O BRILHO QUE CARREGO EM MIM Parte 3 = Perdi a Virgindade com o Meu Tio

Um conto erótico de Priscila
Categoria: Trans
Contém 4284 palavras
Data: 05/03/2026 02:14:52
Última revisão: 05/03/2026 03:21:38

Lá estava eu sentada na Toro do meu tio Luiz, ele havia bebido três long necks de cerveja, definitivamente, não é nada para ele, eu tinha bebido duas Ice, estava alta, mas consciente, ninguém conhece as estradas ao redor do sítio como meu tio, os acessos de terra, as pequenas estradinhas, ele conhece tudo, caminhos pouco usados, estávamos indo buscar mais cerveja porque as que tinha no cooler já tinham acabado e ainda tinha bastante Sol.

Mas havia uma novidade, meu tio só estava me chamando no pronome feminino, quando estávamos sozinhos e cortando o pronome na frente dos outros, de uma forma que ele conseguia consertar se alguém reparasse, tio Luiz um homem que cresceu no interior junto com a minha mãe, para a minha geração o sítio é diversão, para a dele, era trabalho duro e fazer a terra dar algo.

Alto com os cabelos castanhos quase louros e olhos azuis, seu corpo forte, ficava visível com as roupas que estava, uma bermuda confortável, uma camiseta que não escondia a largura deu seu peitoral e ombros, um homem grande em todos os sentidos, além dos músculos visíveis nos braços e pernas enquanto dirigia, sempre manteve barba e bigode sua barba começava a ter fios brancos, eu havia ficado reparando nele durante a pescaria e ele em mim.

Já eu havia puxado mais para o meu pai, traços indígenas marcados, a pele mais escura, os olhos pretos e puxadinhos, os cabelos, em cachos exuberantes negros apesar de curtinhos, que me davam um ar mais feminino, ombros estreitos, baixinha, um certo ar feminino devido ao quadril mais marcado, a bunda redondinha, que fazia meu corpo ter uma cintura marcada, mesmo sendo um menino.

Nesse dia eu usava uma calça cargo, que ficava toda hora, enfiadinha no bumbum, devido a roupa de baixo, uma calcinha bem enfiada no bumbum e uma regata, que a costura, mais traçava a silhueta do meu corpo do que a escondia.

Do meu sangue indígena, também vinha uma ausência acentuada de pelos corporais, que me dava um ar ainda mais feminino, já estávamos longe quando eu reparei no volume na bermuda do meu tio, fiquei um pouco tímida e olhei para fora, “Paulinha, Paulinha, esses olhinhos de menina curiosa, tah querendo o titio é?”, “E-e-eu não sei do que o senhor está falando.”, ele deu risada.

“Não mesmo?”, ele alisou minha coxa, eu estremeço arrepiada, olho para a mão dele, olho para ele, mas não tenho forças para tirar a mão dele, como eu disse, a troca de olhares e provocações entre nós, deixou minha libido ligada, eu não conseguia forças para continuar agindo como quem não queria, por mais medo que tivesse de como seria. “Que gostosinha você ein?”, ele fala isso e sobe a mão, alisa minha virilha…

Mas eu estava de calcinha… Não que ele fosse perceber por cima da calça cargo, mas, meu pau estava escondidinho para trás, ou seja, ele não sentiu meu pau, ele não sentiu nada, “Cadê o pau moleque, já aprendeu a esconder, puta que pariu que travesti deliciosa que você é.”, “Eu não…”, eu ia dizer que não sou travesti, mas na hora que eu comecei a falar ele parou o carro, eu olhei em volta, estávamos na parte sem saída de uma estrada, cercas de propriedades por três lados.

