela me chamava para soprar as velinhas e dizia que aquele era o meu dia, o dia em que o mundo tinha ficado um pouco mais bonito porque eu existia.

Ao redor da mesa estavam todos. Meu pai, firme como sempre, mas com os olhos brilhando mais do que ele deixaria transparecer. Meus tios lado a lado, sorrindo orgulhosos. Felipe ali perto, batendo palma exagerado, cantando alto e completamente desafinado, só para me fazer rir, Chico com seus olhos brilhando que era nítida a saudade que meu amigo sentia de mim, E… Caíque.

Eu senti quando olhei para ele. Não foi só ver. Foi sentir.

Ele estava encostado levemente na mesa, me olhando como se aquele momento também fosse dele. O sorriso dele era pequeno, mas cheio de algo que só eu parecia entender. Como se ele estivesse guardando aquele instante dentro dele também.

— Pede o desejo! — alguém gritou. Acho que foi Felipe.

Fechei os olhos por um segundo. Só um segundo. Mas dentro daquele segundo cabia tudo e quando soprei as velas, o mundo pareceu silenciar por um instante, como se até o tempo tivesse parado para assistir. E então vieram os aplausos, os abraços, o calor humano envolvendo tudo. Minha mãe foi a primeira a me puxar, me apertando forte contra o peito.

— Meu menino… XVl anos — ela sussurrou, e eu senti a voz dela tremer.

Meu pai veio logo depois, colocando a mão firme no meu ombro, mas quando me puxou para um abraço rápido, eu senti. Ele estava emocionado também. Assim que ele se afastou Caíque me abraçou forte, senti seu cheiro e meu corpo todo arrepiou.

— Qual foi o seu desejo? — sussurrou ele — Depois me fala que eu vou garantir que tudo que você queira ao longo da sua vida seja realizado.

O rosto dele encostou no meu pescoço por um segundo a mais do que deveria, e naquele segundo eu senti tudo que a gente nunca dizia em voz alta. Quando ele se afastou, seus olhos estavam diferentes. Calmos. Profundos.

— Te amo — ele disse baixo, só para mim.

Eu sorri, mas por dentro… por dentro eu estava transbordando.

A mesa virou festa. Pratos sendo passados, risadas altas, a faca cortando o bolo macio, a goiabada derretendo no meio, o cheiro doce preenchendo tudo. Minha mãe fazia questão de servir o primeiro pedaço para mim, como sempre fez, e quando provei… era exatamente o mesmo sabor da minha infância.

Eu olhei ao redor enquanto todos conversavam. Meu pai contando histórias da fazenda para Felipe, que ouvia como se fosse um documentário ao vivo. Meus tios comentando sobre a viagem. Minha mãe me olhando de vez em quando, como se quisesse ter certeza de que eu ainda estava ali.

E Caíque… quieto. Observando. Sorrindo quando nossos olhares se encontravam.

Foi naquele momento que eu senti, com uma clareza quase assustadora, que eu estava feliz.

Feliz de verdade, não era só o aniversário, tampouco apenas o bolo ou a família.

Era tudo.

Era estar ali, ter voltado, ter meus pais perto, ter meus amigos comigo. Era ver Felipe rindo na minha casa como se sempre tivesse pertencido ali. Era sentir Caíque ao meu lado, dividindo aquele momento comigo.

Eu senti saudade… mesmo estando ali. Saudade dos meus pais, do cheiro da casa, do som dos grilos à noite, do vento passando pelas árvores, da vida simples que parecia tão distante quando eu estava na cidade.

E naquele instante, com o gosto doce do bolo ainda na boca e as vozes da minha família preenchendo o ar, eu pensei que talvez… só talvez… aquele fosse um daqueles momentos que a vida guarda como um tesouro. Um relicário invisível, afinal, sem saber, eu estava vivendo um dos últimos instantes em que tudo ainda parecia inteiro.

A noite foi descendo devagar, como se o céu quisesse prolongar aquele dia só mais um pouco. As vozes foram diminuindo, as luzes da casa ficaram mais suaves, e o vento do interior começou a soprar frio, trazendo o cheiro de terra úmida e capim recém-cortado. Eu ainda sentia o gosto doce do bolo e o calor dos abraços quando tudo finalmente ficou mais quieto.

Eu conversei muito com o Chico naquela noite. A gente se afastou um pouco da bagunça, sentamos perto da cerca, olhando o lago refletir a lua, e colocamos em dia todos os anos que tinham ficado silenciosos entre nós.

