O jantar romântico do corno

Um conto erótico de ssydelirius
Categoria: Heterossexual
Contém 1857 palavras
Data: 26/03/2026 17:44:54

O celular dela tocou no meio da noite, uma chamada chamada de número desconhecido com ddd da nossa cidade. Pâmela acordou com o som do toque do celular e pediu pra que eu atendesse, ainda meio bravo com a ligação no meio da noite, atendi:

– Alô, Pâmela? Você tá em casa? Posso te ver hoje?

Uma voz masculina falou do outro lado, me deixando intrigado e ainda mais bravo.

Quando respondi, ele desligou a chamada, concerteza não estava esperando me ouvir.

– Acho que era algum “amigo” seu.

Eu disse a ela, que mal se importou, virou de lado e voltou a dormir.

No dia seguinte fui trabalhar pensativo com a ligação, não que eu considerasse os “casos” dela como algo negativo ou estivesse enciumado, mas com uma preocupação de não saber com quem ela estava se envolvendo, se era algum maluco ou algo do tipo.

A noite, já em casa, voltei ao assunto da ligação e perguntei a ela quem havia ligado, pois o número não estava salvo mas ela podia ter uma noção, ela não soube responder e então tivemos uma pequena discussão, eu falando sobre ela tomar cuidado com quem se envolvia. No fim, ela disse pra mim que realmente não estava com nenhum amante e que a ligação era muito estranha.

Pedi que ela fosse sincera comigo e já sem argumentos ela disse que estava sendo extremamente sincera, e que, eu não deveria duvidar dela daquele jeito. No fim, dormimos brigados, mas ao menos não teve nenhuma ligação dessa vez.

Acordei cedo para ir pro trabalho, pois Jackson, meu colega de trabalho que me dava carona (além de também ser um dos amantes de Pâmela) havia trocado de horário, isso fez com que a gente se afastasse um pouco, digo a gente, pois minha esposa também não ficava com ele há algum tempo. Segui apressado e sonolento pro trabalho.

No meio do dia, recebi uma ligação, sem me preocupar muito com o número desconhecido, atendi:

– Alô!

– Cara, desculpa te ligar, mas eu estou afim da sua esposa.

– Quem tá falando?

– Só queria saber se podemos conversar, com todo respeito.

– Quem tá falando? (Insisti)

– Vamos marcar um jantar ou algo do tipo, prometo que não vou causar problemas.

– Nem sei quem é você, não me liga mais beleza?!

Acabei desligando o telefone, confesso que fiquei um pouco ofendido com a ousadia, mas também fiquei curioso com quem estava ligando de maneira tão insistente.

À noite, eu e minha esposa discutimos novamente, ela falou que não faz ideia do que estava acontecendo, disse também que fazia alguns meses que não ficava com ninguém e não tinha ideia de quem poderia ser. Pela primeira vez desde que ela começou a me trair que a vi ela sem reação e assustada com um questionamento meu.

Acabamos nos acertando e depois de conversarmos bastante retornei a ligação, ao lado dela e deixando o celular no viva voz.

– Oi, você me ligou mais cedo e acabei me alterando um pouco, peço desculpas, quem é você?

Ouvi um suspiro de alívio do outro lado.

– Cara, meu nome Juliano, eu conheci sua esposa, mas não tivemos nada. Eu pensei se você poderia conversar a respeito do que eu sinto por ela, eu também sou casado e sei como é… te entendo se não quiser conversar.

Pâmela falou no meu ouvido sussurrando que Juliano foi o que ela ficou na boate que foi com as amigas cerca de um mês atrás e que a levou ela pro motel.

– Cara, a primeira coisa é que quero honestidade comigo! Falei confiante.

– Como assim? Ele perguntou.

– Sei que vocês tiveram… algo naquela noite. (Continuei)

– Sim, você tem razão, me desculpa, é que não quis comprometê-la, mas se você sabe, tudo bem então.

