Doce Veneno – Cap. 05: A Calourada e o Gosto do Veneno

Da série Doce Veneno
Um conto erótico de Gustavo Prado Torres
Categoria: Heterossexual
Contém 4366 palavras
Data: 20/03/2026 15:43:43

A porta abriu. Nina saiu enrolada em uma toalha branca, os cabelos ruivos molhados e cheirosos caindo pelos ombros. Ela caminhou lentamente até a cama, com um sorriso enigmático, mas em vez de se sentar na frente dele, deitou-se ao seu lado.

Acomodou a cabeça no peito dele, baixou levemente o short de banho do namorado e começou a acariciar o pau lentamente, que já estava duro de pura tensão.

— Amor... eu prometi que ia te contar, não foi? — Ela sussurrou, a voz aveludada, traçando linhas invisíveis no rosto fino de Artur com a mão livre. — Sabe o que eu vi quando eu fui no banheiro lá na área da sauna? Eu vi o Betão.

Artur prendeu a respiração. Sob a cabeça de Nina, ele sentiu seu coração martelar contra as costelas como um tambor louco.

— E diferente das outras vezes que eu te contei, Tutu... — Ela moveu a mão lenta e firme sobre o membro dele, sentindo-o pulsar. — Dessa vez, eu vi bem de pertinho. Muito perto mesmo.

O corpo de Artur reagiu violentamente. Ele ficou ainda mais duro sob a mão dela. O tabu da situação o excitava de uma forma que ele nunca havia experimentado.

Nina sentiu a reação visceral dele e deu uma risada baixa, maliciosa, olhando-o por baixo com olhos brilhantes.

— Você quer saber os detalhes, meu amorzinho? Quer saber tudo o que aconteceu lá dentro?

Artur olhava para o teto, suando frio, a mente enlouquecida. A curiosidade mórbida e o fetiche recém-descoberto falaram mais alto.

— Quero... — ele murmurou, a voz trêmula.

Nina sorriu e voltou a acomodar a cabeça no peito dele, continuando as carícias lentas, preparando-o para o veneno.

— Então eu vou te contar o show que ele deu... pra outra menina. Eu vi a Luana lá com ele, Tutu. Ela tava de joelhos. Chupando o pau gigante dele. Mas amor... ela engasgava muito. Aquele pau é um absurdo. A menina nem conseguia engolir tudo.

A imagem invadiu a mente de Artur com violência. Um misto de sensações o tomou. Ele devia ficar aliviado… não era a namorada dele chupando outro pau. Ele deveria…

— É... é muito grande, princesa. Não deve dar pra engolir aquilo tudo mesmo... — ele murmurou, a voz rouca.

Nina deu um sorriso de canto de boca, os olhos brilhando de malícia. Ela aproximou o rosto do dele e cravou:

— Eu tenho certeza que eu conseguiria.

O corpo de Artur tremeu. Ele tentou falar, mas as palavras sumiram.

Ela levantou a cabeça, apoiando o queixo no peito dele para encará-lo nos olhos.

— O que você acha, amorzinho? — ela perguntou, a voz carregada de um falso tom de inocência e desafio. — Acha que eu conseguiria engolir tudo?

Artur engoliu em seco, encurralado pela própria imaginação e por um tesão absurdo.

— Eu... eu não sei, princesa... — ele gaguejou, incapaz de sustentar o olhar dela.

Nina deu um risinho de canto de boca. Satisfeita com a hesitação dele, ela voltou a acomodar a cabeça no peito do namorado e retomou a história.

— Mas sabe qual foi a pior parte, Tutu? — Ela continuou, a voz arrastada. — Dessa vez, o Betão me viu. Ele viu que eu tava lá espiando. E você acredita que aquele safado ficou se exibindo pra mim de propósito? Ele agarrou a cabeça da Luana, colocou a menina pra chupar só o saco dele e ficou punhetando aquele pau enorme bem na minha direção. Olhando no fundo do meu olho. Ele até fez um sinal com a cabeça... me chamando pra entrar lá.

