Aquele Cara - (Primeiro dia usando Cinto de Castidade) - Parte 2 de 3

Da série Aquele Cara
Um conto erótico de Tales.
Categoria: Homossexual
Contém 5979 palavras
Data: 29/03/2026 19:44:04

Boa Noite! Segue a parte 2. A parte 3 vai ser postada quarta feira por volta das 19:00h.

Depois de gozar ficamos um tempo na hidro, bebendo e conversando. Meus sentimentos com relação ao cinto de castidade eram mistos, mas sentia que não podia fazer nada a respeito. Curtimos a nossa data e depois fomos dormir. A sexta feira havia sido pesada para ambos e eu trabalhava no dia seguinte. Depois de deitarmos senti que seria a primeira noite dormindo com o cinto. Chance zero dele deixar eu tirar.

A primeira noite usando o cinto foi terrível. Eu não consegui pregar o olho. Sempre que conseguia dormir acordava com o pau tentando ficar duro. Foi horrível, o saco ardia e o pau preenchia o espaço de sobra dentro do cinto, que não era muito, aquele era o tamanho que mais se adequava ao tamanho do meu pau mole, mas esse pouco que endurecia me deixava doido. Eu estava louco para gozar, ficar perto do Renan me deixava maluco de tesão. Tudo naquele homem me dava tesão. Mexi a noite toda incomodado, colocando a mão no saco, tentei fazer a porra sair mesmo sem o pau tá duro. Em um momento Renan acordou irritado.

- Que mexeção da porra – disse irritado, sonolento. - Não acostumou com meu ronco até hoje?

- Eu to com tesão – disse para ele sem sono.

- Primeiras noites são assim, fecha o olho e tenta dormir que passa – disse ele de conchinha comigo, me puxando ainda mais para encostar no peito dele.

Renan grudava em mim para dormir de modo que ficava tão na ponta da cama que se eu me movesse um pouco mais eu caia. Eu mexi mais algumas vezes e ouvi ele acordar novamente. Cansado ele foi para o outro lado da cama e me deixou com mais espaço. Sempre que fechava os olhos e o sono vinha, o pau tentava ficar duro e eu acordava. Não é possível que seria sempre assim.

Quando amanheceu eu estava com muito sono, a noite foi horrível. Meu pau estava babado dentro do cinto. Nós tomamos banho e tomamos o café da manhã.

- Preciso trabalhar – disse para ele. - Vamos tirar de uma vez.

Ele ficou olhando para mim sentado na cama. Ele me puxou pela cintura e encostou um lado da bochecha no meio dos meus peitos.

- Vou tirar só amanhã a noite – disse ele sonolento.

- Eu não posso ir trabalhar com essa coisa – disse para ele. - Vai dar para verem.

- Não vai dar não, anatomicamente ele fica virado para baixo, quando colocar a calça jeans não vai dar volume algum – disse com os olhos fechados.

- Eu não vou trabalhar usando essa coisa – disse me afastando dele.

- Eu acordei de ótimo humor – disse ele tranquilo. - Não vai gostar de me ver diferente. Amanhã você tira e ponto final. Se reclamar de novo você apanha e continua com ele até amanhã.

Vencido coloquei a calça jeans, sapato e camisa social.

- Ótimo! - disse ele passando a mão entre as minhas pernas, sentindo o cinto. - Não dá para ver nada. Só nós dois sabemos disso.

Olhei para o espelho e de fato não dava. Salvo o peso que sentia entre as pernas, o incomodo e o meu pau estar tentando ficar duro de novo com o Renan encostando em mim.

- Eu te busco hoje as quatro, quando estiver saindo – disse ele abotoando a camisa. - Pensa durante o dia como vai ser sua vida comigo. Achou que vamos parar com essa aliança de prata. Nosso compromisso firmado ontem é só o começo. Sua vida como submisso daqui para frente vai ser bastante marcada pela castidade. Acabou essa história de ficar batendo punheta todo dia, vai bater quando eu deixar ou SE eu deixar. Onde já se viu? Tem dia que você bate três punhetas, que porra é essa? Isso ficou no passado. Entendeu?

- Entendi, senhor.

- Logo o termo submisso vai ser mudado para escravo, mas isso vai ocorrer no futuro – disse Renan se levantando. - Agora vamos, você tem o dia todo para trabalhar pela frente.

Ele me deixou no serviços alguns minutos antes do meu expediente. Entrei na loja com cliente aparecendo. Logo ocupei a cabeça com algo. Senti o cinto no meio das pernas o dia todo. A cada vinte minutos ia no banheiro olhar se dava para ver pela calça. Era como Renan disse, ele não era visível, o modelo dele tinha uma leve curvatura no anel que fazia o pênis apontar para baixo.