“Relaxa o titio não está perdido.”, ele fala isso e mete um beijo na minha boca, de surpresa, meu corpo quente de libido, com o álcool na cabeça, eu só me entrego, aliso a nuca dele, aliso de leve, toda frágil e delicada, sentindo sua barba arranhando minha pele , incômodo e delicioso ao mesmo tempo um beijo de homem e é claro, essa delicadeza deixa ele ainda mais louco…

“Paulinha esse seu corpo está me deixando o dia inteiro louco!”, ele me agarra, uma de suas mãos começa alisando meu peito, me arrancando suspiros entre os beijos a outra segura minha bunda, abrindo ela, fazendo o tecido entrar ainda mais, com seu dedo pressionando por cima do tecido por todo o caminho entre as bandas da minha bunda.

Seus lábios exploram minha boca, meu queixo, minha orelha, me arrancando suspiros e gemidos, se eu fosse uma menina, nascida menina, nem um homem agiria assim, bruto e sem pedir licença, seria uma delicadeza diferente, mas não nasci menina, essa brutalidade que homens tratam uns aos outros, era o que ele tinha para me oferecer, eu podia lutar e dizer não, ou me entregar, eu estava excitada, bêbada, carente, resolvi deixar continuar.

“Tio, tio, tio?”, eu começo a chamar, pedindo sua atenção, ofegante, ele também ofegante, ele colocou minha mão, que era metade da dele, no seu pauzão, que pulsa, só de eu encostar, eu roço os dedos, fechando a mão devagar, mas ele olha para mim assim mesmo, me dando espaço para negar ou seguir. “O que foi Paulinha? Quer desistir é? Assustou o tamanho?”, ele fala como quem já passou por isso, eu faço que não com a cabeça.

“Eu sou virgem.”, ele olha para mim como se tivesse visto um milagre… “Titio vai te tratar com carinho tah bom?”, eu faço que sim com a cabeça, “Vem.”, ele para seu ‘ataque’ e desce do carro, me chamando para ir junto, no chão de frente para ele, ele me puxa para ele, já começando a me beijar, me forçando a ficar na ponta dos pés para continuar o beijo, mas agora com mais paciência, alisando meu corpo, arrancando suspiros e gemidos de prazer com seus toques.

Eu estava tão excitada, minha cabeça me fazia pensar no que estava na minha mão há poucos segundos, só queria ele dentro da minha bunda, ele abre a porta do carro e já me vira me apoiando de costas no banco do carro, “Deixa o titio ver o que temos aqui.”, ele começa a abaixar minha calça e eu já sabia o que ele ia encontrar.

“Puta que pariu Paulinha!! Assim você mata o Tio!”, foi a reação dele ao ver a calcinha de rendinha azul, com meia bunda a mostra, toda sexy, ele alisa devagar minha bunda, me causando arrepios de prazer, fechando os olhos suspirando de leve enquanto sou acariciada, pelo homem que estava flertando comigo a manhã inteira, ele começa a dar beijos e mordidinhas leves na minha bunda, me causando arrepios, me fazendo contorcer de prazer.

Ele abaixa minha calcinha para junto da minha calça nos joelhos, “Nossa que rabo gostoso Paulinha, que delícia.”, ele continua com seus beijos e carícias, eu gemendo baixinho, suspirando, ele abre meu bumbum e mete a língua, eu me sinto revirar os olhos gemendo de prazer, usando a saliva dele, que deixa bem molhado, forçando a ponta do dedo, uma dorzinha incomoda que me arranca um gemidinho mais alto de prazer.

Em pouco tempo ele já está socando o dedo rápido e forte, eu gemendo manhosa, arranhando o banco de couro do carro, tremendo dos pés à cabeça, quando ele pára e se afasta, “Se prepara sobrinha linda, hora de se tornar mulher.”, eu estremeço com as palavras, sentindo a ponta do caralho molhada também com saliva, se encaixa na entradinha da minha bunda, fecho os olhos esperando.

