A chave girou na fechadura do flat com um estalo seco, quebrando o silêncio da madrugada. Eram quase seis da manhã de domingo. O trajeto desde a festa até o elevador havia sido feito em um mutismo carregado de uma tensão elétrica, sufocante.
Artur trancou a porta. Quando ele se virou, Nina já havia tirado os saltos de solado vermelho e os largado de qualquer jeito no tapete da sala. Ela caminhou descalça até o quarto, a minissaia de couro balançando no ritmo dos quadris largos. Ela não olhou para trás, mas sabia perfeitamente que ele a estava seguindo como um cão hipnotizado.
O quarto estava na penumbra. Nina sentou-se na beirada da cama, abriu as pernas e encostou as costas na cabeceira. Ela olhou para Artur, que estava parado na porta, a respiração pesada, a bermuda ainda marcando a ereção dolorosa que havia nascido no carro.
— Vem cá, Tutu — ela chamou, a voz rouca e arrastada, batendo no espaço vazio do colchão entre as pernas dela. — Vem limpar a sua princesa.
Artur não hesitou. Ele caminhou até a cama, ajoelhou-se no chão acarpetado e afundou o rosto no meio das pernas da namorada. O cheiro de sexo, suor e o gosto inconfundível daquela "piña colada" espessa invadiram os sentidos dele. Ele começou a chupá-la com uma devoção desesperada, lambendo cada resquício do que o outro homem havia deixado ali, engolindo a própria dignidade a cada movimento da língua.
Nina jogou a cabeça para trás, os dedos enterrados nos cabelos do namorado, suspirando de prazer.
— Amorzinho... tenho novidades — ela sussurrou, a voz ofegante cortando o silêncio do quarto. — O Betão comeu a Babi novamente hoje na festa, você acredita? Ele encheu a buceta dela de porra. Ela me contou tudo. Você quer que eu conte como foi enquanto você me chupa? Ou prefere que eu conte uma história minha... com o meu ex?
Artur parou por um segundo, os lábios brilhando pela umidade dela. A menção do nome de Betão fez o estômago dele revirar, mas o vício na humilhação já estava instalado nas suas veias.
— Escolhe você, princesa... — ele murmurou contra a pele dela. — Conta o que você quiser.
Nina deu um sorriso perverso na escuridão. A armadilha estava armada perfeitamente.
— Tá bom. Eu vou te contar o que a Babi me confessou chorando de tesão no banheiro — ela começou, os dedos apertando os fios de cabelo de Artur. — Mas, pra ficar mais gostoso, amor... eu quero que você feche os olhos e imagine que fui eu.
Imagina que era eu lá no depósito dando pro Betão.
Artur engoliu em seco e fechou os olhos, o pau latejando dentro da calça. Ele voltou a chupá-la com avidez, embalado pela proposta doentia.
— A Babi me contou que ele mandou uma mensagem pra ela ir pro depósito dos fundos da chácara... — Nina narrou, a voz ganhando um tom hipnótico. Ela estava relatando a mais pura e literal verdade, mas blindada pelo escudo da fantasia. — Lá era escuro, Tutu. Fedia a poeira. Quando ela entrou, ele não disse nada. Ele só agarrou ela pela blusa e deu um beijo com gosto de álcool. Um beijo bruto, de quem não pede permissão.
Nina arqueou as costas, a própria memória do depósito a excitando violentamente. Artur gemia baixo, a língua trabalhando frenética, a mente dele projetando o rosto sardento da namorada no escuro com o gigante.
— Ele ergueu ela do chão, Tutu. Como se ela fosse uma boneca de pano. Prensou as costas dela contra a parede de tijolo áspero — Nina continuava, o cinismo transbordando em cada palavra. — E o pau dele... amor. Era uma tora. Quente, grossa, pesada. Ele não preparou. Ele não teve o cuidado que você tem comigo. Ele só socou tudo de uma vez. Me rasgando no meio.
Ela sentiu Artur tremer.
— Me rasgou não né… rasgou a Babi. Estou falando assim pra você me imaginar lá Tutuzinho… Tudo bem eu falar assim como se fosse eu meu amor?
Artur respondeu com
Um “unhum” sem desgrudar a boca da buceta dela.
