De Irmã Protetora a Puta Depravada! Capítulo 2

Um conto erótico de Drjack66
Categoria: Heterossexual
Contém 5700 palavras
Data: 22/03/2026 01:14:07

Não importa quanto tempo passe, quantas coisas aconteçam, aquela imagem vai ficar gravada na minha memória para sempre. A minha irmã chegando de moto como um furacão, os cabelos loiros e curtos balançando no vento, o capacete jogado de lado sem se importar onde caía. Ela não era grande, não era forte no sentido físico, mas naquele momento ela parecia imbatível. Uma guerreira. A minha guerreira.

Ela sempre foi assim. Desde que eu me entendo por gente, Luíza foi a pessoa que me protegeu. Quando eu era pequeno e tinha medo do escuro, ela deixava a porta do quarto aberta e a luz do corredor acesa. Quando os meninos da rua implicavam com mim, ela aparecia do nada, encarava eles com uma frieza que gelava a espinha, e eles iam embora. Eu nunca precisei perguntar como ela soube, nunca precisei pedir ajuda. Ela simplesmente aparecia. Era assim com Luíza.

Nossa mãe viaja muito por causa do trabalho. Desde que o meu pai morreu — eu era muito pequeno, nem lembro direito — ela assumiu tudo sozinha. Trabalha como consultora, fica semanas fora, às vezes um mês inteiro. Quem ficou comigo foi Luíza. Desde quando o pai morreu, e de repente virou a responsável por mim. Eu não lembro de nada daquela época, mas ela conta que passava as noites acordada me embalando quando eu chorava, que aprendeu a fazer mamadeira sozinha, que me levava para a escola antes de ir para a dela. A mãe se matava de trabalhar para sustentar a gente, e Luíza se matava para cuidar de mim.

Ela nunca reclamou. Nunca disse que era pesado, que era difícil. Só fazia. Quando eu cresci, ela continuou fazendo. Sempre ali, sempre pronta.

Naquela noite, eu estava encostado no muro do pátio da escola, os três caras na minha frente, e eu já tinha aceitado que ia levar porrada de novo. O moreno já estava com a mão levantada quando a moto dela apareceu no portão. Eu nunca senti um alívio tão grande na minha vida. Foi como se o ar voltasse para os meus pulmões.

Ela desceu da moto em três passos e já estava no meio deles. Eu vi o moreno recuar. Vi o alto hesitar. Vi o baixo desviar o olhar. Nunca tinha visto ninguém meter medo naqueles três. Até aquela noite.

— Podem me explicar o que vocês estão fazendo?

A voz dela ecoou pelo pátio vazio como um tiro. Eu nunca tinha ouvido a Luíza falar daquele jeito. Era a voz de quem não ia aceitar resposta, de quem já tinha decidido o que ia fazer.

Quando ela girou e acertou o tapa no rosto do alto, o som seco me fez pular. Quando ela derrubou o moreno com uma rasteira, eu prendi a respiração. Era a minha irmã. A mesma que fazia café de manhã, que ria das minhas piadas sem graça, que guardava chocolate escondido para dividir comigo nos dias ruins. E ali, na minha frente, ela era uma heroína.

— Vão pra casa. E se encostarem nele de novo, não vai ser tapa.

Eu vi os três se levantarem, vi o medo nos olhos deles, e pela primeira vez em meses eu me senti seguro.

— Vem, Pedrinho. Vamos embora.

Segui aquela mulher que tinha acabado de fazer três caras maiores que eu correrem. Eu queria dizer alguma coisa, agradecer, mas as palavras não saíam. Eu só conseguia olhar para as costas dela, para os ombros firmes, para o jeito como ela caminhava sem olhar para trás, como se soubesse que eu estava ali, como se tivesse certeza de que eu ia segui-la.

Mas antes que pudéssemos dar dois passos, a risada do moreno nos alcançou.

— É, vai... Mas pensa bem, hein? Sua mãe ia adorar saber que a filhinha dela anda saindo na mão na porta da escola.

Eu vi a minha irmã congelar. Vi os ombros dela se tensionarem. Vi algo morrer nos olhos dela.

— Ou melhor... o que será que o pessoal do seu trabalho ia achar? Uma professora de natação que bate em alunos? Mesmo não sendo seus alunos... a fama é ruim.

O alto se aproximou, e o tom da voz dele tinha mudado completamente. Não era mais o tom de quem foi derrotado. Era a voz de quem descobriu uma fraqueza e estava decidido a explora-la até o fim.

— A gente sabe quem você é. Vimos você deixando o guri aqui de manhã. E sabemos onde você trabalha. Auxiliar de natação aqui do colégio. Pois é. Agora, a gente não quer incomodar mais seu irmão. Mas você... você nos deu uma lição, foi violenta. Acho que a gente merece uma compensação, não acha?