Segurei o mijo o dia todo. Em um momento que fui mijar esqueci que deveria mijar sentado, tirei o pau para fora e na hora que o mijo saiu molhou o box, o vaso e ainda pingou na minha calça. Segurei o mijo , sentei e mijei irritado. Uma hora depois não aguentando mais segurar voltei ao banheiro, o vaso estava to sujo de mijo, tinha até cabelo de saco em cima da tampa branca. Eu precisava sentar para mijar. Fui até a pia, molhei o sabonete liquido, entrei no box, limpei o vazo, sentei e mijei. Estava muito apertado. O cinto ficou totalmente para baixo enquanto os jatos da urina saiam pelos três furos.

Mais tarde voltei ao banheiro com tesão de novo. Eu escorei na parede de pé, olhando para o vaso. Estava suado, o rosto pregando de suor. Respirei fundo, bem audível. O cheiro de mijo do banheiro veio em mim. Sentia a ardência atrás do saco, o pau tentando ficar duro a todo custo. Comecei a mexer o pau para ver se gozava com ele trancado, mexendo nele como se tivesse batendo uma. Estava com muito tesão. Mexi e mexi no cinto simulando uma punheta para aliviar mas não deu nada. Só meu pau babando.

Lembrar que Renan era meu dono era inevitável, e lembra disso me deixava com tesão novamente.

Sai do banheiro e voltei para a loja. Jorge me olhou com uma cara como se perguntasse “tá tudo bem?”. Eu anui e voltei ao trabalho.

As quatro em ponto sai da loja. Renan estava na frente da loja sentando em um banco mexendo no celular. Estava de camisa polo amarelo-claro, short de jogar bola preto, daqueles curtos que faz volume com quem tem rola grande, e sandália.

- Oi – disse ele olhando para o meio das minhas pernas. - Tenho certeza que o dia foi interessante.

- Tira isso de mim, eu quero gozar – disse para ele em súplica.

- Eu vou te comer muito hoje – disse Renan me olhando como se fosse me comer ali no meio do corredor. - E hoje vai ser de frango, para eu ver sua cara doido de prazer.

- Oh, Renan! - disse Jorge surgindo como uma assombração perto da gente.

- Então esse o famoso “amigo” que te colocou uma aliança no dedo – disse minha chefe aparecendo ao lado de Jorge. Ela era uma mossa bem gordinha, alta e de cabelos pretos bem lisos. Usava um óculos de aro redondo sob olhos pretos bem intensos. Estava com o crachá pendurado no pescoço com uma fita bem colorida.

- Renan, essa é a Vivi…

- Viviane, é um prazer! – disse ela apertando a mão de Renan me interrompendo. - Vamos hoje tomar uma chope na praça de alimentação, estamos falando para o seu “amigo” – ela me indicou com o olhar - ir mas ele disse que não pode, disse que tem um compromisso com você. Vamos. É rapidinho.

Renan me olhou. Meu olhos diziam claramente para ele “Vamos embora”.

- Acho que podemos ir – ele olhou discretamente para o meio das minhas pernas. - Acho que um chope bem gelado cai bem. Estou de muito bom humor hoje.

Ah que inferno! Pensei.

Quando chegamos na praça de alimentação do shopping Renan pediu um chope que quinhentos para ele e um para mim. Todos acompanharam. Eu sabia o que ele queria, queria que eu ficasse afim de mijar. Ele se sentou do meu lado, minha chefe e Jorge de frente para nós. A praça de alimentação estava muito cheia.

O chope chegou. Quatro canecas de vidro bem cheias de chope bem gelado. Eu peguei a minha caneca e dei um gole. Nossa, que chope gostoso! Estava muito gelado. A minha tensão diminuiu pela metade naquele gole.

Discretamente Renan ficava passando a mão na minha coxa, me alisando, enquanto conversávamos. Aquilo me deixou doido de tesão. Eu já estava assim, querendo tirar a roupa lá mesmo. O cheiro dele parecia mais forte hoje, não o cheiro de cecê, mas o cheiro da pele dele.

- Você é policial? - perguntou Viviane colocando uma mexa de cabelo atrás da orelha. Os olhos dela estavam cheios de curiosidade.

- Sou – disse Renan dando um gole.

- E usa as algemas nele? - perguntou ela com uma indiscrição que deixou até Jorge atordoado.

Eu quase engasguei com o chope.

Renan sorriu.

- As vezes – disse Renan sorrindo. Logo ele deu mais um gole, deixando o chope na metade.

Fiquei sem graça na hora. Minhas bochechas arderam.

