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✨ Sobre a iniciativa
Esta continuação foi feita a pedido do leitor TheSnacke, dentro de uma proposta que busca dar finais a histórias inacabadas ou escritas de forma apressada. Nosso objetivo é resgatar boas ideias e transformá-las em narrativas completas, sempre com cuidado e respeito.
O link para ver nosso projeto de finalização de contos eróticos e entender nossa proposta, para sugestão de contos também está nos comentários.
Vamos a continuação e finalização do conto
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Pivete Flanelinha 3
O domingo amanheceu com uma luz pesada, daquelas que parecem atravessar as pálpebras e queimar o fundo dos olhos antes mesmo da gente acordar. O sol já batia forte na janela e o ar no quarto estava parado, quente, com aquele cheiro de maresia misturado ao perfume doce que a Nane tinha usado na noite anterior. Eu abri os olhos devagar, sentindo cada músculo do corpo como se tivesse carregado um caminhão de areia nas costas. Ao meu lado, ela ainda dormia. O cabelo loiro estava espalhado no travesseiro, os fios brilhando com a claridade. Ela parecia um anjo, a respiração tão calma que chegava a me dar um nó no peito. Eu já sabia. No fundo, a gente sempre sabe quando o chão está prestes a sumir.
Descemos para o café e o clima na casa era de uma normalidade que me sufocava. O Ricardo já estava lá, firme na bancada, segurando uma caneca de café com as duas mãos, o olhar perdido no horizonte.
— Puta que pariu, já estou até vendo o trânsito da subida... — ele resmungou, a voz rouca de quem tinha bebido um pouco além da conta. — Amanhã o escritório vai estar um caos. Mal aproveitei essa casa, mal senti o cheiro do mar e já tenho que voltar pra capital. Se eu pudesse, ficava aqui mais uma semana só olhando pra essa água.
Ele gesticulava, frustrado, enquanto mastigava uma torrada. A LetĂcia servia o suco, usando um robe de seda que deslizava pelos ombros. Ela tinha aquele sorriso de patricinha que todo mundo compra como simpatia, mas eu via o brilho diferente nos olhos dela hoje. Era um brilho de quem tinha um plano. A Nane sentou do meu lado. Ela ficou ali, mexendo a colher no cafĂ© com uma calma de quem nĂŁo tem pressa nenhuma.
Foi a LetĂcia quem jogou a isca, com uma naturalidade de quem fala do tempo:
— Sabe o que eu estava pensando? Aquele restaurante que os meninos comentaram ontem, perto do estacionamento... Disseram que os frutos do mar lá são os melhores. A gente podia dar um pulo lá antes de pegar a rodovia, o que acham?
A Nane nĂŁo respondeu de imediato. Ela deu aquele sorrisinho pequeno, de canto, que eu conhecia tĂŁo bem. O Ricardo, querendo compensar o mau humor do trabalho, comprou a ideia na hora.
— É perfeito. Fazemos o seguinte: a gente já carrega as malas, deixa os carros lá no galpĂŁo onde os flanelinhas cuidam, aproveitamos a praia bem ali na frente e, na hora da fome, Ă© sĂł atravessar a rua, pegar os carros e ir pro restaurante. Almoçamos com calma e já saĂmos direto pra serra.
Eu nĂŁo disse nada. SĂł balancei a cabeça. O Ricardo praticamente fez o que agora era visĂvel pra mim que as duas mulheres queriam. A verdade Ă© que eu tambĂ©m precisava voltar para aquele galpĂŁo.
Arrumamos tudo com aquela lentidão pesada de fim de viagem. O cheiro de protetor solar inundou a garagem enquanto a gente carregava o porta-malas. O calor já estava sufocante quando manobrei a BMW para fora. O trajeto até o galpão foi curto, mas o ar dentro do carro parecia rarefeito. A Nane não falava nada, apenas ajustava o rádio, mas eu via o brilho no olhar dela, uma antecipação que ela tentava esconder atrás dos óculos escuros de grife.
Quando entramos no galpão, a temperatura subiu dez graus. O cheiro de óleo velho, poeira e metal quente invadiu a cabine. O Ricardo estacionou o SUV logo à frente e eu parei a BMW logo atrás. Foi ali que o teatro começou.
Pelo retrovisor central e pelo espelho lateral, eu vi o Jume e o Zé. Eles estavam encostados na mesma pilastra enferrujada, como se estivessem à espera de uma encomenda que sabiam que chegaria. O Jume cruzou os braços, os olhos escuros fixos no movimento dos carros, com um sorriso de quem já tinha provado a mercadoria. O Zé ajeitou o boné, trocando um olhar de puro deboche com o parceiro. Eles não disfarçavam; sabiam de algo que eu ainda estava tentando processar.
O Ricardo desceu rápido, conferindo o relĂłgio e reclamando do mormaço, indo direto para o porta-malas. Mas a Nane e a LetĂcia... elas nĂŁo tiveram pressa.
Eu continuei dentro do carro, observando tudo pelos espelhos. Elas desceram e, com uma naturalidade coreografada, começaram a se despir ali mesmo, ao lado dos veĂculos, quase no meio do galpĂŁo. O short jeans caiu, a regata foi puxada por cima da cabeça, revelando a pele dourada e os biquĂnis mĂnimos que mal continham os corpos delas.
Pelo reflexo, eu vi o Jume e o ZĂ© devorando cada movimento. E o que me deu um soco no estĂ´mago — e, ao mesmo tempo, fez o meu sangue latejar lá embaixo — foi o sorriso no rosto da Nane. Ela trocou um olhar rápido com a LetĂcia, um risinho cĂşmplice, enquanto ajeitava a alça do biquĂni branco. Agora era nĂtido pra mim que elas estavam se exibindo. NĂŁo era um descuido; era uma oferta. Elas queriam que aqueles dois moleques vissem cada centĂmetro de carne, cada curva que, em SĂŁo Paulo, era protegida por tecidos caros e protocolos sociais.
Vi o Jume respirar mais fundo e o ZĂ© passar a lĂngua nos lábios, sorrindo abertamente. Eu, senti o pau endurecer contra a calça. Havia uma excitação doentia em ver a minha mulher e a melhor amiga dela, duas advogadas respeitadas, transformarem aquele galpĂŁo imundo num palco de exibicionismo para dois desconhecidos. O contraste daquelas fĂŞmeas de elite com o ambiente hostil era o combustĂvel que eu nĂŁo sabia que precisava.
— Vamos logo, gente! O sol não vai esperar a gente chegar na barraca! — o Ricardo gritou, já com as mochilas no ombro, sem notar absolutamente nada do que acontecia nas sombras atrás dele.
SaĂmos do galpĂŁo sob o olhar vitorioso do Jume e do ZĂ©. Eu sentia o peso do olhar deles nas minhas costas, o olhar de quem sabia que ia acontece muita coisa ainda naquele domingo.
A manhĂŁ na praia era de um azul agressivo. O sol já estava alto, refletindo na areia branca com uma intensidade que obrigava a gente a apertar os olhos. Assim que chegamos e nos instalamos sob uma barraca de palha, o Ricardo mal teve tempo de abrir a primeira cerveja. A Nane e a LetĂcia trocaram um olhar rápido, aquele sinal silencioso que elas pareciam ter aperfeiçoado durante anos de amizade.
— O sol está muito forte, vamos logo para a água antes que a areia comece a queimar — a LetĂcia disse, já soltando o nĂł da canga.