— Ele fodeu sem dó, amor... batendo com força, esmagando contra a parede até gozar tudo lá no fundo. Enchendo inteira... bem do jeito que eu tô agora. — Nina puxou a cabeça de Artur, olhou nos olhos dele. Enfiou os próprios dedos fundos na buceta recolhendo um pouco dos seus líquidos misturados na porra do Betão e enfiou na boca do namorado sensualmente. — Já imaginou meu Tutuzinho. Se fosse eu no lugar da Babi você estaria agora sentindo o gosto da porra de Betão. É gostoso né?
Ele não respondeu com palavras. Mas
Chupar três vezes seguidas o dedo de Nina antes de voltar para sua buceta.
— E sabe da maior, Tutu? — Nina fez uma pausa e soltou a isca final. — Ela voltou pra festa sem a calcinha. Largou no chão do depósito de tanto tesão.
Artur parou de chupar por um segundo, o coração batendo na garganta ao lembrar do carro.
— Igual a você, princesa? — ele perguntou, a voz abafada contra as pernas dela.
Nina soltou uma risada baixa e sádica na escuridão.
— Isso, amorzinho. Igualzinha a mim.
A tensão sexual está no nível máximo.
Artur chupando Nina.
O desespero dele em limpar a buceta dela enquanto a mente entra em colapso com a história.
Nina aproveitando a língua experiente do namorado lembrando da rola do Betão.
Todos aproveitando.
Cada um do seu jeito.
Nina gozou de forma explosiva direto na boca do namorado.
Ainda tremendo do orgasmo, Nina puxou Artur pelos cabelos, fazendo-o levantar do chão.
— Tira essa bermuda, Tutu. Me come. Agora.
Artur obedeceu freneticamente. Ele se livrou da roupa, subiu na cama e posicionou-se sobre ela. Ele não usou camisinha, cego pelo tesão. Quando ele empurrou o quadril para frente, penetrando-a, o choque foi imediato.
O caminho estava absurdamente escorregadio, largo, laceado.
Artur deslizou para dentro dela com uma facilidade assustadora. Ele afundou até a base e percebeu na hora que ela estava bem mais folgada do que o normal. Ele parou por um segundo, os olhos arregalados por trás dos óculos, confuso com a falta de atrito.
Nina leu o rosto do namorado na penumbra e percebeu que ele havia notado. Ela sorriu, envolveu o pescoço dele com os braços e puxou o rosto de Artur para perto do seu, roçando os lábios sujos dele:
— Estou tão excitada que entrou facinho, né, Tutu? — ela sussurrou, a voz carregada de uma inocência letal. — Até parece que foi a minha buceta que aquele pau enorme do Betão fudeu hoje. Acho que ela ficaria bem assim... abertinha.
O cérebro de Artur entrou em curto-circuito. O corpo dele reagiu da única forma que o cuckold conhecia. Sem precisar de mais do que algumas estocadas fracas e frouxas no vazio daquela intimidade alargada, Artur gemeu alto.
Percebendo a oportunidade, Nina subiu o jogo. — Gostou da buceta da sua princesa assim abertinha meu Tutuzinho? Como se a bucetinha de sua princesa estivesse sido arrombada pelo pauzão do Betão?
Os olhos dele reviraram e ele gozou profusamente dentro dela.
Ele desabou sobre o peito de Nina, ofegante, o coração quase saindo pela boca, a mente destruída e viciada.
Nina acariciou os cabelos suados do namorado, olhando para o teto escuro do quarto com um sorriso de vitória absoluta. O doce veneno corria solto.
— Eu te amo, Tutu... — ela sussurrou com doçura e sinceridade. Estava de volta a perfeita namoradinha do interior.
Artur levantou o rosto, os olhos transbordando uma adoração cega e patética.
— Eu também te amo, princesa. Muito.
O domingo acordou preguiçoso. O sol do meio-dia já invadia a sala do flat quando a campainha tocou. Nina, usando apenas uma camiseta larga de Artur e uma calcinha de algodão, abriu a porta. Era Babi, de óculos escuros, segurando uma garrafa de espumante e com uma sacola de biquínis pendurada no ombro.
— Bom dia pra quem sobreviveu ao apocalipse — Babi anunciou, jogando-se no sofá. — Cadê nosso Tutuzinho?
— Capotado lá dentro — Nina respondeu, trancando a porta e dando uma risada baixa. — Dei muito trabalho para ele durante a madrugada.