- Que delicia, eu já namorei um policial – disse Viviane visivelmente encantada com ele. Eu conhecia bem isso. Aquele típico comportamento de alguém que fala com outra pessoa muito bonita. - E você costuma ser bravo com ele?

- Muito – disse Renan entrando na brincadeira. - Se não andar na linha deixo ele preso – disse ele sorrindo me olhando.

Ele dizia isso apertando minha coxa. Mal sabiam eles que isso era verdade. Eu fiquei sem graça na hora, eles eram pessoas que trabalhavam comigo, não era para expor minha intimidade. Aquilo me irritou um pouco, mas a mão dele me atiçando embaixo da mesa me fazia sentir outras coisas.

Conversamos mais um pouco e o assunto mudou para o trabalho, o que deixou o Renan um pouco de fora. Ele ouvia atentamente o que falávamos enquanto me alisava ou ria de algum comentário.

- PRECISO IR AO BANHEIRO – disse me levantando de repente.

Todos me olharam.

- Você está estranho hoje… - disse Jorge me olhando confuso, a testa franzida.

- Eu vou com você… - disse Renan se levantando com a taça na mão.

Fomos ao banheiro, ele foi ao meu lado.

- Ta a fim de mijar? - perguntou ele andando pelo shopping com a caneca de chope na mão.

- Está dando um vexame andando com isso ai – disse para ele olhando a taça.

- Um bêbado feliz e sem noção, aos olhos de todos – disse ele olhando a caneca. - Pior para você que vai tomar meio litro e mijo agora.

Olhei para ele e ele deu um sorriso de canto de boca.

- Não fale essas coisas sobre dominação, ele são meus colegas de trabalho – disse para ele.

- Falei brincando, é claro que ela não levou a sério – disse Renan tentando me acalmar. - Sei que perto de conhecidos devo me controlar. A sua chefe está deslumbrada comigo. Vi muita mulher ficar assim.

- Ela está mesmo. Que preguiça – resmunguei enquanto caminhávamos pelo shopping. - Sabe que vai tomar meu mijão agora – disse Renan olhando a caneca de chope.

- Ele podem perceber – disse para ele em súplica.

- Na frente da sua chefe, tomando o meu mijão do seu macho – disse ele com o tom autoritário de sempre. - É só não deixar ninguém cheirar a sua caneca. Segure ela com força.

Engoli seco, senti meu pomo de adão subir e descer.

Entrei no banheiro e fui para o box. Ele também, pois trocaria o chope por mijo. Mijei sentado novamente, dessa vez me sentei sem encostar no vaso. Será que estou pegando a prática já no primeiro dia? O banheiro até estava limpo nesse dia.

- Só aguenta – disse ele enquanto voltamos. - Chegando lá pega a minha taça e começa a beber meu mijo. Se fizer cara feia todos vão estranhar e eu te pego depois. Sabe que não gosto de frescura. E mesmo que estejamos perto de conhecidos seu, me trate com respeito, lembre que eu sou seu dono. Eu vou maneirar e não vou falar nada que te comprometa, mas a nossa posição continua.

- Sim, senhor – disse para ele.

Sentamos novamente, o mijão dele estava na caneca me esperando.

- Posso? - perguntei a ele pegando a caneca.

- Claro, acho que você merece, trabalhou de mais hoje e ontem dormimos tarde – disse me passando a caneca. Dei um gole sentindo o gosto amargo do mijão dele.

- Agora estão usando aliança – disse Viviane sorrindo. - Que coisa fofa, não esperava ver esse ai compromissado com alguém.

- Digo o mesmo – disse Jorge dando um gole.

- Agora não tem volta – disse Renan sorrindo. - É meu.

- Agora senti firmeza hein – disse Viviane. - Com três meses já colocou uma aliança no dedo do meu amigo.

- Três meses ontem, na verdade – disse para ela.

- Mas me diga Renan – disse Viviane. - Você é muito ciumento?

Ele sorriu.

- Um pouco – disse Renan.

Eu dei mais um gole do mijo dele.

- Esse chope tá estranho, parece que nem tá gelado – disse Jorge franzindo a testa, desconfiado.

- Está ótimo – disse pegando a taça e dando outro gole.

- Então tá – disse Jorge dando os ombros.

- Então fica de cima dele, tem medo dele arrumar alguém? - perguntou Viviane. Ela estava interessada de mais na minha vida amorosa. Na verdade nem era isso. Estava fascinada pelo fato do Renan ser muito bonito. Ela sempre foi bem entrona nas coisas, acabei dando intimidade de mais. - Tem muito cliente que fica lançando olhares para ele. Alguns deixa até o número para ligar depois.