A Nane assentiu, desamarrando o tecido azul que a cobria. Eu fiquei parado, com o copo de caipirinha na mĂŁo, observando as duas. Ali, sob a luz direta do sol, o impacto era diferente do que no galpĂŁo. Elas chamavam a atenção de qualquer um que estivesse num raio de cinquenta metros. A Nane, com aquele biquĂni branco que parecia pequeno demais para conter o quadril de 105 cm, e a LetĂcia, com um modelo preto, cavado, que destacava cada curva de quem vivia para a academia.
Eu as vi caminhando em direção ao mar, os quadris balançando em sincronia. Minha esposa tinha uma presença que me dava orgulho e, ao mesmo tempo, um frio na barriga. Ela era uma mulher feita, imponente. Ao lado dela, a LetĂcia era a provocação em pessoa, mais magra, mas com curvas agressivas que o biquĂni mal escondia. Eu nĂŁo conseguia tirar o olho da melhor amiga da minha mulher; ver as duas juntas, sabendo o que elas tinham se exibido no galpĂŁo minutos antes, era uma tortura deliciosa.
Elas entraram na água juntas, mergulhando de uma vez. Quando voltaram Ă superfĂcie, sacudindo o cabelo e rindo, a imagem era de catálogo de luxo. Elas curtiram o mar as duas juntas.
Enquanto caminhavam de volta para a barraca, eu notei os detalhes. A água estava gelada, contrastando com o calor do sol, e o choque tĂ©rmico tinha deixado a pele das duas arrepiada. Gotas de água escorriam pelo sulco dos seios e se perdiam no tecido molhado. Os bicos dos seios de ambas estavam duros, marcando o tecido fino dos biquĂnis com uma nitidez que me fez engolir seco. A Nane passou a mĂŁo pelo cabelo, jogando-o para trás, enquanto a LetĂcia ajeitava a parte de baixo do biquĂni que tinha subido um pouco. Elas eram, sem dĂşvida alguma, as mulheres mais gostosas daquela praia.
— Nossa, a água está perfeita, mas dá um choque no corpo — a Nane comentou, sentando-se na beira da cadeira, ainda ofegante pelo mergulho.
O tempo começou a passar daquele jeito arrastado de domingo. A gente sempre ia em dupla. Primeiro, eu e a Nane fomos ao mar. Ficamos lá, mergulhando, ela abraçada no meu pescoço, o corpo molhado e frio dela contra o meu peito quente, rindo de bobagens. Depois voltamos e foi a vez do Ricardo e da LetĂcia. Eles ficavam lá, ele tentando ser o marido atlĂ©tico e ela apenas boiando, aproveitando o balanço das ondas.
O sol estava no topo quando aconteceu o momento raro. Por um instante, o Ricardo ficou na barraca resolvendo algo no celular, e nĂłs trĂŞs — eu, a Nane e a LetĂcia — estávamos juntos no mar, com a água pela cintura. O clima estava leve, mas o subtexto continuava lá, pulsando entre as duas.
— Gente, eu vou sair — a LetĂcia avisou de repente, passando a mĂŁo pelo rosto para tirar o sal. — Já levei muita onda no corpo, preciso descansar um pouco.
— Eu também vou voltar — a Nane completou imediatamente, olhando para mim.
— Já? — perguntei, estranhando a pressa. — A água está uma delĂcia agora, podĂamos ficar mais uns dez minutos.
A Nane deu um passo em minha direção e tocou meu ombro, um toque rápido.
— Fica aĂ, amor. Aproveita mais um pouco, se diverte. SĂł nĂŁo vai muito para o fundo, que essa correnteza engana. Pra mim já deu, quero dar uma relaxada na sombra antes do almoço.
A LetĂcia deu um risinho cĂşmplice, pegou a mĂŁo da Nane e as duas começaram a caminhar para a areia.
— Vamos, Nane. Meus ombros já estĂŁo começando a arder — a LetĂcia disse, puxando-a.
Eu fiquei ali, sozinho, sentindo o balanço da água. Mergulhei mais uma vez, mas quando emergi e olhei para a barraca, vi as duas de pĂ©, juntas, amarrando as cangas novamente com uma pressa que nĂŁo combinava com o "descanso" que tinham anunciado. Senti um frio na barriga, um aperto no peito. Eu sabia que aquela saĂda estratĂ©gica nĂŁo era para descansar.
Vi as duas saindo da barraca, pegando as bolsas e caminhando em direção à rua lateral, a rua que levava direto ao estacionamento. Elas não olharam para trás.
Fiquei mais alguns minutos na água, mergulhando o rosto para disfarçar a agitação que subia pelo meu peito. Quando finalmente saĂ, caminhando pela areia quente que pinicava a sola dos pĂ©s, vi o Ricardo sozinho na barraca, terminando a cerveja e olhando o celular com uma cara de tĂ©dio.
— UĂ©, cadĂŞ as meninas? — perguntei, secando o rosto com a toalha, tentando manter a voz o mais casual possĂvel.
O Ricardo nem levantou a cabeça.
— Foram lá na farmácia e depois iam pro estacionamento. Disseram que iam comprar outro protetor solar e colocar uma roupa e pegar os carros. Sabe como é mulher, né? Querem chegar no restaurante impecáveis. A Nane pediu pra eu te avisar que já voltava, que era pra você não se preocupar.
Ele soltou um suspiro pesado, olhando para o horizonte.
— Na verdade, eu até pensei que a gente poderia ir atrás delas agora, já que você saiu do mar. Mas eu tô numa preguiça...
— Que Ă© isso, Ricardo — interrompi logo, sentando na beira da cadeira. — Deixa elas lá. VocĂŞ estava reclamando hoje cedo que amanhĂŁ já volta pro escritĂłrio, que mal sentiu o cheiro do mar... Aproveita esses Ăşltimos minutos. Fica aĂ, curte a brisa. Eu vou dar um pulo ali no quiosque rapidinho pra dar uma mijada, essa caipirinha já está cobrando o preço.
O Ricardo abriu um sorriso largo, parecendo aliviado por nĂŁo ter que se mexer.
— Boa ideia, cara. Vai lá. Mas Ăł, prepara o espĂrito, a fila daquele banheiro ali deve estar quilomĂ©trica a essa hora.
— Eu imagino — respondi, já calçando os chinelos. — Se elas voltarem antes de mim, me espera aqui, tá? NĂŁo sai daĂ.
— Fechado. Boa sorte na fila! — ele gritou, já se recostando na cadeira e fechando os olhos.
Comecei a caminhar em direção ao quiosque principal, mantendo um passo firme, como quem realmente tem pressa de chegar ao banheiro. Mas assim que passei por trás das lonas de uma barraca de pastéis, onde o Ricardo não conseguia mais me enxergar, mudei o trajeto bruscamente. Dobrei a esquina da rua lateral que dava acesso ao galpão.
O asfalto estava fervendo sob meus pés, mas eu mal sentia. A adrenalina estava tão alta que meus sentidos pareciam amplificados. Foi quando eu as vi, a uns cinquenta metros à frente.
A Nane e a LetĂcia caminhavam lado a lado, as cangas balançando suavemente contra as pernas. Elas nĂŁo estavam com pressa de quem busca um remĂ©dio ou um protetor; elas estavam rindo. Vi a LetĂcia dar um tapinha no ombro da Nane, um gesto de pura cumplicidade. Elas pareciam duas adolescentes prestes a ir em uma festa proibida.