Ele me contou das dificuldades, do trabalho duro, das manhãs cedo demais e das noites cansadas. Eu contei da cidade, da escola nova, das mudanças, das coisas que eu ainda não entendia direito dentro de mim. Contei para ele sobre eu e meu primo e pude ver no olhar do meu amigo a felicidade dele em me ver feliz.

Chico foi a primeira pessoa com quem me abri sobre minha sexualidade na época da escola e me lembro como ele sempre me acolheu e nada mudou entre a gente.

E, enquanto a gente conversava, eu percebia… o olhar.

Caíque.

De tempos em tempos, quando eu virava o rosto, lá estava ele. Quieto. Observando. Não era raiva. Não era desconfiança. Era… nervoso. Como se ele estivesse tentando entender onde se encaixava naquela cena. E, no fundo, aquilo me pareceu até fofo. Era alguém novo para ele, um pedaço da minha vida que ele ainda não conhecia.

Foi então que eu puxei os dois para perto. Não forcei, só… fiz acontecer. Uma pergunta aqui, um comentário ali. No começo foi meio travado, meio estranho. Chico com seu jeito simples, direto, e Caíque mais contido, observando antes de falar. Mas, aos poucos, algo foi mudando.

Eles descobriram pequenas coincidências. Gostavam das mesmas músicas antigas que tocavam no rádio da fazenda. Os dois sabiam andar a cavalo, lógico que, para Chico era trabalho e para Caíque era apenas um esporte muito caro que ele praticava no clube de vez em quando. Mas ainda assim, os dois tinham aquela coisa silenciosa de proteger quem amavam. Tão diferentes… e ainda assim, parecidos em pequenos detalhes.

Que irônico.

Eu fiquei olhando os dois conversando e senti algo bom. Como se dois mundos meus, que antes viviam separados, finalmente tivessem se tocado.

A noite caiu de vez, e já era madrugada.

As luzes da casa foram sendo apagadas uma a uma, as conversas viraram bocejos, e a divisão dos quartos foi feita. A fazenda era grande, cheia de corredores e portas antigas que rangiam baixinho quando abriam. Meus tios ficaram no quarto principal, meus pais no deles, Felipe em um dos quartos de hóspedes, Caíque em outro… e eu voltei para o meu quarto antigo.

O mesmo cheiro de madeira, o mesmo armário, a mesma janela que dava para o lago. Era como se o tempo não tivesse passado ali. Eu deitei, olhando para o teto, ouvindo o som distante dos grilos, tentando dormir… mas não consegui.

Faltava algo, faltava ele.

Eu levantei devagar, o chão frio sob meus pés, e caminhei em direção a porta em silêncio. A casa dormia, mas meu coração não. Parei diante da porta do quarto, respirei fundo… e abri.

E então eu sorri, sorri porque Caíque já estava ali Em pé. Na porta. Como se estivesse prestes a entrar. Como se estivesse vindo me procurar também.

— Você também não conseguiu dormir? — perguntei baixo.

Ele soltou um meio sorriso, daqueles cansados e sinceros.

— Não consigo dormir longe de você.

Meu coração apertou de um jeito bom.

— Eu ia te procurar — ele continuou — achei que você estivesse dormindo.

Eu balancei a cabeça, dando um passo mais perto.

— Eu também ia te procurar.

Ficamos em silêncio por um segundo. Só nos olhando. Só respirando o mesmo ar.

— Pra onde você tava indo? — ele perguntou.

Eu sorri de leve, sentindo algo quente crescer dentro de mim.

— Eu tenho uma surpresa pra você… queria te levar num lugar.

O olhar dele mudou. Curioso. Vivo. Do jeito que sempre ficava quando era comigo.

— Agora?

— Agora.

E, sem dizer mais nada, eu segurei a mão dele.

Saímos do quarto como dois segredos caminhando lado a lado. A casa dormia inteira, respirando silêncio. O corredor escuro parecia maior à noite, e cada passo nosso era leve, quase suspenso, como se o chão pudesse nos denunciar a qualquer instante. Quando abrimos a porta dos fundos, a madrugada nos envolveu inteira.

O ar estava fresco, úmido, com cheiro de terra viva. O som dos grilos preenchia tudo, um coro contínuo, profundo, quase hipnótico. Não havia carros, não havia vozes, não havia mundo além dali. Só noite. E céu.

