Você é o que você faz repetidamente. A teoria planta a semente da excelência; a prática a rega todos os dias até virar floresta. Levante, una conhecimento e ação — e construa o legado que só os corajosos deixam, isso gerará uma versão imbatível de você. Dizem que na teoria não há diferença ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA. Mas na prática, há — e é aí que a mágica acontece. Einstein sabia: o verdadeiro gênio não fica preso no papel; ele testa, erra, ajusta e avança. Seja o pensador que age, o sonhador que realiza.
Principais Personagens:
Não há personagens novos. As imagens anexadas através de link, estão relacionadas às cenas da história.
Continuando ...
Tarnos – Paris, França, 1940
Quando o mês de setembro começou, três coisas eram observadas pelos membros do grupo de aspirantes a espiões. A primeira era que eles haviam passado por uma transformação física impressionante. Se alguém entre eles tivesse ficado os dois meses de treinamento em alguma viagem e houvesse voltado naquele momento, fatalmente iram ficar impressionado com as mudanças físicas que ocorreram com todos eles.
As mulheres apresentavam um corpo mais musculoso, porém, na medida certa. Blanche e Hamdi, por exemplo, tinham perdido peso e seus corpos estavam mais enxutos, as pernas com algum músculo sem afetar, em nada, a forma original e os seios ainda mais firmes, se bem que, no caso de Blanche, era difícil acreditar que isso teria sido possível, pois os seus já eram perfeitos.
Aimée, que já era magra, ganhara alguns quilos e exibia a mesma compleição física. Até mesmo Pierre e Bernard tinham mudado, substituindo o excesso de gordura por músculos e o primeiro deles não se cansava de dizer como estava se sentindo bem. Não que eles fossem gordos, o excesso que perderam foram aqueles que é natural em homens que tinham a mesma idade deles e viveram uma vida sedentária atrás de uma mesa de escritório.
A única que sofreu alterações imperceptíveis foi Grace. Aliás, a mulher nunca teve nenhum problema durante os treinamentos. Mesmo naquela fase inicial, quando as pessoas são submetidas a exercícios que não estão acostumadas e passam de dois a três dias com dores por todo o corpo, onde o simples fato de dar um passo exige um sacrifício, ela não se queixou, demonstrando que já estava familiarizada com tudo o que para os demais era novidade.
Entretanto, quem mais chamava a atenção era Michel. O rapaz ganhou um físico que, embora não o classificasse como um fisiculturista, lhe deu um porte invejável, transformando aquilo que já era bonito em algo melhor ainda e, como cereja do bolo, suas feições não eram mais a de um garotinho assustado e ele se tornara um jovem alegre, cujo sorriso permanente servia para acentuar ainda mais a sua beleza.
As mudanças, todavia, não foram apenas físicas. O controle das emoções também estava mais evidente e algo que antes era motivo de alguém surtar, passou a ser encarado como uma coisa normal, exceto Aimée que, como era de se esperar, não abandonava sua postura de ser humano diferenciado e superior ao outros. Mas o que mais chamava a atenção era o tratamento que os oficiais ingleses e Charles dispensavam aos recrutas. Aquela arrogância que eles usaram no começo do treinamento foi aos poucos sendo deixada de lado e, quando setembro chegou, já agiam como velhos camaradas, demonstrando que aquela características de “monstros desalmados” que eles apresentaram nada mais era do que uma imposição do processo de transformação.
Isso ficou evidente no fato de que o Capitão York, aos poucos, foi deixando transparecer o interesse que tinha em Hamdi e ela, que não dava importância ao que os outros pensavam ou comentavam, foi se deixando levar pela situação a ponto de eles saírem para passear juntos quando havia alguma folga e foi em uma dessas ‘voltinhas’ que a garota apresentou ao capitão o seu paraíso particular e, naquela diminuta praia, ele se viu completamente dominado pela garota que lhe deu uma verdadeira aula de como um homem deve agir para dar prazer a uma mulher.
Foi o típico caso em que o instrutor vira aluno e ele, convencido disso, se deixou levar. York estava descobrindo que, apesar de ser um militar calejado com passagem por todos os continentes, nunca deixando passar uma oportunidade de se envolver com uma mulher, ainda tinha muito a aprender sobre elas.
Para completar o quadro de tranquilidade existente, enquanto o mundo estava em uma guerra mundial, o verão de 1940 terminou mais cedo. No princípio do mês de setembro o clima já era ameno e o outono já mostrava sua cara no hemisfério norte. Naquele momento, um novo tipo de treinamento iria se iniciar.
As aulas de Blanche e Hamdi tiveram início no dia dez de setembro e o assunto era como se vestir, maquiar e se movimentar em meio a aristocracia. Nesse sentido, ambas já tinham alguma ‘fluência’, por conta da vida pregressa, mas o objetivo final, naquele caso, era outro. Foi com muita surpresa que ambas descobriram que Grace agia como se tivesse vivido a vida inteira em um ambiente sofisticado. Isso antes de descobrirem que pouco sabiam do assunto e, até mesmo no que se refere a maquiagem, tiveram que esquecer tudo em que acreditavam e, segundo Grace, começar do zero.