Estremeço sentindo o medinho da dor, é algo bem maior que o meu dedo que já usei em mim me masturbando e maior que o dedo do meu próprio tio, que acabou de socar até me relaxar, ele espera eu relaxar enquanto estou tremendo inteira de medo, sinto ele me acariciando alisando, me segura pelo quadril e empurra me puxando contra ele.

“AI TIO DÓI…”, eu sinto ele afastar e consigo respirar, a respiração acelerada como se tivesse corrido uma maratona, senti até lágrimas nos olhos, aí ele tenta de novo, eu grito, com os pés patinando no chão tentando fugir, mas novamente ele relaxa o empurrão me deixando respirar, “Calma Neném, você precisa relaxar.”, ele sussurra no meu ouvido e me levanta do banco.

Ele me senta no banco e me ajuda a tirar a calça, “Calma anjo confia no tio vai ser uma delícia.”, eu faço que sim com a cabeça, a questão é, doeu para um caralho, literalmente, mas eu agora que passou, eu estava muito excitada, excitada ao ponto, do meu cérebro já nem estar registrando o medo da dor, “Promete ir devagar?”, eu peço frágil, ele sorri e faz que sim com a cabeça, “Claro anjinha.”.

Dessa vez, descalça, em pé ao lado da caçamba, ele apoia minhas mãos na caçamba, se abaixa um pouco para alcançar meu cuzinho, de pernas abertas, sentindo meu cuzinho abertinho, eu até sorrio de tão excitada, sentindo ele piscar, sentindo meu pau querendo ficar duro, só de camiseta, de costas para ele, apoiada na caçamba com as mãos e a bundinha empinada para ele.

Ele lubrifica tudo de novo, cuspindo e empurrando com o dedo e volta a posicionar, “Aguenta firme princesinha, dói no começo mas vai ser uma delícia.”, ele empurra de baixo para cima tampando minha boca e a gravidade, ajuda a vencer minha resistência, só aí eu percebi que a cabecinha não tinha nem entrado ainda, porque foi a primeira vez que minhas pregas foram alargadas por um cacete, com a dor aguda que isso trouxe, me arrancando um berro alto que só não foi ouvido devido mão na minha boca…

Com o cabeção dentro do meu cu, os olhos arregalados com lágrimas escorrendo, meu tio com uma mão na minha barriga sem me deixar fugir e a outra na minha boca, “Calma gatinha vai ficar bom, só aguenta mais um pouco.”, ele fala isso e empurra mais vários centímetros para dentro, eu tento gritar, não consigo e mordo, tremendo toda e sentindo meu pau ejaculando espirrando longe e me fazendo gritar de novo.

Ele recua e empurra de novo, mais alguns cm a mais e um novo grito, meu cérebro em pane, na pontinha dos pés tentando fugir, porque dói, mas sentindo o corpo que acabou de gozar, gostando, mas doendo, ele faz isso mais uma vez e eu coloco a mão para trás no quadril dele, já babando com o pau no cu, sentindo ele parar de novo, praticamente só a metade dentro de mim.

Não sei se por resistência do meu corpo ou piedade do meu tio, ele começa o vai e vem só com metade dentro, me arrancando gritos, aos poucos começo a relaxar, ele muda a posição da mão, me dando ela para morder, “Morde a mão do tio para tomar no cu vagabundinha.”, eu mordo enquanto tomo no cu, com ele se movendo, vencendo minha resistência, fazendo o vai e vem, que me dá dor e prazer, sentindo meu pau ejacular de novo.

Ele percebe que começo a relaxar após gozar pela segunda vez com o pau dele no meu cu, tira a mão da minha boca, segurando meu quadril e começa o vai e vem mais rápido, sem se importar com meus gemidos altos, gritinhos, tremendo de dor e prazer, dobro o joelho esquerdo, tentando aguentar chorando e babando no caralho, respiração de cachorrinho, “Goza mais putinha, goza com o Titio te dando leite de macho no cu.”, a dor diminuindo e sendo substituída pela ardência da fricção.

