Eu Não Esperava, Cap. 14 = Do luto ao lucro.

Um conto erótico de A voz
Categoria: Gay
Contém 2388 palavras
Data: 24/03/2026 00:47:43

Dirigir o carro até a localização me fez entrar num processo muito estranho de pensamentos por tantas realidades sendo vividas ao mesmo tempo. Finalmente meu namorado transou com o tio na minha presença, meu melhor amigo desapareceu e a última informação que eu tinha dele era que o infeliz havia comido meu namorado (não tão bem comido porque o Murilo não aguentou ele), minha Senhoria faleceu e o filho dela estava desesperado, por ser filho único e tals acabou me ligando desesperado, um evento humanitário grave estava acontecendo no mundo e as pessoas desaparecendo dia após dia...

Ao chegar no final da localização que me dei conta, ele estava em casa. Ele morava na casa em frente à minha, no mesmo terreno. Um sobrado de 1 andar superior ao térreo. Até então eu só conhecia a cozinha e a sala por ir às vezes pagar meu aluguel ou conversar com a, atual falecida, dona.

Bati na porta e nada de alguém vir abrir. Entrei no nosso terreno e fui até a porta da cozinha e ela estava aberta. Ouvia-se o som de água caindo e o choro de alguém sem forças ecoando dentro da casa.

Eu: - GUSTAVO?! ESTOU AQUI!!

E nada do garoto me responder. Então continuei caminhando em direção ao som que vinha do andar de cima. Atravessei a cozinha em direção à sala e vi a escada em mogno no canto direito da sala. Subi os degraus e ela dava de frente à um corredor com apenas 3 portas. Duas ao lado direito e uma em frente, no final do corredor. A segunda porta estava aberta e o som vinha dela. Abri a porta e vi que a cama de solteiro ficava encostado na parede à esquerda e em frente à porta, ficava a janela que dava visão para o meu quarto. E no canto direito existia a porta de um banheiro (aparentemente eram 2 suítes no andar superior da casa).

Eu: - GUSTAVO?! TÔ AQUI MANO!

Gustavo: - mano... (choro intenso)

Como ele não respondeu eu me aproximei da porta do banheiro e bisbilhotei de forma rápida dentro do banheiro e ele estava caído no chão do box, quase em posição fetal, e a cabeça escorada na parede final do banheiro. Era um banheiro estreito, porém longo (não cabiam mais que duas pessoas em pé, ombro à ombro, para a diferença de largura... mas em comprimento ele cobria a mesma metragem do quarto. Voltei com a cabeça pra fora do cômodo e chamei novamente por educação.

Eu: - Gustavo, to preocupado contigo, fala comigo...

Gustavo: - Eu não tenho forças... (chorava novamente) ... a minha vida acabou...

Eu: - Mano não fala isso... termina o banho e vem aqui...

Gustavo: - não consigo ficar em pé... não sinto meu corpo (e chorava)

Entendi o recado e entrei no banheiro. Retirei meus tênis, minha camiseta e bermuda e entrei no chuveiro com ele. Levantando ele do chão.

Eu: - Perdão pela invasão da sua privacidade e intimidade, mas preciso te tirar daqui antes que aconteça algo contigo.

Ele apenas chorava e nem respondeu. Levantei o garoto e o levei para o quarto, sentei ele na cama e enxuguei o melhor que eu pude e ele caiu na cama dele virado pra parede. Meu celular disparou a tocar com ligações que verifiquei serem do Murilo, mas não atendi. Sentei ao lado dele na cama e afanei seus cabelos tentando passar solidariedade. Era um choro de dor interminável. E se eu não soubesse o motivo, diria que ele estava realmente morrendo de dor por algo. Eu não podia o deixar assim, e um simples gesto de mão na cabeça não alcançava a alma que precisava de algo. Então deitei na cama dele, e o abracei forte, e fiquei abraçado à ele de conchinha. Em silêncio.

O abraço e as carícias começaram, após alguns minutos, à surtirem efeito e o Gustavo foi diminuindo o choro e ficando mais ameno. Acalmando a respiração sufocada e parando de tremer. O barulho, do choro e dos gemidos, foi diminuindo e ficando distante. Distante. Distante. E dormimos.

Acordei no outro dia, momentos antes das 6, com uma ligação do celular do Gustavo. Número desconhecido. Afirmei na mente que poderia ser alguém do hospital, já que amigos não ligariam na madrugada pra enviar condolências pela morte de alguém. Atendi para que ele permanecesse descansando do pesadelo da vida real a qual ele entrou.

Eu: - Alô?!

Voz Feminina: - Olá, aqui é do diretório do Hospital, falo com o Sr. Gustavo?

Eu: - Não, sou amigo dele! Ele ainda se encontra dormindo. Preciso acordá-lo ou posso ficar com a mensagem?

