Capítulo 14 – A Joia Escondida

Um conto erótico de Dominus Codex
Categoria: Heterossexual
Contém 3997 palavras
Data: 08/03/2026 03:54:54

As Crônicas da Luxúria - Capitulo 14 - A Joia Escondida

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Este é um universo de ficção erótica adulta.

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Evelyn empurrou a porta do escritório de Cael no início da tarde, logo após as aulas da manhã, e o clique seco da tranca atrás de si ecoou como sentença final na sala silenciosa. O vestido justo colava na pele suada, tecido fino marcando os seios mais pesados que latejavam — maiores, mais sensíveis, os mamilos duros roçando o tecido a cada respiração curta e ofegante, ainda doendo das marcas da noite anterior.

Coxas grossas se esfregavam uma na outra a cada passo, pele suada colando e desgrudando. Algo quente e pegajoso escorria devagar pelas dobras internas, deixando rastros que ela não conseguia ignorar, que pingavam no chão em gotas lentas e viscosas.

A sacola discreta na mão esquerda farfalhava baixinho a cada passo, o peso dos brinquedos novos lembrando a sexshop onde Cael mandou ela ir logo ao amanhecer. Ela havia obedecido sem pensar, e só na cabine, com o plug de base larga já enfiado fundo antes de sair, havia entendido o que estava fazendo — e não havia conseguido parar. O anel dilatado piscava o dia inteiro com um ardor que subia fundo a cada passo, e os joelhos fraquejaram duas vezes no corredor.

Cada movimento fazia o plug pressionar mais fundo. Cada pressão subia pela espinha e chegava ao peito como onda que ela engolia sem entender de onde vinha.

Cael estava sentado atrás da mesa, papéis espalhados. Os olhos dele cravaram nela no instante em que ela entrou, e Evelyn sentiu aquele olhar no estômago antes de sentir em qualquer outro lugar.

Ela mordeu o lábio inferior, mais carnudo que de costume.

— Amor... você pediu uma foto... mas achei melhor te mostrar ao vivo...

Dois passos pra frente. Parou na frente da mesa. As mãos subiram pelas coxas devagar, levantando o vestido com uma lentidão que ela não havia planejado — o tecido roçou a pele sensível e ela prendeu o ar. O líquido quente escorria mais forte só de sentir o olhar dele percorrendo cada centímetro exposto.

— Olha isso, amor... olha o que eu fiz por você...

Virou de costas. Empinou. Abriu com as mãos, tremendo, mostrando o plug com a joia rubi enfiado fundo no cuzinho vermelho e dilatado, base larga brilhante, o anel apertado piscando visivelmente em volta dela.

Evelyn tremia inteira, os pulmões não enchiam direito.

— Você me mandou ir na sexshop... me disse pra comprar e sair de lá já com ele dentro... — a voz saiu rouca, mais baixa que o normal, empinando mais alto, rebolando devagar pra fazer a joia reluzir. — Eu obedeci... comprei o mais grosso que tinha... saí com ele enfiado fundo, me abrindo o caminho todo... — hesitou um segundo, a palavra seguinte chegando antes que ela pudesse segurar — ...meu cuzinho ficou piscando a tarde inteira pensando em você.

— Quase não aguentei na rua... — a voz falhou, os joelhos fraquejaram. — Fiquei encharcada o caminho todo, amor. Não consegui evitar.

Uma gota pingou no chão lenta e viscosa que ecoou no silêncio.

Ela deslizou uma mão devagar pela curva da bunda, dedos encontrando a base da joia, tremendo.

— O que achou do que eu comprei? — sussurrou, voz arrastada e baixa, puxando devagar a base larga. — Fiz exatamente o que você mandou... era isso que você queria?

Gemeu enquanto puxava lentamente o plug, até tirá-lo inteiro, exibindo o cuzinho escancarado, vermelho e latejante, quente do dia inteiro esticado.

— Olha como ele tá, Cael... — a voz falhou de verdade agora, a vergonha e o tesão chegando juntos sem que ela soubesse separar um do outro. — Todo aberto... prontinho pra você me preencher...

O plug brilhava na palma dela, joia rubi refletindo a luz fraca como gota de sangue líquido, enquanto Cael se recostava na cadeira, pau latejando visivelmente na calça, olhos cravados no buraco escancarado.

Só o som da respiração dela, ofegante e irregular, e o som distante de mais uma gota pingando no chão.

— Ainda não... — a voz dele saiu grave, seca, pesada. — Coloca de novo. Enfia bem fundo, mas antes deixa ele bem babado.