— Do que vocês estão falando? — a voz dela saiu mais baixa.

— A gente não conta nada pra ninguém sobre o que aconteceu aqui hoje... se você fizer um agrado pra gente. Só isso.

Eu tentei intervir. Algo dentro de mim gritou para avançar, para ficar na frente dela, para dizer que não. Mas Luíza segurou meu braço com força. Os dedos dela cavaram na minha pele, e eu senti que ia deixar marca.

— Fica aqui — ela murmurou. — Não faz nada.

— Lu, não!

— Fica aqui!

A força na voz dela me paralisou. Eu obedeci. Como sempre obedeci. Fiquei ali, encostado no muro, vendo a minha irmã ser conduzida para a escuridão dos vestiários. Eu queria gritar. Queria correr. Queria fazer alguma coisa. Mas os meus pés não se moviam. As minhas mãos tremiam. O meu coração batia tão forte que parecia que ia sair do peito.

E eu esperei. Quarenta e cinco minutos. Contei cada segundo.

O pátio estava vazio, as luzes apagadas, apenas o zumbido dos refletores quebrados no fundo. Eu fiquei ali, encolhido, os braços em volta dos joelhos. As minhas mãos tremiam. Não sabia se era frio, se era medo, se era a adrenalina que não passava.

Às vezes eu ouvia vozes, risadas, sons abafados que vinham dos fundos. Eu não queria saber o que eram. Mas o meu ouvido parecia funcionar sozinho, captando cada ruído, cada eco. Uma risada. A voz do moreno. Depois, silêncio.

Quando eu ouvi os passos dela, levantei a cabeça.

Ela saiu dos vestiários como quem sai de um túnel escuro. Os cabelos estavam desarrumados, grudados na testa como se tivesse acabado de sair de um treino pesado. O rosto estava vermelho, não do rosa saudável de quem correu, mas de um vermelho intenso, que subia do pescoço até as orelhas. Os olhos estavam marejados, mas não de choro. Era um brilho diferente.

A camiseta estava desalinhada, a gola puxada para o lado. Ela ajeitava a roupa com movimentos mecânicos, como quem tenta se recompor depois de um tombo. Os dedos tremiam levemente.

— Lu! — eu corri. — Tá bem? O que eles...

— Nada. — A voz dela saiu rouca, como se tivesse gritado. — Vamos embora. Agora.

— Lu, o que aconteceu?

— Nada, Pedro. Vamos embora.

Na moto, eu segurei na cintura dela. O tecido da camiseta estava úmido, o cheiro diferente. Eu apertei os olhos, tentei não pensar. Ela é minha irmã. Ela me protege. Ela sempre me protegeu.

Na manhã seguinte, ela estava na cozinha como se nada tivesse acontecido.

— Bom dia, Pedrinho.

A voz estava normal. O rosto, normal. Ela serviu café, cortou bolo, perguntou sobre a escola. Era a Luíza de sempre, a que fazia o café no ponto certo, a que lembrava que eu não gostava de leite muito quente.

— Dormiu bem? — ela perguntou.

— Não. E você?

— Bem.

Mentira. Eu sabia. Vi as olheiras escuras que ela tentou disfarçar com corretivo. Vi a forma como ela segurava a xícara com as duas mãos. Mas eu não disse nada. Ela é minha irmã. Ela cuida de mim.

— Lu... — comecei, depois de um tempo. — O que aconteceu ontem? Depois que você foi com eles...

— Nada demais. Conversamos, resolvemos as coisas.

— Conversaram? — Eu franzi a testa. — Você saiu de lá com uma cara... e demorou tanto...

— Foi só conversa. Eles queriam se desculpar, pedir para eu não contar pra ninguém. Fiquei lá garantindo que não ia ter problema.

— Eles queriam se desculpar? Aqueles caras?

— As pessoas mudam, Pedrinho.

— Mudam assim, do nada?

Ela não respondeu. Levantou a xícara, tomou um gole. A mão tremeu um pouco.

— Eles te fizeram alguma coisa, Lu? — a minha voz saiu mais baixa. — Você pode me contar.

Ela olhou para mim, e por um segundo eu vi algo nos olhos dela. Cansaço. Depois passou.

— Não fizeram nada. O importante é que eles não vão mais encher o seu saco. Nunca mais. Você pode ir pra escola tranquilo.

— Como você sabe?

— Porque eu sei. Confia em mim.

Eu queria confiar. Queria muito. Ela é minha irmã. Ela sempre esteve certa.

— E você? Você tá bem?

— Tô sim. — O sorriso dela foi mais genuíno dessa vez. — Tô ótima.

Mentira. Eu sabia. Mas sorri de volta.

