Livres&Acorrentados – Capítulo 3 – 3.1 Allan
Maurycio De Paula
Flerte, Gay, Menage, Travesti
...
Década de 90, Curitiba-Pr.
...de volta à masturbação, usando as correntes que ganhara e a calcinha de Zilda, com revistas pornográficas compradas num sebo. Mulheres exuberantes, homens lindos, muito sêmen em todos os orifícios e fendas (e em algumas páginas coladas).
Por isso estas revistas são tão baratas!
Então pegou uma revista com travestis. Surpresa! Maurício nunca tinha visto mulher com pau. Ou homem com seios. Uma mistura interessante... com várias possibilidades.
Mil e uma utilidades. Um esponja de aço sexual!
Alguns esponjas de aço eram exuberantes de corpo, rosto e cabelos. Delicados, incrivelmente femininos. Outros esponjas de aço pareciam extravagantes, exagerados na maquiagem, no silicone e nos músculos, nitidamente masculinos.
Começou a fantasiar com os esponjas de aço femininos.
Ora como Maurício, ora como Paula.
Sábado à noite.
Calor de verão. Bebendo cerveja, petiscando num bar de rua, com colegas da empresa. Muitas piadas, risos e descontração. Uma turma inteligente, bem vestida, espirituosa. Conhecia todos superficialmente, pois não gostava de misturar trabalho com assuntos pessoais. Garotas bonitas, rapazes elegantes.
Principalmente Allan, pensou Maurício, observando o rapaz. Trabalhava num setor diferente, e só tinham contato esporádico. Perguntou para Dê_nis, seu colega de trabalho diário, se conhecia o cara.
– Ah, o Allan?!... Um tremendo babaca! Entojado, quer as coisas certinhas, tudo na hora, me aporrinha um monte. Acho que é falta de sexo! Não tem namorada. Nunca vi ele com uma guria. Eu acho que aquela tábua leva prego!...
Maurício sorriu. Dê_nis continuou falando pelos cotovelos, enquanto ele refletia sobre Allan. Tinha gostado do jeito, da conversa, da atitude dele desde a primeira vez que interagiram, resolvendo pendências profissionais. Parecia um cara focado, dinâmico, curioso, bem-humorado. E bonito!
Tomou mais uma cerveja. Levantou, deu uns passos na rua, e arrotou para longe (afastando junto as palavras desmotivadoras de Dê_nis). Os colegas foram se despedindo, até ficarem apenas ele e Allan na mesa, papeando.
A rua estava movimentada e barulhenta como sempre. Sentaram lado a lado, para ouvir melhor a conversa.
Allan contando alguma coisa sobre algo que tinha acontecido com alguém em algum lugar. Maurício absorto, admirando os traços do rapaz, os olhos verdes olhando nos seus, os lábios se mexendo.
Quando os lábios pararam, Maurício não fazia ideia do que responder, pois não prestara atenção em nada do que fora dito. Allan puxou do bolso alguma coisa e abriu sobre a mesa.
Suas pernas se encostaram e seus braços roçaram. Maurício sentiu o perfume dele. E um arrepio.
– Eu sempre tive curiosidade de fazer isso!
– Hein?! Fazer o quê, Allan?!...
Ele colocou o dedo no panfleto que segurava. Havia números de telefone e fotos. Anúncios sexuais. Garotas de programa. Escort boys. E esponjas de aço!
O dedo de Allan apontava para a foto de um deles. Maurício olhou com atenção. Cabelos fartos e castanhos, um rosto lindo, de pele clara, o pescoço adornado com correntes. Os seios médios e empinados. Um corpo gracioso, vestido de renda, sedutor. Com um pau rosáceo, proporcional e ereto. Engoliu em seco e tomou mais um gole de cerveja.
– Um travesti!?...
– Tô louco de vontade de fazer um programa, com essa tal... Nicole!
– E porque não faz?!...
– Ah, não tenho coragem...
Maurício se masturbava fantasiando com travestis, mas nunca tinha cogitado procurar um de verdade. A ideia parecia excitante e arriscada. Seus amigos “machões” viviam fazendo chacota sobre “sentar na boneca”, “beijar a donzela de ferro”, “salivar na picanha”...