— Sim... amor... — sussurrou, e a palavra saiu antes que ela pudesse segurar — automática, quente, com um peso que não tinha há uma semana e que a assustou exatamente por isso.

Um tremor elétrico subiu pela espinha até os mamilos duros. Ela havia respondido antes de decidir responder. Havia obedecido antes de processar a ordem. E o pior — o mais perturbador — era que o corpo já estava agindo enquanto a mente ainda tentava alcançar o que tinha acabado de acontecer.

Levou o plug até a boca. A língua enrolou devagar na joia fria, lambendo, lubrificando, os olhos presos nos dele sem conseguir desviar — como se desviar fosse admitir algo que ficar olhando ainda conseguia negar.

Virou o plug. Encostou a ponta larga no anel dilatado que piscava quente e faminto. Empurrou devagar. O cuzinho abriu com estalo molhado, engolindo a base grossa centímetro por centímetro, carne cedendo, esticando, abraçando o metal com uma intimidade que ela não havia ensinado ao próprio corpo — e que o corpo havia aprendido sozinho.

Gemeu longo, baixo, rouco, o som ecoando no escritório. O corpo arqueou involuntariamente, seios pesados balançando sob o vestido, mamilos roçando o tecido fino.

— Pronto... tá no lugar... todo enfiado de novo... — murmurou, voz tremendo, rebolando uma vez lenta, deixando o plug pressionar fundo enquanto se assentava. — Sente como meu cuzinho abraça ele gostoso?

Cael observou, imóvel, os olhos queimando.

— Isso. — disse baixo, grave. — Agora mostra o que você trouxe na sacola.

Evelyn ficou parada um instante, respiração pesada e entrecortada enchendo o ar quente do escritório, o plug latejando forte a cada batida do coração. As mãos desceram até a sacola, papel farfalhando baixo.

Abriu devagar, revelando os itens um por um, colocando-os na mesa com dedos que tremiam, cada movimento fazendo o plug pressionar fundo e arrancar um gemido abafado que ela cortava entre os dentes.

Primeiro veio o vibrador grosso, embalagem rasgada devagar, ponta com sucção forte, corpo curvado. O aroma de borracha nova pairando quente.

— Esse vibrador... — ela roçou a ponta devagar no lábio inferior, olhos fixos nele, quadril rebolando lento sem que ela pedisse pro corpo fazer isso. — Você vai grudar ele na minha... — hesitou, a palavra chegando nova e quente na boca — ...na minha bucetinha... vai sugar meu clitóris enquanto me arromba o cuzinho com essa rola...

Parou. Piscou uma vez. A palavra tinha saído inteira e ela não havia conseguido segurar.

O corpo não esperou a mente processar — as coxas se fecharam, um espasmo percorreu o cuzinho em volta do plug, algo grosso e quente escorreu mais pela coxa interna.

Deslizou o vibrador pelo pescoço até roçar o mamilo duro. O gemido saiu baixo, real, e dessa vez ela não tapou.

— Me fazer gozar sem parar... — murmurou, a voz saindo pequena mas clara, sem mais vergonha suficiente pra abafar. — Pingando mel...

Cael inclinou a cabeça, olhos cravados nela.

— Continua. Mostra o resto.

Então ela tirou a fantasia de empregada preta nova — tecido acetinado, renda delicada, saia curta que mal cobria as coxas, corpete justo, aventalzinho branco e touca rendada. Desdobrou devagar, tecido roçando os dedos trêmulos.

— Essa fantasia... — a voz saiu baixa, com uma franqueza que a surpreendeu — ...vou colocar quando limpar a casa. Vou limpar o escritório assim, de joelhos, saia levantada, a xota exposta e pingando pra você... — as palavras vieram antes da hesitação — ...prontinha pra ser arrombada como uma...

Parou de novo. Engoliu.

Como uma puta. A frase tinha chegado completa na cabeça e ela havia cortado antes do fim, mas tarde demais — o calor no rosto disse que ele havia visto chegar.

Virou de frente, abriu as pernas devagar. Os lábios carnudos separados, brilhando, fios de líquido grosso escorrendo lentos até pingar no chão.

Um passo pra frente. Os seios roçaram o braço dele, mamilos duros marcando o tecido fino. A mão dela desceu devagar, apertou o pau latejante por cima da calça, sentindo o pulsar.

— Tira esse plug de mim... — a voz falhou no meio, saiu menor que pretendia, e então maior que esperava: — ...e me usa, Cael. Me enche de porra... Eu tô louca desde que saí de lá.

As palavras tinham chegado juntas e ela não havia travado a tempo. O corpo colado no dele, o cheiro dele tomando tudo — mel e suor e aquela nota masculina que subia direto pro ventre como sinal que ela já começava a reconhecer.