- Ele não é nem doido – disse Renan mais sério do que eu gostaria.

Ela riu dando um gole no chope dela.

- Então ele vai passar apertado com você – disse ela chamando o garçom.

- Ô Viviane que isso? - perguntei para ela. - Jorge, dá um jeito nisso.

- Eu também quero saber – disse ele rindo, começando a ficar bêbado.

- Passa, na nossa relação quem manda sou eu – disse Renan não mantendo a promessa.

Viviane riu.

- Como deve ser – disse ela.

Dei mais um gole no chope falso. Tomei o mijo do meu dono na frente da minha chefe e do meu melhor amigo. Estava usando cinto de castidade. Acabei de mijar sentado no shopping. Agora o Renan estava deixando claro que na relação ele era a voz ativa, isso se não pensarem algo além disso. E para completar ele passava a mão na parte de dentro da minha coxa, me deixando com tesão.

- E você Jorge? É ciumento também? - perguntou Renan.

Jorge deu um grande gole antes de responder.

- Comigo é do meu jeito – disse ele. - Se vacilar até dou uns tapas – disse ele rindo.

Senti o Renan mudar na mesma hora. A mão dele apertou minha coxa com força.

- É mesmo? – disse ele dando um gole no chope novo que havia chegado.

- Olha meu tamanho, acha que eu arrego? É do meu jeito e pronto – disse Jorge.

Viviane riu.

- Como que chama isso que você é? Dominador? - perguntou Viviane. - Tive um ex que dizia que era. O pobre passava apertado na minha mão. Eu que dominava ele.

- Ah meu Deus – disse Jorge tampando o rosto com uma mão. - Olha bem para mim Viviane. O povo me vê e fica pedindo umas coisas muito sem noção. Eu acabo fazendo. Vem falar que não acontece com você? - disse olhando para Renan.

Renan deu um gole no chope.

- As vezes aparecem uns doidos por ai – disse ele, mas eu percebi o tom de voz dele mudando.

- Com certeza – disse Jorge. - As vezes no app amarelo muita gente bonita me chama, um pessoal bem padrão como o Renan inclusive. Nada conta – disse olhando Renan, que sorriu. - E daí rola todo tipo de convite que imaginar. Mas é tudo só sexo, zero compromisso, ainda mais com alguém como eu. Sabe bem né. Essa galera ai só quer sexo.

- Interessante – disse Renan bebendo o chope novo que havia chegado.

- Mas é tipo, algo que rola só as vezes – disse Jorge com vergonha. - E com você Viviane, os heteros curtem isso também?

- Eu já frequentei uma casa de swing com meu ex namorado. Tinhas uns quartos lá, a gente costumava trocar de parceiros – disse Viviane desanimada. - Isso eu falo só com vocês dois, a gente é mais próximos – ela olhou para mim, depois para Jorge. - É difícil arrumar um namorado que curta isso. Pena que não rola isso nos ambientes gays que vocês vão.

- Entendo – disse Renan dando um gole no chope. - Tem muito lugar de putaria pela cidade. Saunas, festas, boates com dark. Mas muitos são amplamente frequentados por homens gays.

- Verdade – disse Jorge.

- Vocês já foram? - perguntou Viviane.

- Eu já, muitas vezes – disse para ela dando um gole no meu chope falso. Amargo, nada gelado. - Agora sem chances de ir. Como o Renan disse, ele me coloca as algemas – disse brincando e ela riu. Mal sabia ela que a algema estava no meio das minhas pernas.

Renan sorriu, provavelmente pensando o mesmo que eu.

Viviane também sorriu.

- Então você é dominador? - perguntou Jorge brincando.

Renan deu outro gole e levou um tempo para responder. Fiquei muito apreensivo nesse meio tempo. Não sabia o que sairia da boca dele.

- Sou nada – disse Renan colocando a taça na mesa. - Até posso curtir uma coisa ou outra, mas nem faço nada com o Estressadinho. Ele não gosta e eu morro de medo de machucar ele.

Jorge me olhou atentamente, de forma bem discreta. Pela forma que Renan falou acho que ele acreditou.

Ficamos mais um tempo e fui mais duas vezes ao banheiro. Em uma delas Renan me colocou dentro do box, tirou o pau e me fez tomar o mijo direto da fonte. Tomei engolindo rápido com medo de alguém entrar e ver nós dois no box. Isso poderia dar um problemão.

Ficamos mais uma hora na praça de alimentação. Começamos uma porção de fritas com carne e bebemos até ficarmos bêbados. Logo Renan decidiu vir embora e eu, sem ter voz ativa nisso, apenas o segui. Depois de certo momento ele pareceu ter perdido interesse e ficou mais calado, interagindo menos. Soube na hora o que isso significava. Ele ficou com ciúmes do Jorge.