Esperei que elas cruzassem o portão de ferro do galpão. O som metálico da entrada ecoou na rua deserta. Contei mentalmente alguns segundos, sentindo o suor escorrer pelas minhas costelas. Contornei o prédio vizinho, que estava em obras, e entrei pela rampa dos fundos — o mesmo caminho que eu tinha decorado na sexta-feira.
Subi em silêncio absoluto, pisando com cuidado para não chutar nenhum entulho. Me escondi atrás da pilha de madeira e sacos de cimento, no ponto mais alto. Lá embaixo, o palco estava montado. O cheiro de mofo e óleo velho me atingiu, e eu vi as duas paradas no centro do galpão, exatamente onde o sol entrava em feixes de luz carregados de poeira. O teatro tinha acabado, a verdade ia começar.
A Nane e a LetĂcia entraram primeiro. A LetĂcia, com seu biquĂni preto cavado que marcava cada curva, olhava ao redor com uma mistura de curiosidade e nervosismo. A Nane, no biquĂni branco mĂnimo, caminhava com aquele rebolado que eu conhecia bem demais agora. Elas pararam no centro do galpĂŁo, exatamente onde o sol entrava em feixes carregados de poeira.
O Jume e o ZĂ© surgiram das sombras como se estivessem esperando há horas. O Jume, com a regata justa e a bermuda baixa, cruzou os braços e deu um sorriso lento, predatĂłrio. O ZĂ©, bonĂ© virado para trás, já ria baixinho, passando a lĂngua nos lábios.
— Olha sĂł quem resolveu voltar… — o Jume falou, a voz grossa e baixa, sem tirar os olhos da LetĂcia. — A loira trouxe a amiga pra experimentar tambĂ©m dessa vez.
A LetĂcia deu um passo atrás instintivamente, mas a Nane segurou seu braço com firmeza, sussurrando algo que nĂŁo consegui ouvir. O ZĂ© se aproximou devagar, olhando as duas de cima a baixo.
— E aĂ, doutoras? Vieram buscar rola de verdade ? — ele debochou, parando bem na frente da Nane. — Ou a loirinha contou pra amiga o que o Jume fez com ela no banco de trás do BMW e agora a morena de olhos azuis quer provar tambĂ©m?
A Nane respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido. Ela olhou para a LetĂcia, depois para o Jume, e respondeu com a voz um pouco trĂŞmula, mas decidida:
— A LetĂcia… ela quis vir. Eu contei pra ela o que aconteceu. Ela ficou curiosa.
O Jume soltou uma risada curta, e deu um passo Ă frente, invadindo o espaço da LetĂcia.
— Curiosa, é? — ele disse, olhando direto nos olhos azuis dela. — Você vai ser minha primeiro, doutora — o Jume sentenciou, a voz grossa e carregada de uma ignorância bruta. — Já arrombei a tua amiga loira há dois dias, agora é a sua vez de aprender o que é homem de verdade.
A LetĂcia engoliu em seco. Vi o pescoço dela ficar vermelho. Ela tentou manter a postura de advogada de elite, mas a voz saiu baixa:
— Eu… eu só vim porque a Nane falou que… que foi diferente. Mas a gente não pode demorar. Nossos maridos estão na praia.
O Zé, com aquele jeito abusado e a cara de pau de quem manda no pedaço, deu um passo à frente e, sem aviso, desferiu um tapão estalado na bunda da Nane. O som ecoou como um tiro no galpão vazio.
— Ai! — a Nane soltou um grito agudo, levando a mĂŁo ao local, os olhos arregalados de susto. A LetĂcia tambĂ©m recuou um passo, assustada com a violĂŞncia gratuita.
— Que "ai" o quĂŞ, vadia? — o ZĂ© debochou, ajeitando o bonĂ© e rindo da cara dela e depois olhou pra LetĂcia. — Demorar o caralho, vadia. VocĂŞs vieram aqui atrás de rola. Agora aguentem porque a gente vai foder vocĂŞs do jeito que vocĂŞs gostam. O Jume quer vocĂŞ morena de olho azul, entĂŁo eu vou ficar com a cadela loira do corno manso. — O ZĂ© entĂŁo olhou novamente para Nane — Vou arrombar essa tua boceta pra depois o otário do teu marido te ver toda aberta e andando estranho novamente,
Ele puxou a canga da Nane com um movimento brusco. O biquĂni branco apareceu, pequeno demais. A Nane soltou um gemido baixo de surpresa, mas nĂŁo recuou. O Jume fez o mesmo com a LetĂcia, deixando as duas praticamente nuas no meio do galpĂŁo sujo.
Eu, lá em cima, sentia o pau latejar dentro da bermuda. O conflito era o mesmo de sempre: raiva, humilhação, tesão doentio. Mas eu não conseguia desviar o olhar.
O Jume segurou o queixo da LetĂcia, forçando-a a olhar para ele.
— Ajoelha, doutora. Quero ver se essa boca sabe chupar tão bem quanto a da tua amiga.
A LetĂcia hesitou. Seus olhos azuis encontraram os da Nane, como se pedisse ajuda. A Nane apenas mordeu o lábio inferior e assentiu devagar, quase imperceptivelmente.
— Vai, Lê… — ela sussurrou. — Você quis vir.
A Nane e a LetĂcia, movidas por um magnetismo sombrio, se livravam dos biquĂnis. Em poucos movimentos, o biquĂni branco da Nane e o preto da LetĂcia estavam no chĂŁo, misturados Ă graxa.
Lá do alto, eu perdi o fĂ´lego. A LetĂcia me paralisou. Era a primeira vez que eu a via completamente nua, sem as amarras das roupas de grife. O corpo dela era uma escultura de pecado: a cintura fina, o quadril desenhado e os mamilos rosados, pequenos e rĂgidos como pedras. A boceta era um contraste perfeito com a da Nane; estava completamente raspadinha, sem um Ăşnico pelinho, uma pele lisa e clara que parecia clamar pela sujeira daquele lugar.
— Eu venho sonhando com essa tua boceta desde sexta-feira, doutora — o Jume rosnou, o olhar carregado de raiva e desejo, encarando a depilação dela. — No banco de trás do carro na sexta feira, você me mostrando que era uma vadia depilada. Eu sabia que você ia vir aqui me dar.
A LetĂcia respirou fundo, dobrou os joelhos e ajoelhou no concreto sujo. O Jume baixou a bermuda. O pau dele saltou para fora — grosso, venoso, 23 centĂmetros que pareciam ainda maiores sob aquela luz. A LetĂcia arregalou os olhos.
— Meu Deus… — ela murmurou, voz trêmula. — A Nane não exagerou…
O Zé, ao lado, já tinha puxado a Nane para perto dele e mandado ela se ajoelhar também.
— E você , loira? Já sabe o caminho, né? Chupa logo essa rola que tu adora uma rola.
A Nane não resistiu. Ela segurou o pau grosso do Zé com as duas mãos, era menor que do Jume visivelmente mais era grosso igual, Nane aproximou a boca. Eu vi tudo. A boca carnuda da minha esposa se abrindo ao máximo para acomodar a cabeça enorme. Um gemido abafado escapou dela quando ela começou a chupar.
Do outro lado, a LetĂcia ainda hesitava.
— Abre essa boca, piranha. Tá com medo de se engasgar com o flanelinha? — o Jume provocou, a voz rĂspida.