O peito de Artur subia e descia descontroladamente. A fantasia estava empurrando-o para o precipício.

— E você... você entrou, Nina? — a pergunta saiu carregada de uma ansiedade doentia, o medo e a excitação brigando na mesma frase.

— Você sabe como eu sou curiosa né Tutu… — Nina soltou uma risada sonora. — Claro que não, meu amorzinho — Nina respondeu com uma doçura cínica, fazendo bico. — Você estava aqui em cima me esperando. Eu sou a sua princesinha, lembra?

Mas, antes que Artur pudesse respirar aliviado, Nina pegou a mão direita dele. Ela afastou a toalha, revelando as pernas abertas, e guiou os dedos do namorado diretamente para a sua intimidade. Ela estava completamente encharcada, a buceta pingando de tesão acumulado.

Ela esfregou os dedos dele no próprio clitóris e sussurrou o golpe letal contra a orelha dele:

— Mas se eu tivesse entrado... saberíamos se eu aguento ou não engolir aquele pau todinho.

Foi o limite. Sem sequer tocar no próprio membro, apenas com o choque das palavras da namorada e a umidade dela nos seus dedos, Artur gemeu alto. O corpo dele convulsionou e ele gozou ali mesmo, sujando a própria barriga com uma porra rala, consumido por um prazer que ele não sabia explicar.

Nina olhou para o líquido sobre a pele. Com uma calma sádica, ela passou o dedo indicador, recolheu o sêmen do namorado e levou à própria boca, chupando a ponta do dedo.

Ela olhou nos olhos dele e sorriu:

— Gostinho de piña colada.

Ela puxou o rosto de Artur e lhe deu um beijo profundo, transferindo o sabor misturado com a lembrança do que ela havia feito horas antes. Em seguida, ela o empurrou devagar contra os travesseiros.

— Agora, pega o meu vibrador na gaveta, amor — ela ordenou, a voz grave e autoritária. — Quero que você me chupe. E quero que enfie dois... não, três dedos de uma vez em mim. Vai fundo. Quero me sentir preenchida de verdade. Como se fosse um pau grande.

Artur fez o que faz de melhor. Chupou Melina até ela gozar de forma barulhenta. Dessa vez ela exigia três dedos dentro dela sendo socados cada vez mais forte.

Ela pensava no pau de Betão.

Ele sabia.

O sábado amanheceu em um misto de ressaca e adrenalina para Artur. Nina irradiava energia. Perto da hora do almoço, o som da buzina ecoou na rua do condomínio. Era Babi, gritando pela janela que aquele era um "dia de garotas". Artur foi deixado para trás, no flat, estranhamente ansioso para ver o que a noite traria.

A nova Nina o fascinava.

No restaurante do shopping Babi não perdeu tempo.

— Pode ir falando, ruivinha. Eu vi a cara do Betão quando ele saiu da sauna ontem. O bicho tava parecendo um leão de barriga cheia. Me conta tudo.

Nina abriu um sorriso safado e despejou tudo.

Contou da parede fria, da grossura absurda, da porra engolida e da mentira da "piña colada".

Babi deu uma gargalhada alta.

— Puta que pariu, Nina! Você nasceu! Hoje à noite a gente vai botar aquela festa abaixo. E o seu namoradinho vai assistir tudo de camarote.

Nina franziu a testa.

— Como assim, Babi? Assistir?

Babi revirou os olhos, um sorriso perverso desenhando-se em seus lábios. Ela se inclinou sobre a mesa, conspiratória.

— Nina, acorda. Com tudo isso esfregado na cara dele... se ele não reclamou de verdade, só tem duas opções. Ou ele é um completo idiota cego... ou, no fundo, ele adora a ideia de ser corno, só não tem coragem de assumir ainda.

Aquelas palavras bateram fundo na mente de Nina, mas Babi ainda não havia terminado.

— Quer saber? — Babi continuou, com um brilho diabólico no olhar. — Vamos testar o limite do seu principezinho. Vai ser o nosso brinquedinho. E se eu estiver certa, ele vai gostar. Deixa comigo.

