O Despertar de Andra: Capítulo 13 - O Ativo de Luxo

Da série Slave andrea
Um conto erótico de Andrea
Categoria: Trans
Contém 1731 palavras
Data: 06/03/2026 11:34:44

Quatro meses se passaram desde que a primeira dose de estrogênio entrou na minha corrente sanguínea, e o mundo que o André habitava agora parecia uma fotografia desbotada de outra vida. Sob a vigilância implacável de Valquíria, o meu corpo tornou-se um templo de submissão. Os hormônios, administrados em doses cavalares para acelerar a metamorfose, fizeram milagres dolorosos. Os meus seios cresceram, tornando-se firmes e pesados, preenchendo com orgulho os sutiãs rendados que Valquíria escolhia para mim. A gordura do meu rosto suavizou-se, os meus traços tornaram-se mais delicados e a minha pele, agora livre de qualquer pelo, brilhava com uma maciez que eu nunca imaginei possuir.

A minha família, ao descobrir a verdade através de fotos que Valquíria fez questão de "vazar" anonimamente, baniu-me. O meu pai declarou-me morto em vida; a minha mãe, num pranto desesperado, não atendeu as minhas chamadas. Valquíria, em vez de me consolar, celebrou com champanhe caro. "Agora és apenas minha, Andrea. Não tens passado, não tens família, só o futuro que eu te dou sob os meus pés."

Como "presente de chave de ouro" por essa nova solidão e pela minha total dependência, Valquíria pagou o meu silicone. A cirurgia foi o marco final da minha desumanização. Os implantes foram colocados no limite entre a sensualidade e a vulgaridade: seios grandes, largos e poderosos, projetados especificamente para as "espanholas" que eu agora era obrigada a fazer nos clientes de elite da empresa. O escritório tornou-se um cenário secundário; a minha função agora era de relações comerciais íntimas de alto nível. Eu era enviada a hotéis de cinco estrelas para "relaxar" investidores antes de assinarem os contratos de Valquíria. Eu era o lubrificante que fazia as engrenagens do seu império girarem.

Certa noite, após dois meses de recuperação total da cirurgia, quando as cicatrizes sob os meus novos seios já eram apenas linhas finas e rosadas, Valquíria levou-me a um local que eu nunca tinha visto. Não era um hotel de luxo, mas uma mansão de arquitetura brutalista, isolada nos subúrbios, uma catedral de prazeres proibidos para um círculo fechado de poder. Ao chegarmos, fui entregue a uma mulher de aspeto severo, vestida com um uniforme de governanta de couro, que me despiu brutalmente num quarto frio de mármore. A minha companheira inseparável, a gaiola invertida com sonda uretral, brilhava sob a luz fluorescente, lembrando-me que a minha bexiga pertencia a quem detivesse a chave.

Fui levada para o centro de um grande salão circular, onde o cheiro de incenso, couro e suor era sufocante. No meio, uma estrutura de metal negro em forma de X — uma cruz de Santo André — esperava por mim. Fui acorrentada pelos pulsos e tornozelos com algemas forradas de pele, mas presas a correntes curtas que me esticavam até ao limite da tensão muscular. Valquíria estava lá, sentada num trono de veludo, rodeada por um grupo de homens e mulheres em trajes de gala, mas com máscaras venezianas que ocultavam as suas identidades, enquanto as suas mãos seguravam chicotes, palmatórias e cigarros.

— Meus amigos, apresento-vos a minha obra-prima — anunciou Valquíria, a sua voz ecoando com uma autoridade divina. Ela caminhou até mim e acariciou os meus novos seios com a ponta de um chicote de montaria. — Esta é a Andrea. O projeto mais perfeito, caro e submisso que já criei. Ela não é mais uma pessoa; é um ativo. Um instrumento de prazer que respira apenas sob a minha licença. E esta noite, ela é o vosso brinquedo de batismo.

O mecanismo do X era hidráulico e permitia que me girassem em qualquer direção. Alguém acionou uma manivela e eu fui invertida. Fiquei de cabeça para baixo, com as pernas abertas num ângulo obsceno, expondo a minha vulnerabilidade total ao grupo. O sangue subiu-me à cabeça, fazendo os meus ouvidos latejarem, enquanto a primeira figura se aproximava. Era um gigante, um homem cujo poder exalava por cada poro. Ele não usava máscara; o seu desprezo era a sua face. O seu membro era uma arma de guerra, enorme e intimidadora. Sem uma palavra, ele invadiu o meu rabo com uma força bruta, sem qualquer lubrificante além da minha própria dor. Eu vi estrelas. Um plug vibratório foi enfiado na minha boca para abafar os gritos, transformando a minha agonia em gemidos surdos e rítmicos.

Enquanto ele me possuía com uma cadência animal, as estocadas batendo no fundo da minha alma e fazendo a cruz de metal ranger, ele tragava calmamente um charuto caro. A cada três ou quatro estocadas, ele retirava o charuto da boca e pressionava a ponta incandescente contra a pele das minhas costas, das minhas coxas e das minhas nádegas. Eu sentia o fogo devorar a minha derme, ouvindo o chiado da carne a queimar. O cheiro de pele queimada misturava-se ao odor do sexo bruto e do tabaco. A dor era uma corrente elétrica que me impedia de desmaiar, mantendo-me consciente de cada centímetro da invasão.

