Eu Quis Ser Corno. Não Imaginava a Dor.

Um conto erótico de Rodrigo corninho
Categoria: Heterossexual
Contém 2533 palavras
Data: 24/03/2026 10:42:41

Qual o pior momento na vida de um homem casado?

Muitos diriam que é quando descobrem que estão sendo chifrados. Comigo foi num sábado. Já passava da meia-noite. Eu caminhei pelo corredor, pernas trêmulas, coloquei a mão na maçaneta da porta do nosso quarto e a abri.

Lá estava Simone. Minha esposa. A mulher da minha vida. Que está ao meu lado há vinte anos. A mãe dos meus filhos.

Ela estava irreconhecível. Totalmente nua, o cabelo bagunçado, o suor escorrendo pelo corpo, as pernas ainda abertas, como se não tivesse mais forças para fechá-las. O peito subia e descia ofegante. E entre as coxas, escorrendo devagar, o leite de outro homem vazava de dentro da sua buceta.

Meu coração parou. Depois disparou tão forte que eu achei que ia explodir.

Um turbilhão me atingiu com força bruta: ciúmes, raiva, nojo. Minhas mãos suavam. Meus punhos cerraram. Eu mal conseguia respirar.

Mas abaixo de tudo isso, pulsando mais forte do que eu queria admitir, um tesão avassalador me atravessava. O pau endurecido contra a bermuda, traia tudo o que eu sentia naquele momento.

E o pior de tudo? Eu não podia culpá-la.

Ela transou com outro homem? Sim. Ela me chifrou? Também. Mas se outro homem esvaziou as bolas dentro dela, a culpa foi minha, não dela.

Para entender, preciso voltar dois anos.

Foram vinte anos construindo uma vida juntos. Vinte anos de fidelidade, cumplicidade, confiança, amor. Mas numa noite qualquer, depois de uma transa maravilhosa, eu me abri. Confessei o que até então era um segredo que eu guardava no mais íntimo: eu fantasiava ela transando com outro homem.

De imediato ela recuou. Disse que aquilo era doentio. Que me amava demais. Que não conseguia nem imaginar. "Nunca", ela repetiu centenas de vezes. "Nunca, amor. Isso nunca vai acontecer."

Mas aos poucos ela foi cedendo. Eu a convenci de que podíamos ao menos fantasiar, só para apimentar a relação, e seria apenas palavras no escuro. E devagarzinho ela foi cedendo. Primeiro tímida, depois mais solta. Durante o sexo eu sussurrava: “Imagina outro homem te pegando por trás, te comendo gostoso enquanto eu só assisto...”. Ela gemia mais alto, apertava mais forte, gozava mais rápido. Mas depois jurava que isso nunca iria acontecer. Aquilo me fazia sentir seguro. Minha esposa sempre foi fiel, nunca tive motivo para desconfiar, então acreditava que aquilo nunca passaria da imaginação. Na realidade, era só palavras trocadas no escuro do nosso quarto. Eu podia brincar com o perigo sem me queimar. Eu podia imaginá-la nos braços de outro sabendo que, na realidade, ela só seria minha.

Mas a vida tem dessas coisas. A gente brinca com fogo, insiste, provoca, até que um dia a casa pega fogo de verdade.

Quando nossa filha casou e foi embora, o ninho ficou vazio. Nós nos mudamos para um apartamento menor, num prédio bonito, vizinhança tranquila. E no apartamento da frente, porta com porta, morava Caio.

Ele era tudo o que qualquer mulher desejaria: jovem, alto, moreno, corpo escultural, sorriso educado e um jeito calmo que desarmava qualquer um. Nos tornamos amigos rápido. E eu comecei a notar como ele olhava para ela. Tentava disfarçar, mas eu via. Os olhos dele devoravam cada movimento de Simone, cada curva do quadril, cada vez que ela ajeitava o cabelo.

Aquilo mexia comigo de um jeito estranho. Doía e excitava ao mesmo tempo.

No sexo, comecei a provocá-la. Enquanto a penetrava devagar, sussurrava no ouvido dela: "Você viu como o Caio te olhou hoje? O vizinho tá louco pra te comer, amor. Imagina ele te pegando bem aqui, no nosso sofá..."