Caíque parou no primeiro passo para fora. Eu senti a mão dele apertar a minha, devagar.

Ele olhava para cima.

As estrelas dominavam o escuro, espalhadas como poeira de luz infinita. Não era um céu comum. Era um céu que engolia o olhar. Na cidade, as luzes escondem tudo. Ali, o universo parecia aberto, próximo, respirando.

— Eu nunca vi… — ele murmurou, quase sem voz — nunca vi o céu assim.

O brilho das estrelas refletia nos olhos dele. E naquele instante, quem parecia perdido… era eu, olhando para ele.

— Aqui sempre foi assim — falei baixo — quando eu era pequeno, eu vinha pra fora só pra olhar o céu.

Ele continuou olhando, em silêncio, como se quisesse guardar cada estrela dentro do peito.

Seguimos caminhando pela grama fria. O lago apareceu aos poucos, negro e tranquilo, refletindo o céu como um espelho silencioso. Um pato se moveu devagar perto da margem, criando círculos suaves na água. O vento leve trouxe o cheiro das árvores, da vegetação, da noite viva.

E então chegamos.

No canto mais afastado do lago, escondida entre duas árvores antigas, estava a casa da árvore, a minha casa da infância. Pequena, simples e cheia de memória.

Caíque olhou para ela, depois para mim, com aquele olhar curioso que sempre parecia perguntar mais do que as palavras diziam.

— Você… ainda vem aqui?

Eu sorri.

— Hoje, eu voltei.

Subimos devagar. A madeira rangia baixinho, como se lembrasse de mim. Quando ele entrou, ficou parado.

Porque eu tinha deixado tudo pronto.

Uma manta estendida no chão de madeira, algumas almofadas, uma pequena lanterna com luz dourada iluminando suave, criando sombras quentes nas paredes. Um pouco de comida simples — pão, frutas, coisas que consegui pegar escondido — e duas taças.

E o vinho.

As garrafas que eu “roubei” da adega do meu pai estavam ali, silenciosas, quase cúmplices.

O vento entrava leve pelas frestas da madeira, trazendo o som distante dos grilos e o brilho da água lá embaixo. O mundo parecia longe. Pequeno. Distante. Ali, só nós dois existíamos.

Caíque olhou tudo devagar, absorvendo cada detalhe, e depois me olhou daquele jeito profundo, sincero.

— Você fez isso… pra mim?

Balancei a cabeça.

— Pra gente.

Ele não disse nada por alguns segundos. Só se aproximou. Sentou ao meu lado, o silêncio não era vazio. Era cheio de algo que aquecia.

Servi o vinho com cuidado. As taças tilintaram baixinho. Ele sorriu. Tomamos um gole. Simples. Calmo. Verdadeiro. Sentados lado a lado, olhando o lago e o céu, nossas mãos se encontraram sem esforço. Sem medo. Sem pressa.

Ele entrelaçou os dedos nos meus e ficou.

— Aqui… parece que nada pode dar errado — ele disse, baixo.

Eu senti o coração apertar.

— Eu queria que esse momento não acabasse.

Ele virou o rosto para mim.

— Então não acaba.

Ficamos ali, próximos, respirando o mesmo ar, sentindo o calor um do outro na madrugada fria. O vento passou suave, a madeira estalou leve, e o lago refletia as estrelas como se o céu tivesse descido até nós. Nenhuma palavra era necessária.

Abri a pequena cesta que eu tinha trazido e comecei a organizar as coisas.

— Eu não sabia o que você gostava… então trouxe um pouco de tudo — falei, meio sem jeito.

Caíque pegou um pedaço de pão, observando ao redor com aquele olhar curioso de quem ainda estava absorvendo tudo.

— Você literalmente me trouxe pra uma casa da árvore secreta no meio da madrugada… com comida, vinho e vista pro lago — ele disse, segurando o riso. — Isso aqui tá parecendo cena de filme.

— Filme?

Ele olhou pra madeira, pro teto baixo, depois pra mim, e abriu aquele sorriso torto.

— Tá muito High School Musical, sabia? Só falta você começar a cantar “Right Here, Right Now” aqui no meio da floresta.

Eu soltei uma risada baixa, tentando não fazer barulho e ele se levantou abrindo os braços, me puxando pra cima e me abraçando enquanto cantava o refrão da música de forma engraçada.

"Right here, right now, I'm looking at you, and my heart loves the view"

— Cala a boca… — comecei a rir e tampar a boca dele — imagina alguém acorda e escuta isso.