Quando ele terminou, limpando o seu membro na minha pele, a cruz foi girada novamente. Eu era agora um espeto humano. Seguiu-se uma fila interminável de homens e mulheres. Eu fui açoitada com palmatórias de madeira pesada até que as minhas nádegas ficassem roxas e inchadas. Fui picada por agulhas finas que desenhavam padrões de dor nos meus seios de silicone, cada furo uma pequena pérola de sangue rubi sobre a pele branca.

A humilhação psicológica era tão intensa quanto a física. Mulheres da elite, vestidas com sedas finas, aproximavam-se da minha cabeça enquanto eu estava presa. Elas seguravam o meu queixo com força, forçando-me a olhar para o seu desdém. Com risadas de escárnio, elas urinavam diretamente na minha boca aberta e nos meus olhos. O fluido quente e ácido inundava-me os sentidos, e eu era forçada a engolir para não sufocar, enquanto o próximo homem da fila aguardava a sua vez de me usar. Eu fui transformada num cinzeiro humano, recebi cuspe no rosto de dezenas de estranhos e senti a humilhação de ser marcada por chicotadas que estalavam contra o meu peito, deixando vergões vermelhos que contrastavam com a perfeição estética que Valquíria tanto cultivara.

O auge do ritual chegou quando Valquíria deu a ordem final. Os dez homens que me usaram cercaram-me. Fui solta da cruz, mas os meus músculos, exaustos e trêmulos, não me sustentaram. Caí de joelhos no centro de uma roda humana. Eles descarregaram sobre mim em uníssono: jatos quentes de sêmen atingiam o meu cabelo, cobriam o meu rosto como uma máscara viscosa, escorriam pelos meus seios e colavam-se às minhas costas feridas. Eu estava ensopada, uma massa disforme de fluidos alheios, reduzida a um receptáculo de detritos.

Quando o último homem terminou, as mulheres voltaram com baldes de prata. Eu esperava água, um alento, mas o que recebi foi uma lavagem de urina fria e acumulada. Elas despejaram o líquido sobre a minha cabeça com gargalhadas, usando a urina para "limpar" o sêmen seco, enquanto eu tossia e tentava limpar os olhos, cega pela acidez e pela vergonha. Eu era um animal sujo, exposto no chão de mármore para o deleite daquela aristocracia perversa.

Quando os primeiros raios de sol começaram a trespassar as janelas altas da mansão, o salão estava vazio, exceto por mim e pelas criadas que começavam a limpar o local. Eu estava acabada, largada num canto como um tapete velho, tremendo de frio e exaustão extrema. Fui recolhida por mãos rudes que me deram apenas uma limpeza superficial com panos úmidos antes de ser devolvida ao carro de Valquíria.

No trajeto de volta, o silêncio de Valquíria era o de um artista que acaba de vernizar o seu quadro. Ao chegarmos à sua casa, ela teve um gesto que eu nunca esperaria: ela mesma me ajudou a subir as escadas e deixou-me deitar na sua cama, nos seus lençóis de seda negra. Foi um momento de carinho tão retorcido que me fez chorar de gratidão.

— Estás a ver, Andrea? — sussurrou ela, sentando-se ao meu lado enquanto retirava a minha gaiola invertida com uma delicadeza quase materna. — Sobreviveste ao teu batismo. Agora não és apenas uma sissy de escritório. És um Ativo de Luxo. Foste consagrada pela dor e pela humilhação.

Olhei para baixo enquanto ela limpava a zona genital com um tônico calmante. O choque foi absoluto. O meu pénis, já atrofiado pelos meses de hormonas e castidade, parecia ter desistido de vez. Estava tão pequeno, tão retraído, que quase desaparecera sob a pele, transformado num pequeno botão de carne inútil.

— Já não precisas de estar presa por metal — Valquíria sorriu, passando o dedo sobre a minha atrofia. — O teu batismo foi tão intenso que o teu corpo finalmente compreendeu a sua função. Já não tens nada que precise de uma gaiola para ser contido. A próxima etapa será cirúrgica: vamos remover essas gónadas inúteis que ainda produzem veneno masculino. Mas este clitóris... — ela pressionou o volume residual com força, fazendo-me gemer de uma dor prazerosa — ... este eu nunca vou deixar que removas. Será a marca eterna da tua submissão. Para que te lembres, em cada orgasmo que eu te permitir ter, que és uma mulher feita pela minha vontade e para o meu prazer.

Eu fechei os olhos, sentindo o calor das mãos dela sobre as minhas feridas. Eu não tinha mais nada no mundo além de Valquíria. A minha família era uma memória morta; o meu passado, uma mentira. A dor latejante nas minhas costas e o cheiro de urina que ainda parecia impregnado nos meus poros eram os meus novos marcos de identidade.

Entretanto, enquanto eu caía num sono profundo e traumático, ouvi o som do telemóvel de Valquíria. Ela afastou-se para a varanda, mas a sua voz cortante atravessou o meu torpor:

— Sim, o ritual foi um sucesso absoluto. Ela quebrou completamente. Agora, preparem a agenda. Não vamos vendê-la a ninguém; a Andrea é demasiado valiosa para ser propriedade de outro. A partir de amanhã, ela assume a gestão da "Casa das Sombras". Vamos mostrar a estes investidores o que acontece quando uma sissy atinge a perfeição.

O meu coração deu um salto. Eu não seria vendida, mas o destino que Valquíria reservava para mim dentro das suas próprias paredes parecia ser algo muito mais permanente e sombrio. O que seria a "Casa das Sombras"? O pânico, agora misturado com uma curiosidade doentia, gelou o meu sangue enquanto o sono finalmente me levava.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 84Seguidores: 67Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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