O resto da tarde foi dedicado à transformação. Babi arrastou Nina para uma loja de sapatos e a fez comprar um salto agulha espetacular: preto envernizado, finíssimo, altíssimo e com o solado vermelho sangue.

A última parada foi numa loja de lingerie luxuosa, onde Babi comprou duas calcinhas fio-dental de renda minúsculas, uma para cada. O "uniforme" para a caçada estava pronto.

No fim da tarde, Babi tomou conta da sala de estar do flat. Artur virou o garçom das duas, preparando drinks. A dinâmica no apartamento estava carregada de uma tensão estranha. Babi não estava apenas ajudando Nina; ela havia começado o próprio show.

Enquanto Nina arrumava o cabelo no banheiro, Babi saiu do quarto de hóspedes vestindo um vestido tubinho extremamente justo. Ela caminhou até a sala e deu uma voltinha bem na frente de Artur, que estava no sofá.

— O que acha, Tutu? Marca bem a minha bunda pra noite? — ela perguntou, empinando levemente o quadril na direção dele.

Artur engoliu em seco. A mente dele viajou imediatamente para a tarde anterior, quando viu Babi completamente sem sutiã, beijando a outra garota na beira da piscina.

— Tá... tá bonita, Babi — ele gaguejou, desviando o olhar para a televisão desligada, as bochechas queimando.

Quando Babi foi para a cozinha americana buscar mais gelo, Nina apareceu na sala. Artur aproveitou a brecha. Ele puxou a namorada pelo pulso, sussurrando, incomodado com a própria confusão mental:

— Princesa... eu tô meio desconfortável com a Babi. Não acha que ela tá passando do limite? Parece que ela tá dando em cima de mim toda hora.

Nina não fechou a cara. Pelo contrário, ela deu uma risadinha suave, passando a mão pelo peito do namorado.

— Ai, Tutu, ela é assim mesmo, meio solta. Mas... e se ela estiver dando em cima de você? O que que tem? — Nina piscou para ele, a voz doce e subversiva. — Eu não me incomodo de dividir um pouquinho você com a minha amiga. Até acho fofo. Lembra daquele ditado… lavou tá novo.

Artur congelou. A namorada perfeita acabara de dar um passe livre para a melhor amiga devassa usá-lo. O choque elétrico daquela frase fez o pau dele pulsar imediatamente contra o short.

Babi gritou do corredor. — Tutu, senta aí que o desfile final vai começar.

A porta do quarto se abriu. O ar faltou nos pulmões de Artur.

As duas caminharam para o centro da sala. Nina e Babi não estavam vestindo as roupas da festa.

Elas estavam usando apenas os saltos agulha altíssimos e as calcinhas fio-dental que Babi havia comprado no shopping. O resto estava completamente nu. Os seios fartos de Nina com os bicos rosados e os seios grandes de Babi estavam ali, expostos à luz da sala, balançando levemente enquanto elas modelavam.

A visão era paralisante. Duas deusas, meio nuas, exibindo-se para ele. A ereção de Artur foi inevitável. O pequeno volume marcou o tecido de forma evidente.

Nina parou na frente dele, com o solado vermelho afundando no tapete. Ela olhou para a bermuda do namorado e deu um sorriso perverso.

— Mocinho... — Nina brincou, a voz rouca. — Isso aí tão duro é por mim... ou pela Babi?

Artur abriu a boca, mas nenhum som saiu. Ele estava enfeitiçado.

Nina deu uma risada baixa e virou de costas, a calcinha sumindo no quadril.

— Vou entrar pra colocar a roupa da festa. Te encontro lá dentro, amiga.

Assim que a porta do quarto fechou atrás de Nina, Babi não recuou.

O plano estava em ação.

Com um sorriso felino, a veterana caminhou lentamente até o sofá. Ela se inclinou, apoiando as mãos no encosto, aproximando os seios nus a centímetros do rosto de Artur. O cheiro de perfume doce e pele quente invadiu as narinas do garoto.

