A segunda-feira de manhã no escritório não foi apenas um retorno ao trabalho; foi o funeral oficial do André. Quando entrei no hall, o som dos meus saltos brancos contra o granito parecia anunciar minha nova existência. Valquíria fez questão de me levar de mesa em mesa, sua mão pousada com firmeza no meu ombro, como um dono exibindo um animal de raça recém-adquirido.
— Pessoal, atenção — disse ela, com aquela voz que não admitia réplicas. — Esta é a Andrea. Ela é uma menina trans e, a partir de hoje, é minha assistente executiva oficial. Exijo respeito absoluto. Qualquer um que se referir a ela no masculino ou for ofensivo estará fora desta empresa antes do fim do expediente. Vocês devem tratá-la como a dama que ela está se tornando.
O uso da palavra "menina" em vez de "mulher" me dava um ar de vulnerabilidade que me fazia baixar os olhos. Eu não era uma igual; era uma protegida, uma subordinada em processo de domesticação. Senti os olhares: as mulheres cochichavam, algumas com sorrisos de apoio que me faziam sentir patética, enquanto os homens oscilavam entre o desdém visível e um apetite predatório. Eu podia sentir o peso dos olhos deles no meu quadril, na curva das minhas pernas, e aquilo me dava um calafrio que misturava pavor e uma excitação doentia.
Antes de me deixar sentar, Valquíria me chamou à sua sala e trancou a porta. — Levante a saia, Andrea. Quero ver se você está pronta para o dia.
Ela não perdeu tempo. Retirou o plug que eu usava e o substituiu por um consideravelmente maior, de metal pesado e frio, que me fez soltar um gemido agudo e arquear as costas. Depois, secou minha gaiola plana e, com um sorriso cruel, apresentou a nova peça: uma gaiola metálica invertida, equipada com uma sonda uretral de silicone médico. — Isso vai acelerar a atrofia, querida. Logo esse seu brinquedinho inútil será apenas um clitóris pequeno. A sonda é para que você não precise se despir; você fará suas necessidades como a ferramenta que é.
A inserção da sonda foi uma dor lancinante, uma invasão fria que parecia alcançar minha bexiga e rasgar meu interior. Eu tremia, agarrada à borda da mesa dela, enquanto ela trancava o dispositivo. Mas, enquanto eu trabalhava na minha mesa sob os olhares de todos, o incômodo constante e a picada da sonda a cada movimento me lembravam da minha castração voluntária. Algumas garotas se aproximaram, elogiando meu visual cinza claro, dizendo que eu era uma "garota linda". Eu sorria e agradecia no feminino, sentindo o peso do plug no meu reto e a sonda me perfurando, consciente de que aquela beleza era a moldura de uma escravidão.
Às 15h, o clima mudou. Valquíria me convocou para a sala de reuniões. — Prepare-se. Temos investidores de peso. Charles e Maicon não são homens fáceis de dobrar.
Antes de entrarmos, ela me mandou apoiar na mesa. Tirou meu plug com força, fazendo-me soluçar de surpresa, adicionou duas esferas lubrificantes de dissolução lenta no meu canal e o recolocou com um golpe seco. — Eles vão precisar desse lubrificante mais tarde — sussurrou ela contra meu ouvido, sua respiração quente me fazendo estremecer.
Na sala, estavam Charles e Maicon, dois homens poderosos, na casa dos 50 anos, exalando o cheiro de charutos e colônia cara. Eles começaram a discutir números e projeções enquanto eu tomava notas, sentindo o latejar no meu traseiro e as bolinhas começando a derreter, criando uma umidade quente que escorria pelas minhas coxas. No meio da conversa, como quem oferece um aperitivo para selar um acordo, Valquíria olhou para eles e sorriu de lado: — Minha assistente está aqui para garantir que vocês relaxem durante a negociação. Ela é muito... dedicada.
Ela me deu o olhar. Eu já conhecia aquele comando. Ajoelhei-me entre os dois homens. Eles sequer pararam de falar de ações e dividendos enquanto abriam os zíperes e sacavam seus pênis. Comecei a revezar entre eles. Charles tinha um pênis longo e fino, que ele empurrava até o fundo da minha garganta, fazendo-me lacrimejar e babar sobre minha gola de seda cinza. Eu sentia que ia sufocar, mas o olhar de aprovação de Valquíria me mantinha ali, servindo.