— Como... como a Nane conseguiu chupar isso? — a LetĂcia sussurrou, olhando para cima com os olhos arregalados, o rosto a centĂmetros daquele membro que parecia uma arma. — E como ela deu pra esse jumento sem morrer?
O Jume nĂŁo respondeu com palavras. Ele deu um passo Ă frente, segurou a cabeça da LetĂcia com as duas mĂŁos, enterrando os dedos nos cabelos bem cuidados dela, e forçou o pau contra a boca dela. Eu vi o corpo da LetĂcia arquear para trás, as mĂŁos dela agarrando as coxas grossas do Jume para tentar se equilibrar. Ele foi invadindo, centĂmetro por centĂmetro, ignorando a resistĂŞncia fĂsica da garganta dela. A LetĂcia arregalou os olhos, as lágrimas de reflexo começando a brotar enquanto ela engasgava, o som gutural de sufocamento ecoando pelo galpĂŁo.
Ele tirou o pau da boca dela com um movimento brusco, deixando um rastro de saliva escorrer pelo queixo rosado da advogada.
— Se tu for apertada na boceta igual é nessa boca, hoje tu vai saber o que é ser fodida de verdade — o Jume sentenciou, limpando o membro no rosto dela. — Hoje tu vai descobrir o que significa ser arrombada por homem de rua.
A LetĂcia tossiu, recuperando o fĂ´lego, e o olhou com uma mistura de Ăłdio e um tesĂŁo doentio que brilhava nas pupilas.
— Seu animal... — ela xingou, a voz rouca.
O Jume nĂŁo hesitou. Desferiu um tapa seco no rosto dela, fazendo a cabeça da LetĂcia virar para o lado.
— Cala a boca, cadela! — ele rosnou. — Hoje eu que mando aqui. Vou te foder muito mais forte do que comi a puta loira da tua amiga. Agora abre essa boca e chupa direito, se não quiser que eu enterre até o fundo de novo. Obedece e faz igual a essa vadia tá fazendo com o Zé.
Lá do alto, meus olhos foram para a Nane. O contraste era brutal. O Zé estava com a mão sobre a cabeça da minha esposa, mas ele não precisava fazer força. A Nane trabalhava com uma vontade que eu nunca tinha visto na nossa cama. Ela enfiava o pau do Zé até a base, os olhos fechados, a bochecha encostando no púbis dele, movendo a cabeça com uma dedicação técnica e faminta. O Zé a xingava de "piranha treinada", alternando com elogios sujos que faziam a Nane gemer abafado contra o membro dele. Ela estava em transe, adorando cada segundo daquela submissão pública.
A LetĂcia, vendo o empenho da amiga e sentindo o peso da mĂŁo do Jume, voltou ao trabalho sem que ele precisasse mandar de novo. Ela começou a chupar com uma dedicação desesperada, tentando provar que tambĂ©m podia ser a "cadela" que o Jume exigia. O Jume soltou uma risada vitoriosa. As duas estavam ali, de joelhos no galpĂŁo imundo, nuas e chupando aqueles pivetes como se fossem as putas mais baratas da praia. E eu, escondido, sentia o sangue ferver.
O som molhado das bocas trabalhando enchia o galpĂŁo. Eu observava tudo de cima, o corpo inteiro tenso, o pau latejando dolorosamente dentro da bermuda. A LetĂcia, de joelhos, tentava acomodar o pau do Jume. Ela mal conseguia passar da metade da cabeça grossa. Lágrimas escorriam pelo canto dos olhos azuis enquanto o Jume segurava sua cabeça com firmeza e empurrava devagar, sem piedade.
— Isso, doutora… abre essa boca — rosnou ele, voz grave e rouca. — Engole mais. A sua amiga loira já engoliu até as bolas na sexta. Você não vai ficar pra trás.
A LetĂcia engasgou, tossiu, mas nĂŁo recuou. Segurou as coxas dele com as duas mĂŁos e forçou mais, os lábios esticados ao máximo. Um gemido abafado escapou dela quando conseguiu descer uns quinze centĂmetros. O Jume soltou um grunhido satisfeito.
Do outro lado, a Nane nĂŁo precisava de tanta força. Ela já conhecia o tamanho. O ZĂ© tinha um pau parecido com o meu sĂł era mais grosso. A Nane segurava o pau grosso do ZĂ© com as duas mĂŁos, batendo uma punheta lenta enquanto chupava a cabeça com vontade, a lĂngua girando em volta da glande. O ZĂ© tinha as mĂŁos na cabeça dela, mas deixava ela trabalhar no ritmo dela.
— Porra, loira… vocĂŞ chupa melhor que qualquer puta da praia — ele debochou, rindo baixo. — Olha pra tua amiga aĂ… tá se esforçando pra nĂŁo engasgar com o caralhĂŁo do Jume. VocĂŞ já tá treinada, nĂ©? Já levou ele inteiro na buceta.
A Nane tirou o pau da boca, ofegante, fios de saliva brilhando no queixo.
— Cala a boca, Zé… — murmurou ela, mas a voz saiu rouca de tesão. — Ele é… enorme. Eu ainda sinto ele desde sexta.
O Zé riu mais alto e puxou a cabeça dela de volta.
— Chupa logo, vadia. Mostra pra tua amiga como se faz.
Eu sentia um nĂł na garganta. Ver a Nane, minha mulher, a advogada que discutia causas milionárias no fĂłrum, ajoelhada no concreto sujo chupando aquele pivete como se fosse a coisa mais natural do mundo… e a LetĂcia, sempre tĂŁo controlada, agora com metade do pau do Jume na boca… era demais. Meu pau pulsava. Eu odiava e amava ao mesmo tempo.
O Jume nĂŁo aguentou mais a boca da LetĂcia. Puxou-a pelos cabelos, levantando-a com facilidade.
— Chega de boquete. Quero essa boceta raspadinha agora.
Ele a virou de frente para o capĂ´ do SUV do Ricardo e empurrou o tronco dela contra o metal quente. A LetĂcia apoiou as mĂŁos no capĂ´, pernas tremendo. O Jume afastou as pernas dela com o joelho e encostou a cabeça enorme do pau na entrada da boceta.
— Devagar… por favor… — a LetĂcia pediu, voz trĂŞmula. — É muito grande… eu nunca…
— Cala a boca — o Jume cortou, segurando o quadril dela com as duas mãos. — você veio aqui pra levar rola.
Ele empurrou. A cabeça grossa forçou a entrada. A LetĂcia soltou um grito agudo, corpo inteiro tensionando.
— Ai, meu Deus! Tá abrindo demais! — ela gemeu, unhas cravando no capô. — Vai devagar… porra… tá me rasgando!
O Jume nĂŁo diminuiu. Entrou mais uns cinco centĂmetros, depois mais. A LetĂcia tremia, pernas bambas, mas a buceta dela estava tĂŁo molhada que o pau deslizava apesar da resistĂŞncia.
Do lado, o Zé fez o mesmo com a Nane. Colocou-a de pé, virada de costas, e encostou o pau grosso na entrada dela.
— E você, loirinha? Tá apertada ainda ou o Jume já deixou o caminho aberto?
A Nane mordeu o lábio, olhando por cima do ombro.
— Tá aberta… tá sensĂvel ainda… mas vai… me come, ZĂ©.
Ele penetrou de uma vez, até a metade. A Nane soltou um gemido longo, cabeça caindo para frente.
— Porra… ele tambĂ©m Ă© grosso… — ela sussurrou, voz falhando. — Vai devagar… eu ainda to sensĂvel …
O ZĂ© riu e socou mais fundo.
