O Primeiro Click da Liberdade - Capítulo 1

Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 3693 palavras
Data: 07/03/2026 16:16:30

O Primeiro Click da Liberdade - Capítulo 1

A luz amarela do abajur cria sombras que dançam nas paredes do quarto, mas meus olhos não conseguem sair do que acontece bem ali, no centro do meu mundo. O ar está pesado, denso, com aquele cheiro característico de sexo, suor e o perfume doce da Vanessa que parece evaporar conforme o corpo dela esquenta.

Ela está em cima de mim, as coxas finas e firmadas pela corrida diária tremendo visivelmente. Vanessa é jovem, tem aquela pele morena clara que brilha sob a luz fraca, e o jeito que ela se move revela uma inexperiência faminta. Ela sobe e desce, tentando encontrar um ritmo, rebolando de um jeito meio desajeitado que me enlouquece. O cabelo preto dela, liso e longo, chicoteia suas costa a cada movimento.

Ao meu lado, Sofia é o maestro dessa sinfonia. Ela está de joelhos, o corpo nulo e escultural, uma presença que preenche cada centímetro de vácuo do quarto. Ela me beija, uma língua quente que reivindica território, possessiva.

Sofia se afasta do meu beijo apenas o suficiente para sussurrar no ouvido da Vanessa, a voz rouca, carregada de uma autoridade que me faz pulsar.

— Isso, garota… — ela comanda, os olhos fixos nos meus, devorando minha reação. — Rebola mais, engole o pau do meu marido todo… mostra como você está louca por ele.

Eu estou no limite. Sinto o calor molhado da Vanessa me apertando, o peso do corpo dela, a urgência de Sofia ao meu lado.

— Goza nele, vai… — Sofia continua o feitiço, a mão apertando meu peito, as unhas cravando de leve. — Goza no pau dele, deixa ele sentir você escorrendo toda… goza, sua putinha, goza logo para ele!

Vanessa desmorona. Ela solta um gemido agudo, o corpo arqueia para trás e eu sinto as contrações violentas me sugarem. Ela goza forte, um espasmo que faz sua virilha inundar a minha, o líquido quente escorrendo pelo meu pau e sujando o lençol. Ela desaba, exausta, ofegante.

Sofia solta um sorriso de canto, aquele olhar de satisfação absoluta.

— Olha só… — ela murmura, observando a garota ainda trêmula. — Gozou tudinho no pau do meu marido, sua safadinha… Bem escandalosa, bem puta.

Mas Sofia não dá tempo para o silêncio. Antes que eu consiga recuperar o fôlego, ela desce pelo meu corpo. O movimento é fluido, predatório. Ela mergulha no meu pau, ainda melado e latejante pela gozada da outra, e me envolve com uma fome que beira o desespero.

Ela usa a língua com uma técnica que só anos de cumplicidade ensinam, circulando a cabeça, descendo fundo na garganta, os olhos cravados nos meus, desafiadores. Ela quer meu gozo agora. Ela quer reivindicar o que é dela por direito.

Eu perco o filtro. Agarro o cabelo dela, sentindo os fios entre meus dedos, e puxo com força.

— Porra, Sofia… chupa, sua vadia… engole tudo que eu vou gozar na tua boca… agora!

Vem como uma explosão. Jatos grossos, longos, que ela recebe de garganta aberta. Ela segura tudo, saboreando, deixando propositalmente um fio branco escorrer pelo canto dos lábios enquanto levanta o rosto para me encarar. O brilho nos olhos dela é de vitória.

Sem dizer uma palavra, Sofia se vira. Ela rasteja pela cama, ficando de quatro ao lado da Vanessa, que ainda tenta entender onde o chão foi parar. Da minha posição, a visão é um quadro: a curva perfeita das costas da minha mulher, a bunda empinada na minha direção, as marcas leves dos meus dedos ainda avermelhadas em suas coxas.