A ideia inicial era que Blanche fixasse residência em Paris e usasse o seu nome real, seu título de nobreza e sua envergadura empresarial, enquanto Hamdi seria uma espécie de criada. Porém, essa ideia foi terminantemente recusada. Depois de muita insistência, fizeram uma adaptação para que a garota ficasse ao lado de Blanche como uma assistente de confiança e isso agradou aos militares, pois sendo assim, seria mais fácil que Hamdi estivesse ao lado dela quando se aproximassem dos figurões alemães.
Em princípio, Michel e Aimée agiriam como mensageiros, levando instruções às duas e fazendo com que as informações que elas conseguissem, chegasse até Pierre e Gerard que se encarregariam de fazer com que fossem enviadas à Inglaterra. Mas essa determinação mudaria no decorrer da instrução. Grace teria mais liberdade de ação, podendo tanto aparecer ao lado de Blanche como sua amiga americana ou ajudar os gêmeos em suas tarefas, e a de Aimée mudou por forças das circunstâncias.
Na verdade, essa ideia foi proposta pela própria Grace. Ela usou como argumento o fato de que assim poderia ficar de olho em Aimée. Principalmente ao notar que a loira ficou exasperada ao ver que caberia a ela um papel secundário enquanto Blanche e Hamdi ficariam em destaque e posando como pessoas da alta sociedade. Sem poder direcionar seu ódio à Blanche, a loira intensificou sua campanha de difamação contra a garota somali.
E esse era o motivo da ansiedade que passou a dominar Blanche. Para ela, saber que teria que conviver com aqueles homens que faziam parte do povo que assassinara sua mãe e seu irmão, era motivo de preocupação, pois entendia que não conseguiria ficar tranquila diante deles. Apesar da insistência de Grace e dos militares ingleses de que ela conseguiria se controlar, ela tinha pesadelos todas as noites se imaginando ao lado deles. Preocupada, ela falou de seus temores a Hamdi que explicou a ela:
– Olha Blanche, não vou te dizer que vai ser fácil, porque não vai. Mas você só tem que se controlar no começo, pois é uma coisa que você terá que se acostumar. A princípio, você terá que aprender a se desligar totalmente de algo que está acontecendo, deixar que o homem que está com você use seu corpo e tenha prazer. Logo vai aprender a fingir que também está tendo um orgasmo e isso fará com que eles fiquem felizes e se julguem super-homens. Além disso, sempre vai surgir um ...
– PODE PARAR! Eu jamais vou me sujeitar a me deitar com um alemão. Isso nunca mais!
– E como é que você acha que vai conseguir se infiltrar entre eles? Como vai conquistar a confiança deles para que eles se abram contigo e revelem seus segredos?
– Falando sobre negócios. Eu pretendo me revelar a eles como uma líder de indústria que pode oferecer muitas coisas que eles querem.
– Dann geh besser nach Berlin und fick Hitler. Oder seine engsten berater! “Então é melhor você ir para Berlim e foder com Hitler. Ou com os seus assessores mais próximos!”.
– Credo Hamdi! Você acha mesmo que vai ser preciso fazer isso?
– Não, Blanche. Eu não acho. Eu tenho certeza disso.
– Vou agora mesmo acabar com essa palhaçada. – Disse Blanche já se segurando para não chorar.
– Vai mesmo? E qual país da América Latina vai escolher para se esconder?
Blanche olhou para ela e ficou paralisada, inclusive, sua boca meia aberta revelava o choque que aquela frase de Hamdi lhe causou. Para piorar, a garota não parou por aí e continuou:
– E eu? Você pretende me levar junto? Se for essa a sua intenção, pode esquecer porque você me enfiou nesse jogo e não vou desistir.
– Mas Hamdi, eu ...
– Sem, mas, Blanche. Você não entende que não lutaremos por territórios, riquezas ou outras dessas coisas que as pessoas valorizam tanto? Será que você não percebe que a nossa guerra tem que ser contra o ódio racial? Você é judia e isso te faz um alvo nessa guerra, assim como eu sou por conta da cor da minha pele. Antes de desistir, pense em quantas pessoas vamos salvar ... Não, melhor ainda, pense nas pessoas que estão morrendo por causa dessa guerra, enquanto estamos discutindo se suas lindas pernas devem se abrir apenas para aqueles por quem você tem alguma estima. Pense nisso e você vai entender por que eu quero lutar.
– Nossa! Agora é minha vez de perguntar. Quem é você e o que você fez com minha amiga Hamdi.