Com um misto de medo e desejo, minha esposa continuou em silêncio do meu lado, deixando que eu conversasse com o homem com quem ela me traiu.

– Muito prazer, meu nome é Alex e agradeço por se preocupar com ela, inclusive ela falou muito bem de você. Segui a conversa.

– Cara, que alívio! Ele disse nitidamente sorrindo do outro lado.

Muito gentil e educado, conversamos e marcamos de nos encontrar no final de semana em que eu estaria livre. Logo depois pedi a opinião de Pâmela sobre ir ou não ao jantar, que disse para eu fazer o que meu coração mandasse, mas no fim eu segui meus instintos de corno (risos).

Sábado a noite, clima quente de verão, chegamos bem arrumados no restaurante, eu usando uma roupa social nova que havia ganhado de Pâmela e ela usando um vestido preto brilhante, um colar dourado de pingente de coração vermelho, salto alto e uma maquiagem lindíssima, com detalhe para o batom avermelhado com um charme sensual combinando com o pingente e os brincos, além do corte de cabelo curto e com mechas loiras que a deixava ainda mais atraente.

A mesa estava reservada, nos sentamos e logo um rapaz alto e bem bonito apareceu, ele cumprimentou Pâmela primeiro, com um beijo tímido na bochecha e em seguida nos apresentamos, sem muita enrolação começamos a conversar.

– Eu tô apaixonado por sua mulher!

Disse ele, em um momento da conversa, tentando ser discreto no restaurante.

– Eu também.

Rimos juntos, enquanto Pâmela envergonhada me observava lidar com a situação.

Em outro momento da conversa e depois de tomar umas taças de vinho acabei confessando:

– Cara, meu prazer é ver minha esposa feliz!

– Não tenha dúvidas que vou fazê-la muito feliz. Ele disse empolgado.

– Mas o que realmente você pretende com esse jantar? Perguntei já com um tesão de corno perceptível.

– A minha proposta é… disse olhando pra mim, mas o interrompi, pedindo que olhasse pra ela.

Percebendo o sorriso de satisfação dela e olhando diretamente em seus olhos, ele continuou.

— … minha proposta é que eu possa “ficar” com você sempre que possível, aproveitar alguns momentos juntos.

Pâmela estava envergonhada como eu nunca havia visto.

A vadia que me transformou em corno estava com as bochechas vermelhas com a proposta do homem, e tenho que confessar, era uma proposta irrecusável.

– Eu topo, se meu marido concordar, é claro! Disse ela com um tom esperançoso e tímido.

– Claro! Respondi rapidamente.

Juliano ficou nos olhando, sem uma reação muito nítida por alguns segundos, até que ele sorriu de canto e nos agradeceu.

– Sinceramente, não consigo te tirar da cabeça desde aquela noite.

Ele falou, se virando para Pâmela, que sorria ainda meio envergonhada.

O garçom nos interrompeu e fizemos nossos pedidos. O jantar foi muito bom, pois foi um momento em que conseguimos nos conectar um pouco mais, Juliano é um homem gentil, educado eu diria que até introvertido, mas muito corajoso e decidido. Eu senti que eles estavam totalmente sem jeito com minha presença, então tentei quebrar o gelo. Peguei a mão da minha esposa e coloquei sobre a coxa dele, que rapidamente retribuiu, colocando sua mão sobre a dela, eles agora pareciam um casal e estavam mais à vontade e próximos.

A sensação que eu sentia era boa, um misto de orgulho por estar sendo tão maduro e de felicidade por proporcionar à Pâmela momentos como este.

Juliano disse que eu parecia ser um ótimo marido, que me invejava pela esposa que tenho e completou dizendo que queria me conhecer melhor.

– Como assim? Perguntei me fazendo de assustado e rindo na sequência.

Ele sorriu e disse:

– Calma, não é nada disso que você tá pensando (risos).

– Eu já estava considerando… (completei em tom de brincadeira).