Ela começa a tocar Vanessa. Uma mão desce pela coxa da garota, subindo até a boceta inchada. Sofia começa uma siririca lenta, experiente, os dedos trabalhando o clitóris com uma precisão que faz Vanessa se contorcer e soltar um gemido que não esperava.

Então, Sofia se inclina e a beija. Um beijo profundo, úmido. Eu vejo quando ela passa a minha porra, que ainda guardava na boca, direto para a boca da Vanessa. As duas se enroscam, línguas brigando, o fluido se misturando à saliva num pacto silencioso de devassidão.

Eu me apoio nos cotovelos, o coração ainda martelando contra as costelas. Uma felicidade absurda, quase dolorosa, me atinge.

Olho para Sofia ali, de quatro, sendo a mulher mais livre e audaciosa que já conheci, e minha mente viaja. Como essa mulher pode ser a mesma Sofia que, anos atrás, chorou no meu colo em uma praça gelada, desamparada, sem teto e sem alma?

Para entender essa cena, para entender como chegamos a esse nível de entrega e cumplicidade, eu preciso voltar muito no tempo. Precisaria contar sobre a minha melhor amiga Beatriz, sobre o nosso primeiro casamento aberto, sobre o abismo que o Marcos cavou entre nós e a reconstrução lenta, tijolo por tijolo, do nosso segundo altar.

Vanessa geme mais alto, perdida no toque de Sofia, que sorri contra seus lábios. Eu respiro fundo, o gosto da noite ainda amargo e doce na memória.

— Acho que vou ter que contar tudo desde o início… Pra vocês entenderem como a gente chegou aqui.

Meu nome é Roberto, mas pode me chamar de Beto. Quase ninguém me chama pelo nome de batismo, a menos que seja para assinar algum contrato de ensaio publicitário. Tenho 1,85 m e um corpo que a gente chama de "funcional" — nado um pouco e faço uma musculação leve, não por vaidade pura, mas porque carregar mochila de equipamento, dois corpos de câmera com lentes pesadas e tripés o dia inteiro exige um lombo que aguente o tranco. Tenho o cabelo castanho escuro, sempre meio bagunçado, e essa barba rala que hoje é minha marca, mas que na época era só um experimento de quem queria parecer mais velho.

Sou fotógrafo há mais de 15 anos. Já vi de tudo através de um visor. Comecei no "chão de fábrica": casamentos, festas de debutantes, aniversários de criança onde você sai ensurdecido e sujo de brigadeiro. Depois migrei para o que realmente me fascinava: o ser humano. Ensaios de gestantes, moda, retratos artísticos e o mercado sensual. A câmera nunca foi só um ganha-pão; foi a minha forma de traduzir o mundo.

Minha base foi construída por mulheres e por um homem que me deu o norte. Fui criado pela minha mãe e pelos meus avós maternos. Meu pai biológico? Um caminhoneiro que passou pela nossa cidade no interior de São Paulo, encantou minha mãe — que era 15 anos mais nova — e deixou um rastro que virou eu. Ele reconheceu a paternidade, pagava a pensão todo mês sem atrasar um dia, mas era um fantasma. Aparecia de vez em quando com um brinquedo caro, ficava uma tarde e sumia por meses. Eu não tinha raiva, mas sentia um buraco no peito que só foi preenchido pelo meu tio Cláudio.

O tio Cláudio era meu padrinho e, na prática, meu pai. Enquanto minha mãe se matava em turnos dobrados como recepcionista de hospital, quem me mostrava a vida lá fora era ele. Ele morava sozinho num apartamento pequeno, mas o Gol quadrado dele estava sempre na porta da casa dos meus avós.

— Bora, moleque! — ele gritava.

Eu ia no banco de trás, cercado de cases de equipamento. Vi o tio Cláudio fazer milagres com uma luz ruim em casamentos, vi ele dobrar noivas nervosas com uma piada na hora certa, vi ele subir em cadeiras para achar o ângulo que ninguém mais via. Aos 11 anos, eu já sabia o que era um ISO alto ou como rebater um flash na parede. Era o meu cinema particular.