Hamdi abriu o sorriso mais lindo que ela pode e respondeu:
– A sua amiga Hamdi está bem aqui. E é muito estranho você perguntar isso porque, grande parte do que ela é hoje, deve a você.
Aquela confissão deixou Blanche emocionada e, sem se conter, abraçou Hamdi e abaixou o rosto para dar um selinho nela. Um selinho que logo se transformou em um beijo apaixonado. Quando o beijo acabou, Blanche se sentou na cama do quarto dela, onde essa conversa começou e ficou pensativa por um longo tempo sem ser distraída por Hamdi. Quando ela voltou a falar sua voz ainda demonstrava alguma insegurança enquanto ela perguntava:
– Você acredita que eu vou conseguir fazer isso?
– Só depende de você, Blanche. Quer dizer, depende mais do tanto que você quer que essa guerra termine de um jeito em que as pessoas consigam ser livres, mesmo aquelas que todos acham que são diferentes por causa da raça, credo ou cor da pele.
– Eu vou tentar. Mas vou querer que você me ensine a me desligar nessas horas horríveis.
– Pare, Blanche. Nem vão ser tão horríveis assim! De repente você pode até gostar!
– Sua degenerada. Pensa que sou igual a você? – Ao dizer isso, talvez para demonstrar que estava brincando, Blanche jogou o travesseiro que tinha ao seu alcance em Hamdi.
A morena revidou e logo pareciam duas crianças travessas empenhadas em uma guerra de travesseiro até que um deles sofreu um dano e as penas começaram a revoar no quarto. Elas riram desse fato e, como estavam, uma de frente para a outra, logo o sorriso foi morrendo e o desejo tomou o espaço. Um beijo, um carinho mais ousado e logo estavam as duas rolando no colchão se despindo com a urgência que o tesão exacerbado impunha.
(Imagem: https://postimg.cc/vchVttkY)
Bastou quinze minutos para que elas, depois de alguns orgasmos, ficassem deitadas lado a lado respirando com certa dificuldade enquanto o suor de seus corpos fazia com que as penas ficassem grudadas em seus corpos e Hamdi, a primeira a se recuperar, olhou para Blanche e brincou:
– So ist es schon besser. Jetzt siehst du wirklich aus wie ein Huhn! – “Agora sim. Agora você está realmente parecendo uma galinha!”.
– Du unanständige, verdorbene Frau! – Sua indecente depravada! – Retrucou Blanche empurrando o corpo suado de Hamdi.
Ao se levantar para se dirigir ao banheiro, Hamdi teve uma visão do exterior do quarto através de uma pequena fresta na cortina que cobria a janela e viu o vulto de Aimée se esgueirando em direção à trilha que levava a pocilga e disse:
– Lá vai a loira decadente se entregar à sua diversão predileta.
Blanche nem precisou olhar para saber o que acontecia e respondeu:
– Deixe a Aimée pra lá, Hamdi. Ela que faça o que tiver vontade.
– Vou fazer isso no dia em que ela me deixar em paz.
No dia seguinte o treinamento começou ameno. Roupas finas foram providenciadas. Aprender a se produzir com uma maquiagem bem-feita e usar roupas caríssimas foi para ambas uma diversão, porém, quando Grace passou a exigir delas uma postura onde até mesmo o fato de respirar tinha que seguir um roteiro, elas começaram a reclamar. Reclamaram, mas se dedicaram com afinco a aprenderem tudo o que a norte americana tinha para ensinar a elas.
Finalmente chegou o momento em que teriam que passar à parte prática do treinamento e a primeira lição, decisão de Grace, foi considerada um verdadeiro desafio para Blanche enquanto Hamdi a encarou com naturalidade. Elas teriam que seduzir um desconhecido e levá-lo para a cama. O problema é que não havia nenhum desconhecido próximo ao local em que estavam e elas tinham que ir até alguma cidade grande para executar o plano, porém, Tarnos foi excluída porque, quer queiram quer não, a notícia de que Blanche se tornara Marquesa se espalhou pela cidade. Tendo que viajar, a marquesa não vacilou e escolheu Paris, alegando que assim iria se familiarizando com aquele que seria o palco de suas ações futuras.
E, foi assim que no dia vinte e cinco de setembro daquele ano, no início da noite, Blanche e Hamdi se dirigiram ao Le Procope, um café e restaurante fundado em 1686, famoso por ter sido frequentado por filósofos e figuras históricas, entre eles, o próprio Napoleão Bonaparte.
(Imagem: https://postimg.cc/06wGnJ73)
Vestidas de acordo com a austeridade da guerra, a qual, remetia a uma elegância prática, com saias retas na altura do joelho, cinturas bem-marcas e silhuetas estruturadas. Blanche vestia um tailleur, ou seja, um conjunto de saia e blazer em tom escuro. O blazer possuía lapelas finas, ombros estruturados e uma basque que acentuava os quadris. Além disto, ainda usava um chapéu modelo pillbox ou chapéu pequeno estruturado, posicionado levemente inclinado. E como acessórios, luvas escuras curtas, um colar de pérolas clássico e uma bolsa de mão com alça curta.