Antes de ir embora tiramos uma foto nós três, eu Jorge e Viviane, Renan não quis aparecer na foto, disse que era algo entre a gente. Ninguém insistiu. Na hora de tirar a foto Jorge me puxou pela cintura para encostar nele. Eu estava meio afastado por conta do cinto, com medo de alguém nele sem querer. Depois disso ele não tirou a mão enorme, mantendo firme em mim. Quando ele me puxou pela cintura Renan viu e não disse nada, se quer mudou a expressão facial, mas sabia pelo olhar que ele não gostou.

Fomos embora sem falar nada sobre isso, ele voltou a falar comigo somente dentro do carro, quando instiguei a conversa.

- Está tudo bem com o senhor? - perguntei dentro do carro. A primeira vez que entramos num carro de aplicativo ele me bateu na frente do motorista. Não queria repetir aquele dia. Era humilhante apanhar na frete de outra pessoa.

- Por que não me disse? - perguntou ele irritado.

- O que eu não disse? - perguntei para ele, me arrependendo de ter iniciado a conversa.

- Não se faça de burro – disse ele.

- O Jorge? - disse para ele. - Não pensei que deveria dizer algo.

- Já ficou com ele?

Suspirei.

- Sim…

- Porra velho! - disse ele irritado. O motorista olhou pelo espelho.

- Eu tenho um passado antes do senhor – disse para ele em protesto.

- Ele já te deu uns tapas? - perguntou ele visivelmente alterado.

- Renan… - chamei ele, o motorista estava quieto.

- Ele já te deu uns tapas, porra? Responde! – disse ele irritado.

Eu não respondi.

- Não faça perguntar novamente – disse ele me olhando. - E se mentir vai ser pior.

- Sim – disse olhando para ele estourando. - Não apenas deu como foi meu primeiro que deu.

Aquilo o surpreendeu, acho que ele não esperava.

- Ele foi seu primeiro… dominador? - perguntou ele. - Foi ele que tirou seu cabaço também?

- Renan! - perguntei constrangido?

- Foi, porra? - disse ele falando alto.

- Não… só foi o primeiro dominador – disse para ele, tão irritado quanto.

Ele não disse mais nada ao me ouvir. Ficamos em silêncio o resto da viagem, um silêncio incômodo e constrangedor.

Quando chegamos em casa ele entrou na minha frente, visivelmente irritado. Ele passou pela cozinha e logo sentou-se no sofá, sem ascender a luz. Eu fui até ele, quando cheguei na porta da sala fiquei olhando, sem saber se ia até ele ou não.

A sala estava escura, a única luminosidade era a da luz da cozinha acessa, que entrava com um feixe de luz para a sala. O restante estava escuro e silencioso.

- Como não me disse que trabalhava com o seu primeiro dominador? – perguntou ele, a voz carregada de chateação.

- Não era relevante…

- É claro que era, porra! Todos os dias você trabalhando e o cara te olhando, te desejando – disse Renan explodindo.

- Ele não está interessado em mim – disse exasperado. - Trabalhamos juntos há muito tempo. Há anos. Nós não demos certo quando tentamos…

- Eu suspeitei dele há mais tempo – disse Renan tentando manter a calma. - Ele fala de você com muito carinho, olha muito para você – disse ele colocando as mãos na testa. - Por isso não gostava de mim… o jeito que ele te puxou para tirarem foto… Esse papo de padrão, senti algo ressentido ali quando ele falou.

- Está ficando maluco, está vendo coisas onde não existem…

- É você que é inocente e não percebeu as intenções dele… - disse Renan alterado. - As vezes eu até gosto de você ser assim, todo certinho, todo bobo. Mas as vezes odeio porque você não perceber as coisas acontecendo. É ingênuo de mais, fácil de enganar.

- Não fale comigo como se eu fosse uma pessoa burra…

- Você é – disse ele apontando o dedo. - Não consegue perceber as coisas debaixo do seu nariz. O cara é doido com você e talvez agora que você arrumou alguém deve ter percebido isso e está com medo de te perder. Por isso não gostou de mim, fica com esse papo de ser eu homem padrão. A porra do cara é alto, bonitão, deve ter pirocão e fica nesse papo de padrão. Estou errado?

Eu não disse nada. Olhei para ele decepcionado por pensar isso sobre o Jorge.

- Estou errado, porra?

- Não está em NADA do que disse – disse entre os dentes, olhando ele nos olhos.