— Mentira, vadia. Você tá encharcada. Olha como tá engolindo meu pau fácil.
Os dois pivetes começaram a meter com força. O som de carne batendo contra carne ecoava no galpĂŁo junto com os gemidos das duas mulheres. A LetĂcia ainda resistia um pouco, gemendo de dor e prazer misturados:
— Tá fundo demais… ai… não consigo… ele tá batendo no fundo…
— Aguenta, doutora — o Jume rosnava, socando ritmado. — Essa buceta de patricinha vai abrir todinha hoje.
A Nane, já mais solta, rebolava contra o Zé, empinando a bunda.
— Isso… mete mais forte… — ela pediu, voz rouca. — Me arromba… eu tô amando… porra, Zé… teu pau é tão grosso…
Eu mal conseguia respirar. Meu pau estava fora da bermuda, mĂŁo trabalhando devagar enquanto eu via minha esposa e a LetĂcia sendo fodidas ali, no capĂ´ do SUV do Ricardo, as bundas empinadas, os corpos suados brilhando sob a luz que entrava pelas frestas do telhado.
O som no galpĂŁo era uma sinfonia de degradação: o metal do SUV estalando, o baque da carne e os xingamentos ecoando. A Nane, ao lado da LetĂcia, nĂŁo era mais a mulher com quem eu dividia o cafĂ© da manhĂŁ. O ZĂ© parou por um breve segundo, apenas para recuperar o fĂ´lego, mas a minha esposa nĂŁo quis esperar. Com um movimento que me deixou paralisado, ela mesma começou a foder o pau do ZĂ©. Por vontade prĂłpria, ela empurrou o quadril para trás, buscando a base do membro dele, os olhos revirados de puro deleite.
O ZĂ© soltou uma risada debochada e desferiu outro tapa estalado naquela bunda enorme.
— Olha só essa piranha... — o Zé humilhou, a voz carregada de escárnio. — Tá fodendo meu pau sozinha agora? Tá gostando, né, sua cadela? Tá amando esse pau grosso né ?
— Tô... — a Nane ofegou, a voz saindo num sussurro sujo, enquanto acelerava o movimento, indo para frente e para trás com uma voracidade animal. — Eu tô amando foder esse pau grosso... soca, Zé... me arromba!
Ela começou a rebolar, cada estocada do ZĂ© sendo recebida com um gemido profundo que vibrava no metal do carro. Ao lado, o Jume finalmente conseguiu vencer a resistĂŞncia da LetĂcia. Ele entrou com tudo, um golpe de mestre que fez a advogada soltar um berro que cortou o ar do galpĂŁo.
— Cala a boca e aguenta! — o Jume rugiu, segurando-a com força pelo cabelo. — A sua amiga loira berrou a mesma coisa na sexta, e logo tava gozando no meu pau. Você pode reclamar o quanto quiser, mas daqui a pouco vai tá implorando por mais.
Ele começou a socar com uma vontade punitiva. A LetĂcia soltava palavrões, reclamando que estava sendo rasgada, que ele estava dilatando a boceta dela alĂ©m do limite. Mas, conforme o Jume mantinha o ritmo brutal, a dor dela começou a se transformar. Os berros de protesto deram lugar a arquejos curtos e, finalmente, aos primeiros gemidos de um prazer que ela tentava, mas nĂŁo conseguia mais reprimir.
— Me fode... — a LetĂcia pediu, a voz agora um rosnado de desejo. — Me fode logo que eu quero gozar!
— Ah, agora você quer, né, sua piranha? — o Jume ironizou, socando para valer, fazendo o SUV balançar sobre a suspensão. — Tá doida pra gozar no pau do flanelinha!
Meus olhos saltavam das Ăłrbitas vendo a LetĂcia se segurando como podia no metal do carro, as pernas bambeando enquanto o Jume a destruĂa por trás.
— Vai gozar, nĂ©, piranha? Eu sinto sua buceta apertando. — o Jume continuou socando o pau na boceta da LetĂcia e apertava a bunda dela com vontade. — Eu ia adorar que aquele filho da puta do teu marido entrasse aqui agora. Queria ver a cara de bosta dele vendo o flanelinha que ele humilhou na feira arrombar a princesinha dele. Queria ouvir vocĂŞ gemendo enquanto ele assiste tudo.
O Zé que fodia a Nane é dava tapas na bunda dela, as vezes abria as madrugadas dela e via o cuzinho dela, também não se conteve.
— Se o marido da loira visse a gente fodendo — o Zé completou, rindo alto — ele ia ficar paralisado, um banana, vendo a puta da mulher dele se acabar na nossa mão. E no final ainda ia pagar a gente de novo, dar um extra por ter fodido a vadia dele melhor do que ele jamais sonhou.
Os dois caĂram na risada, uma risada suja que preenchia o galpĂŁo. Eu, lá no alto, senti o peso de cada palavra. O que mais me doĂa era ver a Nane e a LetĂcia paradas, caladas, com os peitos subindo e descendo numa respiração curta. Elas estavam excitadas. Nenhuma palavra de defesa para mim ou para o Ricardo saiu daquelas bocas. Elas aceitavam a humilhação como se fosse o prelĂşdio necessário para o que tinham vindo buscar e o viria logo em seguida.
A LetĂcia balançou com a cabeça, mas o corpo traiu. Um orgasmo forte a fez tremer inteira, gemendo alto, pernas cedendo. O Jume nĂŁo parou, continuou socando enquanto ela gozava. Ao lado, o ZĂ© deu um tapa forte na bunda da Nane.
— Goza também, loira. Mostra como você goza no pau de um pivete.
A Nane nĂŁo aguentou. Gozou segundos depois, gemendo o nome do ZĂ©, corpo convulsionando contra o capĂ´.
Os dois pivetes riram, satisfeitos, mas nĂŁo saĂram de dentro delas.
— As duas putas já gozaram— o Zé debochou, ainda enterrado na Nane. — Agora vamos pro carro. Quero ver essas duas vadias cavalgando no banco de couro do doutor.
O Jume puxou o pau da LetĂcia com um estalo molhado e apontou para a porta do SUV.
— Entra. E se prepara, porque agora a brincadeira vai ficar séria.
O Jume puxou o pau de dentro da LetĂcia com um estalo Ăşmido e deu um tapa forte na bunda dela, fazendo-a gemer.
— Entra no carro, doutora. A brincadeira agora vai ser no couro do carro do seu marido.
A LetĂcia, pernas ainda tremendo, olhou para a Nane com os olhos arregalados. Minha esposa apenas respirou fundo, e assentiu levemente, como se dissesse “nĂŁo tem mais volta”. As duas caminharam atĂ© o SUV do Ricardo, abriram as portas dianteiras e entraram nuas. O Jume e o ZĂ© trocaram um olhar cĂşmplice antes de seguirem.
Eu, do alto do esconderijo, senti um tesão enorme. Ver aquelas duas mulheres — advogadas, casadas, de elite — se acomodando nos bancos de couro preto do SUV como se fossem putas de programa era demais. O Jume foi para o lado da Nane, no banco do passageiro. O Zé, com aquele sorriso debochado, sentou-se no banco do motorista.
— Troca de time, doutoras — o Zé anunciou, já baixando o banco para trás com o controle elétrico. — Eu quero a morena de olhos azuis agora. E o Jume vai terminar de arrombar a loirinha.
A Nane olhou para o Jume mordeu o lábio inferior.