Ela se levantou, veio até o meu lado, passou a mão nos meus cabelos como fazia desde que eu era pequeno. Os dedos deslizavam suaves, desembaraçando os fios.

— Você é muito corajoso, sabia? — ela disse, a voz mais macia. — Ficar ali sozinho, esperando. Eu fiquei orgulhosa de você.

— Eu não fiz nada.

— Fez sim. Me esperou e confiou em mim. Te amo por isso Pedrinho.

Eu não respondi, mas senti o peito aquecer. Luíza sempre tinha esse poder, de fazer eu me sentir maior do que era.

— Agora vai pra escola — ela disse, dando um tapinha no meu ombro. — E deixa esses meninos pra lá. Eles não vão mais mexer com você.

Na escola, os três passaram por mim como se eu fosse invisível.

Eu andei pelo corredor com o coração na mão, esperando o empurrão, a risada, o apelido. Nada. O moreno olhou para mim, desviou. O alto passou reto. O baixo ficou em silêncio.

No intervalo, Daniel me encontrou no banco perto da quadra, onde a gente sempre sentava. Ele é o meu único amigo na escola. A gente se conhece desde o sexto ano, quando ele sentou na carteira ao meu lado e perguntou se eu gostava de videogame.

— E aí? — ele disse, sentando ao meu lado. — Tá vivo ainda?

— Tô.

— Os caras não fizeram nada?

— Não. Passaram reto.

— Que estranho. Eles são uns babacas, mas nunca deixaram ninguém em paz assim.

— Minha irmã conversou com eles.

— Sua irmã? — Daniel arregalou os olhos. — A Luíza?

— É.

— Caramba. Ela é corajosa. Esses caras são uns monstros.

— Ela é forte.

— Sei. Já vi ela quando veio te buscar. É muito bonita. E parece ser gente boa.

— É. É a melhor irmã do mundo.

Daniel riu. — Aposto que ela meteu medo neles.

— Parece que sim.

Eu olhei para o pátio. O moreno estava no celular, o alto e o baixo rindo de alguma coisa. Pareciam tão normais.

Três dias depois, aconteceu a primeira coisa que me fez parar para pensar.

Eu cheguei em casa depois da aula e a casa estava vazia. Estranhei, porque Luíza geralmente chegava antes de mim. Fiz um lanche, fui para o quarto, fiz o dever. Quando escureceu, ela ainda não tinha aparecido. Comecei a me preocupar.

Ela chegou por volta das oito. Ouvi a moto parar na garagem, a porta da frente abrir e fechar. Desci as escadas para encontrá-la, mas ela já estava subindo. Passou por mim rápido, os olhos no chão.

— Lu? — chamei.

— Depois, Pedrinho. Tô cansada.

Ela não parou. Subiu correndo, entrou no quarto, fechou a porta.

Eu fiquei na escada, olhando para a porta fechada. Algo nela estava diferente. O cabelo estava desarrumado, o rosto vermelho. A blusa estava desalinhada, parecia estar sem sutiã. A calça jeans era a mesma, mas estava meio desalinhada, o botão parecia fora do lugar.

Subi devagar, passei na frente do quarto dela. A porta estava fechada. Encostei o ouvido sem querer, só por curiosidade. Ouvi um barulho. Um zumbido baixo. E depois, um gemido.

Congelei. O som era abafado, mas claro. Recuei, fui para o meu quarto, fechei a porta. Sentei na cama, o coração batendo forte. Não era estranho que ela fizesse isso — ela era adulta, era normal. Mas o que me incomodava era o jeito como ela chegou.

Tentei não pensar. Fiz o dever, tomei banho, fui dormir. Mas aquela imagem ficou na minha cabeça. Ela chegando, passando por mim sem olhar, subindo correndo. O zumbido. O gemido.

No dia seguinte, ela estava na cozinha como sempre, o cabelo lavado, o rosto fresco. A blusa branca estava no cesto de roupa suja.

— Lu, você chegou tarde ontem — eu disse, sentando à mesa.

— É. Tive um compromisso depois da aula.

— Que compromisso?

— Fiquei limpando a piscina. Planejamento das aulas.

— E a blusa? Você chegou toda desarrumada.

Ela olhou para mim, surpresa. Depois riu.

— Você repara nessas coisas?

— Eu vi, só.

— Fiz muito esforço ontem acabou amarrotado tudo e sujando.

Parecia uma explicação razoável, isso me acalmou um pouco.

— Vamos jogar um play? — disse ela.

— Bora sua pereba.

Jogamos mortal Kombat por algumas horas como bons irmãos.

Nos outros dias Luiza continuou chegando mais tarde, dizia que estava num período de muita responsabilidade no trabalho e precisava mostrar serviço.