Ela gemia mais alto, fingia resistir: "Você tá doido, para com isso..." Mas o corpo entregava tudo. A buceta dela apertava meu pau com força toda vez que eu mencionava o nome dele, como se a ideia a fizesse gozar mais rápido. Eu sentia o calor, o molhado aumentando, e aquilo me deixava louco.

Ela fingia resistir. Mas eu sabia que aquilo a excitava, então ousei mais.

Tirei a fantasia da nossa cama, trouxe para a vida real. Num dia qualquer, no elevador. Nós três lá dentro, silêncio pesado. Troca de olhares rápidos entre eles — ela baixando os olhos, ele sorrindo de lado. Quando nos despedimos no andar, eu não aguentei. No corredor, segurei a mão dela e falei baixo: "Convida ele pra entrar agora. Eu finjo que esqueci algo no carro, desço... e você deixa ele te comer bem gostoso em cima do sofá. Imagina ele te abrindo toda enquanto eu volto e vejo..."

Ela me repreendeu na hora, olhos arregalados: "Você enlouqueceu de vez?" Mas a voz saiu tremida, e eu vi as coxas dela se apertarem de leve.

Simone fingia não se excitar com as provocações. Dizia que eu era um tarado, que aquilo não tinha cabimento, que ela era minha esposa, não uma qualquer. Mas eu, cego pelo tesão que aquela imagem causava — minha mulher sendo fodida pelo vizinho gostoso da frente —, não conseguia parar. Pelo contrário, cada vez ia mais fundo.

Comecei a aumentar a intensidade. Quando ele passava por nós no corredor, eu cutucava a cintura dela e sussurrava: "Olha o volume na bermuda dele... aumentou quando te viu. Aposto que a rola dele é maior e mais grossa que a minha. Ia te comer tão gostoso, amor. Te fazer rebolar e gemer como uma putinha."

Ela ria nervosa, desconversava, me chamava de louco. Mas eu percebia. Percebia como ela passou a se arrumar mais antes de sair de casa. Os vestidos ficaram mais justos, abraçando a bunda redonda; o decote, mais generoso, deixando os seios quase escaparem. Percebia o sorriso disfarçado quando o cumprimentava no elevador, o jeito como ela demorava um segundo a mais olhando pra ele.

E eu, em vez de me preocupar como um marido normal faria, sentia o pau latejar forte dentro da calça. No fundo, eu não queria que ela realmente transasse com ele — não estava pronto pra aquilo. Mas aquela ideia me destruía e me deixava louco de tesão ao mesmo tempo. Meu coração disparava de medo, mas minha rola pulsava querendo mais. O risco estava ali, porta com porta, quase palpável. E mesmo sabendo disso, eu continuava empurrando ela pro precipício, sussurrando safadezas, cutucando, instigando… até que um dia ela caísse de vez.

Até que, numa noite, no auge da excitação, eu fui longe demais.

Cheguei do trabalho. Simone estava linda e sensual, usando um baby doll minúsculo, transparente, safado, depravado. Eu me sentei no sofá e fiquei respondendo algumas mensagens. Dali um pouco ela veio com um saco de lixo na mão.

— Coloca lá no corredor, amor, por favor.

Na hora eu fiquei tarado, imaginando o Caio babando em vê-la vestida assim, e aquela ideia surgiu em minha mente.

— Estou um pouco ocupado, princesa. Vai lá, por gentileza.

— Mas eu tô quase pelada...

— Vai assim. Não tem ninguém no corredor, ninguém vai te ver. É rapidinho.

Ela hesitou, mas abriu a porta, olhou para um lado e pro outro e saiu correndo.

Eu não perdi tempo. Fechei a porta atrás dela e tranquei.

— Abre a porta, amor.

— Não. Bate ali na porta do Caio. Pede pra ele te deixar entrar.

Ela continuou batendo, pedindo por favor, morrendo de medo de alguém aparecer no corredor. E eu insistindo: bate na porta do Caio. É claro que eu não queria que ela fizesse aquilo. Na verdade, eu duvidava que ela faria. A ideia era só segurar mais um ou dois minutos até ela se excitar e abrir.