O cuzinho apertou em volta do plug. Mais líquido escorreu pela coxa interna, pingando no chão em fios brilhantes.

Silêncio pesou de novo. Só o som da respiração dela, acelerada, e o latejar do pau dele sob a mão trêmula.

Cael não respondeu imediatamente. Os olhos dele percorreram o escritório — o cheiro pesado de mel e suor que havia impregnado cada canto, o ar quente e carregado que qualquer um que entrasse sentiria nos primeiros dois segundos. Ela viu o cálculo atravessar o rosto dele. Viu quando ele decidiu.

Ela esperou — submissa de um jeito que já não a surpreendia tanto quanto deveria — pronta para o próximo comando. Mas em vez disso ouviu algo longe.

Passos leves ecoaram no corredor, cada vez mais próximos, ritmados e hesitantes, como se quem viesse já sentisse o ar denso antes de chegar. Três batidas secas na porta cortaram o ar pesado, ecoando como sentença fria no silêncio que ainda pairava entre Evelyn e Cael. Voz doce e tímida veio do outro lado, quase inocente, mas com um tom que carregava algo mais.

— Professor... posso entrar? Trouxe os documentos que pediu...

— Um momento...

Cael rosnou baixo para Evelyn, olhos faiscando urgência. A voz grave e seca veio perto do ouvido dela, cortante e rápida.

— Rápido. Guarda essa merda toda e desce embaixo da mesa. Sem barulho.

Evelyn arfou, um tremor elétrico subindo pela espinha até os mamilos duros latejarem sob o vestido, o ventre contraindo vazio num tesão que misturava medo e desejo e vergonha de sentir os dois ao mesmo tempo.

Obedeceu rápido — mãos voando para a mesa, empurrando as coisas para dentro da sacola, papel farfalhando alto demais no silêncio, o cheiro subindo denso enquanto ela se abaixava, se enfiando debaixo da mesa. O coração martelava forte. As pernas estavam encharcadas.

Foi quando viu — ao lado da mesa, longe dos olhos de Cael, a embalagem rasgada do vibrador no chão. Esqueceu de guardar. O estômago afundou. Ela abriu a boca para avisar e fechou de volta — tarde demais, os passos já haviam parado do lado de fora da porta.

Joelhos no chão gelado. Rosto perto da virilha dele. O pau marcando a calça a centímetros do nariz, o cheiro dele invadindo cada respiração, misturado ao suor e ao líquido quente que ainda escorria pela perna dela. O cuzinho piscava em volta do plug, apertando com força.

Cael puxou a cadeira pra perto com o pé, voz baixa e urgente chegando até ela como sussurro seco.

— Sem um pio. Se eu ouvir um gemido sequer, te faço engolir tudo que comprou aqui mesmo.

Evelyn assentiu, mordendo o lábio inferior, corpo tremendo inteiro, coração batendo tão forte que parecia ecoar no espaço apertado. Os olhos voltaram para a embalagem no chão. Não havia nada que pudesse fazer.

Cael ergueu a voz, seca e controlada.

— Pode entrar, Amelia.

A porta rangeu ao abrir devagar. Amelia entrou com passos leves, os olhos grandes varrendo a sala — pararam na embalagem rasgada no chão. O cheiro chegou antes de qualquer palavra: mel e suor e algo mais fundo que ela conhecia do próprio corpo.

O ventre contraiu, a bucetinha apertou no vazio, um fio quente escorreu pelas coxas que se fecharam por instinto. Os mamilos enrijeceram sob a blusa fina. Ela deixou os olhos fecharem um segundo, nariz dilatando, bebendo o ar carregado.

— Professor... o senhor tá bem? O ar tá... pesado... quente... e tem um cheiro adocicado gostoso...

Cael se recostou na cadeira, olhos frios e controlados.

— É um difusor novo. Deixa os documentos aqui.

Amelia se aproximou da mesa com passos cuidadosos, a saia curta balançando no compasso dos quadris. Parou do lado de fora, de frente para ele, e quando se inclinou para depositar os papéis na borda — os olhos grandes desceram por um instante, rápido e preciso, para o chão do lado da mesa.

A embalagem rasgada. A poça pequena e brilhante no assoalho que não era água.

Amelia endireitou o tronco devagar. Os olhos voltaram para o rosto de Cael com expressão que não mudou nem um milímetro. Só os lábios — rosa intenso, levemente mais carnudos que o necessário para uma assistente em horário de trabalho — curvaram num sorriso pequeníssimo antes de sumirem.