“Aiai tio goza!!! Goza por favor!! Por favor!!”, implorando para ele gozar logo, tomando rápido e forte no meu cu, já não mais virgem, “Vou gozar sim sobrinha cachorra, vai ficar cheia de porra.”, mas aí acontece algo que eu nunca tinha sentido… Eu tive o orgasmo mais violento da minha vida até então.

Nem ejaculei, só me contorci inteira, estremecendo revirando os olhos a baba escorrendo com um grito de prazer que vêm de dentro, foi como se derreter em sensações, de uma forma avassaladora, não foi como quando eu me masturbo, não há como explicar, não havia nada, apenas a sensação de entrega total e o prazer, intenso que me tirou do ar.

Eu fico toda molinha, quase caindo, sem forças, meu tio tira me segura pela barriga para não deixar eu cair ainda fodendo meu cu, ele se assusta por não esperar isso, mas em seguida fode com ainda mais força, “CARALHO PATRÍCIA QUE SAUDADES DESSE CU!!!!”, ele grita e enterra tudo, me arrancando um grito alto, tentando fugir, ficando prensada entre a caçamba e meu tio, sentindo enterrado em mim até o fundo, gozando muito, enchendo meu intestino de semêm quente.

Finalmente tudo tinha acabado… Ele sai de dentro de mim e eu sinto um enorme buraco aberto na minha bunda, sentindo o ar friozinho entrando enquanto ele pisca, para ir fechando, apoiada na Touro, as mãos apoiadas, o peito apoiado, o rosto apoiado, respirando fundo e rápido, com os olhos escorrendo lágrimas, o queixo todo babado, tremendo com as pernas bambas, meu tio se afasta um pouco pensativo, eu mal consigo me mover.

Eu estava machucada, esgotada, confusa, principalmente por como eu gozei, foi intenso, forte, devastador, sentia os efeitos no meu corpo, as pernas bambas, o corpo mole, o cérebro ainda desligado, abrindo a boca para falar algo que não saia, mal conseguindo focar minha visão, sorri, sentindo o meu corpo incrível, meu primeiro mega orgasmo, a primeira vez que gozei fazendo sexo, consigo firmar as pernas e me desencosto do carro.

“Quer se limpar?”, ouço meu tio e olho para ele, finalmente reconhecendo a presença dele, reconhecendo o meu arredor, sorrio, não foi para ele que eu sorri, foi para mim mesma, ainda sentindo o quão incrível eu sentia meu corpo apesar de machucada, “Sim.”, ele me entrega lencinhos umedecidos, eu me limpei e depois fui no carro coloquei minha calcinha e só aí meu cérebro começou a funcionar direito, me viro para olhar para ele.

Ele está olhando para mim, reparando como não fica nem uma marca onde meu sexo deveria estar, olho para ele, “Tah doendo…”, eu falo manhosa, “Desculpa anjinha o tio tah bêbado, eu exagerei um pouco.”, eu sinto começar a chorar, machucada e magoada, “Você me chamou de Patrícia.”, ele me olha confuso, mas vejo nos olhos dele, quando começa a entender o que fez, chorando com a regata que molda minha cintura e calcinha na frente dele.

“Paulinha… O Tio não…”, eu interrompi meu tio, “Eu preciso de um banheiro.”, eu falo sentindo meu intestino querendo vazar a quantidade de semêm que está dentro dele, tremendo de leve, “Tudo bem anjinha coloca a calça têm um lugar perto.”, ele fala e eu concordo, coloco a calça e subo no carro, com a mão apoiada na barriga, encolhida no carro, enquanto ele dirige até o asfalto é um daqueles, postos de gasolina parada de ônibus de viagem.

