Um ano havia se passado desde aquela viagem ao Nordeste que mudara definitivamente as regras do jogo entre Marina e Gustavo.
O que começara como uma fantasia sussurrada, um fetiche de cuckold e exibicionismo, transformou-se em uma parte fundamental no relacionamento.
Continuavam frequentando a casa de swing esporadicamente, alimentando o tesão de serem observados. Marina ainda encontrava o professor Thiago para um sexo sujo, rápido e sem qualquer apego.
Mas a melhor parte era voltar pra casa e compartilhar tudo com o Gustavo. Desde as histórias até a buceta cheia de porra.
Isso quando ele não estava junto participando ou apenas assistindo.
Neste tempo outros homens passaram pelas mãos, e pelo corpo, de Marina. Mas, até então, os "brinquedos" de Marina eram sempre peças descartáveis, homens distantes do círculo social e afetivo do casal. O perigo real ainda era um território inexplorado.
Até àquela noite de terça-feira.
Gustavo estava sentado na beirada da cama, a expressão densa. Usava apenas uma calça de moletom. Marina saiu do banho envolta em uma toalha curta, os cabelos úmidos caindo pelos ombros, e parou na frente dele, percebendo a inquietação do marido.
— Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou, secando os braços com lentidão.
— O Tomás me ligou hoje à tarde — Gustavo suspirou, esfregando o rosto com as mãos. — A separação dele com a Camila virou um inferno. O clima na casa deles está insuportável. Ele perguntou se podia ficar no nosso quarto de hóspedes por umas semanas, até achar um apartamento pequeno pra alugar.
Eu disse que sim.
Marina parou.
— O Tomás? O seu amigo da faculdade? — Um sorriso felino começou a se desenhar nos lábios dela, os olhos brilhando com uma ideia que Gustavo já conhecia bem.
— Sim, Marina. E é exatamente por isso que eu estou preocupado — Gustavo a olhou, a voz séria. — Ele é um amigo muito próximo, convivemos com ele há anos. O cara é super tradicional, metódico... um "certinho". O problema é que, com ele aqui dentro, a gente vai ter que pisar em ovos. Acabou essa liberdade de andar nua pela casa ou de você receber o Thiago aqui enquanto eu trabalho. Vamos ter que esconder o nosso estilo de vida, ser discretos ao extremo. É a nossa reputação que está em jogo com alguém do nosso círculo real.
Marina deixou a toalha cair no chão com uma lentidão calculada. Completamente nua, ela deu um passo à frente e se ajoelhou no tapete felpudo, bem no meio das pernas de Gustavo, apoiando as mãos nas coxas dele.
— Amor... — ela sussurrou, a voz carregada de um veneno doce. — E se, em vez de esconder o nosso estilo de vida dele, a gente trouxesse o nosso estilo de vida para ele?
Gustavo travou, o coração dando um salto.
— Marina, nem brinca com isso. O Tomás é conhecido, ele frequenta a nossa casa, conhece nossas famílias. O risco de um deslize com ele é dez vezes maior do que com qualquer desconhecido de academia.
Marina deu um sorriso de lado, subindo as mãos para o cós do moletom dele e puxando o tecido para baixo, liberando o pau de Gustavo, que já pulsava sob o toque dela.
— Eu sempre achei o Tomás um gatinho, sabia? — ela confessou, roçando os lábios na glande dele antes de continuar. — Imagina a diversão que vai ser... ver o "homem de família" lutando contra o que ele sente quando me vir de pijama na cozinha. É exatamente esse perigo que torna tudo tão excitante. Meu maridinho vai deixar eu brincar com o amigo dele?
Ela envolveu a base do pau dele com a mão quente e começou a masturbá-lo com movimentos longos e firmes. Gustavo jogou a cabeça para trás, fechando os olhos enquanto a respiração acelerava.
— Marina... é loucura... — ele tentou argumentar, mas a mão dela apertou um pouco mais forte, calando-o.
— Imagina, Gustavo... — ela continuou, o polegar roçando a glande já úmida. — Imagina o Tomás, o cara mais certinho que você conhece, aquele que acha que o nosso casamento é um comercial de margarina. Imagina ele dormindo na parede ao lado enquanto você me fode. Imagina o que eu posso fazer com a cabeça dele debaixo do nosso teto. O tesão que vai ser ver ele lutando para não olhar pra mim.
Gustavo engoliu em seco. O medo continuava lá, mas o tesão perverso despertado pelas palavras e pela mão habilidosa da mulher o dominou por completo. Ele estava duro como pedra. Sabia que, quando Marina colocava um alvo na mira, era impossível recuar. Ele agarrou os cabelos dela na nuca, ofegante.
O jogo estava aceito.
Dois dias depois, Tomás chegou.
Era a imagem do homem abatido. Trazia duas malas grandes e olheiras profundas. Gustavo o recebeu na sala com um abraço forte, servindo logo uma cerveja gelada para quebrar o gelo.