Babi desceu uma das mãos pelo colo de Artur. Os dedos com unhas de gel roçaram propositalmente sobre o volume duro na bermuda dele, fazendo-o prender a respiração.

— Espero que seja por mim, Tutu — Babi sussurrou, os olhos escuros brilhando de malícia. Ela deu uma piscadela lenta, virou-se e rebolou em direção ao quarto, deixando Artur na sala, completamente refém, duro como pedra e à mercê do jogo das duas.

Quando as duas finalmente saíram prontas, a "princesinha" havia sumido.

Nina usava uma minissaia de couro preta que mal cobria o início das coxas e um cropped vermelho vibrante sem sutiã. A maquiagem agressiva transformava seu rosto angelical no de uma mulher fatal.

E ela estava fisicamente mais alta que Artur.

— Você... ficou mais alta que eu com esse salto, princesa — ele observou.

Babi soltou uma gargalhada cruel.

— É, Tutu... mas de salto ela vai bater no máximo no ombro do Betão!

As duas riram juntas. Artur encolheu os ombros, mas um sorriso nervoso escapou dos seus lábios. Ele estava gostando da submissão.

— Nina... tá incrível, amor. Mas... não acha que tá curto demais? Tem muito cara sem noção na faculdade...

Babi plantou a semente final.

— Preparado pra segurar os caras você nunca vai estar, Tutu. O Betão e a faculdade inteira vão babar nela. Mas você precisa mudar essa cabeça. Homem seguro de verdade tem tesão em exibir um mulherão desses. Deixa o Betão ficar louco. É assim que os homens modernos e confiantes agem. Você não é frouxo, é?

Artur engoliu em seco, olhando para Nina, completamente hipnotizado, a mente ainda girando pela roçada de Babi no seu colo minutos atrás.

Ele não respondeu.

O som grave da música eletrônica batia no peito na chácara alugada. A calourada estava lotada. Quando Nina pisou no gramado com seus saltos de solado vermelho, a atmosfera mudou.

Olhares masculinos famintos desceram pelas pernas e decote da ruiva.

Artur caminhava ao lado dela. O garoto estava começando a achar graça em ser o "dono" do troféu que todos queriam roubar.

Não demorou para o predador farejar a presa.

Betão surgiu no meio da multidão. Ele usava uma regata preta cavada que não escondia os músculos inflados. Ao lado dele, Nina parecia delicada.

— Tutu! Meu parceiro! — Betão rugiu, passando o braço pesado ao redor do pescoço do garoto, puxando-o para um abraço lateral esmagador. Artur ficou preso debaixo da axila do gigante, rindo de nervoso.

— E aí, Beto... beleza? — Artur respondeu, aceitando o papel.

— Beleza pura! Que bom que trouxe a princesa! — Betão apertou o pescoço de Artur e cravou os olhos em Nina, dissecando cada centímetro dela até o solado vermelho. Ele umedeceu os lábios. — Tá linda, ruivinha.

Nina sentiu a buceta pulsar imediatamente. Ela cruzou os braços para apertar ainda mais os seios e levantou o queixo.

— Cuidado pra não babar Betão. O chão já tá escorregadio. — Ela deu uma piscadela irônica e apontou a cabeça para o namorado, usando-o como escudo e exibição. — Se gostou, agradece o Tutu. Ele que me ajudou a escolher o look.

Betão soltou uma risada grave, adorando o jogo.

— Mandou bem, Tutu. Homem de sorte. Hoje a bebida de vocês é por minha conta!

O caos da festa engoliu o grupo. Babi estava solta, beijando quem passasse pela frente. Perto da meia-noite, a veterana ofereceu um baseado para Nina. Sem as amarras de antes, Nina aceitou. A maconha bateu rápido, misturando-se com o álcool. O tesão aflorou, a calcinha fio-dental parecendo queimar sua pele.

O DJ soltou um funk pesado. Betão simplesmente caminhou até Nina e segurou-a pelo pulso. — Tutuzinho meu brother, você não se incomoda se eu dançar com a ruivinha né.

Ele não esperou resposta. Puxou Nina para a pista, apenas a alguns metros Artur.