Mas aí ela sentenciou do outro lado:

— Abre agora, última chance, ou você abre ou vai se arrepender.

— Não abro.

— Certeza?

— Sim.

O silêncio reinou por um minuto.

Eu abri a porta. Ela havia sumido.

Fiquei preocupado. Onde ela teria ido? Nunca imaginei que ela tinha tido a coragem e entrado no apartamento do Caio.

Mas quatro ou cinco minutos depois a porta dele abriu. Ela saiu na frente, puxando ele pela mão, e entrou no nosso apartamento.

Eu, incrédulo e tremendo, entrei atrás.

Ela parou, olhou para Caio e falou:

— Vamos pro meu quarto.

Eu ainda tentei ir atrás, mas ela parou, me olhou com uma autoridade que eu nunca tinha visto, e ordenou:

— Você fica aqui. Vai entrar só eu e ele.

Meu coração parou. Eu vi a porta do nosso quarto se fechar atrás deles. Ainda escutei o barulho da fechadura girando.

Fui até a porta tentar escutar alguma coisa, ainda imaginando que podia ser uma brincadeira dela. As pernas tremiam. Minhas mãos escorriam suor. O coração martelava tão forte que doía.

E do outro lado da porta, o silêncio.

É verdade que eu tinha fantasiado aquilo por anos, minha esposa com outro homem, mas fantasiar era uma coisa. Outro homem encostar na minha esposa? Isso não… de jeito nenhum.

Me afastei e sentei no sofá da sala, tentando imaginar o que estava acontecendo lá dentro. Estariam os dois sorrindo? A porta iria se abrir e eles sairiam falando que era brincadeira?

Mas a porta não se abriu. Nada de sorrisos. O silêncio lá dentro era absoluto. Apenas o zumbido da geladeira e o meu coração tentando sair do peito. Eu cogitei ir até lá, bater na porta, dar um fim naquilo que eu mesmo tinha começado, mas me segurei. Não podia fazer aquilo. A culpa era minha. Eu pedi? Agora que aguentasse.

Então eu ouvi.

Primeiro foi baixo. Um gemido abafado, como se ela ainda tentasse se conter. Para meu desespero, eles estavam transando. Meu estômago se contraiu. Minhas mãos cerraram os punhos.

Depois veio o som do colchão. Um rangido ritmado, lento no começo, depois mais rápido.

Ela gemeu de novo. Dessa vez mais alto.

— Assim… continua assim…

A voz dela estava irreconhecível. Não era a Simone que dormia ao meu lado há vinte anos. Era outra. Uma mulher que eu não conhecia, que eu mesmo tinha ajudado a despertar.

Os gemidos foram ficando mais frequentes, mais soltos. O rangido da cama acelerou. E então ela perdeu qualquer pudor que ainda restasse.

— Ai… ai, caralho… não para… não para…

Meu sangue ferveu. Ciúme. Raiva. Arrependimento. Tudo misturado num nó que se apertava no meu peito.

Eu queria levantar. Queria arrombar aquela porta. Ver a cara dele. Dizer que aquela mulher era minha.

Mas eu não me movi.

Porque no fundo eu sabia: fui eu. Fui eu quem plantou essa semente. Fui eu quem regou, dia após dia, com palavras sussurradas no escuro. Fui eu quem trancou ela do lado de fora. Fui eu quem disse "bate na porta do Caio".

Eu pedi. Ela entregou.

E agora ela estava lá dentro, e pelo som das coisas, estava adorando.

— Me come… me come gostoso… Caio, me come…

O gemido dela subiu de tom, virou grito. Eu conseguia ouvir o impacto dos corpos, a cama batendo na parede, a respiração ofegante dele misturada aos gemidos dela.

Ela estava sentindo prazer. Muito prazer. O tipo de prazer que talvez eu nunca tivesse dado a ela.

Meu pau doía de tão duro dentro da bermuda. E eu me odiava por aquilo. Odiava que meu corpo respondesse enquanto minha mente implorava para aquilo parar.

O grito dela veio de novo, mais agudo.

— Vai… vai… não para… vai… assim… caralho…

E então o grito.

Um grito pesado, alto. Depois um gemido longo, arrastado, de quem tinha acabado de chegar onde queria chegar.