Hamdi usava um tailleur, similar ao de Blanche, mas em tom cinza claro. O blazer era abotoado até o peito, também com cintura marcada por um cinto fino de couro, destacando a silhueta em forma de ampulheta. A saia era de corte reto, tipo lápis, com comprimento pouco abaixo dos joelhos. Ao invés de um chapéu, ela utiliza uma boina de feltro macio inclinado para o lado. Em. termos de acessórios, o visual era complementa com um colar de pérolas, luvas escuras que criavam contraste com a cor da roupa e uma bolsa estilo carteira ou clutch.
Assim que entraram no café, se sentaram e foram servidas.
(Imagem: https://postimg.cc/ppcDtBCp)
A atenção delas estava nos homens que entravam no local desacompanhados sem sequer olharem para uma mesa onde York, Michel e Grace bebiam um vinho e conversavam como se não tivessem notado a presença delas. Elas estavam focadas no ‘jogo’ até que Hamdi, fazendo uma expressão de menina levada, falou para Blanche:
– Estou pensando em subir as apostas nesse jogo.
– Lá vem você! Tenho até medo de perguntar no que é que você está pensando. – Disse Blanche com um sorriso.
– Então, eu imaginei que, se a gente investir em um homem que esteja acompanhado fazendo com que ele abandone sua companhia pra ficar com a gente, nosso treinamento será mais breve.
– Nem pensar! Você está louca? Eu já estou aqui tremendo só de pensar que tenho que atrair um homem! Nunca que vou me arriscar a criar um escândalo nesse local.
– Tudo bem. Você pode fazer o que quiser e eu vou partir para cima daquele senhor que entrou há alguns minutos.
– Olha lá, Hamdi. O homem tem idade de ser seu pai e a mulher sua mãe. Veja bem o que você vai fazer.
– Confie em mim. Vai dar tudo certo.
Blanche mudou de assunto e falava sobre seu receio quanto ao que ia fazer enquanto sua companheira respondia com frases curtas e se dedicava a escrever alguma coisa em um pedaço de papel que ela tirou não se sabe de onde, ou então, ficava atenta ao que acontecia atrás da amiga e logo moveu os olhos como se estivesse acompanhando alguém se movimentando. Depois disso, passaram-se menos de cinco minutos e ela se levantou fazendo com que a outra interrompesse uma frase pela metade e se dirigiu à toalete.
Foi o tempo de Blanche se virar e ver que, enquanto caminhava, Hamdi esbarrou em um homem que vinha andando no sentido contrário e só não foi ao chão porque esse homem a amparou. Foi muito rápido e somente ela notou que Hamdi, ao ser praticamente abraçada pelo homem para que não caísse, enfiou sutilmente a mão no bolso do paletó que ele usava, ficando furiosa por pensar que a amiga estivesse cometendo um furto, porém, não precisou pedir explicações para ela que, quando retornou a mesa, explicou o que tinha feito:
– Deixei um bilhete no bolso dele. Logo ele vai fazer um sinal para mim.
– E como ele vai saber que você deixou esse bilhete?
– Muito simples, Blanche. Eu não agi como se estivesse escondendo alguma coisa dele e fiz de uma forma que ele sentisse.
– Sua doida. E se ele pensasse que você estava roubando alguma coisa dele.
– Ele jamais pensaria isso. Primeiro porque não tinha nada naquele bolso e segundo, porque quando ele percebeu o que eu fazia e olhou para mim, eu caprichei para dar a ele o melhor sorriso que consigo. Você sabe que ninguém resiste ao meu sorriso, não sabe?
– Convencida. Safada. Você vai nos meter em confusão.
– Confusão por quê? Você quer ir junto comigo?
– Sai pra lá, Hamdi. Não sei nem se vou conseguir ficar com um homem e você já quer uma orgia?
– Até que não seria uma má ideia. Mas acho que isso vai prejudicar a sua avaliação.
Na meia hora seguinte, enquanto Hamdi trocava olhares sugestivos e sorrisos que eram um convite ao homem que ocupava a mesa atrás de Blanche, essa observava cada homem que entrava no Café e em seguida ficava com uma expressão que era de puro desânimo até que, como por encanto, seus olhos brilharam e em seguida se moveram, fixados em alguém que se deslocava entre as mesas. Essa alteração no comportamento dela foi notada pela amiga que, brincando com ela, falou:
– Oh là là. Sieht so aus, als hätte jemand einen verborgenen Schatz gefunden. – “U-lá-lá! Parece que alguém achou um tesouro escondido!”.
– Halt die Klappe, Hamdi. Hör auf, so lästig zu sein. – “Cale a boca, Hamdi. Deixe de ser inconveniente”.
