O silêncio no quarto era tão espesso que Akio sentia que poderia sufocar. Ele permanecia ali, imóvel, equilibrado precariamente nos saltos agulha pretos da Nanda, com a renda vermelha da calcinha cavada contrastando com a palidez de suas pernas trêmulas. O rosto dele, antes apenas corado, agora latejava num tom de beterraba, e seus olhos, por trás das lentes redondas, buscavam qualquer lugar para pousar que não fosse o olhar predatório da morena.
Nanda não desviou o foco por um segundo sequer. Ela deu mais um passo à frente, fechando a porta do quarto atrás de si com um estalo seco. O som da tranca girando ecoou como uma sentença definitiva. Ela caminhou lentamente ao redor dele, como uma leoa circulando uma presa ferida, observando cada detalhe daquela visão. O volume do seu cabelo cacheado 4C, perfeitamente nutrido e armado em um black imponente, parecia aumentar sua estatura, fazendo-a parecer muito maior que Akio naquele momento.
— Então é isso que o meu "namorado prestativo" faz quando eu não estou? — A voz dela era baixa, um sussurro carregado de uma ironia cortante. — Ele se veste com as minhas roupas e fica se admirando no espelho?
— Nanda... por favor... eu... eu posso explicar... — Akio gaguejou, a voz falhando, as mãos ainda tentando cobrir a frente da calcinha de forma inútil.
— Explicar o quê, Akio? — Ela parou na frente dele, obrigando-o a olhá-la. Com um movimento rápido, ela ergueu o celular novamente, deslizando as fotos que acabara de tirar. — As fotos não mentem. Você fica muito bem de salto, sabia? Valoriza as suas pernas... deixa o seu traseiro bem mais empinado.
Akio sentiu as lágrimas pinçarem seus olhos. A humilhação de ser pego era uma coisa, mas a forma como Nanda estava transformando aquilo em um espetáculo era mil vezes pior. Ele tentou dar um passo para trás, mas o salto alto, ao qual ele ainda não estava totalmente acostumado, o fez vacilar. Nanda foi rápida e segurou-o pelo queixo com uma mão firme, forçando-o a encarar o próprio reflexo no espelho junto com ela.
— Olha para você, Akio. Olha como você está delicado. Você não parece um homem tentando ser mulher. Você parece uma garotinha que foi pega mexendo no guarda-roupa da mãe.
— Apaga isso, Nanda... por favor. Se alguém na faculdade vir isso... a minha carreira, a minha família... — O desespero dele era palpável. Akio sabia que a exposição daquelas imagens seria o seu fim social.
Nanda soltou um riso curto, quase carinhoso, mas sem nenhum pingo de piedade. Ela guardou o celular no bolso da calça e cruzou os braços, deixando que o silêncio voltasse a torturá-lo por alguns instantes.
— Eu não vou apagar, Akio. Na verdade, essas fotos são o meu novo seguro de vida. — Ela começou a caminhar em direção ao guarda-roupa, abrindo a gaveta de lingeries e puxando um conjunto de seda preta. — Eu sempre achei que faltava algo entre nós. O sexo era... morno. Você era muito passivo, muito "certinho". Mas agora eu entendo. Você não quer ser o homem da relação, quer?
Akio não respondeu, apenas baixou a cabeça, os ombros soluçando levemente.
— Pois bem — continuou ela, a voz agora assumindo um tom de comando inquestionável. — Eu vou guardar o seu segredo. Mas o preço do meu silêncio é a sua obediência total. A partir de hoje, as coisas vão mudar neste apartamento. Eu não quero mais ver o Akio de calças largas e camisetas sem graça.
Ela atirou o conjunto de seda preta sobre a cama.
— Se você quer usar as minhas roupas, você vai usar. Mas vai ser do meu jeito. Você vai ser a minha bonequinha particular. A partir de agora, dentro desta casa, você não é mais o meu namorado. Você é o meu projeto. Você vai se vestir como eu mandar, vai se comportar como eu mandar e, principalmente, vai aprender que o seu prazer agora pertence exclusivamente a mim.