As duas foram para a varanda, longe do quarto, e Nina despejou tudo. Com um brilho nos olhos, ela detalhou o abate no depósito: a fresta da porta, a caloura assustada com o balde, e a brutalidade de Betão a esmagando contra a parede de tijolos.
Babi ouvia tudo de boca aberta, bebendo o espumante direto da taça.
— Caralho, Nina... eu criei um monstro! E o Artur? Ele não desconfiou que você sumiu?
Nina riu, um som perverso, mas carregado de um carinho distorcido.
— O Tutu é louco por mim, amiga. E a verdade é que... eu acho que ele tá gostando disso tudo tanto quanto eu — ela explicou, a voz doce, mas transbordando malícia. — Eu contei pra ele exatamente o que o Beto fez comigo... mas disse que era você na história. E Babi, ele lambeu tudinho. Ele limpou a porra do Betão de mim achando que era só um fetiche, uma fantasia com você. Ele tava completamente fascinado.
Babi arregalou os olhos por trás dos óculos escuros.
— A gente transou logo depois — Nina continuou, suspirando ao lembrar. — E quando ele afundou em mim e percebeu que eu tava mais larga, eu sussurrei que a culpa era da história fervendo na cabeça dele. Amiga... ele gozou de um jeito que eu nunca vi. Olhando no fundo dos meus olhos, jurando que me ama. Eu amo demais o meu Tutu, mas acho que a gente acabou de abrir uma caixa de Pandora.
Ele adora me ver pertencer a outro.
Meia hora depois, Artur acordou com o apartamento vazio. Ele desceu para a área de lazer do condomínio e encontrou as duas espreguiçadeiras ocupadas. Nina usava um biquíni vermelho minúsculo, e Babi um fio-dental preto.
O garoto se aproximou, ajeitando os óculos, ainda meio atordoado pela noite de excessos.
— Bom dia, meninas...
Babi abaixou os óculos escuros, os olhos felinos cravados no garoto.
— Acordou, bela adormecida? Vem cá, Tutu. Minhas costas tão queimando. Passa um pouco de protetor aqui vai?
Artur hesitou, olhando para Nina em busca de aprovação. A namorada estava deitada de bruços, lendo algo no celular, e apenas sorriu de canto, acenando com a cabeça com a maior naturalidade do mundo.
— Passa lá, amorzinho. Não deixa a Babi torrar no sol.
Com as mãos trêmulas, Artur derramou o creme branco nas palmas e começou a massagear as costas de Babi. A veterana gemia baixinho de propósito, arrepiando-se a cada toque.
— Desce um pouquinho mais, Tutu... espalha bem na beiradinha do biquíni — ela sussurrou, empinando levemente a bunda na direção dele.
Artur engoliu em seco. O pau dele marcou a bermuda de tactel instantaneamente. Ele estava passando a mão na bunda da melhor amiga da namorada, sob os olhares atentos da própria. Era uma libertinagem que o deixava zonzo.
Enquanto a cena se desenrolava, o celular de Nina vibrou. Babi havia acabado de postar um story das duas no Instagram. Não demorou dois minutos para a notificação do direct aparecer. Era ele.
@alberto.betao: O que as duas putinhas tão aprontando hoje?
Nina deu um sorriso cínico, ignorando Artur e Babi, e começou a digitar rápido.
@nina.princesa: Tomando sol de ressaca. E você não tá convidado.
@alberto.betao: Hahahaha. Sorte do Tutu. Se eu pisar aí, vou querer as duas no meu pau, e ele vai ficar assistindo eu fazer o trabalho de homem.
Nina sentiu a virilha pulsar. O ogro sabia exatamente onde bater. Mas ela não ia ficar por baixo. Ela olhou para Artur, que agora estava com as mãos na coxa de Babi, com uma cara de cachorro faminto.
@nina.princesa: Você fala muito, Betão. Não deu conta nem de mim ontem, e agora é o Tutu que tá aqui dando conta das duas.
Junto à mensagem, uma foto discreta de Artur e Babi.
@alberto.betao: Deixa ele se divertir um pouco… é inofensivo.
Ela bloqueou a tela do celular e jogou na bolsa, satisfeita com a própria audácia de usar o namoradinho como troféu de deboche.
O calor aumentou. Babi sentou-se na espreguiçadeira, espreguiçando-se.
— Chega de sol. Vamos pra sauna, amigas. Você vem, Tutu?