— Zé… eu… — ela começou, voz baixa, quase um sussurro. — o Jume é muito grande. Eu ainda tô toda aberta de sexta.
O Jume riu baixo, já segurando o pau latejante com uma mão.
— Cala a boca e senta, loira. Você sabe que quer. Você voltou justamente pra levar esse caralhão de novo.
Ele puxou a Nane pelo quadril, fazendo-a montar nele. A minha esposa soltou um gemido longo quando a cabeça grossa encostou na entrada ainda molhada da buceta. Ela desceu devagar, centĂmetro por centĂmetro, o rosto se contorcendo de prazer e dor.
— Ai, porra… — ela gemeu, voz rouca. — Tá abrindo tudo de novo… ele é tão grosso… vai devagar, Jume.
Do outro lado, o ZĂ© nĂŁo esperou convite. Puxou a LetĂcia para o colo dele, guiando o pau grosso para dentro dela. A LetĂcia arregalou os olhos azuis e segurou o volante com força.
— Espera… Zé… eu acabei de gozar lá fora… tá sensĂvel… — ela pediu, voz trĂŞmula, mas o corpo já descia devagar, engolindo o membro.
O Zé riu e socou o quadril para cima, entrando até a metade de uma vez.
— SensĂvel o caralho, piranha. VocĂŞ tá encharcada. Olha como sua buceta tá engolindo meu pau. O doutor Ricardo deve ter um piruzinho que nem te abre direito.
A LetĂcia soltou um gemido agudo, cabeça caindo para trás.
— Não fala do meu marido… ai… porra… tu é tão grosso… tá batendo fundo… não consigo…
Dentro do SUV, os vidros já começavam a embaçar. As duas mulheres cavalgavam, os corpos suados brilhando sob a luz fraca que entrava pelas frestas do galpão. A Nane rebolava no colo do Jume, as mãos apoiadas no peito dele, subindo e descendo com mais vontade a cada segundo. Seus seios grandes balançavam no rosto do pivete, que mamava um bico rosado com força enquanto socava para cima.
— Isso, sua cadela… cavalga no pau — o Jume rosnava, mãos apertando a bunda perfeita dela. — Rebola gostoso. Mostra como você gosta de levar rola grande e grossa.
A Nane gemeu mais alto, perdendo o controle.
— Eu gosto… porra, eu gosto… ele é enorme… me enche toda… me fode, Jume… mete mais fundo…
Ao lado, a LetĂcia tentava acompanhar o ritmo do ZĂ©. Ela segurava o volante com uma mĂŁo e o ombro dele com a outra, subindo e descendo, mas ainda com dificuldade.
— Zé… vai mais devagar… tá me rasgando… — ela choramingou, mas o quadril traĂa, descendo mais fundo a cada estocada.
O ZĂ© deu um tapa na bunda dela e riu.
— Para de reclamar. Você veio aqui atrás de rola porque a Nane te contou que o Jume deixou ela andando aberta o fim de semana inteiro. Agora aguenta. Rebola nessa rola grossa que o teu marido nunca vai te dar.
A LetĂcia mordeu o lábio, olhos semicerrados. O prazer começava a vencer a resistĂŞncia.
— Tá… tá bom… assim… mais forte… ai, meu Deus… eu tô gozando de novo…
Ela tremeu inteira, gozando no pau do Zé dessa vez, gemendo contra o pescoço dele. O Zé não parou, continuou socando enquanto ela gozava, o SUV balançando levemente sobre a suspensão.
Eu, escondido entre os sacos de cimento, batia punheta devagar, o coração martelando. Ver a troca, ver a LetĂcia — sempre tĂŁo controlada — se entregando no banco do prĂłprio marido, e a Nane cavalgando de frente no Jume como se fosse a coisa mais natural do mundo… era humilhação pura. E eu estava duro como nunca.
— Tá na hora de virar elas. Quero esses cus agora.
O ZĂ© sorriu, ainda enterrado na LetĂcia.
— Concordo. Prepara o rabo, morena. Hoje você vai aprender o que a sua amiga loira já sabe: levar rola no cu.
A LetĂcia arregalou os olhos, pânico voltando ao rosto.
— No cu não… por favor… eu nunca… é muito grande… — ela pediu, voz falhando.
A Nane, ainda sentada no pau do Jume, olhou para a amiga com um misto de pena e excitação.
— Calma, Lê… dói no começo, mas depois… depois é bom pra caralho.
O Jume puxou a Nane para o lado, fazendo ela se apoiar com as mĂŁos no banco do passageiro, empinando aquela bunda perfeita de 105 cm. Ao mesmo tempo, o ZĂ© virou completamente a LetĂcia de frente para o volante, forçando o tronco dela contra o painel. Os dois pivetes trocaram um olhar rápido, satisfeitos. O SUV já estava quente, cheirando a sexo e suor, os vidros completamente embaçados.
— Prepara o rabo, loira — o Jume rosnou, cuspindo na mão e passando o pau ainda molhado da buceta dela entre as nádegas. — Hoje você vai levar tudo no cu de novo.
A Nane olhou por cima do ombro, olhos verdes brilhando de tesão. Ela mordeu o lábio inferior com força.
— Jume… vai devagar… por favor… da última vez doeu pra caralho no começo… teu pau é muito grosso… — ela pediu, voz tremendo, mas já empinando mais a bunda, oferecendo-se.
O Jume nĂŁo respondeu com palavras. Encostou a cabeça enorme no cuzinho e começou a forçar. A Nane soltou um gemido longo, quase um soluço, quando a glande passou do esfĂncter.
— Aiii… porra… tá abrindo tudo… devagar… eu sinto que vai rasgar… — ela choramingou, unhas cravando no couro do banco. — Tá muito grande… meu Deus… como eu consegui levar isso tudo no cu?
Ele continuou empurrando, centĂmetro por centĂmetro, sem piedade. A Nane tremia inteira, pernas bambas, mas a dor foi dando lugar ao prazer. Quando ele enterrou uns quinze centĂmetros, ela soltou um gemido mais profundo, quase animal.
— Agora sim… vai… mete mais… me arromba o cu, Jume… porra, que pau…
Do outro lado, o ZĂ© estava com a LetĂcia. Ele tambĂ©m cuspiu na mĂŁo, lubrificando o pau grosso, e encostou na entrada cu dela. A LetĂcia reagiu imediatamente, corpo inteiro tensionando.
— Não! No cu não, Zé… eu nunca fiz isso… por favor… é muito grande… vai me rasgar toda! — ela implorou, voz alta e desesperada, tentando se afastar. — Eu sou casada… meu marido… não… tira!
O Zé riu alto, debochado, segurando a cintura dela com força.
— Para de frescura. A tua amiga loira tá levando no cu agora e gemendo feito puta. Você veio aqui porque ela te contou que o Jume deixou ela andando aberta o fim de semana inteiro. Hoje você vai sair daqui com o rabo arrombado igual a ela.
Ele forçou. A cabeça do pau abriu o cuzinho da LetĂcia com dificuldade. Ela soltou um grito agudo, corpo arqueando para frente.
— Aaaah! Tá doendo! Para! É enorme… meu cu tá queimando… tira, por favor… eu não aguento! — ela berrava, lágrimas escorrendo, unhas arranhando o volante.
A Nane, já com metade do pau do Jume no cu, olhou para a amiga e estendeu a mão por cima do console, segurando o braço dela.