Quando cheguei aos 16, a inocência já tinha ficado pelo caminho. Eu tinha uma namorada, a Carol, e a gente já tinha explorado tudo o que dava no quartinho dos fundos da casa dela. Mas foi nessa idade que comecei a olhar para o meu tio com outros olhos. Eu via ele fazendo ensaios de formatura na praça, aquelas meninas de beca, rindo, comemorando… e via o que acontecia depois do "click". Ele conversava, trocava ideias, anotava telefones. À noite, no jantar, ele chegava com um sorriso de canto de boca que eu comecei a entender. Eu não julgava. Eu admirava a naturalidade com que ele unia o trabalho ao prazer.

Nessa mesma época, minha mãe se apaixonou pelo Sérgio. Um cara gente boa, motorista de aplicativo, que tratava ela como rainha. Eles foram morar juntos e ela queria que eu fosse. Eu gostava do Sérgio, de verdade, mas não conseguia me ver longe daquela casa, dos meus amigos e do meu tio. Dois anos depois, eles tiveram o Lucas, meu meio-irmão. Eu os visitava, adorava o moleque, mas minha raiz estava enterrada no quintal dos meus avós.

O divisor de águas foi num almoço de domingo. Minha mãe insistiu mais uma vez para eu me mudar, dizendo que tinha um quarto pronto me esperando. Eu respirei fundo e soltei na frente de todos:

— Mãe, eu amo vocês. O Sérgio é fera, o Lucas é meu irmão… mas eu não vou. Eu vou ficar aqui. Quero ser fotógrafo. Quero ser que nem o tio Cláudio.

O silêncio na mesa foi quebrado pelo brilho nos olhos do meu tio. Naquela mesma tarde, ele me levou para o quintal, me entregou a Canon velha dele e o jogo mudou. Ele parou de me levar como sobrinho e começou a me tratar como pupilo. A gente competia: tirávamos fotos da mesma flor, do cachorro da vizinha, da minha avó cozinhando. Levávamos para os meus avós julgarem.

— Essa aqui está melhor — minha avó dizia, apontando para a minha.

O tio ria, batia no meu ombro e dizia:

— Puta merda, eu criei um monstro! Ele é melhor que eu!

Ele começou a me passar os trabalhos menores. Ganhei meus primeiros reais, comprei minha primeira lente usada. Mas a Carol, minha namorada, não aguentou o tranco. O ciúme corroeu tudo. Ela não suportava as debutantes, o tempo que eu passava na rua. Terminamos feio, com choro e drama. No começo doeu, claro, mas quando a dor passou, veio um alívio absurdo.

Aos 18 anos, eu estava solteiro, com dois anos de estrada, um equipamento razoável e a benção do meu mentor. Eu via as madrinhas me olhando de cima a baixo nos casamentos, via as debutantes relaxarem de um jeito diferente quando eu estava atrás da lente. Eu não tinha mais amarras. Tinha a câmera na mão e um mundo de possibilidades na frente.

E foi aí, com o pé na maioridade e o dedo no obturador, que a história começou a ficar realmente interessante.

Ter dezoito anos e uma câmera na mão era como possuir um passe VIP para os bastidores da vida alheia, mas eu ainda tinha um freio de mão puxado que me impedia de acelerar de verdade: a logística.

Depois que terminei com a Carol, eu me joguei no trabalho. O tio Cláudio me passava tudo o que podia. Eu fotografava formaturas de ensino médio naquelas casas de eventos da nossa cidade, onde o ar era impregnado de perfume barato e ansiedade de quem está saindo da casca. Eu chegava cedo, montava o tripé, fazia as fotos protocolares — sorriso engessado, diploma na mão — e depois capturava a bagunça na pista. Sempre rolava uma paquera. Um olhar através da lente, um sorriso trocado entre um flash e outro. Eu ficava com uma ou outra em cantos escuros de salões, trocava beijos atrás de cortinas ou amassos rápidos perto dos banheiros.