A sauna do condomínio estava vazia, tomada pelo vapor denso e pelo cheiro de eucalipto. Assim que a porta de vidro fechou, Babi não perdeu tempo. Ela tirou a parte de cima do biquíni, e em seguida a de baixo, ficando completamente nua. Nina fez o mesmo, com a naturalidade de quem tirava uma meia.
Artur ficou congelado, prensado no canto do banco de madeira, de bermuda. O vapor condensava nos seus óculos, mas a visão das duas mulheres nuas na sua frente era cristalina.
— Vai ficar de roupa, Tutu? — Babi provocou, sentando-se de pernas abertas no banco à frente dele. — A gente é todo mundo íntimo aqui. Tira isso.
Novamente, Artur olhou para Nina. A ruiva deu de ombros e sorriu com ternura.
— Tira, amor. É só a Babi.
Com as mãos tremendo violentamente, Artur baixou a bermuda e a cueca molhada. O pau dele saltou para fora, duro como pedra, apontado para cima. Ele tentou cobrir com as mãos, o rosto vermelho de vergonha.
Babi soltou uma risadinha anasalada, analisando a anatomia do garoto.
— É fofinho, Nina.— ela perguntou na cara dura para a amiga.
— Fica à vontade — Nina respondeu, encostando a cabeça na madeira, a perversão dominando o ambiente.
Babi escorregou pelo banco, ajoelhou-se na frente de Artur e segurou a base do pau dele. A mão fechava facilmente e cobria o pau quase por completo.
O garoto prendeu a respiração. A veterana começou a masturbá-lo lentamente e, sem aviso, engoliu a cabeça do membro. Artur ofegou alto, fechando os olhos.
— Nossa... ele tá muito duro — Babi falou com a boca cheia, soltando-o por um segundo. Ela olhou para Nina. — Vem me ajudar, amiga. Tem espaço pras duas.
Nina desceu do banco.
As duas mulheres mais desejadas da faculdade estavam de joelhos na frente dele. Nina pegou de um lado, Babi do outro. As línguas se encontraram no meio do pau de Artur. Elas chupavam juntas, revezando, olhando uma para a outra. De repente, Babi puxou o rosto de Nina e tascou um beijo de língua na ruiva, com o pau de Artur prensado entre os lábios das duas.
A mente de Artur colapsou. Era muita informação visual, muito tesão, muita libertinagem. O orgasmo subiu como um soco.
— Eu... eu vou gozar... meninas, eu vou gozar! — ele avisou, desesperado.
Babi passou a punhetar ele na direção dos peitos volumosos de Nina. Artur jorrou o sêmen quente lambuzando os peitos da namorada pela primeira vez.
Babi imediatamente se abaixou colocando passando a língua por todos os rastros de porra.
Babi estalou a língua no céu da boca, fingindo analisar o paladar como uma sommelier sádica.
— É docinho, gostoso... Mas sei lá, eu achei meio ralinho. O do Betão é mais grosso, né, Nina?
— Pois é, a do Beto enche a boca. Tem nem comparação.
O peito de Artur subia e descia. A humilhação verbal era uma facada.
— Como... como você sabe o gosto e se enche a boca, Nina?! — ele perguntou, a voz esganiçada, o pânico tomando conta.
Nina deu uma risadinha doce e cínica, levantou-se e deu um tapinha no rosto do namorado.
— Ai, Tutu, esqueceu que eu fiquei escondida vendo ele gozar três vezes na boca das meninas nos banheiros? A quantidade de porra que sai daquele homem é um absurdo. Qualquer um percebe só de olhar, né, Babi?
Babi riu alto, acompanhando a amiga em pé.
— Lógico. O gigante jorra feito uma mangueira, Tutu. Relaxa.
A explicação era absurda, humilhante, mas, na cabeça de Artur, servia como uma desculpa esfarrapada para ele não precisar encarar a verdade que estava gritando na sua cara.
Ele tinha acabado de viver a experiência mais erótica e fascinante da sua vida.
Meia hora depois, já de volta ao flat, Babi estava no chuveiro. Artur entrou no quarto onde Nina se trocava. Ele caminhou até ela, de cabeça baixa, o ego completamente destruído, mas o corpo anestesiado pela submissão.
Ele abraçou a cintura de Nina por trás, encostou o rosto nas costas sardentas dela e sussurrou, provando que a corrupção estava completa:
— Princesa... obrigado por ter deixado a Babi me chupar. Foi... incrível.