— Calma, Lê… respira… dói no começo, mas depois fica bom… eu juro… deixa ele entrar… tu vai gozar eu tô quase gozando agora…
O Jume aproveitou o momento e deu um tapa forte na bunda da Nane.
— Cala a boca e rebola, loira. Deixa a tua amiga aprender sozinha.
Ele começou a meter com força, entrando e saindo devagar no começo, depois acelerando. A Nane perdeu o controle. Rebolava contra ele, gemendo alto, sem se importar mais com o volume da voz.
— Isso… fode meu cu… mete fundo seu pivete filho da puta… teu pau é um monstro… eu tô gozando dando o cu, Jume… ai, porra… não para!
Ao lado, o ZĂ© conseguiu enfiar mais da metade do pau no cu da LetĂcia. Ela ainda resistia, chorando, mas o corpo começava a trair. Os gemidos de dor misturavam-se com suspiros de prazer.
— Tá… tá abrindo… ai, meu Deus… tá entrando todo… eu nunca senti nada assim… — ela gemeu, voz rouca. — Tá doendo… mas ficando bom… não para agora… me fode o cu, Zé… vai mais fundo…
O ZĂ© riu, socando mais forte.
— Olha só a patricinha… agora tá pedindo rola no cu. Hoje tu vai voltar pra casa toda alargada, vadia.
Os dois pivetes metiam agora tudo e com vontade. O SUV balançava ritmado, o couro rangendo, o cheiro de sexo tomando conta do carro inteiro. A Nane gozou primeiro, forte, corpo convulsionando, o cuzinho apertava o pau do Jume. O Jume não aguentou: enterrou tudo e gozou fundo, jatos grossos enchendo o cu dela.
— Toma minha porra, loira… fica cheia… — ele rosnou, apertando a bunda dela com força.
Quase ao mesmo tempo, a LetĂcia tambĂ©m gozou. O orgasmo foi violento. Ela gritou, corpo tremendo inteiro, lágrimas e suor escorrendo enquanto o ZĂ© despejava tudo dentro do cu dela.
— Eu tô gozando no cu… ai, porra… me enche… me arromba toda… — ela berrava, completamente entregue.
Os dois pivetes ficaram dentro delas, ofegantes. O sĂŞmen começou a escorrer pelas coxas das mulheres quando eles finalmente saĂram. A Nane e a LetĂcia ficaram ali, apoiadas nos bancos, pernas tremendo, bundas vermelhas e abertas, marcas de mĂŁos por toda parte.
Eu, no esconderijo, gozei pela segunda vez, sujando a bermuda. O tesĂŁo misturado com a humilhação era insuportável. Minha esposa e a LetĂcia… destruĂdas por aqueles pivetes no carro do Ricardo… e eu ali, assistindo tudo como um corno manso.
O Jume deu um tapa final na bunda da Nane.
— Veste a roupa e cai fora. Os cornos de vocês devem estar procurando.
O Zé riu, já fechando a bermuda.
— E não esquece de andar devagar na praia, doutoras. Hoje vocês estão bem abertas.
As duas começaram a se recompor, ainda tontas, o sĂŞmen escorrendo pelas pernas. O silĂŞncio dentro do SUV era pesado, quebrado apenas pela respiração ofegante das duas mulheres. O Jume saiu primeiro de dentro da Nane, limpando o pau ainda meio duro na lateral do banco de couro com um gesto casual, como se estivesse descartando um guardanapo sujo. O ZĂ© fez o mesmo com a LetĂcia.
— Pronto, doutoras — o Jume falou, voz rouca e sem emoção. — Serviço terminado. Vocês levaram o que vieram buscar.
A Nane desabou contra o banco do passageiro, pernas tremendo, o cu ainda piscando aberto, um filete branco escorrendo devagar pela parte interna da coxa bronzeada. Ela respirava fundo, tentando recuperar o fĂ´lego, os seios grandes subindo e descendo. A LetĂcia estava pior: encostada no volante, olhos vermelhos, lágrimas misturadas com suor, o corpo inteiro tremendo como se tivesse levado um choque.
— Meu Deus… — a LetĂcia murmurou, voz rouca e quebrada. — Eu… eu nunca senti nada assim. Meu cu tá ardendo… tá tudo aberto…
A Nane estendeu a mĂŁo por cima do console e apertou o braço da amiga, tentando acalmá-la, mas a voz dela tambĂ©m saĂa fraca:
— Eu te avisei, Lê… dói no começo, mas… porra… foi bom pra caralho. Você gozou igual eu.
O Zé riu alto, já fechando a bermuda.
— Olha o estado das duas vadias de luxo. A loira já tava andando aberta desde sexta e agora a morena também. Quando vocês sentarem na cadeira do restaurante, os cornos vão achar que vocês levaram surra de praia.
O Jume nĂŁo riu. Apenas apontou para os biquĂnis jogados no chĂŁo sujo do galpĂŁo.
— Veste essa porra logo e cai fora — o Jume ordenou, a voz rĂspida, sem nenhum traço do prazer de minutos atrás. — Os cornos de vocĂŞs já devem estar caçando as vadias pela praia. NĂŁo quero polĂcia nem marido chorĂŁo aqui na minha porta.
A Nane se levantou devagar, gemendo baixo quando o movimento fez mais porra escorrer. Ela pegou o biquĂni branco, as mĂŁos tremendo tanto que precisou de trĂŞs tentativas para amarrar o lacinho lateral. A LetĂcia fez o mesmo, chorando em silĂŞncio enquanto limpava as coxas com a canga preta — o que sĂł espalhou ainda mais a marca branca e viscosa pela pele.
Eu, lá em cima, escondido entre os sacos de cimento, sentia o coração martelar. Meu pau ainda latejava, mas agora era uma mistura de tesĂŁo e uma vergonha profunda que queimava no peito. Elas estavam destruĂdas. Marcadas. E eu tinha gozado duas vezes assistindo tudo.
A Nane andava com as pernas mais abertas, o quadril rĂgido, tentando disfarçar o desconforto. A LetĂcia estava pior: cada passo parecia doer, ela apertava as coxas uma contra a outra como se quisesse fechar algo que nĂŁo fechava mais. Elas foram para os carros, a Nane pra BMW e a LetĂcia pro SUV. O Jume abriu o portĂŁo de ferro sĂł o suficiente para elas passarem e fechou logo em seguida, sem nem olhar para trás.
— Boa sorte com os cornos — o Zé gritou ainda rindo enquanto o portão descia.
Eu esperei mais uns trinta segundos, coração na boca, depois desci pela rampa dos fundos o mais rápido que pude sem fazer barulho. Corri atĂ© o quiosque mais distante, entrei no banheiro fedido, joguei água no rosto e na bermuda para disfarçar qualquer vestĂgio. Quando saĂ, forcei um passo cansado, como quem realmente enfrentou fila quilomĂ©trica.
Cheguei à barraca da praia e o Ricardo ainda estava lá, terminando a quarta cerveja, olhos fechados contra o sol.
— E aĂ, cara? Sobreviveu Ă fila do banheiro? — ele perguntou, rindo sem abrir os olhos.
— Quase que não — respondi, sentando na cadeira com cuidado. — As meninas já voltaram?
— Ainda não. Devem estar escolhendo o protetor perfeito.
Mal ele terminou a frase, vi as duas vindo pela areia. A Nane na frente, canga amarrada, caminhando devagar, pernas ligeiramente afastadas. A LetĂcia logo atrás, rosto pálido apesar do bronzeado, Ăłculos escuros escondendo os olhos vermelhos. Elas se sentaram com cuidado exagerado, evitando apoiar o peso total.