Mas parava ali. Eu não tinha carro. E, numa cidade do interior, como você leva uma garota para um motel sem caro? Táxi era um luxo que eu não podia bancar, além de ser um constrangimento passar pela guarita num carro que não era seu, e o ônibus de linha matava qualquer tesão. A mesma frustração se repetia nos eventos com promotoras de marcas em feiras agropecuárias ou lançamentos de lojas. Elas eram lindas, saias curtas, decotes estratégicos e um papo furado que derretia no estacionamento. A gente se beijava encostado nos muros, o clima esquentava, as mãos subiam pelas coxas, mas na hora do "vamos ver", eu tinha que recuar. Voltava para a casa dos meus avós de ônibus, olhando pela janela e me sentindo um amador.

O tio Cláudio, que de bobo não tinha nada, sacou a minha cara de cachorro que caiu da mudança toda vez que eu voltava de um trabalho produtivo, mas "seco".

— Moleque, você está crescendo — ele me disse um dia, enquanto a gente limpava as lentes no quintal. — Está na hora de ter independência. Vamos tirar essa carta.

Ele pagou as aulas, me levou para os testes e eu passei de primeira. Logo depois, veio o batismo de metal: um Fiat Palio 2004, vermelho desbotado, bancos puídos, mas com um som que batia forte e um motor flex que aceitava qualquer resto de combustível. Paguei metade da entrada com o suor dos meus casamentos e festas de 15 anos, e ele financiou o resto. Paguei cada uma das 48 prestações sem atrasar nenhuma. Aquele carro não era só um transporte; era a liberdade.

E a primeira vez que usei essa liberdade para valer foi numa formatura de colégio público. O salão era modesto, cheio de balões prateados e o som do funk e do pop tocando alto. Eu estava lá, fazendo meu trabalho, quando a vi: Ana.

Ela estava encostada na parede, sozinha, girando o celular nas mãos. Era magrinha, mas tinha curvas suaves que o vestido preto curto acentuava. Tinha a pele clara, umas sardinhas charmosas no nariz e um cabelo preto liso que batia nos ombros. Os olhos castanhos eram grandes, meio assustados, meio curiosos. Me aproximei como quem não quer nada, usando a câmera como escudo.

— Ei, você é formanda? — perguntei, ajustando o foco. — Posso tirar uma foto sua pro álbum? Você está linda nesse vestido.

Ela corou na hora.

— Ah, pode sim. Mas não sou nada fotogênica, hein?

Fiz o meu jogo. Tirei umas fotos, mostrei no visor para ela, elogiei o modo como ela era natural diante da lente. Entre um clique e outro, descobri que ela queria fazer jornalismo, que amava escrever, mas os pais queriam algo "seguro" como administração. Rimos juntos de como a vida no interior tem dessas cobranças. Dancei com ela para quebrar o gelo e, no final da festa, quando as luzes se acenderam e o encanto parecia que ia acabar, eu a encontrei no estacionamento.

— Quer uma carona, Ana? Meu carro está ali.

Ela hesitou, mordeu o lábio, mas aceitou. Dentro do Palio, com o rádio baixo, o clima mudou. No primeiro sinal fechado, eu não aguentei. Olhei para ela e a beijei. Foi lento, com gosto de descoberta, e logo as mãos dela estavam no meu pescoço e as minhas perdidas no cabelo dela. Paramos o carro num canto escuro de uma rua sem saída, e o amasso subiu de tom. O gemido dela no meu ouvido me fez pulsar.

— Quer ir para um lugar mais reservado? — sussurrei. — Tem um motel aqui perto, na saída da cidade.