- Coloca na sua cabeça uma coisa – disse ele. - Homens como o Jorge não ficam com essa papo de homem padrão. Isso é papo de militante ou de gente invejosa e insegura, duas coisas que o Jorge não.

- Não conhece ele para falar assim…

- Não precisa de muito para saber – rebateu Renan. - Jorge não é invejoso, tem autoestima, sabe da aparência e imponência que tem e também não é militante. Então esse papo de padrão provavelmente surge em momentos bem específicos. E olha eu nem conheço ele direito, mas aposto que é desse jeito que acontece.

- Eu não acredito nisso – disse para ele. Tudo acontecia rápido, mas de fato Jorge não parecia se intimidar e nem ficava com papo de padrão. Muito pelo contrario, no geral só pegava cara gato e gostava de brincar com a maioria deles.

- Certo – disse ele ficando calmo. E era ele no estado calmo que me assustava. Ele gritando e estressado era o modo que ele resolvia tudo.

- Vamos deixar isso para lá – disse ele se acalmando, as duas mãos no rosto. - A gente fez três meses ontem, não quero brigar.

Eu fui até ele irritado.

- Eu quero tirar o cinto agora, estou de saco cheio de usar ele – disse olhando sério para ele. - Estou de saco cheio dessa porra de dominação por hoje.

Ele me olhou frio, não disse nada.

- Na hora do tesão é ótimo, mas nessas horas não da. Quando a gente briga eu não quero mais ser submisso. To com zero tesão em ser submisso – disse para ele muito irritado, quase gritando. - A gente tem que inventar um jeito melhor de levar as coisas. Pois eu nesse momento to puto com você. Eu nunca te dei razão para desconfiar de mim, NUNCA! Nunca contei uma mentira para você, te respeito o tempo todo e me trata como se eu fosse a pessoa mais idiota do mundo. Se o Jorge gostasse de mim EU teria percebido!

Renan ainda me olhava. A luz da sala ainda estava apagada e somente a da cozinha estava acessa, jogando um feixe de luz pela porta. Quando parei de falar Renan ficou calado me olhando, o olhar firme dele era intenso, os olhos azuis gélidos sendo notados mesmo naquela baixa claridade.

Seguiu um silêncio desconfortável.

- Não… - disse ele depois de um tempo. - Não tem essa de suspender a nossa relação quando brigarmos e deixar de ser submisso quando nos desentendermos. Ia tirar o cinto hoje, mas agora vamos acelerar a adaptação. Vou tirar amanhã antes de ir embora. Hoje fica com ele.

Aquilo fez meu coração gelar.

- Renan… tira isso agor…

O tapa veio no meio da minha cara. Um tapa forte. Meu rosto ardeu.

- Ja disse para não me chamar de Renan, vai usar o cinto hoje e amanhã – disse ele calmo, mas bruto, o dedo apontando para mim. - Agora pode ajoelhar ali, de frente para o sofá, olhando para a parede, de costas para mim. Ainda quero beber e vou ficar aqui no sofá.

- Eu… - disse com a mão no rosto que ele bateu.

Ele me deu outro tapa no rosto. Outro bem tapa muito forte.

- Acha que essa relação é uma brincadeira? Acha mesmo que estamos brincando de faz de conta? Que quando não quer mais ser submisso eu acato o que você diz e viro a chave? - disse ele sério. Eu olhava para ele calado. - Está achando que eu sou esses otários que você conheceu que faz as suas vontades? De joelhos, rápido!

Eu me movi um pouco. Meus olhos cheios de lágrimas. Estava em choque.

Ele deu outro tapa no meu rosto se levantando, depois outro.

- Se eu falar mais uma vez eu eu pego o cinto e te dou uma surra aqui mesmo – disse ele com o dedo indicador para mim, quase encostando no meu nariz. - De joelhos, olhando a parede, agora!

Eu me virei e fui até a parede e me ajoelhei. Estava de uniforme ainda, nem o sapato social ele deixou tirar. Ajoelhei e fiquei olhando para a parede, com o corpo ereto.

- Eu não quero ouvir você falando nada além de “sim, senhor” até amanhã – disse ele mais calmo, atrás de mim. - Não quero um pio. Vai engolir o que pensa hoje, pensar bem e amanhã, quando estiver mais calmo a gente conversa.

- Sim, senhor – disse depois de uma pausa dele.

- Vai começar a ir trabalhar de cinto o quanto antes – disse Renan atrás de mim. - Se é burro o suficiente para não perceber que o cara gosta de você, preciso te colocar o mais rápido possível na coleira.