Nina sorriu para o próprio reflexo no espelho, passando a escova nos cabelos ruivos. Mais uma gota do veneno havia sido destilada.
A noite de domingo caiu sobre a cidade, mas a temperatura dentro do flat parecia apenas aumentar. Depois de pedirem comida japonesa e abrirem a segunda garrafa de vinho, Babi se jogou no tapete felpudo da sala, cruzando as pernas. Ela usava apenas uma camiseta regata sem sutiã e a calcinha fio-dental. Nina estava jogada no sofá com o mesmo figurino mínimo, enquanto Artur servia as taças.
— A noite tá muito parada, casal — Babi anunciou, pegando uma garrafa vazia que havia sobrado do jantar e colocando no centro do tapete. — Vamos de Verdade ou Consequência. Mas sem frescura. Quem pipocar, vira um shot de vodca pura e faz o que o outro mandar mesmo assim.
Artur sentou-se no chão, encostado no sofá, entre as pernas de Nina. A ruiva fazia cafuné nos cabelos dele.
— Eu topo — Nina disse, com um sorriso preguiçoso e os olhos brilhando. — E você, Tutu? Vai arregar pras meninas?
— Lógico que não, princesa — ele respondeu, tentando soar confiante, mas o coração já batia mais rápido.
O jogo estava armado.
Babi girou a garrafa pela primeira vez. Ela parou apontando de Nina para Babi.
— Verdade — Babi escolheu, bebericando seu vinho.
Nina deu um sorriso malicioso, aproveitando a oportunidade para instalar o terror na mente do namorado.
— Verdade, Babi... qual foi o maior pau que você já deu na sua vida?
Babi soltou uma gargalhada alta, sem o menor pudor. Ela olhou para o teto, como se estivesse lembrando de uma relíquia, e depois cravou o olhar direto em Artur, que engoliu em seco.
— Sem dúvida nenhuma... o Betão. Aquele homem é um absurdo. Parece um animal, Tutu. O do Betão enche a boca, o útero, tudo. Mas sabe o que eu mais gosto? O
Sabor da porra dele. — Ela olhou pra Nina com um sorriso no rosto. — Tem gosto de Piña Colada bem forte. — ambas gargalharam.
Artur ajeitou os óculos, sentindo-se minúsculo e humilhado com a comparação indireta, mas a ereção latejando na sua bermuda traía seu masoquismo. O fantasma do ogro estava oficialmente na sala.
A garrafa girou de novo. Caiu de Babi para Artur.
— Verdade — Artur falou, a voz trêmula, temendo a pergunta da veterana.
Babi se inclinou para frente, os olhos escuros brilhando de malícia sob o vapor da bebida.
— Verdade, Tutu... ontem na festa, você viu o Betão sarrando a bunda da Nina na pista, esfregando aquele pau tora nela na sua frente... ver a bunda da sua namoradinha rebolando naquela pica enorme deixou você com ciúmes ou excitado?
O quarto ficou em silêncio absoluto. Artur olhou para o tapete, o rosto queimando de vergonha. A pergunta desnudava a sua alma corrompida. Mas verdade escapou:
— Eu... eu fiquei com ciúmes, sim. Mas... eu também fiquei muito excitado. Eu não consegui evitar.
Ele abaixou a cabeça, sentindo-se patético e quebrado. Mas, em vez de julgá-lo, Nina inclinou o rosto para baixo, acariciou o rosto do namorado e sussurrou com uma doçura sádica e sutil:
— É normal, amorzinho. Não precisa ter vergonha. Eu também confesso que fiquei com muito tesão vendo a Babi te chupar na sauna hoje à tarde. A gente gosta de ver o outro ser desejado, Tutu. Não tem problema nenhum nisso. — E continuou… — E eu também fiquei muito excitada naquele momento. Betão está a de pau muito duro. Deu pra sentir ele todinho na minha bunda. Ainda bem que você estava lá pra me proteger meu tutu.
Foi o xeque-mate. Ela acabou de normalizar a perversão ali mesmo, no tapete da sala, envolvendo o Artur em uma bolha de "fetiche compartilhado". A partir daquele momento, todas as barreiras haviam caído.
As rodadas continuaram, e os desafios pesados começaram.
Girar de novo. Babi para Nina.
— Consequência — a ruiva disse, bebendo um gole de vinho, inabalável.