Voz Feminina: - Creio não ser necessário. Era apenas pra informar que o corpo já foi enterrado como mencionado, já que devido a COVID não é possível fazer o velório e também não é aconselhado, e nem permitido, o acompanhamento do enterro. Mas estarei enviando por e-mail à ele todo o endereço para que ele possa visitar assim que estivermos fora da quarentena.

Aquela informação me deu toda a amplitude do sofrimento que o garoto estava sofrendo na noite anterior. Ele perdeu o mundo e não pôde nem se despedir dele de forma habitual, ou “comum” por melhor se dizer.

Eu: - muito obrigado, de coração mesmo. Passarei o recado assim que ele acordar.

Voz Feminina: - Tenham um bom dia, ou o melhor que puderem.

Eu: - obrigado! Você também.

Deitei novamente na cama após ter ido mijar, não sabia o que melhor fazer, visto que ele já estava em estado de sono, mas preferi o abraçar novamente. Ainda conseguia sentir o cheiro do sabonete no pescoço dele, e a pele quente. Independente do momento, o corpo humano é meio burro e instintivo, e aquela situação me fez começar a ficar de pau duro. Os solavancos começaram a pulsar na bunda do Gustavo e eu temi que ele pudesse sentir de alguma forma. Quando eu já estava me acalmando, escuto uma respiração forte...

Gustavo: - Era do hospital?

Aquilo me pegou completamente desprevenido...

Eu: - sim!

Gustavo: - foi feito?

Eu: - não precisa disso agora, volte a dormir... você prec...

Gustavo: - foi feito? (começou a alterar o tom de voz)

Eu: - sim... (senti ele começar a tremer)

Gustavo: - você tem algo pra fazer hoje?

Eu: - não!

Gustavo: - Pode ficar aqui comigo, por favor, mano?

Eu: - Suave... Apenas descansa!

Neste momento ele puxou ainda mais meu braço fazendo meu corpo colar ao dele, e ele apertou contra o peito, de forma que eu sentia o pulsar do coração dele no meu pulso. Era como se ele estivesse se esmagando pra se sentir protegido ou se quisesse desaparecer por dentro de si só. A reação natural do meu corpo foi começar a sentir o calor dele e o aroma de sabonete mais forte ainda. Isso fez meu pau voltar a crescer e a pulsar. Mas desta vez ele grudou a bunda em mim e não saiu disso. Não houve palavra. Não houve ruídos. Apenas sentíamos! Eu sentia o pulsar do seu coração e ele sentia o pulsar da minha rola na bunda dele. Então adormecemos.

Acordei já tinha sol radiante. Estava começando a suar e o Gustavo já não estava na cama. Tinha cheiro de comida e barulho de panelas. Desci e o encontrei na cozinha, olhar vago, andando de um lado ao outro e fazendo almoço. Sentei e fiquei o observando. Não tínhamos muito contato diário comunicativo. Não sabia como abordar. Mas mantive minha promessa e fiquei aquele dia com ele. E no outro. E no outro...

Digo que já estávamos desenvolvendo alguns assuntos. Nada que o alegrasse tanto, mas o suficiente pra eu saber que, naquele momento, ele não tinha mais família que ele conhecia. Pai e mãe falecidos. Mãe filha única, pai tinha um irmão em outro estado que não sabíamos. Sem primos e tios, nem avós. Ele estava sozinho e agora eu o ajudava com advogados por causa dos bens dos pais. A namorada dele não tinha lhe mandado mensagem sobre a mãe e aquilo me deixava inquieto.

- Guto, sua mina não vai vir aqui? (perguntei de forma quase que aleatória)

- como assim mano? (ele parou pra me olhar nos olhos)

- bom... faz alguns dias e ela não apareceu no momento mais sombrio... digo, não é vacilo dela? Sei que a COVID ta impedind...

- Ela ainda não sabe! (ele falou abaixando a cabeça)

- Como não fih?!

- A minha ficha ainda não caiu, e falar com ela será reafirmar que isso aconteceu. Esses dias contigo me dando essa força ta me fortalecendo bastante saca?! Mulher é sentimental e vai me fazer ficar revivendo isso, e você ta mais suave...

- de nada, eu acho... (respondi sem tanta convicção na voz)

- falou pro murilim?

- ih man, esqueci total... (realmente, passar aqueles dias com o Gustavo fez eu desapegar total da situação e nem do celular eu tava preocupado mais)

- reparei... ta com várias calls perdidas no seu radim... cuidado senão toma chifre... (ele disse com um sorriso se formando no rosto)

Gelei...

- tu também...

Foi o suficiente pra modificar o semblante dele pra assustado.

Peguei meu celular e realmente haviam mais de 100 ligações perdidas, maioria do Murilo, mas também tinham do Tony e do Marcelo. O tempo que tive, fui até em casa pra poder ter uma noção maior de como estava tudo, e o normal se mantinha. Os combinados de sexo, com meus amigos indo até a casa do meu namorado pra poderem meter a rola no cuzinho guloso dele. Eu estava cuidando do eu colega e meu namorado cuidando dos meus amigos.

