Sob o Mesmo Teto: A Herança de Onofre

Um conto erótico de SeloDeCarne
Categoria: Heterossexual
Contém 1664 palavras
Data: 17/02/2026 20:08:01
Última revisão: 17/02/2026 20:08:50

​📜 CAPÍTULO 01: O HÓSPEDE INDESEJADO

​O calor de Ribeirão Preto era sufocante. Juliana ajeitava o vestido curto de algodão, tentando se refrescar diante do ventilador, enquanto esperava Ricardo chegar do trabalho. A notícia havia vindo na semana passada: Onofre, o tio distante de Ricardo, havia perdido tudo em uma aposta de jogo e precisava de um lugar para ficar "por uns tempos".

​Quando a caminhonete velha estacionou na frente da casa, Juliana sentiu um arrepio. Onofre desceu do veículo. Ele era um homem massivo, com uma barriga proeminente que esticava a camisa de botões manchada de suor. Seus olhos pequenos e escuros percorreram Juliana de cima a baixo antes mesmo de cumprimentar o sobrinho.

​— Então essa é a famosa Juliana? — Onofre grunhiu, a voz carregada de fumo e sarcasmo. Ele estendeu uma mão grossa e calejada, apertando a mão dela com uma força que quase a fez ajoelhar. — Ricardo é um homem de sorte. Ou de muito azar.

​O Cerco Doméstico

​A primeira semana foi um teste de paciência. Onofre se instalou no quarto de visitas, mas passava a maior parte do tempo na sala, sem camisa, bebendo cerveja barata e assistindo televisão. Ele fazia questão de deixar a porta do banheiro aberta, exibindo sua nudez descuidada e bruta sempre que Juliana passava.

​Ricardo, cego pela lealdade familiar, não percebia o desconforto da esposa.

— Deixa ele, Ju. O tio Onofre passou por muita coisa. Ele só é... rústico — dizia Ricardo, sem notar como o tio olhava para as pernas de Juliana durante o jantar.

​A tensão explodiu em uma tarde de quarta-feira. Ricardo havia saído para um plantão extra. Juliana estava na cozinha, lavando a louça, quando sentiu a presença pesada de Onofre atrás dela. O cheiro de álcool e tabaco invadiu seu espaço pessoal.

​— Sabe, Juliana... — Onofre sussurrou, encostando a barriga quente nas costas dela. — Eu vi as fotos que você guarda naquela pasta escondida no computador. Aquelas que você manda pro seu "amiguinho" da internet enquanto o Ricardo está ralando.

​Juliana congelou. O prato escorregou de sua mão, quebrando-se na pia.

— Do que você está falando? — ela tentou dizer, mas a voz falhou.

​— Não se faça de santa. Se o meu sobrinho souber que a "professora exemplar" se exibe para estranhos por atenção, ele te joga na rua com a roupa do corpo — Onofre agarrou a cintura dela com as duas mãos, apertando a carne com força. — Mas eu sou um homem de negócios. Se você cuidar bem do seu tio, esse segredo morre comigo.

​A Primeira Cobrança

​Onofre não esperou uma resposta. Ele a virou de frente para ele, forçando-a contra a pia. Com uma mão, ele levantou o vestido de Juliana, expondo sua calcinha de renda.

— Ajoelhe-se — ordenou ele, o olhar transbordando malícia. — Vamos ver se você é tão boa na prática quanto é nas fotos. O Ricardo é fraco, Ju. Você precisa de um homem de verdade para te colocar no lugar.

​Lágrimas de humilhação e medo queimaram os olhos de Juliana. Ela olhou para a porta, sabendo que estava sozinha com aquela fera. Lentamente, sob o olhar vitorioso do tio do marido, ela se ajoelhou no piso frio da cozinha de sua própria casa, sentindo o início de uma escravidão que mudaria sua vida para sempre.

O silêncio da casa era interrompido apenas pelo zumbido baixo do ventilador de teto e o som de um carro passando distante na rua. Dentro da cozinha, o ar parecia ter acabado. Juliana estava de joelhos, o rosto na altura do cinto de couro desgastado de Onofre. Ela sentia o calor emanando daquele homem, um odor forte de suor, óleo de motor e o hálito azedo de quem passou a tarde bebendo.

​— O que foi? O gato comeu sua língua? — Onofre zombou, segurando os cabelos de Juliana na nuca e forçando a cabeça dela para frente. — Anda, abre essa boquinha de professora. Quero ver se você aprende rápido.

​A PROFANAÇÃO NO LAR

​Juliana fechou os olhos, sentindo a humilhação arder mais que qualquer tapa. Ela, que sempre foi a "esposa troféu" de Ricardo, a mulher respeitada na escola, agora estava sendo reduzida a nada no chão onde costumava brincar com o cachorro da família.

​Onofre soltou a fivela do cinto com um estalo seco. O som ecoou na cozinha como um veredito. Ele se exibiu para ela, uma virilidade bruta e descuidada, desproporcional à fragilidade daquela situação. Sem qualquer delicadeza, ele segurou o rosto de Juliana com as mãos grossas e calejadas, forçando a entrada.

​— Engole o choro — ele rosnou, enquanto começava um movimento rítmico e agressivo. — Se o Ricardo chegar e te vir assim, a culpa vai ser toda sua. Você que é a vadia que se exibe na internet, lembra? Eu sou só o tio ajudando a família a manter as aparências.