Foi Nina que tomou a atitude de virar de costas, olhar nos olhos de Artur e começar a rebolar. Betão colou o corpo maciço contra as costas da ruiva. E então, ele começou a sarrar.

A diferença de tamanho assustou, e excitou, Artur.

Ele segurou a cintura dela com as duas mãos calosas e bateu o quadril com força. Através da saia, Nina sentiu o volume monstruoso, duro como pedra, esfregando diretamente na sua fenda. Ela jogou a cabeça para trás no peitoral dele, gemendo baixo.

Artur assistia a tudo, estático. A confusão moral brigava com a excitação, mas a excitação estava vencendo. O pau dele estava duro, marcando a bermuda. Ele nunca havia vivido nada igual, e a verdade é que a libertinagem da namorada o deixava alucinado.

Babi encostou ao lado de Artur, sendo o diabo no ombro.

— Olha lá, Tutu... Olha como o corpo da ruivinha some perto do gigante. Sorte a sua que ela é uma princesa certinha. Porque se a Nina fosse safada, o Betão ia destruir ela. Ele ia rasgar ela no meio com aquilo ali. Mas fica tranquilo, coração. A Nina te ama. E outra... é mais… lavou, tá novo, né?

Novamente aquela frase.

As palavras de Babi soavam como música para o fetiche crescente de Artur. Ele continuou assistindo à sarrada, completamente inebriado pela cena.

— Já que ela tá dançando com ele, dança um pouco comigo. — Babi falou encaixando sua bunda em Artur e rebolando ao som da música. Artur estava congelado olhando para Nina que sorria e piscava pra ele enquanto rebolava sensualmente encostada em Betão.

— Se solta menino. — Falou Babi percebendo a falta de reação de Artur. Ela mudou de posição. Abraçou ele por trás roçando os seios em suas costas. Segurou seu quadril perigosamente próximo zíper da calça. E começou a guiar seu corpo ao som da música, mas mantendo o olhar em Nina e Betão.

— Olha Betão sarrando a bundinha da sua princesa. É assim que dança, tá vendo… pelo olhinho fechado dela acho que ela está gostando. O que você acha?

— É… — Falou gaguejando. — Acho que ela está se divertindo.

Babi saiu rindo deixando Artur assistir ao showzinho de Nina e Betão.

Ao final da sequência de músicas Betão aproximou-se do ouvido de Nina enquanto apertava sua bunda por baixo da saia de couro.

— Hoje eu vou lhe fuder ruivinha.

— Será? Meu namoradinho está ali. — E saiu rebolando ao encontro de Artur.

Antes que Artur pudesse falar qualquer coisa ela deu um beijo ardente no namorado.

— Nina, o que foi isso? Ele colocou a mão em baixo da sua saia?

— Não foi nada meu amorzinho, ele só estava me agradecendo pela dança. Mas o senhor Seu Artur, bem que ficou sarrando a bunda da minha amiga né…. — Provocou deslizando a mão até o pau de Artur. — Ficou até de pintinho duro né seu safado.

Artur ficou visivelmente nervoso. — Não amor. Desculpe. Não foi nada disso. Ela que veio.

— Então se este pau não está duro pra bunda da Babi então por que será? — Susurrou olhando no fundo dos olhos dele. — Tô brincando amor. Eu também fiquei toda molhada olha. — Ela pegou a mão de Artur e passou entre os seios secando o seu suor.

A cabeça de Artur estava um turbilhão de sentimentos.

Marina soltou ele dizendo que iria atrás de Babi para pegar mais bebida. Mas antes soltou a provocação final.

— Ah, e pode ficar tranquilo… não foi só você que ficou de pau duro com uma reboladinha não. — Uma piscadinha e sumiu no meio da pista de dança.

Perto do bar, Nina ouviu a voz grave dele sussurrar:

— Quero você no banheiro. Agora.

Nina bebeu um gole de vodca, os olhos brilhando de cinismo.

— Sou uma garota comprometida, garoto. Esqueceu?

Betão riu com deboche, olhando para Artur de longe.