Babi engatinhou pelo tapete até o sofá, segurou o rosto de Nina com as duas mãos e olhou nos olhos dela.
— Te desafio a me dar um beijo de língua. De verdade.
Nina não hesitou. Ela se inclinou para frente, abriu os lábios e encontrou a boca da amiga. Foi um beijo molhado, intenso, com as línguas se enroscando de forma voraz. O som estalado das duas bocas ecoou pela sala silenciosa.
Artur assistia a tudo de camarote, a menos de um palmo de distância, alucinado com a libertinagem da namorada.
Separaram-se ofegantes.
A garrafa girou. Babi para Nina mais uma vez.
— Consequência de novo — a ruiva disse, cínica.
Babi pegou o próprio celular e apontou para a amiga.
— Levanta, princesa. Fica de costas, empina essa bunda maravilhosa com essa calcinha fio-dental, e tira uma foto no espelho ali do corredor. E agora a melhor parte: você vai abrir o seu WhatsApp e mandar essa foto pro último cara com quem você conversou.
O peito de Artur afundou. Ele sabia que o último cara não era ele.
Nina obedeceu rindo. Ela caminhou até o espelho, virou de costas, empinou o quadril e tirou a foto pornô puro: a tira de renda preta sumindo entre as nádegas brancas e perfeitas. Ela voltou para o sofá, sentou-se ao lado de Artur e mostrou a foto para ele.
— Tô bonita Tutu?
— Tá linda meu amor… só um pouco exposta demais né.
— É o desafio amor….
Abriu o aplicativo na frente dele. O último chat da lista tinha um nome claro: Betão.
As mãos de Artur suaram frio. Ele viu a namorada selecionar a foto da própria bunda empinada, adicionar uma legenda e apertar "Enviar" para o ogro.
@nina.mel: Estamos jogando verdade e consequência. Você acabou ganhando um prêmio… Espero que goste… foi o Tutu que escolheu.
Nina travou a tela do celular e sorriu para o namorado, que estava pálido, dividido entre o choque e a ereção latejante. O celular dela vibrou instantaneamente. Betão respondeu:
@alberto.betao: Que rabo delicioso. Vou deixar essa sua bunda branca toda marcada amanhã.
Nina mordeu o lábio inferior, a calcinha umedecendo. Ela olhou para Babi.
— Minha vez.
A garrafa girou e parou de Babi para Artur.
— Essa brincadeira me deixou muito excitada. Além disso você já gozou lá na sauna Tutu. Eu ainda não. Então eu desafio você a descer aqui no tapete e me chupar até eu gozar. Eu quero ver se você é bom de língua mesmo como Nina diz.
Artur travou. Chupar a melhor amiga da namorada na frente dela? A moralidade de garoto do interior gritava, mas a excitação incontrolável diziam outra coisa. Ele olhou para Nina, implorando por um limite.
Nina bebeu o resto do vinho na taça, deitou a cabeça no encosto do sofá, abriu as pernas largas e sorriu para ele com aquela doçura doentia.
— Mostra pra ela o que você faz comigo, Tutu. Mostra como você é obediente. Pode ir.
Foi a sentença final. Artur engatinhou pelo tapete felpudo até parar entre as pernas abertas de Babi. A veterana afastou a calcinha fio-dental com um dedo e sorriu, superior. Artur afundou o rosto na intimidade dela, chupando-a com técnica e desespero, usando a língua exatamente como Nina o havia ensinado a fazer.
Babi jogou a cabeça para trás, gemendo alto, os dedos cravados nos ombros nus e lisos de Artur.
Do sofá, Nina assistia à cena inteira com um sorriso sádico e excitado no rosto. Seu namorado de estimação, liso e submisso, estava no chão chupando a sua melhor amiga por ordem dela. Ela também colocou sua calcinha de lado e iniciou uma caricia assistindo a amiga e o namorado.
Com a outra mão pegou o celular e fez uma foto. Perfeita.
Seus dedos enfiados na sua buceta em primeiro plano… Artur ajoelhado chupando Babi ao fundo.
Foto enviada para Betão com a legenda.
@nina.mel: assim terminou nosso joguinho.
@alberto.betao: Manda ele ir treinando. Porque depois ele vai preparar vocês pra receber minha rola. E no final vai beber minha porra de dentro de vocês.
Babi gozou.
Nina gozou.
O domingo das donas estava completo.
O doce veneno não tinha mais volta.