Estava embriagado, então os preconceitos se embaralharam com os conceitos e viraram um preceito. Ou pretexto? Se fosse junto com Allan, não teria receio de conhecer um travesti. E ainda conheceria melhor o rapaz.
Quem sabe até rolaria um clima, insinuou Paula.
– E se... a gente fosse... juntos?!...
Allan sorriu, pôs a mão no seu joelho e ficou apertando e soltando.
– Você iria comigo? Assim eu topo!
Maurício preferia ser massageado entre os joelhos, mas curtiu.
– Ok, então descubra se a tal Nicole topa, né?
Allan reagiu imediatamente.
– Garçom, a conta. Rápido!...
Saíram do bar procurando um orelhão pela rua. Allan ligou e Maurício ficou escutando a conversa, encabulado, ouvindo-o negociar um programa, da mesma maneira que negociaria uma mercadoria de loja.
– Certo, 250 a hora. E com dois, isso. Sim, o básico. Ok, 450 uma hora e meia. Parcelado no cartão? Ah, desconto à vista em dinheiro. 10%? Só isso? Arredonda pra 400? Calma... O quê? Tá bom, e...
Desligou empolgado.
– Consegui uma hora e meia, 420 no cash! E o apartamento é do outro lado da praça. Beleza?!...
Maurício contou as notas do bolso.
– Meio a meio?...
– Combinado!
– Quando?...
– Agora!
– Agora?! PQP, Allan! Se você quer mesmo, ok...
Caminharam rápido, tocaram o interfone de um prédio bem conservado, entraram e subiram.
Nicole os recebeu de roupão, educadamente ofereceu um drinque (que Allan recusou, para não desperdiçar tempo), e disse que precisavam se banhar. Allan saiu em disparada na direção do banheiro, tirando a roupa pelo corredor. Maurício foi atrás, apanhando as roupas do colega. Tomou banho enquanto ele se enxugava, e aproveitou para observá-lo melhor.
Forte, alto, lisinho, atraente. E pirocudo!...
Mesmo flácido, tinha quase o tamanho de seu pau duro.
Uau! Allan poderia ser modelo de revista pornô!
Com toalhas na cintura, foram para o quarto. Balada de rock suave ao fundo, perfumes diversos no ar, cremes, lenços e espelhos na cabeceira da cama. Nicole parecia uma personagem de sonho, fantasiada de diabinha, balançando um pequeno tridente e um rabo comprido e flexível, que brilhavam vermelhos na penumbra. Uma capetinha tentadora... Linda pra diabo!
– Querem brincar com o tridente ou o rabinho, frescos?...
O pau estava apontado para eles, com a calcinha fina dividindo o saco em duas bolas. Um tridente com três pontas arredondadas! Allan atirou a toalha longe, deitou na cama, e foi logo apalpando o tridente, negociando de novo.
– A gente vai te chupar meia hora, depois te comer uns quarenta minutos, daí...
Maurício ficou nu, quieto e curioso. Deixou Allan negociar, afinal a fantasia era dele, e estava ali só para dar coragem. Porém, mesmo não sendo um hábil comerciante, sabia matemática básica. E meio a meio significava que tinha direito de decidir alguma coisa.
Decidiu não reivindicar seus 50% da sociedade profana, deixar Paula curtir e conhecer Allan melhor. Nicole ajeitou-se na cama, oferecida aos pecadores.
– Tem um detalhezinho que o casal precisa saber...
Maurício sabia qual era o detalhe. Sorriu e manipulou a cota do tridente empinado que Allan permitia. O rapaz cortou Nicole.
– Não somos casal...Somos colegas!...
– Ahan! Venham aqui, então... cada coleguinha de um ladinho!...
Nicole abriu bem as pernas. Allan e Maurício deitaram, encostando as cabeças em cada uma de suas coxas, e começaram a beijar o tridente empunhado, desde a ponta lisa de cima, até a base enrugada em baixo. Lamberam, sugaram e tocaram suas línguas, várias vezes. Paula adorou. Suas correntes espalhadas pelo peito inclinado desciam até à coxa de Nicole. O tridente, longo e bonito, subindo e descendo entre suas bocas.