— Comprometida com aquilo ali? O Tutu passou a noite inteira assistindo eu encoxar você e não fez nada. Ele não é homem pra você, ruivinha. Ele é um enfeite.

Nina empinou o nariz.

— Você tá achando que eu sou o quê, Beto? Mais uma dessas suas putas da faculdade?

Betão a prensou levemente contra o balcão, a voz carregada de certeza:

— Não. Você é a melhor puta. Carinha de princesa intocável. A namoradinha perfeita... mas que tá encharcada, doida pelo meu pau desde o primeiro dia de aula.

O ogro virou as costas e sumiu na multidão. O jogo havia virado. Pouco depois, Betão começou a pegar uma caloura morena. Ele beijava a garota de forma agressiva, mas seus olhos não saíam de Nina. Ele estava se exibindo.

Beto puxou a garota para uma área escura nos fundos da chácara, onde ficava um depósito de bebidas. O celular de Nina vibrou com uma mensagem de visualização única:

@alberto.betao: Tô no depósito dos fundos. Vou deixar você escolher de novo se quer assistir ou se quer participar.

O coração de Nina disparou. O álcool, a maconha e a pura perversão a dominaram.

Ela deu um beijo ardente no namorado. Preciso retocar a maquiagem

Tutu.

Ela olhou pra Babi e piscou.

Era o sinal.

Ela caminhou rápido em direção às sombras.

A porta do depósito estava entreaberta. Nina espiou pela fresta. Betão estava em pé, a calça abaixada, e a caloura de joelhos, chupando-o com dificuldade. Beto jogou a cabeça para trás, encontrou os olhos de Nina pela fresta e deu um sorriso diabólico.

Nina sustentou o olhar. Dessa vez a provocação será dela.

Sem piscar, ela deslizou as mãos por baixo da saia de couro, puxou a calcinha fio-dental pelas coxas, pisou fora dela e a chutou para um canto.

Ainda encarando Beto, Nina ergueu o pé com o salto agulha e chutou, de propósito, um balde de metal do lado de fora.

CLANG!

A caloura deu um pulo, apavorada, soltando o pau dele.

— O que foi isso?! Tem alguém aí?! — ela sussurrou, em pânico.

Betão riu por dentro e guardou o pau.

— Acho que tem alguém aí perto. Melhor a gente voltar pra festa, me encontra lá.

A garota saiu correndo feito um vulto às pressas. Assim que ela sumiu, Nina saiu das sombras e entrou no depósito, fechando a porta com um baque surdo.

Betão abriu os braços.

— Demorou, princesinha. Achei que ia ficar só olhando.

Nina caminhou até ele, os saltos estalando no chão. Ela agarrou a regata do gigante e colou a boca na dele num beijo selvagem. Betão a ergueu do chão, as mãos apertando a bunda nua da ruiva, prensando-a contra a parede áspera.

A forma como ele suspendeu o corpo de Nina com uma boneca fez ela tremer.

Ela vazou a alça da blusa e guiou seu peito para a boca de Betão.

Ao contrário das carícias suaves do namorado, Betão sugava e mordiscava cada bico com intensidade, deixando marcas vermelhas na pele delicada da ruiva.

Sem baixar Nina nem tirar o seio dela de sua boca, Betão guiou seu pau já babado pela saliva da caloura para a entrada da buceta de Nina. Em um movimento ele soltou corpo dela.

Um grito abafado.

O gozo de Nina foi automático.

Aquela rola descomunal que Melina viu no primeiro dia de aula estava todo dentro dela!

Ela sentia o corpo se abrir completamente.

E ela queria mais.

Ela quicava e rebolava ao som da música ao longe.

Não houve palavras. Só o som do funk e da batida violenta do corpo dele sobre o dela.

O segundo orgasmo veio.

Beto socou mais algumas vezes e anunciou. — Ajoelha que eu vou gozar.

Nina cravou as pernas no tronco de Beto e contraiu ao máximo sua buceta. — Não. Quero sua porra dentro de mim.

Betão obedeceu. Jorrou sua porra grossa e quente dentro dela.