Certo dia eu fiquei na escola depois da aula para um trabalho em grupo. Quando terminei, resolvi passar no vestiário da piscina onde Luíza dava aula. Ela tinha dito que ia até mais tarde naquele dia, e eu pensei em encontrar ela para irmos juntos para casa.

Fui andando para os fundos da escola, onde ficava a piscina. O sol já tinha se posto, e o corredor estava escuro, apenas uma luz fraca no final, vindo dos vestiários. O ar era pesado, cheiro de cloro e silêncio. Meus passos ecoavam no chão de cimento.

Passei pela piscina vazia, a água parada refletindo a pouca luz que entrava pelas janelas altas. As arquibancadas desertas, as cadeiras empilhadas no canto. Fui em direção ao vestiário feminino. A porta estava entreaberta.

— Lu? — chamei, me aproximando. — Terminou a aula? A gente pode ir junto.

Não ouvi resposta. Empurrei a porta devagar.

Foi quando ela gritou.

— Pedro? NÃO ENTRA! PEDRO, NÃO ENTRA!

A voz dela saiu aguda, assustada, como se eu tivesse pego ela fazendo algo errado. Eu parei na hora, a mão na maçaneta, o coração disparado.

— Lu? Tudo bem?

— Tudo! — a voz dela saiu rápida, ofegante. — Só... não entra. Eu tô... me trocando.

— Ah, desculpa. Eu achei que você já tivesse terminado.

— Terminei. Só tô... me arrumando. Espera aí.

Eu tirei a mão da maçaneta, dei um passo para trás. A porta estava fechada agora. Eu ouvi o som do ferrolho deslizando, trancando por dentro.

— Demora muito? — perguntei.

— Não. Quinze minutos. Vinte, talvez.

— Tá bom. Eu espero.

Eu me encostei na parede do corredor, perto da porta. O silêncio voltou, pesado. Eu olhei para o teto, para as luzes apagadas, para o chão de cimento. Estava tudo escuro, só uma luz fraca no final do corredor, perto da saída dos fundos.

— E o trabalho? — a voz dela veio de dentro, um pouco abafada pela porta. — Conseguiu terminar?

— Terminei. O Daniel me ajudou.

— Que bom. Você estava preocupado.

— É. Mas deu certo.

— E os meninos? Apareceram?

— Não. Passaram longe.

— Viu? Te falei. Tá tudo resolvido.

— É. Tá.

O silêncio voltou. Eu olhei para a porta, para a maçaneta. Podia abrir. Ela tinha trancado, mas eu podia bater, pedir para abrir. Não tinha motivo. Eu só queria ter certeza de que ela estava bem.

Foi quando eu ouvi.

"Schlick."

Um som molhado. Baixo. Abafado pela porta. Eu congelei.

"Schlick. Schlick."

O som se repetia, ritmado. Eu não sabia o que era, mas me fez arrepiar. Meu coração começou a bater mais rápido.

— Lu? — chamei, a voz saindo mais baixa do que eu queria.

— Oi? — a voz dela saiu estranha, um pouco rouca.

— Você tá bem?

— Tô... sim... Tudo.. Tudo bem.

"Schlick. Schlick."

— Lu, que barulho é esse?

— Barulho? Que barulho?

— Esse... som molhado. Parece...

— É o celular, Pedrinho. — A voz dela saiu mais alta, como se ela tivesse se lembrado de alguma coisa. — O celular vibrando. Deve ter caído na bolsa.

— Ah.

— É. Tô procurando. Já acho.

"Schlick. Schlick."

O som não parava. Era mais rápido agora, mais intenso. E misturado a ele, eu ouvi outra coisa. A respiração dela. Curta. Ofegante. Como se estivesse fazendo algum esforço.

— Lu?

— Ahn... — um gemido escapou. Baixo. Abafado.

— Lu? Você tá gemendo?

— Não! — a voz dela saiu rápido. — Foi... foi um espirro. Tô com alergia. O cloro.

— Ah. Tá.

"Schlick. Schlick. Schlick."

— Pedro — a voz dela saiu mais rouca agora, mais ofegante. — Vai... vai lá fora. Espera na entrada. Eu já vou.

— Mas eu posso esperar aqui.

— Não! — a voz dela subiu. — Não. Vai lá fora. Por favor. Eu já vou.

"Schlick. Schlick."

— Lu, você tá ofegante.

— Tô... tô cansada. A aula foi puxada. Vai, Pedrinho. Por favor.

Eu hesitei. Algo não estava certo. A voz dela estava estranha, o som também. Mas ela pediu para eu ir. Ela é minha irmã. Ela me protege. Ela nunca mentiu para mim.

— Tá bom. Vou lá fora.

— Obrigada, Pedrinho. Daqui a pouco eu vou.

Eu me afastei da porta. Comecei a andar pelo corredor, passei pela piscina vazia. Quando cheguei na entrada, olhei para trás. A porta do vestiário estava fechada, a luz acesa.

