Foi um choque.
Eu estava na cozinha, terminando de lavar a louça depois do jantar, quando Rogério chegou da empresa com um sorriso que eu raramente via. Ele me abraçou por trás, beijou meu pescoço e disse, voz cheia de orgulho:
— Amor… eu ganhei a promoção. Mas não é aqui em Campinas. É em Porto Alegre. Rio Grande do Sul. Cargo de gerente regional, salário quase o dobro, apartamento pago pela empresa por um ano. A gente vai embora em três semanas.
Eu congelei com as mãos dentro da água. O prato escorregou e quase caiu. Porto Alegre. Outro estado. Mais de mil quilômetros. Três semanas.
Meu coração bateu tão forte que eu senti na garganta. Não era só a mudança. Era o fim. O fim da casinha, do terreno, dos sábados, da galera, de Marcinho. Tudo aquilo que eu jurava que era só “enquanto durasse” de repente tinha data marcada para acabar.
Eu me virei, sorri o sorriso de sempre e falei com voz doce:
— Que maravilha, amor. Deus abriu a porta. Vamos rezar agradecendo.
Mas por dentro eu estava em pânico. Uma mistura de medo, tristeza e um tesão doentio que eu nem conseguia nomear. Eu ia perder tudo. E ao mesmo tempo… eu sabia que precisava perder.
Naquela mesma noite, depois que Rogério dormiu, eu peguei o celular no banheiro e mandei a mensagem para Marcinho:
“Meu marido foi promovido. Vamos mudar para Porto Alegre em três semanas. Essa vai ser minha última vez.”
A resposta dele veio em menos de dois minutos:
“Entendo. Fico feliz por vocês. Mas eu quero uma despedida de verdade. Uma noite inteira. Você vai dormir na casinha com a galera. Todo mundo que quiser vir. Sem hora pra acabar. Você aguenta?”
Eu li a mensagem três vezes. Meu corpo inteiro arrepiou. Eu respondi só com um:
“Sim.”
Ele marcou para o último sábado antes da mudança. Rogério já tinha viajado para Porto Alegre para ver o apartamento e acertar documentos — ficaria lá a semana toda. Eu estava completamente livre.
A última noite na casinha foi a mais longa e brutal de todas.
Eu cheguei às 20h10. O terreno estava completamente escuro, só o poste distante iluminava o caminho. Levei apenas uma pequena bolsa com escova de dentes e uma calcinha limpa para o dia seguinte. Entrei, tirei toda a roupa devagar, dobrei cada peça com cuidado e coloquei no canto. Coloquei a coleira bem apertada, até sentir o couro pressionando minha garganta, e enfiei o plug maior que eu tinha — grosso, pesado, que esticava meu cu de forma constante e desconfortável. Depois me ajoelhei no centro do quarto: testa tocando o chão frio de cimento, joelhos bem abertos, bunda empinada, mãos espalmadas. Fiquei assim, respirando devagar, sentindo o plug pulsar dentro de mim.
Os doze chegaram aos poucos, em pequenos grupos. Quando a porta finalmente fechou e Marcinho trancou por dentro, o ar mudou. Doze pares de olhos me olharam em silêncio. Marcinho falou baixo, quase solene:
— Hoje é a despedida dela. Vamos dar tudo que ela merece. Sem parar até o sol nascer. Ela vai dormir aqui com a gente.
Ninguém respondeu. Só o som de cintos sendo abertos.
Eles começaram devagar, mas não ficaram assim por muito tempo.
Primeiro me colocaram de quatro no colchão. Marcinho tirou o plug devagar e enfiou o pau no meu cu. Diego enfiou na boca ao mesmo tempo. Enquanto Marcinho metia fundo no cu, ele começou a dar socos controlados nas minhas costelas laterais — não muito fortes no começo, mas firmes o suficiente para tirar o ar. Cada soco fazia meu corpo apertar em volta do pau dele. Eu soltava gemidos abafados, lágrimas escorrendo silenciosas.
— Toma, cadela… sente o soco enquanto leva no cu — ele grunhia.
Big se juntou. Segurou meu cabelo e começou a dar tapas fortes no meu rosto, alternando com cuspe grosso que batia direto na minha cara. O cuspe escorria pelos olhos, nariz, boca. Eu mantinha a boca aberta, recebendo tudo.
Depois veio a primeira DP anal da minha vida.
Big e Anderson se posicionaram atrás de mim. Big cuspiu bastante no meu cu já aberto e enfiou primeiro. Depois Anderson forçou a cabeça do pau ao lado. Eu prendi a respiração. A dor era intensa, queimando, esticando meu anel ao limite. Lágrimas escorreram fortes. Eles entraram devagar, centímetro por centímetro, até os dois paus estarem enterrados no meu cu ao mesmo tempo.
Eu soltei um gemido longo, abafado, corpo tremendo inteiro.
— Isso… aguenta, puta… primeira vez tomando dois no cu — Marcinho disse, segurando meu queixo e cuspindo na minha boca aberta. — Respira. Relaxa. Você aguenta.
Eles começaram a meter. Primeiro devagar, sincronizados, depois mais forte. A sensação era de ser rasgada e preenchida ao mesmo tempo. Dor e prazer se misturavam de forma insana. Eu chorava, mas empinava a bunda para trás, pedindo mais com o corpo. Enquanto isso, João enfiava na minha boca, fudendo minha garganta sem piedade. Cuspe voava de todos os lados — na cara, nos cabelos, nas costas. Cada vez que um cuspia, eu abria mais a boca para receber.
Os socos continuavam. Marcinho e Rafael alternavam socos nas costelas e nas laterais do abdômen. Cada impacto tirava meu ar por um segundo e fazia meu cu apertar ainda mais em volta dos dois paus que me fodiam.