Que pensamento estranho que eu estava. Aquilo não me trazia mais angustia, mas eu queria estar presente pra poder ver tudo acontecendo, ao mesmo tempo, super tranqüilo passando esses últimos dias dormindo na cama do Gustavo.

Marcelo, por outro lado, ainda me mantinha bloqueado, creio eu, pois nada parecia ter mudado virtualmente.

- “amor... (comecei a digitar e apaguei), Murilo... (comecei a digitar e apaguei também) oii... olha só, ainda estou aqui com o Gustavo. Assim que estiver tudo ok eu mando mensagem. Se cuida”

3 dias depois, resolvi deixar o Gustavo sozinho na casa, a namorada dele dormiria lá. Depois de fazer um escândalo, por ele não ter a informado antes, e sendo totalmente ríspida e nada sentimental, devido aos sentimentos do garoto, preferi deixar o casal se resolver. Algumas horas depois o sol já havia descido, e pela janela do quarto eu via novamente o Gustavo me contemplando mais uma vez com um pornô hetero, da mesma forma que a última vez.

Algumas horas depois, próximo das 23hr recebo mensagem do Gustavo...

- andrezin, ta aí?

- fala mano?!

- cola aê?!

- e tua mina?

- já meteu o pé...

- oxe... ela não quis dormir contigo? Só deu o chá e vazou? (estava saindo da cama e indo até lá)

- nem fala... mó revoltado... nem gozei...

- achei que tinha... tu ficou vermelho... (digitava já dentro da cozinha)

- longa história... vai colar?

Não digitei a resposta. Apenas abri a porta do quarto e ele já estava deitado de lado.

- to aqui mano... vim te resgatar... kkkkk

- kkkkk deita aê (ele disse abrindo a coberta e reparei que ele estava só de cueca)

- já vai, só que vou ficar so de cueca também... mó calor!

- ihhh, viadagem pra cima de mim não mano... Tenho mina ta logado?! (ele ria da zueira)

- e eu já tenho a minha também hahaha (deitei e ele apagou a luz no interruptor ao lado da cama)

Ficamos falando coisas triviais por uns 20 min até o sono começar a bater. O assunto morrendo aos poucos. E adormeci. Acordei com um movimento na cama. Bem sutil, mas existia. Gustavo estava com o corpo colado ao meu, sua bunda esfregando na minha virilha. Meu pau já estava duraço e pulsei instintivamente. Deixei o moleque brincar por uns 5 min, até eu perder um pouco o juízo e segurar o quadril dele. Ele parou e sentiu eu sarrar. Ele imóvel e eu não sabia se tinha feito o certo, já que depois da sarrada, recobrei o juízo.

1 min com ambos imóveis, senti ele forçar a bunda no meu pau... não tive dúvidas e continuei sarrando... o clima começou a esquentar, senti ele colocando a mão no pau dele e se alisando enquanto se esfregava em mim. Em um impulso, ainda estava com a mão na cintura dele, comecei a passar os dedos por dentro do elástico da lateral e, aos poucos, abaixando a cueca dele. Quando ele sentiu, ele parou de se mexer.

Pensei que ele havia ficado irritado, mas ele fez foi levantar o quadril da cama pra retirar a cueca por completo. Ao mesmo tempo fiz o mesmo comigo. E continuei sarrando ele, com meu pau subindo para suas costas. Não consigo descrever a sensação, mas quem já fez isso, com um garoto hétero, vai saber...

Do nada sinto ele abrir as pernas, a mão esquerda que estava segurando e alisando o pau dele, desceu mais e pegou na base do meu, me fazendo arrepiar a alma. Ele puxou e colocou meu pau entre suas pernas, fazendo meu cacete esfregar entre o períneo (a famosa “terra de ninguém”, onde não esta no cu, mas não está no saco). Meu pau babava muito e isso fez a região logo ficar bem babada e escorregadia, pra minha rola poder ficar se esfregando.

Perdi as estribeiras e comecei a respirar na abertura da orelha esquerda dele. E isso o fez arrebitar ainda mais a bunda e se esfregar em mim. Enquanto eu passava e passeava com minha mão sobre o seu corpo, eu o sentia arrepiando, e percebi que começou a bater punheta. Acelerei a sarrada e as estocadas. Segurei o quadril dele com força. Ele usou a outra mão, cruzou os dedos com minha mão e puxou em direção ao seu tórax.

Minhas sarradas começaram a ficar com solavancos fortes da minha virilha batendo em sua bunda e ele apertando minha mão em seu tórax e se masturbando violentamente. Então eu sinto ele dar 2 pinotes com o corpo todo travado e escuto “humm... hummm...” . Saber que ele estava gozando me fez gozar , melecando ele inteiro.

Depois que ambos paramos de tremer, ele fez menção de levantar da cama. O segurei e disse como reflexo...

-não...

OBS: Texto Cadastrado no registro de Obras de acordo com a - Lei 9.610 de 1998.

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