Enquanto Hamdi ria da reação de Blanche, ela olhava para o homem que acabava de entrar e notou que ele as ouviu. Não apenas as ouviu, porém, ao notar que elas falavam em alemão, olhou para elas com interesse fora do comum e isso foi suficiente para que Blanche sentisse um leve tremor, o que passou despercebido por Hamdi, pois, naquele exato momento, o homem que essa escolhera como alvo passava pela mesa e, de uma forma bem discreta, deixou um pequeno pedaço de papel cair diante dela que, depois de ler, dedicou toda a sua atenção aos ponteiros do relógio que havia no local.
Exatamente cinco minutos depois, se levantou, olhou a sua volta e imediatamente identificou o homem que havia despertado a atenção de sua amiga, pois ele olhava fixamente na direção delas. Então, antes de sair do restaurante, falou baixinho para que apenas Blanche ouvisse:
– Boa sorte com aquele gigante. Parabéns, você escolheu bem.
Recebeu de volta apenas um sorriso e saiu. Bastou isso para que o homem que ainda não escolhera uma mesa e estava conversando com o garçom, fizesse um sinal discreto como que pedindo permissão para se aproximar dela. A jovem assentiu com a mesma discrição, fazendo um leve movimento da cabeça enquanto lhe dedicava o melhor de seus sorrisos.
Era um homem de estatura alta e Blanche avaliou que deveria ser de um metro e oitenta ou mais, o que na época não era comum. Sua idade não era possível ser avaliada, pois a beleza máscula de suas feições podia ser de alguém com trinta anos ou mais de quarenta o que para ela não tinha a menor importância, pois depois de meses tendo como companheiro de sexo apenas o Michel, tudo o que ela não precisava naquele momento era de alguém experiente.
O homem se aproximou e pediu licença para ocupar a cadeira que Hamdi tinha acabado de desocupar e, para isso, falou em alemão, porém, cometeu um erro na pronúncia e seu sotaque era indefinido para Blanche que imediatamente detectou que, se não era alemão, também não era francês. Na dúvida, concordou que ele se sentasse usando o mesmo idioma que ele que, mesmo antes de se sentar, começou a se apresentar, mas foi interrompido por ela que pediu:
– Por favor. Não sou alemã. Pode falar em francês por favor?
– Oh sim! É que eu pensei que ...
– Eu sei. Notei que quando estava falando com minha amiga você entrou e reparou que falávamos em alemão.
O francês do homem era aceitável. Mas, mesmo com o sotaque, ele desfez qualquer dúvida que ele poderia ter quanto à sua nacionalidade quando falou:
– Encantado Mademoiselle. Meu nome é Antônio Fioracci e sou italiano. Mais especificamente de Milão.
– Muito prazer, Monsieur. Meu nome é Blanche Leblanc e sou francesa mesmo. – O tom de voz dela tinha um que de ironia, como se quisesse dizer a ele que o fato de ser confundida com uma mulher alemã não a agradava.
– Perdão pela confusão que fiz. Na verdade, fiquei confuso porque não encontrei na Alemanha nenhuma mulher tão bonita como você.
– Hum! Muito galanteador! Fazendo jus à fama dos italianos? Aposto que diz isso a todas as mulheres que encontra.
– Somente as bonitas, o que é raro.
– Raro quanto? Tipo marinheiro? Um amor em cada porto?
– Não tanto assim. Vejamos. Forçando a minha memória posso dizer com certeza que essa é a primeira vez.
O riso cristalino de Blanche ao ouvir a resposta do homem encheu o ambiente e a admiração que ele sentiu ao vê-la quando entrou aumentou mais ainda.
A partir daquele ponto, começaram a conversar sobre amenidades e a primeira coisa que Blanche percebeu foi que o homem agia com uma transparência suprema, pois em momento algum se esquivou de qualquer pergunta que ela fazia, inclusive, alegando que era casado quando ela lhe perguntou sobre seu estado civil e também não se sentiu constrangido em confessar que era funcionário do Ministério da Guerra da Itália e estava na França negociando a aquisição de peças e matéria prima para suprir a indústria armamentista italiana e, ao ouvir isso, Blanche resolveu ficar atenta, pois poderia conseguir informações úteis com seu acompanhante, embora não fosse esse o seu objetivo.
Depois dessa parte quase formal da apresentação, onde a jovem mulher omitiu seu título de nobreza e o fato de ser proprietária de várias empresas, a conversa fluiu mais fácil com Antônio se mostrando um homem divertido fazendo com que ela se sentisse bem e descobrisse que, tudo o que ela precisava naquele momento, era de um clima descontraído. Depois de uma garrafa de vinho oferecida por ele, Blanche já estava solta e ria com os comentários que ele fazia, chegando a chamar a atenção, diante clima sóbrio do restaurante.