Eu fiquei ali, encostado no muro da entrada, esperando. O tempo passou. Cinco minutos. Dez. Quinze.

Nenhum sinal dela.

Vinte minutos. Meia hora.

Comecei a ficar impaciente. Olhei para o relógio, para o portão, para a rua deserta. Onde ela estava? O que estava fazendo?

Foi quando ouvi passos. Vindos dos fundos da escola, do outro lado, perto da saída dos fundos. Eu me afastei do portão, rodei o muro, fui ver.

Três figuras saindo pela porta lateral. O moreno, o alto, o baixo. Estavam rindo, arrumando as roupas. O moreno passou a mão no cabelo, o alto ajeitou a camisa, o baixo olhou para trás, para a escola, e sorriu.

Eu fiquei ali, escondido atrás do muro, vendo eles se afastarem. O moreno acendeu um cigarro, o alto deu um tapa no ombro dele, o baixo disse alguma coisa que fez os três rirem. Foram andando, devagar, como quem não tem pressa.

Esperei eles sumirem na esquina. Depois voltei para a entrada.

Mais cinco minutos. A porta dos fundos rangeu.

Luíza apareceu.

Ela estava com a roupa que usou de manhã — calça jeans, blusa de manga comprida — mas algo estava errado. O cabelo, que ela sempre usava preso nas aulas, estava solto, desarrumado, os fios grudados na testa. A blusa estava abotoada errada, um botão fora do lugar, e eu vi que ela não estava usando sutiã por baixo. O tecido fino marcava os seios, os mamilos visíveis quando ela se movia.

O rosto estava vermelho, não do vermelho de quem correu ou se exercitou, mas um vermelho intenso, que subia do pescoço até as orelhas. Os lábios estavam inchados. Ela tinha uma expressão distante, os olhos meio vidrados.

— Lu, você demorou — eu disse. — Eu esperei aqui.

— É. Demorei mais do que pensei. — Ela passou a mão no rosto, ajeitou o cabelo.

— Eu vi o moreno, o alto e o baixo saindo agora. Eles estavam na escola?

Ela piscou, rápido demais.

— É? Não vi eles lá dentro. Deviam estar fazendo algum trabalho, sei lá.

Ela disse com um tom que tentava ser casual, mas algo na voz dela não soou natural. Eu olhei para ela, tentando entender. Ela desviou o olhar, ajeitou a blusa.

— Vamos? — ela perguntou, indo em direção à moto.

— Vamos.

Subimos na moto. Eu segurei na cintura dela, senti o calor da pele por baixo do tecido fino. O cheiro era diferente. Não era o cheiro de cloro da piscina, nem o perfume que ela usava. Era algo mais forte.

Na volta para casa, eu fiquei em silêncio. Ela também.

Quando chegamos, ela subiu direto para o quarto, disse que ia tomar um banho. Eu fiquei na sala, olhando para a porta fechada.

Ela disse que não viu eles lá dentro, eu pensei. Mas eles estavam ali. E ela demorou tanto tempo.

Mas como eu podia ter certeza? Eu não vi nada dentro do vestiário. Eu só ouvi sons que não soube explicar. E a minha irmã nunca mentiu para mim. Ela sempre me protegeu.

Talvez eles realmente estivessem fazendo algum trabalho. Talvez ela só estivesse cansada.

Na volta para casa, eu fiquei em silêncio. Ela também. Quando chegamos, ela subiu direto para o quarto, disse que ia tomar um banho.

No dia seguinte, era um sábado, quase nove da noite quando Luíza apareceu na porta da sala com duas tigelas de pipoca e um sorriso no rosto.

— E aí, Pedrinho? Vai encarar um filme ou vai ficar aí murchando?

— Que filme?

— Escolhe aí. Só não vale comédia romântica.

— Você que gosta de comédia romântica.

— Gosto, mas hoje quero ver coisa de ação. Vem.

Ela jogou uma das tigelas no meu colo, se jogou no sofá ao meu lado, e passou a perna por cima da minha como fazia desde que éramos crianças. Eu ri, procurei um filme qualquer, apertei play. Era bom estar ali com ela. Luíza ria das minhas piadas, jogava pipoca na minha cabeça, mexia no meu cabelo como se eu ainda tivesse dez anos.

— Você tá ficando velho, Pedrinho — ela disse, em algum momento.

— Velho por quê?

— Tá na hora de arrumar uma namorada.

— Não quero.

— Vai querer uma hora. Aí me abandona.

— Nunca. Quem vai fazer meu café de manhã?

— Seu café você mesmo faz. Tá na hora de aprender.

Ela riu, eu ri junto. O filme passava, mas a gente nem tava prestando atenção direito. Era só a gente, o sofá, a pipoca. Um sábado normal. Um sábado bom.