— Que demora, hein? — o Ricardo brincou, abrindo mais uma cerveja. — O estacionamento virou zona de guerra ou o quê?
A LetĂcia respondeu rápido, voz controlada, mas eu notei o tremor:
— Fila enorme de carros saindo. Ficamos presas meia hora. O sol lá dentro estava cozinhando a gente.
A Nane assentiu, sentando na ponta da cadeira, coxas apertadas.
— É… foi isso. Vamos almoçar logo? Tô morrendo de fome.
Eu olhei para elas. O andar diferente, o jeito de sentar, o brilho estranho nos olhos. Elas carregavam o rastro daqueles pivetes no corpo inteiro. E eu carregava o segredo de ter visto tudo. O Ricardo se levantou, alheio a tudo.
— Então vamos. Enquanto caminhávamos para os carros, eu senti o peso de cada passo. O feriado estava acabando. Mas algo dentro de mim — algo doentio e viciante — já sabia que isso não seria o fim.
O almoço no restaurante de frutos do mar foi uma farsa perfeita. Mesas com vista para o mar, vinho branco gelado, garçom sorridente. O Ricardo falava sem parar. Eu mal conseguia comer. Meu olhar voltava o tempo todo para a Nane e a LetĂcia.
Elas sentavam com cuidado, coxas ligeiramente afastadas, como se qualquer pressĂŁo doesse. A Nane ajeitava o quadril a cada dois minutos. A LetĂcia mantinha os Ăłculos escuros mesmo dentro do restaurante, o sorriso forçado. Quando o Ricardo perguntou se elas estavam bem, a LetĂcia respondeu rápido:
— Só o sol, amor. Me deixou um pouco zonza.
A Nane concordou com a cabeça, mas seus olhos encontraram os meus. Havia algo ali — culpa, excitação, segredo. Eu desviei o olhar antes que o Ricardo percebesse.
Terminamos o almoço e decidimos subir a serra antes que o trânsito de domingo piorasse. Dessa vez as posições mudaram: o Ricardo assumiu o SUV com a LetĂcia ao lado. Eu peguei o volante da BMW, Nane no banco do passageiro.
Assim que saĂmos do estacionamento do restaurante, o silĂŞncio dentro da BMW ficou denso. A Nane reclinou o banco um pouco, tirou os Ăłculos escuros e fechou os olhos. Em menos de cinco minutos ela já dormia profundamente, boca entreaberta, respiração pesada. O corpo dela, exausto depois de ter sido usado pelos dois pivetes, simplesmente desligou.
Eu dirigia pela Imigrantes, o asfalto quente tremulando no calor da tarde. Olhei de lado. As coxas dela ainda estavam ligeiramente afastadas. Havia uma mancha Ăşmida discreta no short jeans claro — resto do que escorrera dela no galpĂŁo. Meu pau latejou de novo sĂł de lembrar. Eu tinha visto tudo. Tinha visto o Jume gozar no cu dela, o ZĂ© arrombar a LetĂcia no banco do motorista do Ricardo. E agora ela dormia ao meu lado como se fosse a esposa perfeita de sempre.
Emparelhei com o SUV do Ricardo numa reta da serra. Ele acenou rápido pelo vidro, sorrindo. A LetĂcia dormia do mesmo jeito: cabeça pendida, corpo mole. Dois maridos orgulhosos dirigindo suas máquinas de luxo, levando para casa duas mulheres que tinham sido destruĂdas por dois pivetes de rua.
Senti um aperto no peito. Raiva, humilhação, tesĂŁo doentio — tudo misturado. Eu nĂŁo era mais o mesmo homem que tinha descido para o litoral na sexta. Ver a Nane se entregar daquele jeito, ver a LetĂcia implorar e depois gozar no cu do Zé… aquilo tinha quebrado algo dentro de mim. Mas o que sobrou nĂŁo era sĂł dor. Era vĂcio.
A Nane mexeu no sono, soltou um gemido baixo e ajustou o quadril. Eu sabia o motivo. O cu dela ainda devia estar sensĂvel, dilatado. Ela dormia o sono pesado de quem foi fodida atĂ© o limite. E eu, o corno manso, dirigia com o pau duro sĂł de pensar nisso.
Quando chegamos a São Paulo, o cinza da cidade parecia mais pesado. O trânsito da Marginal Pinheiros, os prédios espelhados, tudo parecia uma piada depois da crueza do galpão. Estacionei a BMW na garagem do prédio. A Nane acordou devagar, piscando, ainda zonza.
— Chegamos? — murmurou, voz rouca.
— Chegamos — respondi, tentando manter a voz normal.
Ela desceu com cuidado, o mesmo andar ligeiramente aberto de antes. Eu peguei as malas e a segui atĂ© o elevador. No espelho do elevador, nĂłs dois parecĂamos o casal perfeito: bronzeados, bem vestidos, bem-sucedidos. Entramos no apartamento. A Nane foi direto para o banheiro.
— Vou tomar um banho demorado — disse, sem olhar para mim.
Eu me sentei na sala escura, ouvindo o barulho da água. Mais tarde, quando nos deitamos, ela ficou de costas para mim. NĂŁo me procurou. Eu tambĂ©m nĂŁo insisti. Fiquei ali, olhando o teto, o coração ainda acelerado. Nos meses que viriam, os convites do Ricardo e da LetĂcia para voltar Ă casa de praia se repetiriam. Eu sempre dava uma desculpa. NĂŁo porque nĂŁo quisesse ir. Mas porque eu tinha medo de que aconteceria se fĂ´ssemos. Havia raiva, sim. Havia humilhação. Mas havia tambĂ©m um tesĂŁo doentio, profundo, que eu nunca tinha sentido antes. Saber que minha esposa — a mulher que eu amava, a mulher que todos admiravam — tinha se ajoelhado no concreto sujo, chupado pau de outro, levado rola no cu e gozado como uma puta… isso me destruĂa e me excitava ao mesmo tempo.
Uma vez, tarde da noite, ouvi um pedaço da conversa pelo telefone da Nane e da LetĂcia enquanto ela achava que tinha dormido:
— …ele gozou tanto dentro de mim, Nane… eu senti escorrendo o dia inteiro na viagem de volta. O Ricardo nĂŁo desconfiou de nada. A LetĂcia riu do outro lado. Eu apertei o pau por baixo do lençol. Eu aceitei. Aceitei que sou o corno manso que o ZĂ© descreveu com tanto desprezo. Aceitei que a Nane agora carrega um fogo que eu nunca consegui apagar. E o mais estranho: eu gosto disso. Gosto de saber que a mulher perfeita que dorme ao meu lado Ă© a mesma que se entregou para dois pivetes de rua no banco de trás do carro de luxo do nosso amigo. Gosto de fingir que nĂŁo sei. Gosto de vĂŞ-la voltar para casa “cansada de happy hour com a LetĂcia” e saber exatamente onde ela esteve e o que fez. Mais cedo ou mais tarde nĂłs voltarĂamos Ă praia. E quando voltássemos, eu estaria lá de novo — escondido, assistindo, gozando em silĂŞncio enquanto minha esposa e a LetĂcia se entregavam para aqueles dois pivetes.
Porque eu nĂŁo perdi minha esposa. Eu apenas descobri quem ela realmente era.
E, para o meu prĂłprio espanto e vergonha, eu nunca a desejei tanto quanto agora.