Eu soltei o ar que nem sabia que estava segurando.

Aí veio o silêncio.

Eu fiquei ali, no sofá, olhando para a porta fechada, esperando o que iria acontecer.

Não sei quanto tempo se passou. Minutos? Uma eternidade? Eu só sabia que estava ali, no sofá, olhando para aquela porta como quem espera um veredito.

Até que ela se abriu.

Caio saiu. Estava sem camisa, o peito ainda suado, o cabelo bagunçado. Ele me olhou por um instante — um olhar que eu nunca vou esquecer. Não era debochado. Era quase… grato.

Ele estendeu a mão.

— Cara, tua mulher é muito gostosa. Obrigado.

Apertei. Não por vontade. Por puro reflexo. A mão dele estava úmida. Quente.

Ele vestiu a camiseta, abriu a porta do apartamento e saiu.

A porta se fechou.

E eu fiquei ali, parado no meio da sala, ouvindo o silêncio que ele deixou. O mesmo silêncio que vinha do quarto.

Minhas pernas tremiam quando me levantei. Cada passo em direção ao quarto era um esforço sobre-humano. Meu coração batia tão forte que eu sentia nas têmporas. A porta estava entreaberta. Empurrei.

Lá estava ela, jogada na cama.

Nossa cama.

Totalmente nua. O cabelo molhado espalhado no travesseiro. O corpo marcado — marcas de dedos na cintura, marcas de mordida no pescoço. O suor ainda brilhava na pele dela. Ela respirava fundo, como quem tinha acabado de correr uma maratona.

E as pernas…

As pernas dela estavam abertas. Escancaradas. Apontadas para mim como uma provocação. Como uma exibição.

E entre elas, escorrendo devagar, o leite do Caio vazava de dentro da sua buceta.

Ela não fez questão de fechar as pernas. Pelo contrário. Ela quis que eu visse. Cada gota branca escorrendo pelo meio das suas coxas era um recado. Cada marca no corpo dela era uma frase.

Olha o que você fez. Olha o que eu fiz. Olha o que nós nos tornamos.

Eu fiquei ali, parado no batente, olhando para aquela cena. Minha esposa. A mãe dos meus filhos. Exausta, arrombada, cheia de outro homem dentro dela.

Ela virou a cabeça devagar. Nossos olhos se encontraram.

— Então? — a voz dela estava cansada, mas firme. — Era isso que você queria? Era assim que você desejou ver sua esposinha?

Eu hesitei.

Minha mente gritava não. Meu estômago se revirava de nojo. A raiva ainda pulsava nas minhas veias. Como ela teve coragem de dar a minha buceta para outro homem? Como teve coragem de transar com ele em cima da minha cama? Se ao menos ela tivesse usado camisinha… mas ela deixou ele gozar dentro dela. Eu odiei cada segundo. Odiei ver outro homem saindo do meu quarto. Odiei ver minha esposa escancarada na cama, cheia do leite de outro macho.

Mas meu pau doía dentro da calça.

E olhar para ela — satisfeita, saciada, completamente entregue ao prazer que eu mesmo tinha proporcionado — mexia com algo que eu não sabia que existia em mim.

Ela estava feliz.

Eu nunca tinha visto Simone assim.

E no fundo, no fundo mais escuro de mim, eu sabia que valia a pena. Que ver ela assim, mesmo que doesse, era tudo o que eu fantasiei por anos.

Engoli seco. O peito doía. As mãos suavam.

— Sim — respondi, quase sussurrando. — Era exatamente isso que eu queria.

Ela sustentou meu olhar por um longo instante. Depois, um sorriso lento, perverso, tomou conta do rosto dela.

— Então se acostuma — ela disse, mas agora com um tom de autoridade. — Porque vou dar pro vizinho agora sempre que eu tiver vontade.

Meu coração parou de novo.

Ela fechou os olhos, exausta, e deixou as pernas ainda mais abertas, como quem se oferecia para que eu visse o estrago. O leite continuava escorrendo.

Naquela noite ela não se limpou, não tomou banho. E eu fui obrigado a dormir ao lado dela sentindo o cheiro de outro homem impregnado no seu corpo pela noite inteira.

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Comentários

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Conto maravilho e muito bom

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