Na outra mesa, de seu posto de observação, Grace se retorcia de preocupação por achar que sua pupila estava atraindo a atenção de todos para ela e resolveu agir. Levantando-se, dirigiu ao toalete e passou pela jovem olhando fixamente para ela que, logo a seguir, pediu licença e foi atrás da norte americana que, ao vê-la entrar, já tinha se certificado que não havia mais ninguém que pudesse ouvir a conversa e foi falando:
– Você está chamando muito a atenção, Blanche. Isso não é bom.
– Desculpe Grace. O problema é que ele é realmente engraçado.
– Engraçado ou não, dê um jeito de ser mais discreta.
– Isso vai ser difícil, hein!
– Então comece a agir e leve o seu alvo embora daqui, e depressa.
Blanche assentiu e, nesse exato momento, uma mulher trajando o uniforme do exército alemão entrou na toalete, fazendo com que a conversa, entre elas, se encerrasse. Grace saiu imediatamente e ela ainda gastou um tempo diante do espelho como se estivesse retocando sua maquiagem, sob o olhar ávido da alemã que parecia disposta a pular sobre ela a qualquer momento.
Voltando para a mesa, logo deu uma desculpa de que precisava ir embora e ouviu a reclamação do italiano que falou:
– Isso é uma lástima. Eu nunca encontrei uma companhia tão agradável e quando encontro logo diz que tem que se retirar!
Sabendo que aquele era o momento crucial, Blanche pergunto com um meio sorriso:
– Você tem algum compromisso aqui?
– Não! De jeito nenhum. Só vim aqui porque não suporto ficar sozinho em um quarto de hotel.
– Ah! Um hotel. Entendi.
– Pois eu não estou entendendo nada. – Disse o homem com a expectativa nas alturas.
– Eu explico. Por algum motivo que não quero revelar, não posso ficar aqui. Mas também não tenho nenhum compromisso em outro lugar.
– Mas isso é ótimo. Se estou entendendo, isso me dá a abertura de te convidar para irmos a outro Café. Tomar um vinho e nos conhecermos melhor.
“De tantos homens nesse mundo, tinha que me aparecer um cavalheiro. Vou ter que ser mais clara”. – Pensou Blanche e depois falou se dirigindo a ele:
– Não. Nada de mais vinhos. Já estou satisfeita. Também não estou muito disposta à agitação desses Cafés.
– Isso quer dizer que você precisa mesmo ir embora?
– Não. Isso quer dizer que, neste momento, eu prefiro estar em lugar mais íntimo e reservado.
Não foi preciso mais que isso para que Antônio percebesse que estava recebendo o convite que ele estava morrendo de vontade, mas não teve a coragem de fazer. Julgando-se o homem mais sortudo do mundo, se apressou a chamar o garçom e pediu a conta da mesa. Blanche resistiu dizendo que a conta era por conta dela, porém, não houve como ele aceitar sair dali sem arcar com todas as despesas.
Quando saíram, Blanche olhou disfarçadamente para a mesa ocupada por seus amigos e viu o sinal de ‘positivo’ que Grace dirigiu a ela, dando a entender que estava satisfeita com a sua performance. Já fora do restaurante, Antônio perguntou enquanto acenava para um táxi:
– Onde você prefere?
– Como assim?
– Estou perguntando se você quer ir comigo até o hotel onde estou hospedado ou se tem outro lugar.
Pensando no assunto, ela resolveu que se sentiria mais à vontade em sua residência e disse:
– Vamos até minha casa. Lá vamos poder beber um champanhe de uma safra especial.
Ao entrar no táxi, Blanche deu ao motorista o endereço do prédio onde tinha um apartamento e se aconchegou em Antônio apoiando a cabeça no ombro dele e sentindo a leve fragrância de um perfume. Um aroma que, além de ser muito discreto, vinha acompanhado do cheiro de um macho e ela pensou que aquele seria o primeiro macho de verdade com quem ela transaria.
Durante todo o trajeto, o que passava na cabeça de Blanche era que ela era uma mulher de sorte, pois ela atraiu um homem galante, inteligente e engraçado, que a fazia rir e isso a deixava leve ao invés de ter se envolvido com um alemão truculento e preconceituoso. A mão do homem deslizando por seu ombro a apertava com carinho e isso a deixava com tesão, tanto tesão que, quando chegaram em sua casa, o surpreendeu com sua iniciativa.
– Então, onde está esse tão famoso champanhe de safra especial? – Perguntou ele.
– Você tem mesmo certeza de que quer beber?
– Por quê? Não vá me dizer que eu fui enganado com uma promessa falsa!
– Não senhor. O champanhe está bem ali. – Disse Blanche apontando para o canto da sala onde havia um bar instalado. – Só que eu pensei que poderíamos deixar isso para depois.
– De ... Depois? Você está sugerindo que ...