— Gustavo, cara, nem sei como agradecer por isso — Tomás disse, a voz cansada, sentando-se na ponta do sofá. — Prometo que não vou atrapalhar a rotina de vocês. Fico no meu canto, saio cedo pro escritório... só preciso de um teto enquanto resolvo a papelada com a Camila.
— Que isso, irmão. A casa é sua. Fica o tempo que precisar — Gustavo respondeu, dando um tapinha no ombro do amigo.
Foi nesse momento que Marina surgiu no corredor.
Ela vestia um short jeans absurdamente curto e desfiado, e uma regatinha branca de tecido fino. Não usava sutiã. Os bicos dos seios marcavam o tecido com uma evidência quase agressiva. O rosto exibia o sorriso mais acolhedor e angelical do mundo.
— Tomás! Que bom que você chegou! — Ela caminhou até ele com os braços abertos.
Tomás levantou-se rapidamente, visivelmente desconcertado. Ele tentou dar um abraço lateral, distante, mas Marina se enfiou no abraço, prensando os seios firmes contra o peito do amigo por um segundo a mais do que o socialmente necessário.
— Obrigado, Marina. Desculpa mesmo a invasão... — Tomás gaguejou de leve, recuando um passo. Os olhos dele desceram involuntariamente para o decote marcado e voltaram para o rosto dela numa velocidade impressionante. O rosto dele corou levemente.
— Invasão nenhuma. Somos família — ela respondeu, cruzando os braços abaixo dos seios, o que só serviu para levantá-los ainda mais. — Tem toalha limpa no seu quarto. Qualquer coisa que precisar, é só gritar. O Gustavo disse que você tá péssimo de cozinhar, então não se preocupa com o jantar esses dias, tá bem?
— Não precisa se incomodar comigo... sério. Vocês são incríveis — Tomás forçou um sorriso, claramente intimidado pela beleza crua dela e tentando desesperadamente manter o foco apenas nos olhos de Marina.
Gustavo, encostado no balcão da cozinha, observava tudo em silêncio. Ele viu o exato milissegundo em que o amigo perdeu a batalha para o olhar e checou os peitos de sua esposa. O estômago de Gustavo deu um salto. Uma onda de calor desceu direto para a sua virilha.
Tomás não fazia ideia de que acabara de entrar na jaula dos leões.
Naquela primeira noite, o apartamento mergulhou num silêncio espesso.
No quarto principal, a luz do abajur estava no mínimo. A parede que separava a cama deles do quarto de hóspedes parecia subitamente fina demais. O peso psicológico daquela proximidade era avassalador.
Gustavo estava deitado de costas, o peito subindo e descendo rápido. Marina estava ajoelhada entre as pernas dele. Sem pressa, ela desceu a boca pelo abdômen do marido e tomou o pau dele nos lábios.
Enquanto sugava Gustavo com uma lentidão calculada, engolindo até a base, ela umedeceu os dedos da própria mão com saliva. Deslizou a mão por baixo das bolas dele e encontrou a entrada. Com um movimento firme e suave, ela enfiou o dedo indicador no cu de Gustavo.
O choque térmico da boca quente com a pressão interna fez Gustavo arquear as costas violentamente. O prazer era indescritível. Ele mordeu o lábio para não gritar, a excitação multiplicada de forma brutal por saber que o amigo certinho estava deitado na cama ao lado, a apenas alguns metros de distância.
Percebendo que ele estava à beira de gozar, Marina tirou a boca, puxou o dedo e subiu no corpo dele. Ela encaixou o pau de Gustavo na sua buceta molhada e sentou de uma vez, preenchendo-se por completo.
Geralmente, com visitas em casa, seriam silenciosos. Mas Marina queria marcar território.
Ela começou a cavalgar num ritmo forte, batendo a carne contra a carne. Ela atirou a cabeça para trás e, de propósito, forçou a garganta.
— Ahh... amor... — Ela gemeu. Não um sussurro abafado, mas um gemido alto, rasgado, que cortou o silêncio do apartamento.
— Ma-Marina... — Gustavo sussurrou, os olhos arregalados no escuro, agarrando a cintura dela. — Ele vai ouvir...
Ela sorriu de forma perversa, inclinando-se para a frente, o cabelo caindo no rosto de Gustavo.
— Essa é a ideia... — ela sussurrou de volta. E então aumentou o tom de voz, rebolando com ainda mais violência. — Isso... fode... ahhh! Que delícia!
Os gemidos dela ecoavam pelas paredes. No quarto ao lado, Tomás devia estar paralisado no escuro, de olhos bem abertos, sendo forçado a ouvir a mulher do melhor amigo sendo possuída.
A ideia de Tomás escutando, imaginando o corpo nu de Marina suando em cima dele, fez Gustavo perder qualquer controle. A submissão moral do amigo havia começado. Gustavo segurou os quadris da esposa com força, enterrando-se o mais fundo que podia, e gozou em jorros quentes dentro dela, enquanto Marina soltava um último gemido longo e agudo, cravando a primeira estaca na sanidade do hóspede.
A isca estava lançada.