— Ia ser histórico — ele respondeu, segurando o riso. — “Dois adolescentes desaparecem cantando num lago às duas da manhã”.

Balancei a cabeça, rindo, e empurrei levemente o ombro dele.

— Você estraga o momento.

— Não estrago — ele disse, mais suave agora. — Eu deixo ele mais… nosso.

O silêncio voltou, mas agora era leve. Quente. Vivo.

Comemos devagar, dividindo pequenas coisas, bebendo goles curtos de vinho, conversando sobre nada e sobre tudo ao mesmo tempo. Ele contou coisas bobas da escola, eu lembrei histórias da infância ali naquele lugar, das vezes que eu fingia que aquela casa era um castelo, um esconderijo, um mundo só meu.

— Engraçado — ele disse, olhando ao redor — Então quer dizer que eu sou o seu primeiro amor que veio na casa da árvore?

Eu olhei pra ele.

— Você é meu primeiro amor, não só aqui, na vida.

— Eu gosto disso — ele falou baixo e me roubou um selinho.

O vento passou mais frio, e eu senti a mão dele procurar a minha. Quando nossos dedos se entrelaçaram, foi como se tudo dentro de mim se acalmasse. Ele ficou em silêncio por alguns segundos… e então falou, diferente de antes.

— Alec…

Eu virei o rosto.

Os olhos dele estavam sérios, mas quentes.

— Eu nunca senti isso antes — ele disse. — Nunca. Nem com ninguém. Nem perto disso.

Meu coração começou a bater mais forte.

— Desde que você chegou… tudo mudou. O jeito que eu penso, o jeito que eu sinto… até o jeito que eu respiro quando você tá perto. E eu tentei ignorar… tentei fingir… mas não dá.

Eu não consegui falar nada. Só ouvir.

— Eu gosto de você — ele continuou, mais baixo. — Gosto de verdade. Do jeito que você ri, do jeito que você pensa demais, do jeito que você segura minha mão quando acha que eu não tô vendo… gosto de você inteiro.

Minha garganta apertou.

— E eu tenho medo — ele confessou. — Medo do mundo, das pessoas, do que pode acontecer… mas quando eu tô com você, nada disso parece maior do que a gente.

Eu respirei fundo, e finalmente falei.

— Eu te amo.

A palavra saiu baixa. Simples. Verdadeira.

Os olhos dele tremeram um pouco, como se aquilo tivesse atravessado direto o peito dele.

— Eu amo você — repeti, mais firme. — Amo quando você cuida de mim, quando você tenta ser forte por nós dois… amo até quando você fica com ciúme e finge que não tá.

Ele soltou um sorriso pequeno, emocionado.

— Eu amo você, Alec.

O mundo pareceu parar.

Sem pressa, ele levantou a mão e tocou meu rosto, como se tivesse medo de quebrar algo frágil. O polegar dele passou de leve pela minha bochecha, e eu senti o calor subir pelo corpo inteiro.

Ele se aproximou devagar.

Eu senti a respiração dele primeiro.

Depois o toque leve do nariz no meu.

E então…

O beijo.

Calmo. Profundo. Doce.

Não havia urgência, não havia pressa. Só sentimento. Só verdade. Só nós dois, naquela casa da árvore, no meio da madrugada, como se o mundo tivesse esquecido de existir.

Quando nos afastamos, nossas testas ainda estavam encostadas.

E, pela primeira vez…

Eu me senti pronto.

O silêncio na casa da árvore era diferente de qualquer outro que já haviam compartilhado.

Não era o silêncio tímido de antes, nem o silêncio pesado de dúvida. Era um silêncio quente, denso, cheio de promessas. A respiração de Caíque, um pouco ofegante a meu lado era a única melodia no ar noturno. Nossas mãos que antes estavam entrelaçadas, agora deslizava lentamente pelo braço um do outro sob a camiseta fina. O contato da pele de Caíque contra a minha me fez estremecer, um arrepio que percorreu minha espinha e se concentrou na base do meu abdômen.

Caíque se inclinou, seu rosto a poucos centímetros do meu. Seus olhos, brilhando com a luz fraca da lua que entrava pela janela, eram intensos, cheios de uma pergunta silenciosa. Eu não hesitei e encurtei a distância, encontrando os lábios do meu primo em um beijo que não era mais tímido. Era um beijo faminto, cheio de meses de desejo não dito. As bocas se abriram, as línguas se encontraram em uma dança lenta e exploradora. O gosto dele era familiar e ao mesmo tempo totalmente novo.