No banheiro consegui colocar tudo para fora, tentei fazer um esforço para sair tudo e quase gritei de dor com meu intestino se contraindo em cólica, na hora de me limpar senti o tamanho do buraco imenso que ficou e havia sangue… E aí meu cérebro entendeu que apesar da dor, da babaquice do meu tio, eu não era mais virgem, eu sorri, eu parei me olhando no espelho enquanto lava minhas mãos e tive que conter um risinho, eu não era mais virgem…

Quando entro no salão meu tio está em uma mesa tomando café, vou até o balcão e peço um capuccino, eu estou me sentindo tão bem, depois que processei o que aconteceu, com meu corpo processando o orgasmo violento que eu tive, que nem reparei que entrei rebolando, nem reparei que quando me apoiei no balcão para pedir meu capuccino, eu empinei minha bundinha, com a calça já enfiadinha no bumbum de novo.

Eu me viro e meu tio está me olhando, aí eu reparei o quão feminina eu estava agindo, me senti ruborizar, mas não me importei, caminhei rebolando até a esa e me sentei, com o copo na mão bebendo um gole… “Estou sangrando.”, eu anuncio, “Desculpe o tio?”, eu olho para ele, “Você fez o mesmo com a Patrícia?”, não dou tempo dele preparar terreno, “Paulinha, aconteceu. Mas foi bom, não foi? Então porque quer se apegar a detalhes?”.

Ele chamar de detalhes, ter gritado o nome da minha irmã enquanto me arrebentava o reto, doeu muito mais do que eu imaginava, me arrependo de ter perguntado e mergulho para dentro da minha mente, me fechando e tomando meu café, antes dele se levantar e anunciar que ia pagar porque precisávamos ir comprar as cervejas para voltar, porque já estávamos demorando muito.

… … … … … … … … …

Minha barriga doía, cólicas intestinais pelo anal bruto que eu recebi, mas… Isso não diminuia minha alegria, a sensação persistente de prazer no meu corpo, mas não signfica que não doesse, que nao fosse uma dor persistente, incômoda e bastante intensa… Mas na ida para o mercado eu cochilei e meu tio me deixou cochilando o caminho inteiro, me deixando se recuperar de ter sido arrombada por ele.

O cochilo ajudou nisso, quando meu tio me acordou já chegando no lago, eu sentia a cólica bem menos intensa, passou de uma dor que me fazia querer chorar e apertar minha barriga, para uma dorzinha incômoda, mas plenamente disfarçável, já que meu corpo relaxou enquanto eu dormia e o trauma físico no meu rabo de ser arrombada, estava diminuindo, já sentia meu corpo mais regenerado.

Ajudo meu tio a colocar as cervejas no cooler, “O pai foi fabricar a cerveja pô?”, “Tinha uma puta de uma fila André.”, eu fico vermelha e não falo nada, mas quando eu me viro, meus olhos encontram os olhos do padre, sinto um frio no estômago e a dor no cu ao sentir meus músculos se contraindo com medo, os olhos que diziam, ‘Eu sei o que vocês fizeram.’, indo de mim para meu tio.

Eu fico um pouco sem jeito e desvio meus olhos culpados dos olhos do padre, era como se ele soubesse, se ele pudesse sentir minha culpa, meus pecados, não posso esconder de Deus o que fiz, mesmo que o padre não saiba, ou melhor, não tenha certeza, sinto meu corpo frio, o olhar do padre, de alguém que representa a presença de Deus, eu sei que pequei, eu sou uma pecadora e nesse momento eu me sinto encolhendo dentro de mim mesma.

Quase consigo ouvir a voz do Padre da minha paróquia de quando vou me confessar… A questão é… Eu me arrependo? Esse pensamento me faz me afastar um pouco do grupo, parando de frente para o rio, sabendo a resposta, meu corpo está machucado, mas, minha mente só consegue se lembrar do quão incrível foi ter um orgasmo como aquele, de frente para o rio, eu faço novamente a oração do coração em pecado, “não sou digna”, eu sussurrava para mim mesma.