Foi quando o celular dela vibrou.

Ela pegou, olhou a tela. O rosto mudou. Não era uma mudança grande, mas eu vi. Os olhos ficaram mais atentos, o corpo mais tenso.

— Vou ali — ela disse, a voz tentando ser casual.

— Agora? O filme tá no meio.

— É rápido. Já volto.

Ela subiu as escadas. Eu ouvi a porta do quarto fechar.

Fiquei no sofá, olhando para a tela, mas já não prestava atenção. Alguma coisa me dizia para ir ver. Não era curiosidade. Era um aperto no peito.

Levantei, subi as escadas devagar. A porta do quarto dela estava fechada. Encostei o ouvido.

A voz dela estava baixa, mas eu consegui ouvir.

— Agora não... não dá... por favor... tá bom, tá bom... usando o quê?... vocês são malucos... já vou, já vou... filhos da puta.

O silêncio. Depois, o barulho do armário. Eu desci rápido, voltei para o sofá.

Pouco depois, ela desceu. Estava com um sobretudo preto comprido, abotoado até o pescoço, e um olhar que não encontrou o meu.

— Vou sair, Pedrinho. A Fernanda tá muito mal.

— O que aconteceu?

— Terminou com o namorado. Ela ligou desesperada. Vou lá ajudar.

— Tá.

— Não espera acordado, viu?

— Tá.

Ela saiu. A porta fechou. Eu fiquei ali, olhando para a televisão, mas não via nada.

"Usando o quê? Vocês são malucos."

A frase ecoava.

Fiquei na sala. Não consegui subir para o quarto. Deitei no sofá, me cobri com a manta, esperei. O sono veio, mas eu não fui para a cama. Dormi ali mesmo, acordando de vez em quando, ouvindo o silêncio da casa.

Acordei com um barulho. A porta. Escutei, ainda zonzo.

Ela entrou cambaleando, tateando a parede para se equilibrar. O sobretudo tinha sumido. Agora ela usava apenas uma minissaia preta — tão curta que quase mostrava a bunda — e um sutiã de renda, também preto, que mal segurava os seios enormes. O cabelo estava desarrumado, molhado de suor, colado na testa. O rosto vermelho, os olhos vidrados, a boca entreaberta. Os seios balançavam soltos a cada passo, os mamilos marcando o tecido fino, e na pele clara, por cima do sutiã, havia marcas. Vermelhas. Roxas. Marcas de dedos. Marcas de dentes.

Ela passou por mim sem me ver. Subiu as escadas devagar, uma mão no corrimão, a outra pressionada contra a barriga. A saia subia ainda mais quando ela inclinava o corpo, e eu vi que não usava calcinha por baixo.

— Foi bom... — ela murmurou, a voz arrastada, quase um canto. — Muito bom... pau... tanto...

Eu congelei.

— ...gozado... muita... porra... não aguento mais...

Ela ria baixinho, um riso bobo, distante. Os dedos passavam pela própria barriga, subiam até os seios, tocavam as marcas.

— ...aquele... aquele foi o melhor... mais fundo... mais fundo...

Chegou no quarto. Ouvi a porta abrir e fechar. Depois, o som do corpo caindo na cama.

Fiquei ali por um tempo, paralisado. Depois levantei, subi as escadas. A porta do quarto estava entreaberta. Empurrei devagar.

Ela estava deitada de bruços na cama, os braços estendidos, o rosto enterrado no travesseiro. A saia tinha subido completamente, deixando a bunda à mostra, e eu vi mais marcas. Roxas, vermelhas, desenhadas na pele branca. Marcas de mãos, de dentes, de tapas.

— ...pedrinho... — ela murmurou, a voz fraca. — ...desculpa... mas foi tão bom...

A mão dela desceu entre as pernas, os dedos se movendo lentos.

— ...quero mais... quero mais...

Peguei a manta que estava no pé da cama, cobri ela. Ela nem se mexeu. Apenas continuou murmurando.

— ...cavalga... gozada... tão gostoso...

Eu fechei a porta, desci as escadas. Deitei no sofá, olhando para o teto.

No domingo de manhã, ela desceu com o cabelo molhado, o rosto lavado, o moletom velho. Estava pálida, as mãos tremiam um pouco quando segurou a xícara.

— Dormiu bem? — perguntou.

— Mais ou menos.

— Eu também. — Ela tomou um gole de café, fez uma careta. — A Fernanda tava muito mal. Depois que ela se acalmou, a gente ficou conversando, acabamos bebendo.

— Bebendo?

— É. Ela tava tão triste que eu não tive coragem de deixar ela sozinha. A gente foi para um bar, pedimos umas cervejas. Depois ela chamou umas amigas. Eu exagerei.

