Janaína na festa de aniversário do filho

Um conto erótico de Doidivanas
Categoria: Heterossexual
Contém 1827 palavras
Data: 28/03/2026 00:23:52

A tarde de sábado no salão de festas do condomínio prometia uma festa daquelas: balões coloridos, cheiro de pipoca, a trilha sonora infame de músicas infantis e aquela confraternização forçada entre pais de classe média, enquanto as crianças brincavam, corriam e pulavam por todo canto. Era o aniversário do caçula de Janaína e Roberto. Janaína, no entanto, decidiu que aproveitaria a festa do seu jeito.

Janaína desceu a escada do salão como se descesse um palco. Ela estava trajando um vestido preto curto, leve e rodado. Uma peça elegante, se não fosse um detalhe técnico fundamental, um silêncio eloquente sob o tecido: Janaína não usava nada por baixo. Nadinha.

Toda vez que ela rodopiava na pista improvisada, o vestido subia num voo traiçoeiro, deixando ver a bunda redonda e a buceta perfeitamente raspada para quem tivesse o azar (ou a sorte) de estar olhando. E havia muitos olhares.

O marido observava a cena de longe, com o copo de cerveja na mão e uma ruga de preocupação na testa que ameaçava se tornar permanente. Ele se aproximou, tentando uma intervenção diplomática.

— Janaína, meu amor, o vestido... as pessoas estão olhando... — começou ele, com a voz baixa.

O marido até tentou puxar a mulher para um canto discreto. Tentou mesmo. Janaína olhou para ele com olhos que brilhavam de pura travessura, riu e encostou o corpo no dele, e disse, quase cantarolando:

—Hoje eu não quero ser só a mãe do aniversariante, meu amor. Hoje eu quero ser a puta da festa. Eu vou aprontar, e você vai me ajudar.

E aprontou. Dançou colada com dois ou três pais na pista, corpo encostando onde não devia, riso solto. Roberto vigiava de longe, pau já meio duro de vergonha e tesão. Os comentários começaram. As mães se aglomeravam em grupinhos, sussurrando. Os pais, por outro lado, pareciam ter desenvolvido um interesse súbito e profundo pela arquitetura do salão de festas, especialmente quando Janaína girava. Alguém comentou perto do bolo: “A mãe do aniversariante hoje tá que tá.” Outro riu: “Tá inspirada!”

O filho mais velho, em uma idade em que a malícia já não cabia na carteira da escola, também percebeu. Ele foi se chegando mais perto da mãe, dançou para disfarçar, colou nela por um instante e soltou, com voz de quem conta segredo:

—Mãe, você esqueceu a calcinha de novo? Tá querendo dar show?

—Só pra deixar a festa mais animada, filho.

Janaína riu, girou mais uma vez e deixou o vestido fazer seu trabalho.

Ele continuou provocando a mãe, baixinho, e ela ria como se fosse a piada mais inocente do mundo.

De repente, Janaína sumiu. Cinco minutos. Dez. Mais. Quando reapareceu, vinha com o mesmo sorriso de quem ganhou na loteria sem comprar bilhete. O marido se aproximou.

— Onde você estava?

— Por aí.

Ele estava muito perto dela. Quando ela abriu a boca, sentiu um cheiro familiar, suspeito.

— Janaína... Isso é… Você... Que cheiro é esse?

Janaína riu, travessa.

—É porra, meu bem.

O marido não podia acreditar.

— Janaína, o que você aprontou dessa vez?

— Chupei o pau de alguém, escondida.

A mulher falava com uma naturalidade como quem comenta os salgadinhos da festa.

— Janaína, meu amor, você enlouqueceu de vez? Quem foi?

— Ah, meu bem, você vai ter que adivinhar – respondeu, olhando o marido com aquele olhar travesso que ele bem conhecido. Janaína queria jogar.