Nina teve seu terceiro orgasmo.

Quando ele finalmente a soltou, Nina escorregou pela parede, ofegante. Betão arrumou a calça, deu um tapinha no rosto dela e sorriu.

— Limpa essa carinha de princesa, ajeita essa saia e volta pro seu enfeite. Segunda-feira a gente se esbarra.

Ele saiu. Nina ajeitou o cropped, passou a mão nos lábios borrados e voltou para a pista, com a alma suja, sem calcinha, e com a porra quente de Beto escorrendo lentamente pelas próprias coxas.

Eram quase cinco da manhã. No camimho de volta, Artur dirigia o carro com os olhos na rua, a mente processando tudo o que havia visto e imaginado na festa. Ele estava confuso, sim, mas inegavelmente excitado, curioso com os limites que sua namorada estava cruzando.

Nina estava no banco do passageiro. A janela aberta deixava o vento frio bater no rosto dela. A mistura de bebida em excesso, maconha e três orgasmos seguido levou a ruiva ao ápice do relaxamento.

Foi Artur que quebrou o silêncio. — Essa semana foi… intensa.

— Isso é bom ou ruim? — Perguntou curiosa.

— É diferente. Estou me acostumando… mas gosto de você mais solta. Mas acho que é bom sim.

— E dos meus novos amigos, está gostando? — Sondou Nina.

— É uma turma muito mais agitada que a minha. Mas é legal. Babi é engraçada.

— E o Betão?

Artur pensou antes de responder. — Ele é meio babaca. E as vezes parece que ele quer… comer você.

Melina sorriu sarcasticamente. Inclinou-se sobre Artur, alisou seu pau e sussurrou em seu ouvido. — Será tutu? Será que ele quer enfiar aquele pau gigante na minha bucetinha. Iria me rasgar toda… Até porque eu só estou acostumada com o seu pauzinho né meu amor. — O pau de Artur endureceu em uma velocidade que Nina nunca tinha visto. Ela aproveitou e continuou — E também tutu, para ele me comer eu teria que deixar né.

Nina voltou-se a recostar no banco de forma relaxada. Pernas levemente abertas.

Ela guiou os dedos trêmulos dele e os afundou diretamente no meio das próprias pernas.

Artur ofegou.

Ele sentiu os dedos grudarem na textura pesada de um líquido espesso, viscoso e quente.

A ereção dele, que já estava firme, tornou-se dolorosamente dura contra o tecido da bermuda. Ele estava alucinado.

— Princesa... cadê a sua calcinha? — ele perguntou, a voz falhando, o choque e o tesão perfeitamente misturados.

Nina sorriu com cinismo, sem mover um músculo para se cobrir.

— Ops. Perdi.

Artur arregalou os olhos.

A ruiva não disse mais nada.

Melina sentiu que era o momento de destilar mais um pouco do seu doce veneno.

Ela guiou dois dedos de Artur pra dentro da sua buceta. Enfiou algumas vezes e trouxe os dedos melados até a própria boca. Ela chupou as pontas dos dedos dele, degustando o líquido perante o olhar hipnotizado do namorado.

Em seguida, ela guiou a mão dele de volta para o meio das próprias pernas, recolhendo mais daquele líquido direto da fonte.

Sem aviso, ela levou os dedos encharcados em direção ao rosto de Artur e os esfregou nos lábios dele, obrigando-o a provar o que ela carregava ali dentro.

Ela encostou a cabeça no banco, sorriu de forma perversa e sussurrou:

— Aquele mesmo gosto de piña colada, né, amor? Só que uma piña colada um pouco mais forte.

E riu. Uma risada baixa, rouca e dona de si.

A mente de Artur estava uma confusão absoluta, mas o seu corpo não tinha dúvidas. A calça apertava sua ereção com força. Ele nunca havia vivido nada igual, e a verdade é que o vício naquela nova mulher o consumia.

O cuckold havia nascido oficialmente… ele só não sabia… ou sabia e não queria assumir.

O importante é que ele estava adorando cada gota do veneno.

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