— Exagerou?

— É. Nem lembro como voltei.

Ela disse, e a voz era tão natural que eu quase acreditei.

— Lu — eu comecei.

— Oi?

— Você disse umas coisas. Quando voltou.

— Disse o quê?

— Sobre... sobre pau. Sobre gozada.

Ela congelou. A xícara parou no ar.

— Eu não disse nada.

— Disse sim. Eu ouvi.

— Você tava sonhando, Pedrinho. Eu tava bêbada. Bêbado fala coisa sem sentido.

— Não parecia sem sentido.

Ela colocou a xícara na mesa, devagar.

— Bêbado fala qualquer bobagem. A gente tava vendo filme, eu comentei alguma coisa, você deve ter misturado.

— Eu não misturei nada.

— Pedro. — A voz dela ficou mais firme. — Para com isso. Eu fui ajudar a Fernanda. Bebi demais. Perdi o casaco no bar. Foi uma noite ruim, mas passou. Tá tudo bem.

— Luiza, tá tudo bem mesmo?

— Tá sim bobinho. Confia na mana.

Eu confiava. Queria confiar. Mas a imagem dela subindo as escadas de sutiã e saia, o corpo marcado, os olhos vidrados, a voz murmurando pau, gozada, tão gostoso... isso não era só bebida.

— Lu, o que aconteceu com o seu casaco?

— Devo ter perdido no bar. Ou na casa da Fernanda. Não lembro.

— E as marcas?

— Marcas?

— No seu corpo. Eu vi.

Ela passou a mão no pescoço, onde eu tinha visto os roxos.

— Eu caí. Na saída do bar. Bêbada, você sabe.

— E os dentes?

— O quê?

— As marcas de dente.

Ela me olhou por um longo momento. Os olhos estavam cansados.

— Você tá vendo coisa, Pedrinho. Foi só a bebida. Tô de ressaca. Me deixa quieta.

— Lu...

— Pedro. — A voz dela subiu. — Para. Eu sou sua irmã. Eu cuido de você. Você acha mesmo que eu mentiria?

— Não...

— Então para. Foi uma noite ruim, mas acabou. Tá tudo bem.

Ela levantou, levou a xícara para a pia. As costas retas, os ombros firmes. Mas eu vi a mão dela tremer quando colocou a xícara na pia.

— Vai tomar seu banho — ela disse, sem olhar para mim. — Depois a gente almoça.

Eu subi. No quarto, sentei na cama, olhando para as mãos.

Ela mentiu, eu pensei. Ela disse que foi com a Fernanda, mas aquela não era a Fernanda no telefone. Ela disse que perdeu o casaco, mas ninguém perde o casaco no bar. Ela disse que caiu, mas marcas de dente não são de queda. E as coisas que ela falou...

Mas como eu podia ter certeza? Eu não vi nada. Só ouvi. Só vi marcas. E a minha irmã nunca mentiu para mim. Ela sempre me protegeu.

Talvez ela só tivesse bebido demais. Talvez a Fernanda tivesse chamado outras pessoas. Talvez as marcas fossem de uma queda. Talvez as palavras fossem só delírio de bêbada.

Eu queria acreditar nisso. Queria muito.

Mas o aperto no peito não passava.

Na terça-feira seguinte, eu fui ao centro comprar um presente para Daniel. O caminho passava por um parque afastado, desses que ficam vazios durante a semana. Eu ia atravessando quando vi um carro estacionado na entrada. Conhecia aquele carro. Era de Rodrigo.

E vi pessoas perto do carro. Rodrigo, o moreno, o alto, o baixo. E uma mulher.

Ela estava vestida de forma provocante — saia curta, blusa decotada, maquiagem carregada. Usava óculos escuros grandes, que escondiam metade do rosto. O cabelo era marrom, liso, diferente. Uma peruca, provavelmente. A mulher ria com eles, rebolava, provocava. O moreno apertou os peitos dela, e ela gemeu alto, a cabeça jogada para trás.

O som era familiar. Mas não podia ser. A minha irmã não tem cabelo marrom. A minha irmã não usa maquiagem assim. A minha irmã não fala daquele jeito.

Eu me aproximei devagar, escondido atrás de algumas árvores. A mulher se movia com uma desenvoltura que me lembrava alguma coisa, mas eu não conseguia identificar. O jeito de rebolar. O jeito de inclinar a cabeça. Talvez fosse só impressão.

O moreno apertou os peitos dela de novo, e ela gemeu, a língua passando pelos lábios. A voz era rouca, arrastada, uma voz de quem finge prazer, uma voz de puta, como as dos filmes que os meninos da escola dizem que assistem.

— Isso, putinha — ele riu. — Assim.