Tudo correu bem e no fim do jantar ele nos ofereceu uma carona, mas disse que infelizmente não poderia demorar pois tinha que chegar cedo em casa, aceitamos, mas com uma condição, eu disse:

– Só se a gente puder retribuir o favor…

– Vocês já fizeram muito por mim vindo aqui hoje e aceitando minha proposta. Disse ele me interrompendo, mas considerando nosso agradecimento.

Entramos no carro, Pâmela e ele se sentaram na frente e eu fiquei no banco de trás.

No meio do caminho toquei o ombro da minha esposa por cima do banco, que rapidamente entendeu o recado e começou a tocar na coxa de Juliano enquanto ele dirigia, isso começou a deixá-lo excitado. Ele reduziu a velocidade e abriu a calça, revelando seu pau já duro, que Pâmela segurou com carinho enquanto o beijava na boca. Rapidamente me excitei.

Ele foi reduzindo a velocidade cada vez mais, até parar sob a sombra de uma árvore grande em uma rua quase deserta. Daí em diante eles ficaram ainda mais à vontade, se beijando e se tocando de maneira mais safada, até que Pâmela começou a chupá-lo deliciosamente comigo assistindo tudo do banco de trás, sem me envolver diretamente.

Os lábios dela, vermelhos do batom, molhados se abrindo enquanto aquele pau entrava em sua boca delicada era uma cena maravilhosa, ele segurava os cabelos curtos dela com paixão e até uma força que me fez suspirar.

O barulho dos poucos carros passando ao lado de fora já não nos intimidava, eu acabei colocando minhas mãos por dentro da calça e comecei a me tocar. Minha esposinha percebendo que eu estava “solitário”, estendeu a mão entre os bancos para pegar no meu pau, que prontamente revelei já duro e melado. Esticando o braço, ela começou a me masturbar enquanto continuava o boquete em seu amante.

Ela fazia movimentos rápidos, tanto em mim com as mãos, quanto nele com a boca, e nós estávamos prestes a gozar. Ele gozou primeiro, enchendo a boca dela, fazendo-a engasgar e se levantar com a boca aberta mostrando todo aquele líquido viscoso em sua língua, enquanto escorria pelo queixo, me aproximei um pouco mais entre os bancos e a beijei, nesse momento ouvi um palavrão contido e um suspiro de Juliano, provavelmente não acreditando naquela troca de fluidos, dividimos o esperma do macho e terminamos nosso beijo molhado e sorrisos safados, precisei de mais alguns minutinhos até gozar também, minha esposa me ajudou, até que gozei. Tive todo um cuidado para não sujar o carro chique de Juliano (risos).

Ficamos os três meio sem acreditar, mas ao mesmo tempo em êxtase pelo que tinha acabado de acontecer. Juliano nos levou até em casa e disse que havia sido uma noite maravilhosa e que éramos incríveis… ele não disse só ela, ele falou que eu também fui incrível. Naquela noite, não senti humilhação, inseguranças, dúvidas, medos, pelo contrário, eu estava me sentindo orgulhoso.

Já em casa, a sós, Pâmela me chamou para conversar.

– Amor, você hoje se mostrou um homem espetacular, muito obrigada. Te amo!

– Também te amo! Mas porque você diz que me mostrei espetacular?

– Ah amor, você foi decidido, carinhoso, educado e me fez sentir uma mulher respeitada, mesmo sendo uma safada (risos).

Entendi, naquele momento, que estávamos amadurecendo como casal e principalmente ficando ainda mais experientes naquela condição toda de amor livre e prazer compartilhado.

Tomamos algumas cerveja enquanto conversávamos sobre o jantar, sobre as possibilidades e terminamos transando intensamente, toda aquela situação acendeu um tesão dentro de nós, e dessa vez trocamos juras de amor, palavrões e falamos tudo que nunca tínhamos falado um para o outro. Éramos cúmplices agora, cúmplices de um amor sem limites.

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