Eu e sentia impura perante meus próprios olhos, eu aceitava isso como verdade, impura, indigna, suja, implorando por migalhas do amor de Deus, a única coisa que eu mereceria, migalhas ao chão, por me esforçar em ser uma boa menina, mas ainda assim pecadora, apenas o dono de toda a graça e todo o perdão podia me salvar, porque eu sempre seria impura, sempre seria uma pecadora, “Eu não consigo…”, falo chorando, falando sobre conseguir, não sentir desejo, não querer de novo.

Eu sabia, que queria, eu sabia que ia querer outro orgasmo daquele e isso me tornava eternamente pecadora…

Fiquei quietinha o resto da tarde participando pouco da conversa, já que me sentia incomodada pela dorzinha incômoda, tendo que sentar de ladinho ou ficar em pé, na hora de ir embora, eu estava meio lânguida ainda, algo que chamou atenção do Padre que parecia me ler sem problemas, parecia saber muito bem o que meu tio fez, “Paulo eu vou atrás, entra na frente e senta no meio por favor.”, ele fala isso sinalizando para o André ir na frente.

Eu fico insegura, olho em volta, mas faço que sim com a cabeça, “Não, ele já veio no meio o menino merece ir na janela, ao invés de espremido de novo.”, meu cunhado fala, “Mas você vai atrapalhar o espelho Danilo.”, o meu primo fala e o meu cunhado nem espera ninguém argumentar, “Então acho que vou andando com ele, que tal Paulinho.”, eu faço que sim com a cabeça, aliviada de não precisar ficar do lado do Padre.

“Ok Danilo vai ser como você quer.”, meu tio fala de saco cheio, todos olharam para ele, André olha para ele bravo pelo pai e o padre terem sido contrariados, mas eu olho para ele com gratidão, enquanto ele me guia pelo ombro, para o carro, “Vem menina, fica na janela.”, ele fala o menina baixinho, só para mim, me dando segurança e deixando claro que sabe o que está acontecendo.

No carro atrás do motorista, com meu cunhado entre eu e o Padre eu me sentia protegida, amparada, ele abriu um espaço eu consegui me sentar de ladinho o que aliviou a dor, ele segurou minha mão a viagem inteira, me deixando descansar, quando tentaram falar comigo, ele interveio de novo, “Ele já dormiu, deve estar esgotado.”, isso fez me deixarem em paz e eu cochilei o caminho inteiro até em casa.

Quando acordei chegando em casa após o banho, eu falei que ia dormir porque não estava me sentindo bem para todos, minha irmã, estava conversando com Danilo, Suelen e Valéria, só combinaram da gente se ver mais tarde, minha mãe estranhou, “Acho que Insolação fez mal para o Paulinho Luzia.”, eu escuto meu tio falando, penso comigo que só se Insolação, for o apelido que ele dá para o troço dele.

Após um longo e demorado banho eu fui dormir no quarto da minha irmã, deveria ter ido para o meu, mas precisava me sentir segura e amparada, nem reparei no que estava fazendo só entrei no quarto dela e me deitei na cama e abracei o travesseiro dormindo de bruços na cama da minha irmã, eu sempre durmo abraçada com um travesseiro é importante dizer.

Sou uma boa menina católica, os braços para fora das cobertas, para não se tocar, evitar o pecado enquanto durmo, apesar disso, estava muito excitada, meu sono foi inquieto, sonhei que era uma menina na escola, sonhei com o Patrick um colega de escola, que estávamos juntos, ficando, sonhei com beijos e carícias, mas acordei lembrando do orgasmo violento, minha mente ainda tentando compreendê-lo.

Minha irmã estava sentada do meu lado, acariciando meus cabelos, “Você está bem Pri?”, faço que não com a cabeça, “Minha barriga dói um pouco.”, “Foi o titio né? Ele te comeu.”, eu fico vermelha e desvio os olhos, “Foi isso?”, faço que sim com a cabeça, “Puta que o pariu esse cara, cavalo bruto do caralho!”, percebo ela brava e olho para ela, assustada, “Eu quis Patrícia, eu deixei e foi gostoso.”...