De repente, Maicon — cujo pênis era mais curto, mas de uma grossura brutal, cerca de 16cm de puro músculo — me puxou pelos cabelos, obrigando-me a soltar o membro de Charles. Ele me colocou de quatro sobre a mesa de reuniões, bem em cima das planilhas de lucro trimestral. Levantou minha saia, revelando a joia na base do meu rabo e a gaiola invertida que brilhava sob a luz fluorescente. — Já deixou o caminho pronto, Val? — ele riu, a voz rouca de desejo.
Sem aviso, ele arrancou o plug. O vácuo foi preenchido imediatamente pela sua grossura. Ele me penetrou com uma fúria brutal. A primeira estocada explodiu as bolinhas lubrificantes lá dentro, liberando o óleo quente que facilitou a invasão mas também aumentou a sensibilidade. Eu era um sanduíche de carne corporativa: Charles, vendo a oportunidade, posicionou-se na minha frente e encheu minha boca novamente com seu pau longo, segurando minha cabeça com as duas mãos e estocando até o fundo, onde eu sentia o gosto amargo do sêmen pré-ejaculatório.
Eu mal podia respirar. Charles batia no fundo da minha garganta enquanto Maicon me rasgava por trás, suas mãos pesadas apertando meus seios falsos sob o sutiã rosa, quase esmagando o enchimento de silicone. A dor da sonda uretral se misturava ao prazer da penetração anal, criando um curto-circuito nos meus sentidos. Eu me sentia imunda, usada e descartável, mas o prazer em ser esse objeto era um veneno que eu bebia com gosto. Charles gozou primeiro, uma descarga quente e abundante que inundou minha boca, obrigando-me a engolir tudo para não engasgar. Segundos depois, Maicon soltou um rugido baixo e descarregou no fundo do meu rabo, o calor do seu gozo misturando-se ao lubrificante das bolinhas de Valquíria.
Eles me jogaram de canto, como um papel amassado. Valquíria, sem demonstrar qualquer ciúme, apenas sorriu e fechou a pasta de contratos. — Negócio fechado, cavalheiros.
Eles saíram rindo, limpando-se com lenços, deixando-me trêmula e suja sobre a mesa. Valquíria veio até mim, seus saltos estalando no chão. — Você fez seu serviço bem hoje, Andrea. Já está me rendendo frutos. Agora, venha cá... eu fiquei com tesão vendo esses porcos te usarem. Usa essa boca em mim, agora.
Eu, ainda mole e com as pernas trêmulas, comecei a lambê-la com dedicação. Valquíria tirou um vibrador potente da bolsa, encostou-o na minha clitóris atrofiada sob a gaiola invertida e o ligou no máximo enquanto sentava no meu rosto, tirando-me o ar. A vibração incessante, combinada com a pressão da sonda uretral, transformou meu orgasmo em uma agonia elétrica. Quando finalmente gozei, o fluido saiu pela sonda com uma queimação lascinante, um prazer que era puramente dor e humilhação.
Já eram 19h quando ela me liberou. O escritório estava deserto. Valquíria retirou o vibrador e a gaiola para que eu me limpasse, mas o cadeado da sonda ela manteve. Minha roupa de alfaiataria estava imunda de sêmen e suor. Vesti meu shorts de academia curto, que marcava cada curva, e prendi o cabelo em um coque desfeito.
Ao sair, Valquíria me parou no corredor. Ela baixou meu shorts e recolocou a gaiola invertida sobre a sonda. — Pode ir para casa. Amanhã cedo quero você aqui. Temos muito trabalho.
Peguei o ônibus lotado, sentindo o peso da sonda a cada solavanco. Os homens se apertavam contra mim, sentindo meu corpo firme e a roupa de academia justa. Eu sentia as mãos maliciosas, as encoxadas deliberadas, e não desviava. Com o gosto de porra de três pessoas diferentes ainda na boca, eu sorria contra o vidro embaçado. Eu não era mais humana; era uma ferramenta, uma secretária de vidro, e o mundo agora era o meu mestre.
Ao chegar em casa e tentar, inutilmente, mexer no cadeado da sonda, uma nota no meu celular brilhou: "A sonda fica até quarta-feira. Quero ver se você consegue manter a postura na reunião de amanhã com o novo Diretor de Operações. Ele é muito mais exigente que os investidores de hoje."