A mão dele nas minhas costas pressionou mais, puxando-me para mais perto, até não haver mais espaço entre nós. Alec podia sentir o calor do meu corpo contra o seu, a batida acelerada do coração dele ecoando a minha. Ele respondeu, entrelaçando os dedos no meu cabelo, sentindo a textura macia entre seus dedos.

O beijo se aprofundou, tornando-se mais urgente. Caíque moveu sua mão da costa para a frente, deslizando-a sobre o meu peito, sentindo os músculos se contraírem sob seu toque. O polegar dele encontrou um de meus mamilos, passando sobre ele, e um gemido baixo escapou da minha garganta, engolido pelo beijo dele.

Aquele som pareceu quebrar a última barreira. Meu primose afastou um pouco, o suficiente para olhar nos meus olhos, o peito dele subindo e descendo.

— Alec... — sussurrou ele, a voz rouca de desejo.— Tem certeza?

A minha resposta foi tirar a minha camiseta em um movimento rápido, deixando-a cair no chão de madeira. Eu senti uma onda de vulnerabilidade, mas olhando para Caíque, vendo o desejo puro e a admiração no rosto dele, a vulnerabilidade se transformou em poder. Eu estava pronto.

Ele não precisou de mais convite. Ele também tirou a camisa, revelando um torso esguio, mas definido. Ele se inclinou e começou a beijar o meu pescoço, descendo lentamente, deixando um rastro de beijos molhados e mordiscos suaves. Sua boca encontrou o meu mamilo, e ele o sugou gentilmente, depois com mais força, enquanto sua mão explorava o meu abdômen. Os meus dedos traçavam a linha de seu cabelo.

O meu corpo se arqueou, um pedido silencioso por mais.

As mãos dele encontraram o cinto da minha jeans. Ele olhou para cima, buscando permissão mais uma vez. Eu apenas assenti, incapaz de formar palavras.

Com movimentos lentos e deliberados, Caíque desabotoou o meu jeans e desceu o zíper. A mão dele deslizou para dentro, por cima do boxer, encontrando-me já duro e quente. O contato direto, mesmo através do tecido, me fez ofegar.

Senti meu primo se ajoelhar entre minhas pernas puxando lentamente minha calça e a boxer para baixo, assim libertando toda minha ereção. O ar frio da noite a tocou por um instante antes de a boca quente e molhada de Caíque me envolver. A sensação foi avassaladora. Era quente, úmido, incrivelmente íntimo. Ele começou a mover a cabeça para cima e para baixo, sua língua fazendo movimentos circulares na cabeça, sua mão segurando a base.

Eu agarrei às tábuas do chão, os nós dos dedos ficando brancos. Gemidos baixos e incontroláveis escapavam de meus lábios. Eu nunca sentira nada igual. Era como se cada nervo do seu corpo estivesse concentrado naquele único ponto de contato.

Caíque aumentou o ritmo, sua boca trabalhando com uma habilidade que me deixou sem fôlego. Eu senti a pressão se construindo dentro de mim, uma onda de prazer que crescia e crescia.

— Caíque... eu vou...— sussurrei como um aviso.

Ele apenas respondeu aumentando a sucção, levando-me até o limite e além. O orgasmo me atingiu como uma onda, forte e inesperada Quando os tremores finalmente passaram, Caíque se moveu para cima e deitou ao meu lado.

Ele me beijou suavemente, um beijo lento e reconfortante. Eu podia sentir o próprio gosto nos lábios de Caíque, e isso não me envergonhou; pelo contrário, conectou-nos de uma forma que eu nunca imaginara.

— Isso foi... incrível — sussurrei

— Isso ainda não foi nada — disse ele rindo

— Com certeza não foi — falei colocando minha mão sobre o volume dele — ou você achou que eu te deixaria assim? Agora é a sua vez!

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Comentários

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Fiquei em êxtase com a leitura! Genial, bem estruturado e envolve do começo ao fim... Fico me questionando onde foi que os dois perderam, pois há intensidade e intenção... A vida tem formas estranhas de aproximar e afastar as pessoas, tem formas loucas de fazer as duas coisas juntas também, rs. Talvez a história dos dois seja sobre isso, espero que seja... Esse atravessar de pontes, conexão de caminhos e sentimentos aflorados. Continue logo!

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