Ela travou. Olhou para o painel, a insegurança de quem ainda se sente vigiada pelos pais e pela língua do povo da cidade transparecendo no olhar.

— Eu não sei, Beto… A gente mal se conhece. Meus pais iam pirar. Eu nem sei se chego em casa antes de amanhecer… o que você vai pensar de mim?

Segurei a mão dela, olhei no fundo daqueles olhos castanhos e usei toda a calma que eu tinha.

— Ana, olha para mim. Você tem 18 anos. Você é adulta agora. Isso significa que a noite é sua. Ninguém está te julgando, muito menos eu. Eu acho você incrível, inteligente… só quero passar mais tempo contigo. A gente fica umas horas, eu te deixo perto de casa antes do sol nascer, você entra quietinha e ninguém precisa saber de nada. Se você não quiser, tudo bem. Te levo agora e fica tudo certo.

Ela suspirou, um peso saindo dos ombros, e deu um sorriso de lado que eu nunca esqueci.

— Tá bom. Vamos. Mas só algumas horas, hein?

Dirigi até um motel de neon azul na beira da rodovia, simples, mas limpo. Estacionei o Palio, pagamos o período e entramos de mãos dadas, com aquele frio na barriga que mistura medo e um tesão incontrolável. Quando a porta do quarto se fechou atrás de nós, eu soube que o Beto que saiu da casa dos avós naquela tarde nunca mais voltaria o mesmo.

Aquele Palio vermelho tinha acabado de me entregar as chaves de um mundo onde eu era o dono do meu próprio destino.

O quarto do motel nos recebeu com aquele silêncio abafado e o cheiro de lençol passado a ferro quente. O neon azul da entrada filtrava pelas frestas da persiana, pintando a pele clara da Ana com um tom elétrico, quase irreal. Assim que a porta bateu, o mundo lá fora deixou de existir. Não houve hesitação; nós nos prensamos contra a parede em um beijo faminto. Minhas mãos buscavam o contorno das costas dela enquanto ela me puxava pela nuca, querendo compensar cada minuto de decoro da festa.

Paramos ofegantes, rindo daquele nervosismo gostoso que só quem está descobrindo o corpo do outro sente.

— Caralho, ainda está um calor infernal da festa… — eu disse, sentindo o suor colando a camisa na pele. — Quer tomar um banho primeiro?

Ela me olhou de lado, um sorriso envergonhado e cúmplice brincando nos lábios.

— Quero. Estou toda grudenta, Beto… vem comigo?

— Não precisa nem pedir.

Tiramos a roupa devagar sob a luz amarelada do banheiro. Ela soltou uma risadinha quando viu minha meia rasgada no dedão — um detalhe ridículo que quebrou o resto de tensão que ainda pairava. Quando a última peça caiu, eu a vi por inteiro. Ana era o retrato dos dezoito anos: magrinha, com seios pequenos e durinhos, a pele muito clara pontilhada por sardas no nariz e no colo. O cabelo preto molhado grudava nas costas conforme ela entrava sob o chuveiro. Mas, quando ela se virou e viu meu pau ereto, o corpo dela deu uma travada.

— Puta que pariu, Beto… — ela murmurou, os olhos castanhos arregalados, fixos ali embaixo. — Isso é grande desse jeito mesmo?

Eu ri baixo, puxando-a pela cintura para debaixo da água.

— Relaxa… a gente vai no teu tempo. Se ficar ruim, você avisa e a gente para na hora, tá?

— Tá… — ela soltou um suspiro, mas não desviou o olhar. — Mas é que… caramba.

Rimos da situação do espanto dela mais fomos tomar banho juntos. Nos beijamos de novo, corpos molhados e colados, o som da água batendo no azulejo abafando os gemidos dela. Ela se ajoelhou devagar, o cabelo escorrendo pelo rosto enquanto me segurava com uma das mãos, sentindo a pulsação do momento.