Ela faz carinho nos meus cabelos e sorri para mim, “Priscila, quando alguém te tratar como a princesinha que você é e merece ser tratada, você vai entender.”, eu olho para ela um pouco confusa, desvio os olhos, “Foi o que o Dan fez?”, ela nem precisava responder pelo sorrisinho involuntário que ela deu antes de fazer que sim com a cabeça, “Sim ele fez eu entender que meu corpo era mais do que o que o titio fazia com ele.”, eu fico pensativa.

“Mesmo alguém como eu?”, “Alguém delicadinha e fofinha como você?”, eu fico vermelha, sem jeito, “Se lembra disso princesa. Você vai encontrar alguém que te ama e te trata como merece.”, “Toma isso aqui, usa um de 8 em 8 horas e isso vai te ajudar.”, pego a caixinha, era um supositório, olho para ela e sorrio fazendo que sim com a cabeça, “Obrigada.”, “Eu pedi para o Dan comprar para você enquanto você dormia.”, sorrio contentinha me sentando na cama.

Ela percebe meu contentamento e bagunça meus cabelos, “Você gostou mesmo né sua safada.”, eu dou risada, e me viro de costas de bruços abraçada com o travesseiro, para não olhar para ela envergonhada, “Foi incrível Patrícia, nunca senti nada tão intenso.”, eu falo lembrando do super orgasmo que eu tive, ainda tentando entender como aquilo aconteceu com o meu corpo, “Tah bom, então o titio escapa dessa, por ter feito um bom trabalho com a minha irmãzinha.”, eu dou risada do atrevimento e jogo o travesseiro nela.

Ela segura e joga de volta, eu dou risada, “Agora sim, parece você. Cheia de energia.”, dando risada, eu olho para ela, “Dormir me ajudou a melhorar, está doendo menos.”, dessa vez, nós duas demos um risinho cúmplice, “Ok, então cuida direitinho do bumbum para a próxima.", dei uma risadinha toda tímida, ela saiu do quarto e eu fiquei lendo a bula para cuidar direitinho do meu cuzinho ‘para a próxima’.

=== === === … … … FIM …… … === === ===

É isso pessoas, esse conto está sendo bem trabalhoso, principalmente porque ele trata de emoções primordiais e eu quis fazer ele bem emocional, mas isso significa que escrever os capitulos têm sido bastante... Emocionalmente sobrecarregante, porque muitas dessas emoções são incríveis nas primeiras vezes, mas também extremamente assustadoras... E várias delas eu não consigo colocar em palavras até hoje.

A sensação de liberdade, de ser quem você é em comparação com a outra condição... O orgasmo violentíssimo, que não é algo fácilmente alcançável, acho que essa é o maior mistério para mim até hoje, esse orgamos que só outra pessoa consegue proporcionar e que não têm nada haver com genital, é quase como se fosse um orgasmo emocional/mental, vinculado tão somente e únicamente a mulher que eu nasci para ser...

Brilho.

🎼🎼 Cansei de esconder o brilho que carrego em mim

Sem traumas, sem mentiras, eu nasci pra ser assim 🎼🎼

Música das Huntrix... Embora eu prefira a versão inglês preferi usar a em PT/BR.... Mas Golden é Golden....

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Foto de perfil de Dani Pimentinha CDDani Pimentinha CDContos: 34Seguidores: 96Seguindo: 23Mensagem Sou cd sou trans, sou queer, não consigo mais me definir por rótulos, sou ela, dela para ela, por escolha e preferência, não sou operada, não sei se faria, mas sou feminina, delicada, ousada, dane-se o mundo, dane-se o que pensam de mim, sou Dani.

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