Surpresa com o fato de o homem ter ido até sua casa com a intenção de se manter respeitoso, ela não vacilou e deu o golpe de misericórdia. Primeiro caçoando dele e depois pedindo:
– Sempre me disseram que os italianos são mais atirados – E olhando nos olhos dele, continuou: – Por favor, Antônio. Beije-me.
Sem dar tempo para qualquer reação da parte dele, ficou nas pontas dos pés e enlaçou seu pescoço com as duas mãos, com o rosto voltado para cima em uma oferta irrecusável.
O beijo começou leve e romântico, porém, foi se intensificando a ponto de Blanche deixar que seu corpo se colasse ao do homem e sentisse a pressão do pau duro dele ao encontro de sua barriga. Forçou o quadril ao encontro dele e começou a fazer movimentos circulares que indicavam exatamente o que desejava dele.
A distância entre a sala onde estavam e a cama de Blanche foi demarcada por uma trilha de roupas. Como se tivessem combinado, havia uma alternância de suas roupas, pois cada peça de roupa do homem vinha depois de uma de Blanche. O paletó do terno que ele usava precedia a blusa dela, a calça vinha antes de sua saia, depois vinha uma camisa social juntamente com a gravata, um sutiã ...
Não houve tempo para chegar ao quarto para iniciarem as preliminares. Outro beijo aconteceu ainda no corredor e, naquele momento, Blanche que estava com os braços entrelaçados no pescoço de Antônio aproveitou e fez o mesmo com suas pernas no quadril do homem, sem interromper o beijo.
(Imagem: https://postimg.cc/9DTzNPN9)
Pego de surpresa, Antônio passou a pressionar Blanche contra as paredes do corredor, ainda com seus corpos engatados, ora de um lado, ora de outro. E nisso, foram mais 5 minutos até que resolveram que já era hora de se dirigirem para o quarto.
(Imagem: https://postimg.cc/m1tg37HY)
Ao lado da cama, largadas, o que sobrou das roupas, como se tivessem sido atiradas ali e, sobre a cama, um lindo corpo de mulher deitado de costas e entre suas pernas um homem que degustava sua buceta como se fosse o manjar dos deuses, enquanto ela se retorcia e usava as duas mãos para forçar a cabeça dele ao encontro dela, tendo o seu primeiro orgasmo naquela noite.
Para aquela jovem mulher, tudo era novidade. A forma com que o homem chupava, embora não tivesse nada da ternura da boca de suas parceiras, Grace e Hamdi, provocava nela uma reação diferente, pois a aspereza daquela língua castigando o seu grelinho e a forma como ele movimentava os dedos dentro de sua xoxota, estimulando seu ponto ‘G’ que logo foi encontrado, a levou a um orgasmo diferente.
Podia não ser mais intenso do que aqueles que ela já conhecia, mas também não era menos eficaz e o prazer que sentiu foi especial. Foi algo que parecia nascer no centro do seu peito, se deslocava pelo estômago de onde se irradiava atingindo tanto sua espinha dorsal como sua barriga e volta a se encontrar no centro de sua buceta que tremia de excitação enquanto luzes de todas as cores explodiam no seu cérebro.
Depois de gozar, mesmo se sentindo fraca, resolveu que tinha que retribuir da mesma forma e, sem dar tempo para que Antônio percebesse o que acontecia, empurrou o corpo dele com uma força suficiente para fazer com que ele se deitasse de costas e atacou o pau dele com sua boca sequiosa, logo descobrindo que, na realidade, nunca tinha chupado um pau como devia ser chupado.
Começou seguindo as orientações que Grace havia passado, mas logo o instinto de mulher falou mais alto e ela passou a agir como se aquele fosse, não o primeiro, pois não era, mas o último que teria a sua disposição. Beijou, lambeu a cabeça, desceu com sua língua ágil até o saco colocando cada um de suas bolas na boca, continuou lambendo e seguindo em frente até que sentiu que sua língua atingia o ânus dele e, voltando a lembrar dos ensinamentos da americana, usou sua língua no local provocando um grito no homem que, sem conseguir se controlar, gozou tão forte que o primeiro jato de porra atingiu seu próprio pescoço.
Blanche, percebendo o efeito que tinha causado no seu amante, não reclamou. Em vez disso, fez o caminho de volta e foi lambendo cada parte do corpo dele onde o esperma estava, degustando tudo. E Antônio, ao ver que tinha ao seu lado uma mulher que estava à frente de seu tempo, pois chupar um pau na década de quarenta era coisa que até mesmo as prostitutas evitavam fazer, o homem teve o seu tesão redobrado o que fez com que seu pau continuasse duro e a jovem mulher não perdeu tempo. Deitou-se de costas na cama, abriu as pernas e pediu:
– Vem Antônio! Fode a minha buceta. Eu quero todo o seu pau dentro dela.