​Juliana engasgava, as lágrimas escorrendo e molhando a pele áspera de Onofre. A cada estocada, ela sentia o domínio dele se expandindo. Onofre não tinha pressa; ele saboreava o poder. Ele usava a outra mão para apertar os seios de Juliana por cima do vestido, deixando marcas roxas que ela teria que esconder do marido mais tarde com maquiagem ou desculpas esfarrapadas.

​O ACORDO DE SANGUE

​Após alguns minutos de uma tortura psicológica e física intensa, Onofre a puxou pelos cabelos, fazendo-a levantar-se, mas mantendo-a prensada contra a pia. Ele a virou de costas, levantando o vestido dela até a cintura.

​— Agora a parte principal — ele sussurrou no ouvido dela, a voz rouca causando calafrios. — Quero que você sinta o peso do segredo que eu estou guardando para você.

​A invasão foi bruta e sem qualquer preparo. Juliana mordeu o lábio inferior até sangrar para não gritar e alertar os vizinhos. Onofre a usava com a força de quem não via uma mulher como um ser humano, mas como uma válvula de escape para seus instintos mais baixos. O som da carne colidindo rítmicamente misturava-se ao som dos soluços abafados de Juliana.

​— Você gosta, não gosta? — Onofre provocava, desferindo um tapa estalado na nádega esquerda de Juliana. — O Ricardo nunca te tratou assim, né? Ele é muito "bonzinho", muito delicado. Você precisava de um bicho como eu para te dar o que você realmente quer.

​Quando ele finalmente chegou ao ápice, despejou toda a sua semente dentro dela, selando o "contrato de silêncio" da forma mais degradante possível. Ele se afastou, limpando o suor da testa com o antebraço, enquanto Juliana desabava sobre a pia, o corpo tremendo e as pernas bambas.

O RETORNO DA NORMALIDADE FACHADA

​Onofre ajeitou as calças e o cinto como se nada tivesse acontecido. Ele caminhou até a geladeira, pegou mais uma lata de cerveja e a abriu com um estalo satisfatório.

​— Limpa esse rosto e dá um jeito nessa cozinha — ele disse, caminhando em direção à sala. — O Ricardo chega em meia hora. E Ju... não esquece de sorrir para ele. Afinal, nós somos uma família unida agora.

​Juliana ficou ali, sozinha, ouvindo o som da televisão sendo ligada na sala. Ela olhou para o prato quebrado no chão — um símbolo perfeito de sua vida a partir daquele momento. Ela teria que lavar a louça, preparar o jantar e beijar o marido, tudo isso sentindo o rastro de Onofre ainda presente em seu corpo.

​A "hospitalidade" havia se tornado uma prisão de carne, e o Tio Onofre era o novo dono da casa.

​O som da chave girando na fechadura da sala foi como um despertar violento para Juliana. Era Ricardo. Ele chegava assobiando, alheio ao fato de que, a poucos metros dali, a vida que ele conhecia havia sido reduzida a cinzas.

​— Ju? Cheguei! — a voz dele ecoou, alegre e cansada.

​Juliana, ainda trêmula e sentindo o desconforto úmido da invasão de Onofre, agiu por puro instinto de sobrevivência. Com movimentos frenéticos, ela puxou o vestido para baixo, ajeitou o cabelo bagunçado diante do reflexo do micro-ondas e limpou o rosto com o dorso da mão, removendo o rastro das lágrimas.

​Onofre, por outro lado, nem se deu ao trabalho de se levantar do sofá.

​— E aí, sobrinho! — Onofre gritou da sala, a voz relaxada de quem acabara de se banquetear. — Chegou em boa hora. A Juliana estava aqui me fazendo uma companhia de primeira enquanto preparava o jantar. Mulher prendada você arrumou, viu?

​Ricardo entrou na cozinha segundos depois. Ele viu Juliana de costas, debruçada sobre a pia, aparentemente lavando os pedaços do prato quebrado. Ele se aproximou e a abraçou por trás, beijando seu pescoço exatamente onde, segundos antes, Onofre havia deixado uma marca de mordida que ela agora escondia com as golas do vestido.

​— Que cheiro é esse, Ju? Parece que algo queimou — Ricardo comentou, farejando o ar saturado pelo encontro proibido.

​— Foi só o prato, Ricardo... eu me assustei e ele caiu — ela mentiu, a voz saindo em um sussurro rouco que o marido interpretou apenas como cansaço.

​O Olhar do Dono

​Pela porta da cozinha, Onofre observava a cena. Ele cruzou os braços sobre a barriga proeminente e deu um gole demorado em sua cerveja, sustentando o olhar de Juliana por cima do ombro de Ricardo. Ele deu um sorriso de canto, um aviso silencioso de que ele agora possuía não apenas o quarto de visitas, mas a mulher que Ricardo abraçava.

​— Deixa a moça descansar, Ricardo — Onofre interrompeu, com um tom de autoridade que fez o sobrinho se afastar. — Ela trabalhou muito hoje. Amanhã eu e ela vamos ter muito o que conversar enquanto você estiver fora, não é, Juliana?

​Juliana apenas assentiu, incapaz de proferir uma única palavra. Ela olhou para o marido, o homem que ela amava, e sentiu uma náusea profunda. A presença de Onofre na sala era como uma sombra que nunca mais sairia dali.

​Naquela noite, enquanto Ricardo dormia o sono dos justos ao seu lado, Juliana ficou acordada, encarando o teto. Ela sabia que, ao amanhecer, o "aluguel" seria cobrado novamente. E ela sabia que, no fundo, o Tio Onofre não aceitaria nada menos do que a sua alma.

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