Movimentou-se na cama para ficar mais confortável, e a cabeça do pau esfregou na de Allan, suas línguas se tocando, logo abaixo da glande de Nicole. Maurício avançou a língua, Allan não recuou. Avançou também o grande membro úmido. Ficaram bem mais tempo do que Allan tinha planejado – beijocando-se – com o tridente a espetar suas bocas, enquanto se acariciavam nos membros. Nicole gemia profissionalmente, acariciando o cabelo dos dois.
– Querem que eu goze pros coleguinhas?...
Paula preferiu prolongar a brincadeira com Allan, e lambeu sua orelha.
– Eu prefiro que o primeiro na minha boca seja você, Allan...
– Chupe, então!...
Paula liberou sua parcela do tridente, e desceu pelo corpo de Allan, beijando e lambendo, até abocanhar o que foi capaz do seu membro enorme. Ele gemia com a boca cheia de Nicole lá em cima, enquanto punha e tirava a tora na boca de Paula, mais abaixo.
Ela sentiu o intumescimento que precedia o desfecho, e preparou-se, mas... a tora liberou uma quantidade minúscula de líquido. Ficou surpresa e decepcionada.
Tanto viço, num broto com tão pouca seiva...
Nicole gemeu profissionalmente, e deu várias erupções na boca de Allan. Paula compartilhou com ele a lava espumante, entre beijos e lambidas. Afoito pelo tempo que se esgotava, subitamente Allan mudou de posição.
– Agora quero comer um rabo!...
Maurício instintivamente contraiu o seu, e virou-o para o outro lado. Nicole se posicionou de quatro, lubrificou o orifício de labuta, e entregou uma camisinha. Ele rasgou a embalagem com os dentes, cuspiu, plastificou o documento, e começou a dar carteiradas no rabo da capetinha.
Ela gemeu profissionalmente, de novo. Gemeu naturalmente, depois. Até começar a gemer constantemente. De dor!
Maurício foi amolecendo, assistindo à cena. Sentou na frente de Nicole, imaginando que se ela o sugasse, voltaria a ficar excitado. Ela tentou, mas precisava usar a boca para outra coisa. Allan metia o documento na sua gaveta empinada como um burocrata selvagem. Nicole gritava de agonia.
– Você tá me torturando, viado!...
– Ainda faltam 15 minutos...
Paula, solidária, aconchegou a cabeça de Nicole entre as pernas e ficou acariciando seus cabelos. Lembrou-se da brincadeira que Maurício fizera com a tia, sobre querer empalá-la. Se Zilda estivesse ali, conheceria um carrasco tarado de verdade. Não sorriu.
Quando a curra terminou – com a camisinha toda arrebentada – Allan se jogou na cama, do lado da capetinha, aparentemente desmaiada.
Paula ergueu a cabeça de Nicole, saiu debaixo, ajeitou-a no travesseiro e foi para o banheiro, tensa. Tomou uma ducha rápida, e vestiu-se lentamente, procurando se acalmar. Escutou os dois discutindo no quarto. De repente, Allan entrou no banheiro irritado, vestiu suas roupas, e saiu sem dizer nada, bufando.
Maurício voltou para o quarto, confuso com a partida abrupta do colega. Nicole, deitada de lado, contava as notas que recebera dele. Maurício tirou o dinheiro do bolso e entregou sua parte. Queria sair logo dali, mas a sensibilidade de Paula resolveu sentar na beira da cama, e perguntar.
– Porque a briga, afinal?...
– Seu coleguinha ficou puto, porque eu não quis dar desconto, já que ele me @rrombou com a noite. E saiu devendo!...
Maurício suspirou, entregando outra nota para Nicole.
– Já você é um docinho! Volte outra vez pra gente curtir. Mas volte sozinho...
Ele saiu do quarto, escutando a voz de Nicole.
– ...porque esse seu coleguinha... é um tremendo babaca!
Já tinham me dito isso, pensou, enquanto fechava a porta.
...continua...
Obrigado a todos os leitores!!!
Maurycio De Paula, Curitiba, março de 2026.
Trecho retirado do ebook:
LIVRES&ACORRENTADOS By Maurycio De Paula
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Custo = 2USD (dois dólares)
Trechos publicados neste site:
(by Maurycio De Paula)
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