Não que o pau do italiano fosse algo extravagante. Inclusive, era menor do que o de Michel, porém, ele era experiente na arte de foder bem a uma mulher e deu a Blanche outro orgasmo intenso. Tão intenso que, dessa vez, ela se desintegrou em gozos antes de ficar vários minutos inerte sobre a cama tentando fazer com que sua respiração voltasse ao normal.
Foi tão prazeroso, que Blanche sequer sabia se Antônio tinha gozado dentro dela e só descobriu que sim quando sentiu a porra dele escorrendo de sua buceta e foi nesse momento que percebeu que ele estava deitado ao seu lado em piores condições que ela e, só depois de algum tempo é que, vendo que ela se apoiava sobre um cotovelo e olhava para seus olhos, falou com voz embargada:
– O que foi isso mulher. Você é capaz de matar um homem. Nunca em minha vida consegui gozar duas vezes seguidas e, principalmente, gozar de forma tão intensa assim.
(Imagem: https://postimg.cc/gwgpMndf)
Não era preciso nenhum especialista em relacionamento para descobrir que havia entre aquele casal uma ligação intensa. A impressão que Blanche tinha é que uma única centelha ficava se alternando entre os dois corpos nus fazendo com que um antecipasse o desejo do outro. E um outro beijo aconteceu, dando início a uma nova seção de prazer.
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Durante toda a noite, eles transaram várias vezes sempre culminando com orgasmos simultâneos. Mas esse tempo de Blanche não foi proveitoso apenas pelo prazer imenso que ela recebeu. Depois de satisfeitos, eles conversaram e várias informações úteis foram sendo transmitidas para ela, sendo que a mais importante era que o homem, apesar de ser funcionário do Governo da Itália, estava na França a pedido dos alemães para adquirir peças e matéria prima para a indústria bélica alemã e, a cereja do bolo, era que uma das fábricas contratadas para esse fim pertencia à Blanche que guardou essa informação em sua mente.
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O dia já raiava quando Antônio abandonou o prédio de Blanche. Ele não saiu muito feliz porque, ao tentar marcar um novo encontro com ela, teve seu convite recusado com a informação de que ela teria que se ausentar de Paris por vários dias e, quando regressasse, ele já teria retornado à Itália.
Como se tivessem combinado, quinze minutos depois de ele sair, Hamdi chegou. Ela foi trazida por um carro particular que a deixou na porta do prédio e entrou apressada. Sua aparência era a de quem estava voltando de uma festa na casa de alguém, pois parecia intocada. Blanche, que ainda estava acordada quando ela entrou, perguntou:
– E aí? Como foi seu encontro com o homem casado?
– Uma droga. – Respondeu Hamdi com mau humor e antes que Blanche perguntasse, explicou: – Parece que saí com um garoto virgem. O homem não demonstrou possuir nenhuma imaginação, apressado como se tivesse um compromisso, gozou em poucos minutos e depois dormiu. Dormiu não, dizer que desmaiou seria mais apropriado.
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– Nossa! Quem diria?
– É verdade. Preciso fazer avaliações melhores. Você acredita que ele evitou até me beijar? Nossa! Fiquei surpresa por ele não usar um lençol com um furo como dizem que acontecia no século passado.
Blanche riu alto o que irritou ainda mais a amiga que reclamou:
– Você está rindo de que? Queria ver como você se sentiria se estivesse no meu lugar.
– Desculpe, querida. É que você estava com uma expectativa tão alta! Isso só deve ter te deixado ainda mais pra baixo.
– Dizer que estou decepcionada é um eufemismo. Quer dizer, estou mesmo é revoltada. Tão revoltada que até meu tesão foi embora. Vou dormir.
Como não teve resposta, a garota se encaminhou para o quarto onde dividia a cama com a marquesa, mas não foi longe. Logo se lembrou de perguntar:
– E você? Conseguiu alguém?
Blanche assentiu com um movimento de cabeça irritando à outra que perguntou:
– Vai me contar ou vou ter que perguntar?
– Aquele ‘gigante’, como você se referiu a ele, não era gigante só no tamanho, não. O homem é um amante superexperiente, confirmando a fama que os italianos têm.
– Ah! Então foi bom!
– Muito bom. Mas isso você vai ver na hora que entrar no quarto. Está tudo uma bagunça. Nossa! Que noite! É verdade o que dizem dos italianos. São ótimos amantes.
A expressão de Blanche ao dizer isso, remexendo os olhos, tirou um pouco da revolta de Hamdi que comentou sorrindo:
– Que bom para você, Blanche. Curta esse momento porque isso é raro. Acredite.
– Es hat mir schon so gut gefallen, Liebling. Es war großartig! “Já aproveitei demais, querida. Foi muito bom!”.
Fazendo uma careta para Blanche, a morena reclamou voltando a ficar de mau humor.
– Sua metida. E pare com isso. Quem fala em alemão aqui sou eu.
Dizendo isso, Hamdi despareceu dentro do quarto sendo seguida pela gargalhada de Blanche.
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