Ele sentiu o sangue descer direto pro pau. Humilhação pura, a mulher tinha que inventar história logo hoje. Começou a varrer o salão com os olhos. Achou cinco suspeitos perfeitos: o Dr. Mendes, magro, óculos fundo de garrafa, sempre falando de próstata alheia; o professor de tênis do condomínio, bronzeado, braços que pareciam propaganda de academia; seu vizinho do 12, o divorciado que vivia de sunga na piscina; o pai do melhor amigo do caçula, barrigudinho mas com cara de quem ri fácil; e o gerente do banco, terno até no sábado, sempre com cheiro de dinheiro e loção pós-barba.

Ele começou pelo Dr. Mendes. Conversa casual, como quem fala do tempo:

—E aí, doutor, o menino tá crescendo rápido, né?

—Demais. Daqui a pouco vai pedir carro.

—E a Janaína hoje… animada, hein?

Três frases depois, ele perguntou, sem rodeio:

— Olha… por acaso, minha mulher chupou teu pau agora há pouco?

O Dr. Mendes arregalou os olhos, riu, quase engasgou com o salgadinho.

— Não! Mas se tivesse, eu não reclamaria!

Ele saiu vermelho como o dinossauro do bolo. Foi para o próximo, o professor de tênis. Mesma tática:

— Jogo bom aquele de domingo, hein?

— Pois é, quase ganhei.

— Janaína tá um espetáculo hoje, né?

Conversaram mais um pouco, até que ele tomou coragem para perguntar:

— Ela chupou você, cara?

O professor riu, surpreso.

— Mas que pergunta é essa, Rogério? Não, claro que não… mas agora fiquei curioso.

Ele deu uma desculpa qualquer e saiu. Já dava para imaginar o que iam comentar dele saindo por aí perguntando se a mulher dele tinha chupado o pau dos convidados da festa.

Rogério voltou para Janaína, que conversava animada com três mães sobre receita de brigadeiro. Puxou-a para um canto atrás da mesa de doces.

— Não descobri quem foi.

Ela riu, deliciada.

— Então você perdeu. E, como perdeu, agora tem outro desafio: você mesmo vai convidar um dos homens daqui pra me comer. Escolhe bem.

Ele reclamou, sussurrando:

—Janaína, isso é loucura. Aqui? Com as crianças…

Ela só piscou.

— É o desafio. Ou você faz, ou eu faço sozinha e pior.

Humilhado, mas com o pau latejando dentro da calça, Roberto olhou o salão novamente. Escolheu Ricardo, o pai do melhor amigo do caçula — o barrigudinho simpático. Aproximou-se. Conversa fluiu fácil:

— Seu filho e o meu são inseparáveis, né?

— Pois é, melhores amigos.

— A Janaína hoje tá… muito animada, hein?

O homem riu.

— Animada é apelido. Tá linda.

Roberto engoliu seco, encabulado até a alma, e soltou:

— Falando nisso, pode me ajudar? Minha esposa tá com muito tesão e quer que alguém foda ela. Você topa?

O homem parou, olhou, depois soltou uma gargalhada baixa.

— Cara, você é doido… É sério isso? mas topa. Cadê ela?

Rogério não podia acreditar que estava convidando outro homem para comer a sua mulher bem na festinha de aniversário do filho, e, ainda por cima, o homem era pai do amigo do seu filho. Mas estava fazendo exatamente isso.

— Sim, é sério – Ele tentava parecer sério. – Você topa ou não?

Ele precisou fazer um grande esforço para não se tremer todo. O homem olhou bem na sua cara, avaliando a proposta, a mulher, o homem, o casamento deles, aquela família, o bolo de aniversário, e enfim respondeu.

— Se tu diz... Tá bom! E aí, como é que vai ser? Cadê ela?

— Lá em cima. Apto 23.

Enquanto o homem subia discretamente, Rogério foi até o som e aumentou o volume da playlist infantil até o limite. De repente, o salão foi invadido pelo som ensurdecedor do Peppa Pig remix, seguido imediatamente pela Galinha Pintadinha. O volume estava tão alto que as janelas do salão vibraram. O suficiente para abafar qualquer gemido que viesse do andar de cima.

Passaram-se alguns minutos. O filho mais velho se aproximou do pai, franzindo a testa.

— Pai, cadê a mãe? Os convidados já estão perguntando do parabéns. Tá na hora.