Eu não disse nada. Estava ajoelhado, o corpo ereto olhando a parede. Senti de fato a posição dele na relação e, de certo modo, na minha vida. Esse ponto foi crucial. Esse foi o momento que odiei ser submisso. Mas não conseguia não obedecer ele. Se eu não o fizesse de fato ele me daria uma surra ali mesmo. Não tinha nenhuma força para reagir e não fazer o que ele queria.

Os dois lados do meu rosto estavam ardendo e eu fiquei com medo de ter marcado.

Ficamos calado um longo tempo, vários minutos. Ele estava sentado no sofá atrás de mim, provavelmente me via de costas ajoelhado. Depois de um tempo tentei curvar o tronco, estava começando a ficar difícil ficar com o corpo ereto e o joelho estava doendo.

- Coluna ereta, olhando para a parede – disse ele atrás de mim quando relaxei.

- Estou cansado – disse para ele.

- Se chama castigo, não tem que ser confortável – disse ele. - E eu disse que não queria ouvir nada saindo de você além de “sim, senhor”.

Sem saber as horas não soube quanto tempo fiquei naquela posição. Ele saiu um tempo da sala e depois voltou.

- Vem cá agora, sente aqui o meu chulé – disse ele. Me levantei com o joelho doendo. Ele estava sentado no sofá, os dois braços abertos nos ombros do sofá. O pau enorme duro para fora do short.

Tirei a sandália dele, o cheiro de chulé estava forte. Ele colocou o pé dele bem no meio do meu rosto e beliscou meu nariz com o dedão.

- Esse é o seu lugar na relação – disse ele. O chulé dele sempre foi forte, desde quando o conheci, mas hora parecia estar muito mais. Cheirei bem como ele mandou, com a sola do pé inteira no meu rosto. Depois ele colocou o outro pé no meu rosto, me fazendo sentir o cheiro. Fiquei um tempo ajoelhado de frente para ele com o pé dele na minha cara, sentindo o chulé forte dele.

Depois de um tempo enfuou o dedão na minha boca dando o sinal que era para chupar e lamber o pé dele. Comecei a lamber entre os dedos e depois passei a língua por toda a planta do pé, indo do calcanhar até o meio dos dedos. Fiz o mesmo com o outro pé. Chupei cada canto do pé dele, levando dedo por dedo na boca. O cheiro do chulé forte dele provavelmente já estava impregnado em mim.

- Limpa minha rola agora.

Ajoelhado segurei o pau duro dele com uma mão e puxei a pele, revelando a cabeça babada com um pouco de sebo. Passei a língua e limpei, tirando o sebo da cabeça e o da pele. Chupei a cabeça do pau dele e depois coloquei o resto na boca até onde deu. Mamei ele por um tempo, mas ele não gozou.

Levantamos e fomos para a cama. Ele deitou com a roupa que estava, eu também. So tirei o sapato.

- Deixa eu ver como o cinto está? - disse ele na cama.

Desabotoei a calça e abaixei, ele olhou para o cinto, mexeu um pouco nele olhando se havia alguma marca.

- Esse modelo é bom, não te assou – disse Renan pensativo. - Amanhã vai depilar o saco e o pau, assim o cinto fica mais confortável.

Não disse nada.

- Vai tirar a noite, lavar bem, fazer o que mandei e vai colocar novamente, na segunda vai trabalhar com ele, a noite eu tiro e deixo você lavar, ficar sem ele e antes de dormir vai colocar novamente – disse Renan autoritário. - Nos dias que não dormir comigo vai ficar com ele até nos encontrarmos. A gente se vê vários dias na semana, então não acho que vai ficar mais de três dias sem tirar para lavar.

Não respondi por um tempo. Não sabia o que pensar. Usar cinto de castidade não era algo que queria. Nem esperava isso.

- Estamos entendidos?

- Sim, senhor – disse para ele, estava derrotado nessa questão. Ele tinha poder sobre mim. Ele sabia disso há mais tempo que eu. Ele me dominava, mandava em mim e me fazia fazer o que ele queria.

A partir daquele dia estava oficialmente usando cinto de castidade.

Ele se sentou na cama e me jogou no meio dela, de pernas aberta e erguidas.

Ele ainda estava com a camisa polo. Sem pressa tirou o pau para fora do short. O pau estava duro. Ele bateu o pau dele encima do meu pau com o cinto com um pouco de força, doeu um pouco. O olhar rígido dele me encarava com tanta intensidade me fazia baixar o olhar.

Ele bateu uma e eu fiquei em silêncio esperando o gozo, que veio espesso, grosso, caindo em cima do cinto. Senti o leite dele escorrendo em mim. Ele limpou o resto da porra dele no meu pau trancado, passando ela onde havia os furos do cinto.

