POV: JORGÃO
Eu entrei naquele condomínio na Barra da Tijuca sentindo o cheiro do medo disfarçado de perfume francês. O asfalto quente do Rio de Janeiro parecia ferver sob as rodas da minha moto, mas nada queimava mais do que o olhar de desprezo que eu reservava para aquela casta de gente de sangue azul. Eu fui contratado como "chefe de segurança", mas no momento em que atravessei o portão da mansão dos Cavalcanti, eu sabia que minha função não seria proteger aquela família do mundo exterior. Minha missão era ser o predador que eles tanto desejavam e temiam dentro do próprio ninho.
O Dr. Otávio Cavalcanti me recebeu no hall de entrada. Um homem de pele pálida, mãos que nunca pegaram num peso e um terno que custava mais do que a casa onde eu cresci no Complexo. Ele tentava manter a postura de Juiz, mas a voz dele tremia. Ele me olhava de baixo para cima — eu, com meu 1,96m de puro músculo retinto, uma parede de carne negra que fazia o teto daquela sala parecer baixo demais para mim.
— Seja bem-vindo, Jorgão... as regras aqui são... discretas — ele disse, e eu vi o suor escorrer pela têmpora dele enquanto seus olhos teimavam em descer para a minha cintura.
Eu não disse uma palavra. Apenas respirei fundo, deixando o cheiro de testosterona e perigo ocupar o mármore frio. Atrás dele, a "perfeição" começou a aparecer. Heloísa, a esposa, desceu a escadaria como se estivesse num desfile. Loira de farmácia, corpo esculpido por dez cirurgiões, com um robe de seda que não escondia nada das curvas de uma mulher que vivia para ser desejada. Logo atrás, as duas filhas, Valentina e Sophia. Duas patricinhas de pele de seda, rostos de anjo e olhos de serpente, que já me devoravam com o olhar como se eu fosse um brinquedo novo comprado na favela. E, por fim, o Enzo. O herdeiro. Um moleque de 18 anos, liso, sem um pelo no corpo, com braços finos e um olhar de cadela acuada que já entregava sua natureza submissa.
— A família toda reunida pra receber o funcionário? Quanta honra — minha voz saiu como um trovão, um barulho áspero que cortou a música clássica que tocava ao fundo.
Eu caminhei até o centro da sala e me joguei no sofá de couro branco. Abri as pernas sem qualquer pudor, deixando que a costura da minha calça de sarja fosse testada pelo volume absurdo que eu carregava. Meus 30cm estavam ali, uma clava oculta que fazia a família inteira perder o fôlego. O Dr. Otávio ficou hipnotizado; as filhas trocaram olhares maliciosos e Heloísa umedeceu os lábios, a mão apertando o corrimão da escada.
— Enzo, chega aí — ordenei, sem olhar para o garoto.
Ele veio tropeçando, as pernas brancas tremendo.
— S-sim, Jorgão?
— Tira minhas botas, moleque. E faz direito. Se eu sentir um arranhão na minha pele, você vai descobrir por que me chamam de Jorgão.
Enquanto o herdeiro se ajoelhava aos meus pés, humilhado diante dos pais e das irmãs, eu olhei para o Dr. Otávio.
— Doutor, você me pagou pra botar ordem. E a primeira ordem é: o patriarca agora sou eu. Essa casa fede a futilidade. Eu vou limpar esse lugar com o suor de vocês.
Eu não esperei resposta. Levei a mão à braguilha e abri o zíper. O som do metal correndo no silêncio da sala foi como o gatilho de uma arma. Quando eu libertei a fera, o impacto foi visualmente violento. Meus 30cm saltaram para fora, negros como o asfalto, carregados de veias grossas que pareciam serpentes enroladas numa haste de ferro. A cabeça era larga, roxa de sangue pulsante, e vertia uma gota de dominação que brilhou sob o lustre de cristal.
— Olhem bem pra isso aqui — eu rosnei, segurando o meu membro e balançando-o diante dos rostos pálidos da elite carioca. — Isso é o que vai ditar o ritmo da música nessa mansão. Otávio, você queria um homem de verdade por perto? Pois aqui está ele. Heloísa, você acha que seu marido é homem? Você nunca sentiu o peso de um tronco desses rasgando sua perfeição.
O Juiz caiu de joelhos ali mesmo, as mãos juntas como se estivesse rezando para um novo deus. Heloísa deu um passo à frente, o robe se abrindo totalmente, revelando que ela não usava nada por baixo. As filhas, Valentina e Sophia, se aproximaram como hienas famintas, os olhos fixos na minha virilidade monumental.
— Hoje a aula é de biologia básica — eu disse, agarrando o cabelo de Heloísa e forçando a cabeça da "primeira-dama" da Barra contra a minha coxa. — Vou mostrar pra vocês como o marfim de Alphaville se ajoelha diante do ébano do morro. Enzo, continua limpando, seu lixo. Valentina, Sophia... fiquem de quatro atrás do sofá. Quero ver essas bundas de grife empinadas pra mim.
A mansão Cavalcanti não era mais um lar. Era o meu curral. Eu ia usar cada um deles, do Juiz passivo à filha mais nova, até que o sobrenome deles não passasse de uma mancha de fluido no meu chão. O Rio de Janeiro ia continuar lindo lá fora, mas aqui dentro, o clima ia ser de extermínio total.