Eu gozei assim — pela primeira vez na vida com dupla penetração anal —, corpo convulsionando, lágrimas misturadas com cuspe escorrendo pelo rosto, gemidos abafados pelo pau na garganta.
Eles não pararam.
Trocaram de posição várias vezes durante a madrugada. Sempre que alguém saía do meu cu, colocava o pau sujo na minha boca para eu limpar. Eu fazia ATM devagar, com devoção, língua rodando na cabeça, descendo pela vara, engolindo o gosto terroso sem hesitar. Depois voltava à posição para receber mais.
Por volta das 4h da manhã, quando eu já estava exausta, mole, corpo inteiro dolorido, eles me deitaram de lado. Dois paus no cu novamente, um na buceta, um na boca. Me foderam assim por um longo tempo, devagar, quase ritualístico. Cuspe na cara constante. Socos leves nas costelas para me manter alerta. Eu gozava quase sem parar — orgasmos fracos, contínuos, que me deixavam tremendo.
A noite já estava avançada, talvez fossem quase 5h da manhã, quando aconteceu.
Eu estava destruída. Corpo mole, cu latejando depois de tantas horas sendo usado, rosto inchado de tapa e cuspe, cabelo grudado de suor e porra. Eles tinham acabado de fazer mais uma rodada de dupla penetração anal — Big e Anderson dentro do meu cu ao mesmo tempo, esticando tudo ao limite, enquanto João fodia minha boca e Marcinho dava socos firmes nas minhas costelas laterais. Cada soco tirava meu ar e fazia meu corpo apertar em volta dos dois paus que me rasgavam.
Mas não era só dor. Era algo mais profundo. Porque eu sabia que era a última vez. A última noite. A última vez que eu seria a puta da galera. Amanhã eu começaria a arrumar as malas para Porto Alegre. Depois disso, tudo acabaria.
Esse pensamento me acertou como um soco mais forte que os de Marcinho.
“É a última vez…”
Eu senti um calor diferente subir pela barriga, diferente de todos os orgasmos anteriores daquela noite. Era mais fundo, mais quente, quase insuportável. Meu corpo inteiro começou a tremer de forma incontrolável. Meu cu apertava ritmicamente em volta dos dois paus que me fodiam. Meu clitóris latejava sem ser tocado. Meus mamilos estavam tão duros que doíam.
Marcinho percebeu. Ele segurou meu cabelo com força, puxou minha cabeça para trás e cuspiu na minha cara mais uma vez.
— Tá gozando de novo, cadela? Deixa vir. Deixa tudo sair.
Big e Anderson aceleraram juntos, metendo fundo e sincronizado. João enfiou mais fundo na minha garganta. Outro soco nas costelas.
E então veio.
Não foi um orgasmo normal. Foi uma explosão.
Meu corpo inteiro travou por um segundo. Depois um jato quente, forte, incontrolável saiu de mim. Eu squirtei pela primeira vez na vida — um esguicho longo, quente, que molhou o colchão, as coxas de Big, o chão de cimento. Não parou em um jato só. Vieram vários, um atrás do outro, enquanto meu corpo convulsionava violentamente. Eu sentia como se estivesse urinando, mas era prazer puro, líquido, saindo em ondas. Meu cu apertava tão forte em volta dos dois paus que Big e Anderson gemeram alto.
— Caralho… ela tá squirting… olha isso! — alguém disse.
Eu não conseguia parar. O orgasmo era tão intenso que parecia não ter fim. Ondas e ondas de prazer me atravessavam, cada uma mais forte que a anterior. Eu via estrelas, minha visão ficava branca, meus ouvidos zumbiam. Meu corpo inteiro tremia como se estivesse levando choque. Lágrimas escorriam pelo meu rosto misturadas com o cuspe deles. Eu gemia abafado em volta do pau na boca, mas o som saía rouco, desesperado.
Era o maior orgasmo da minha vida. Maior que qualquer coisa que eu já tinha sentido na casinha ou em qualquer outro lugar. E eu sabia exatamente por quê: porque era a última vez. Porque amanhã eu voltaria a ser a Clara certinha, a esposa devota, a mulher da igreja. Porque depois dessa noite eu nunca mais seria a puta da galera. Essa consciência tornava tudo mil vezes mais intenso. Cada estocada, cada soco, cada jato de cuspe na minha cara, cada centímetro dos dois paus no meu cu parecia carregado de significado.
Eu squirtei mais três ou quatro vezes seguidas, molhando tudo ao redor. Meu corpo inteiro ficou fraco, pernas tremendo tanto que eu mal conseguia me sustentar de quatro. Quando o orgasmo finalmente começou a diminuir, eu desabei no colchão, ofegante, chorando baixinho, corpo ainda tendo espasmos leves.
Os homens pararam por um momento, olhando para mim com uma mistura de choque e admiração.
Marcinho se agachou, passou a mão no meu cabelo molhado e murmurou perto do meu ouvido:
— Nunca vi você gozar assim… Foi por ser a última vez, né?
Eu só consegui assentir, lágrimas ainda escorrendo.
Ele sorriu de leve, quase carinhoso.
— Então vamos fazer valer a pena até o final.
Eles continuaram. Mais devagar agora, quase respeitosos, mas sem parar. Eu fiquei ali, mole, destruída, feliz de um jeito que nunca tinha sido, sentindo o líquido do meu próprio squirt misturado com suor e porra no colchão.
Aquela foi a noite em que eu me entreguei completamente pela última vez.
E o orgasmo mais forte da minha vida foi a forma que meu corpo encontrou de dizer adeus.
E eu pensava será o fim?