- Sobre a cueca agora – disse ele saindo da posição que estava. - Vai dormir com a minha porra em você.

Coloquei a cueca sentindo tudo lambrecado. Também subi a calça.

- Não vamos tomar banho? - perguntou ele.

- Se abrir a boca novamente eu vou te bater e de deixar ajoelhado olhando para a parede – disse ele irritado e essa foi a última chamada de atenção dele. - Eu não estou afim de tomar banho, vamos dormir com você sentindo meu cecê essa noite. Não e de macho porco que gosta – logo quando deitei ele veio por trás de mim. - Estou de muito mau humor, então não me acorda se eu roncar. Vira para o lado, fica acordado, mas se me acordar de noite hoje como costuma fazer vou acordar te dando uns tapas.

- Sim, senhor.

- Não importar se estou com raiva de você ou você de mim, vamos sempre dormir juntos – disse ele me puxando na conchinha para perto dele, passando o braço para deu pousar a cabeça. - Boa noite!

- Boa noite, senhor.

[...]

Era seis da manhã quando ele acordou. Ele roncou muito a noite e custei a dormir. Um ronco alto e forte. Meu pau estava melando por conta da porra dele, que depois de um tempo secou. O cheiro de cecê dele também estava forte, mas acostumei, sendo honesto até gostava. O meu também não estava bom visto que trabalhei o dia inteiro e nem havia tomado banho. Ele se levantou para tomar banho para ir trabalhar. Virei para o lado tentando dormir um pouco.

- Vai fazer meu café – disse ele entrando no quarto.

Eu virei sonolento para o lado.

- E prepara um sanduíche para mim – disse ele secando a cabeça com a toalha. O pau mole balançando de um lado para o outro.

Levantei sonolento e fiz o que ele mandou. Ele chegou até a cozinha arrumado. Estava de coturno, a caça da farda e uma camisa lisa branca, bem justa, que evidenciava o corpo musculoso dele.

- Como foi a noite? – perguntou ele sentando-se a mesa.

- Melhor que a última – disse para ele colocando café para mim. - O cinto incomodou menos.

- Ronquei muito?

- Bastante – respondi.

Ele provou o sanduíche.

- Macho ronca mesmo – disse ele dando um gole no café. - Durante o dia quero que de uma geral aqui em casa – disse ele olhando a pia cheia de vasilhas. - Quero casa arrumada, incluindo o banheiro. Faz uma janta para mim também e coloca todas as roupas para lavar – dando outro gole no café. - Essas tarefas a partir de agora serão suas.

Pensei naquilo, não estava acreditando.

- A ideia é uma relação 24/7, quero que seja meu escravo doméstico também – disse Renan. - E eu sei que nasceu para isso. E eu sei que também quer isso.

- Eu…

- Ontem veio com o papo de que estava sem tesão, que as coisas não são assim, que tínhamos que rever… - disse ele dando uma pausa. - É a segunda vez que faz isso, aquele dia que te amarrei foi a mesma coisa. É por isso que muitas relações entre dom e sub não duram. Os dominadores se deixam dominar pelo submissos e na primeira briga, no primeiro momento de pressão acabam sedendo. E ai a relação fica parecendo um faz de contas.

- Coloque uma coisa na sua cabeça – disse Renan olhando fundo em meus olhos, e baixei o olhar. - Assim que aceitou essa aliança no seu dedo e eu disse que te amo nós firmamos um compromisso. Eu não entrei nessa com você para perder meu tempo. Se for ficar comigo vai ter que aceitar um macho bruto e autoritário que sou. A nossa relação é assim, comigo mandando e você obedecendo, aqui você aguenta calado e ponto e final. Como te disse outra vez: vai doer, mas vai gostar.

Renan colocou a chave do cinto em cima da mesa, as duas cópias.

- Eu vou ir trabalhar agora, aqui está a chave do cinto – disse ele empurrando ela na minha direção. - Se quiser tirá-lo pode tirar, mas não esteja aqui quando eu voltar. Para facilitar as coisas eu também não vou te procurar mais. Se resolver ficar e não tirar o cinto, saiba que não vai ter mais volta e eu vou pegar pesado com você. A decisão é sua.

Sem se despedir ele saiu de casa, levando uma mochila nas costas. Depois que ele saiu olhei para as chaves sobre a mesa, não fazia ideia do que fazer.

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Foto de perfil genéricaTales SantosContos: 13Seguidores: 13Seguindo: 0Mensagem Como diz um famoso filósofo francês: penso, logo fico triste. Um amante por histórias e apaixonado pela vida. Leiam, comentem, mandem sugestões. Não menos importante... meu não é Tales.

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