Eu dei mais alguns passos. A mulher virou o rosto por um momento, e eu vi os lábios pintados de vermelho, o sorriso largo, a expressão de quem está se divertindo. Não era a minha irmã. A minha irmã não sorri assim. A minha irmã tem um sorriso verdadeiro, um sorriso que ilumina o rosto. Aquele sorriso era falso, ensaiado.

O alto se aproximou dela por trás, passou as mãos pelos seios, apertando. Ela gemeu, jogando a cabeça para trás no ombro dele.

— Gostosa — ele murmurou.

Ela riu, um riso baixo, gutural. Uma risada de quem já fez aquilo muitas vezes. A minha irmã não ri assim.

Eu fiquei paralisado, olhando. O corpo era parecido, sim. Seios grandes, cintura fina, quadris largos. Mas quantas mulheres não têm esse corpo? A academia da minha irmã está cheia de mulheres assim.

Foi então que o moreno me viu.

— Olha só quem chegou! — ele gritou, rindo. — O minhoca!

Todos se viraram. A mulher também. Ela olhou para mim através dos óculos escuros. A expressão era impossível de ler. Os lábios se curvaram num sorriso lento.

— Vem cá, minhoquinha — o moreno chamou. — Vem ver uma coisa.

Eu dei um passo para trás.

— Não...

— Vem. — O moreno apertou os peitos da mulher de novo, fazendo-a gemer. — Olha só isso.

A mulher gemeu de novo, os lábios entreabertos, a língua passando por eles.

— Ela é boa — o alto completou. — Muito boa.

— Vem, gatinho — a mulher disse, e a voz era manhosa, falsa, uma voz que ela claramente estava forçando para ser mais sensual. — Vem brincar com a gente.

Eu olhei para ela. Cabelo marrom. Óculos escuros. Maquiagem pesada. Roupas que minha irmã nunca usaria. Uma voz que minha irmã não tem.

Não é ela, eu pensei. Não pode ser. Minha irmã não é assim.

— Não — eu murmurei. — Não posso...

Dei meia-volta e saí correndo. Corri sem parar até chegar em casa, tranquei a porta do quarto e fiquei sentado no chão, a respiração ofegante.

Não era ela. Não era. A minha irmã não é assim.

Eu repetia para mim mesmo, tentando acreditar. A minha irmã é forte, é protetora, é a mulher que me criou. Ela não usaria roupas assim. Ela não falaria daquele jeito. Ela não estaria com aqueles caras.

Eu me levantei, fui até o banheiro, lavei o rosto. Olhei no espelho. Eu estava pálido, as mãos tremiam.

É só uma mulher parecida. É só coincidência. A minha irmã está em casa, trabalhando, cuidando de mim. Ela não faria isso.

Quando ouvi a moto da minha irmã chegar, horas depois, eu desci as escadas devagar.

Ela entrou com o cabelo preso, jeans e blusa de manga comprida, as compras do mercado nas mãos.

— Pedrinho! Ajuda aqui?

Eu peguei uma sacola, levei para a cozinha. As minhas mãos ainda tremiam um pouco.

— Tudo bem? — ela perguntou.

— Tudo.

— Parece que viu fantasma.

— Não vi nada.

Ela olhou para mim, desconfiada. Depois foi para a sala, pegou o celular no sofá.

— Vamos fazer um jantar especial hoje — ela disse, a voz mais leve. — Que tal?

— Tá bom.

— Eu faço o macarrão que você gosta. A gente pode ver um filme depois.

— Tá bom.

Ela sorriu, e o sorriso era o mesmo de sempre. O mesmo sorriso que eu via desde criança. O sorriso verdadeiro, que iluminava o rosto dela. Não era o sorriso falso da mulher do parque.

— Vai tomar um banho, relaxar. Depois a gente conversa.

Eu subi. No quarto, sentei na cama, olhando para as mãos. Lá embaixo, ouvi a voz dela cantarolando enquanto preparava o jantar. A voz dela. A voz que eu conhecia desde que me entendo por gente. Clara, firme, forte. Não era a voz manhosa, falsa, arrastada da mulher do parque.

Não era ela, eu pensei. Não era.

E eu acreditei. Porque eu precisava acreditar. Porque a minha irmã é a pessoa que me criou, que me protegeu, que deixou a luz do corredor acesa quando eu tinha medo do escuro. Ela não faria isso. Ela não é assim.

Lá embaixo, ela continuava cantarolando, e eu fechei os olhos.

A minha irmã. A minha irmã está bem. Tudo está bem.

NOTA DO AUTOR:

QUEM QUISER DAR UMA CONVERSADA E/OU VER FOTOS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DOS CONTOS, MINHAS REDES ABAIXO. SÓ ME MANDAR MENSAGEM QUE TAMBÉM FAÇO IMAGENS PERSONALIZADAS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DESCRITAS NOS CONTOS.

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