Akio olhou para a lingerie preta e depois para Nanda. O medo em seus olhos estava começando a ser nublado por algo mais profundo: uma submissão latente que finalmente encontrava um mestre. Ele percebeu que a chantagem era apenas a desculpa que ele precisava para se entregar ao que sempre desejara secretamente.
— Tira o salto — ordenou ela.
Ele obedeceu prontamente, chutando os sapatos para o lado e ficando descalço, sentindo-se ainda menor diante da morena que agora parecia uma gigante de ébano acima dele.
— Agora, vai para o banho. Tira todos esses pelos das pernas e do peito. Eu quero você liso, Akio. Como uma fêmea. Quando sair, vista o que eu deixei na cama e me espere na sala, de joelhos. Se eu encontrar um fio de barba ou um pelo fora do lugar... — Ela deu um sorriso enigmático enquanto pegava o celular e fazia menção de abrir o aplicativo de mensagens. — ...eu acho que o grupo da faculdade ia adorar ver o seu novo visual "red" de hoje.
Nanda saiu do quarto sem olhar para trás, deixando Akio sozinho com seu pânico e sua nova realidade. Na sala, ela sentou-se no sofá, cruzou as pernas e começou a mexer nos seus volumosos cachos, sentindo uma onda de poder que a deixava mais excitada do que qualquer noite de sexo comum com ele.
Quarenta minutos depois, a porta do quarto se abriu. Akio apareceu, a pele clara impecavelmente lisa, vestindo o conjunto de seda preta. Nanda inclinou-se para frente, sentindo o cheiro do sabonete feminino na pele dele. Ela acariciou o rosto de Akio e, com um movimento súbito, puxou uma pequena caixa que escondia na gaveta da mesa de centro.
— Ajoelha, Akio. Ou melhor... ajoelha, Kiki — ela disse, usando o novo apelido com uma malícia que o fez estremecer.
Akio obedeceu, sentindo o frio do chão nas patelas. Nanda afastou as pernas, revelando que já estava pronta e úmida por baixo da saia. Ela não perdeu tempo. Com uma mão nos cabelos dele, ela o guiou para entre suas coxas.
— Trabalha para a sua dona — ordenou.
Akio, agora totalmente entregue à sua nova condição de "Kiki", começou a chupá-la com um fervor desesperado. Nanda, do alto de sua soberania, olhava para baixo e deliciava-se com a visão: o namoradinho, o intelectual da faculdade, ali, reduzido a uma bonequinha de seda preta. A calcinha fio-dental entrava profundamente entre as nádegas brancas e lisas dele conforme ele se movia, criando um contraste visual que a levava à loucura. Ela gemia alto, sentindo a língua dele, enquanto suas mãos se perdiam no black volumoso, até que um espasmo violento a fez gozar intensamente, pressionando o rosto dele contra sua intimidade.
Após alguns instantes de recuperação, ela recuperou o tom frio.
— Levanta. Agora você vai colocar o seu avental e ir para a cozinha preparar a nossa janta. Eu tenho umas coisas para resolver na rua. Hoje não vamos para a aula.
Akio levantou-se, ainda trêmulo e seguiu para a cozinha como o bom brinquedo prestativo que era. Nanda trocou de roupa e saiu. Ela tinha um destino certo: um sex shop no centro.
Lá, ela escolheu com cuidado. Comprou uma cinta ajustável e um pênis de borracha realista, levemente maior e mais grosso que o de Akio — não era algo monstruoso, mas era o suficiente para mostrar a ele o que era preenchimento de verdade. Para finalizar, seus olhos brilharam ao ver um cinto de castidade pequeno, de metal revestido em um tom rosinha perfeito.
— Isso vai ficar lindo na minha menininha — sussurrou para si mesma enquanto pagava.
Ao voltar para casa, o cheiro da comida já invadia o corredor. Ela entrou e encontrou Akio terminando de servir a mesa, ainda de avental sobre a seda preta. Nanda colocou a sacola sobre a mesa com um ruído metálico causando curiosidade em kiki.
— A sobremesa chegou mais cedo, Akio. E eu acho que você vai adorar a surpresa.
Akio olhou para a sacola, e o brilho rosinha que apareceu quando ela abriu o pacote o fez entender que as noites de "sexo ok" haviam acabado para sempre. Agora, ele teria que aprender o que era ser possuído de verdade.
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