— Posso testar uma coisa? — perguntou, olhando para cima.

— Pode.

Foi um boquete lento, tímido no começo. A língua dela explorava a cabeça, tentando entender o espaço, indo um pouco mais fundo a cada movimento. Ela tirava a boca, respirava fundo e voltava, parecendo fascinada. O prazer era agudo, cru.

— Porra… assim está foda… continua… — eu segurava o cabelo dela, sentindo que o limite estava chegando rápido demais. — Vem cá, sobe… senão eu vou gozar aqui mesmo.

Saímos do chuveiro rindo do frio repentino, nos enxugamos rápido e fomos para a cama. Deitei-a e comecei a descer o caminho de beijos pelo ventre dela, sentindo o cheiro de sabonete na pele macia.

— Vai devagar aí, Beto… eu sou sensível demais nesse ponto — ela avisou, as pernas tremendo visivelmente.

— Deixa comigo.

Minha língua trabalhou devagar no clitóris dela, enquanto eu introduzia os dedos aos poucos, sentindo como ela estava quente. Ana se contorcia, os dedos cravados no lençol.

— Ai… isso… não para agora… — a voz dela subiu um tom, ficando trêmula e urgente. — Mais rápido… por favor… tá muito bom… ahh!

Ela soltou uma risada curta, de quem acabou de descobrir um segredo proibido.

— Meu Deus… como você é bom nisso.

Coloquei a camisinha e me posicionei. Subi em cima dela e entrei com todo o cuidado, acompanhando o rosto dela para ler qualquer sinal de desconforto.

— Ai… espera… — ela murmurou, mas logo relaxou. — Tá entrando… pronto. Pode ir mais… assim… tá gostoso.

O ritmo aumentou, e a confiança dela também pareceu florescer.

— Deixa eu ficar por cima? Quero tentar controlar um pouco — ela pediu, a voz carregada de uma nova audácia.

Ela subiu, segurando-se no meu peito enquanto descia devagar, sentindo cada centímetro sendo engolindo. Quando pegou o jeito, começou a quicar, inclinando-se para me beijar. Nossas línguas se enroscavam enquanto parava de beijar eu chupava seus mamilos, ouvindo os gemidos dela se tornarem mais curtos contra a minha boca.

— Vou gozar… — ela arquejou, o movimento ficando frenético. — Ahh… tô gozando… caralho… sim!

Ela caiu sobre mim, o coração batendo disparado contra o meu peito. Eu a virei de quatro e dei um tapinha leve na bunda, que arrancou um "Ai!" surpreso seguido de uma risadinha safada.

— Faz de novo… eu gostei disso — ela provocou, empurrando a bunda contra mim.

Entrei por trás, as mãos firmes na cintura dela, sentindo aquela carne jovem com uma intensidade que eu ainda estava aprendendo a lidar. Comi a Ana bem devagar, entrava e saia com calma, ela gemia, agarrava o lençol com as mãos, empinava bem a bunda para eu poder cada vez mais entrar e sair com mais facilidade de dentro dela, mas elas ensopada e bem quente e infelizmente como ainda era inexperiente acabei chegando rapidamente ao meu limite.

— Tô no limite, Ana… vou gozar…

— Vai… goza dentro… ahh…

Gozei pulsando, jatos fortes que a camisinha segurou enquanto eu desabava sobre as costas dela, sentindo o cheiro de suor.

Tomamos um segundo banho, dessa vez calmo, trocando beijos leves sob a água morna. Nos vestimos e saímos na calada da madrugada. Eu a deixei uma quadra antes da casa dela, para evitar qualquer luz de vizinho curioso. Nos beijamos uma última vez, um beijo de despedida que selava o pacto daquela noite.

A gente se encontrou mais algumas vezes depois, mas nunca passou daquilo. Ficou como uma memória limpa, uma história de dezoito anos vivida sem dramas. Aquela foi a minha primeira noite de liberdade real.

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