Rogério sentiu o rosto queimar. Olhou para o chão, para o bolo, para qualquer lugar que não fosse o filho.

—Ela… subiu um pouquinho. Tá ocupada.

O garoto ergueu uma sobrancelha, surpreso, mas logo abriu um sorriso malicioso.

—A mãe não perde tempo, né? Velha safada.

Rogério riu, ainda mais envergonhado, um riso que era metade vergonha, metade alívio.

—É… Vou subir pra chamar ela agora.

Rogério subiu para o apartamento. No quarto do casal, Janaína já estava na cama, de quatro, o vestido preto levantado até as costas, revelando a bunda perfeita e a buceta raspada em toda a sua glória. Ricardo estava em pé atrás dela, socando com força.

A música lá embaixo abafava tudo, mas Rogério conseguia ouvir os gemidos. Janaína não estava apenas gemendo; ela estava gritando. Gemidos que misturavam prazer e uma safadeza crua, que contrastavam bizarramente com as letras infantis que ecoavam no salão lá embaixo.

— Toma, sua puta! Grita pra mim! — dizia Ricardo, enquanto empurrava o pau fundo nela.

— Ai, sim! Me fode! Me fode forte! O Rogério tá assistindo! Oi amor!

E Ricardo comeu ela com ainda mais força, metendo com gosto de tudo quanto é jeito. Por fim, gozou na boca dela. Janaína engoliu tudo, mais uma vez, com um sorriso de satisfação que Roberto nunca tinha visto antes.

Ricardo se limpou rapidamente, ajustou a roupa e olhou para Roberto com um aceno de cabeça.

— Valeu, cara. Boa festa. – se despedindo dele com um tapinha no ombro.

Ele saiu pela porta de serviço. Rogério se aproximou de Janaína, que ainda estava na cama, o vestido abaixado, a respiração ofegante. Ela olhou para ele e riu.

— Você viu? Foi... incrível.

Ela o puxou para um beijo. E Rogério, numa última e definitiva capitulação à humilhação erótica, beijou-a. Sentiu o gosto. O gosto da porra de Ricardo na boca da sua esposa. E, surpreendentemente, não foi horrível. Foi... doce. E extremamente excitante.

A hora do parabéns é o auge de qualquer festa infantil, o momento em que a civilidade atinge seu grau máximo de encenação. Ali, cercada por balões de hélio e doces confeitados, Janaína era a imagem da maternidade exemplar. Rogério, posicionado estrategicamente ao lado dela, observava o contraste. Ele olhava para as mãos dela, que agora batiam palmas ritmadas enquanto cantavam o "Parabéns pra Você", e pensava que aquelas mesmas mãos, minutos atrás, estavam espalmadas contra o colchão enquanto ela recebia as estocadas de Ricardo.

Janaína soprou as velas de uma vez, as crianças aplaudiram, e ela se virou para Roberto com os olhos brilhando de travessura. Puxou-o pelo colarinho e deu um beijo na frente de todas as famílias. Alguém assobiou. Outro comentou: “Que casal unido, hein?” O hálito dela, que agora soprava as velinhas junto com o caçula, ainda guardava para Rogério o gosto residual do vizinho. Era um curto-circuito moral: a mãe dedicada e a "puta da festa" ocupando o mesmo espaço físico, sob a luz implacável do salão de festas.

Enquanto serviam pedaços de bolo para as crianças, Rogério via, de canto de olho, os outros pais conversando. Pelas expressões deles, já imaginava qual era o assunto: Janaína. Ele. Eles. Quando cruzou o olhar com Ricardo, abaixou a cabeça, gesto que disfarçou com um menear, um aceno, ao qual Ricardo respondeu. Quase que sem perceber, ele sentiu o gosto dele na sua própria boca, gosto de porra que ele gozou na boca da sua esposa.

Rogério, com o gosto do outro na boca, tinha certeza de que a vida nunca mais seria a mesma. Afinal, a vida em condomínio é feita de aparências, mas as melhores histórias sempre acontecem quando as aparências são deixadas de lado. Ou quando, como no caso de Janaína, elas simplesmente não existem.

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