Ah.

— Posso explicar os ajustes? Tem algumas mudanças que o senhor precisa aprovar.

— Pode.

Debaixo da mesa, Evelyn estava imóvel. Joelhos no chão frio, rosto a centímetros da virilha de Cael, o cheiro dele invadindo cada respiração que ela controlava com cuidado cirúrgico. O pau marcava a calça a centímetros do rosto dela — quente, pulsando devagar, impossível de ignorar.

Ela não decidiu. Os dedos simplesmente começaram.

Subiram pela calça com leveza de quem não quer ser ouvida, encontraram o botão, o zíper — dente por dente, metal cedendo em silêncio absoluto. O pau saltou quente contra a palma dela e o impacto subiu pelo braço, pelo peito, desceu direto entre as coxas encharcadas.

Encostou a língua na glande.

Só roçou — e o gosto salgado se espalhou pela língua como acidente que ela não conseguiu lamentar. Fechou os olhos. A sala acima dela sumiu. Amelia sumiu. O escritório, o cheiro, o risco — tudo sumiu. Só existia aquilo: o peso quente na palma, o gosto se espalhando, o pulsar que ela sentia nos próprios dentes.

Deslizou os lábios pela haste devagar e o mundo lá em cima virou ruído.

Do outro lado da mesa, Amelia folheava os papéis com dedos cuidadosos — mas a mão livre havia encontrado a beira da própria saia e estava puxando devagar, centímetro por centímetro, até as coxas aparecerem inteiras. Ela não olhou para baixo. Os olhos grandes ficaram no rosto de Cael enquanto os dedos roçavam a parte interna da coxa com uma leveza que não era casual.

— Essa referência do segundo parágrafo... — disse, a voz saindo doce e profissional, completamente incongruente com a mão que havia chegado à beira da calcinha encharcada. — O senhor prefere Foucault ou posso usar Barthes?

— Barthes funciona.

— Ótimo. — Sorriu, pequeno e limpo. Os dedos empurraram o tecido da calcinha para o lado — sem tirá-la, só deslocando — e encostaram diretamente nos lábios brilhantes. Um fio grosso escorreu pela coxa interna. Amelia não desviou os olhos de Cael nem por um segundo. — Achei que dialogava melhor com o argumento.

Evelyn chupou mais fundo sem perceber — a garganta se moldou, o nariz quase tocou o ventre dele. O engasgo veio pequeno, abafado, e o plug pressionou fundo junto num espasmo que subiu da base da espinha até os mamilos. Ela enfiou o punho na boca antes que o gemido saísse — os dentes afundaram na carne entre o polegar e o indicador com força que deixou marca branca que virou vermelha devagar.

A gota de mel escorreu pela coxa, chegou ao joelho, pingou no chão.

Ploc.

A mão de Cael desceu por baixo da mesa. Dedos encontraram o cabelo dela, fecharam-se em punho suave. Não puxou. Só segurou.

— O senhor tá bem? — Amelia ergueu os olhos do papel, pousando-os diretamente no rosto de Cael. Voz doce, preocupação genuína na superfície — enquanto os dedos se moviam em círculos lentos e deliberados entre as próprias coxas abertas, a umidade escorrendo livre pela pele. — Parece um pouco tenso.

— Estou concentrado.

— Ah. — Assentiu com simpatia. Reposicionou-se levemente, abrindo mais as coxas sem parecer que estava abrindo, os dedos afundando um pouco mais fundo num movimento que arrancou dela um suspiro curtíssimo que ela deixou sair. — É que o senhor costuma ser mais expansivo. Hoje tá mais quieto.

Debaixo da mesa, Evelyn não ouvia mais as palavras. O mundo lá em cima era tom, ondulação, ruído distante. O que existia era o pulsar na boca, o gosto grosso e salgado se intensificando, o plug que pressionava fundo a cada respiração. Ela não sabia que Amelia estava se tocando. Não sabia de nada além do peso quente entre os lábios e do cheiro de Cael preenchendo cada célula dos pulmões.

Ploc.

Amelia piscou. Os olhos desceram por uma fração de segundo para as mãos de Cael desaparecidas abaixo da mesa. Voltaram para o rosto dele. O sorriso não apareceu nos lábios. Apareceu só nos olhos — quente, satisfeito, completamente ciente.

— Aqui nessa seção sobre controle do discurso... — continuou, voz suavíssima, os dedos agora trabalhando sem nenhuma contenção — círculos rápidos no clitóris que faziam os joelhos dela tremeram visivelmente enquanto ficava de pé na frente da mesa como se fosse uma reunião qualquer. — ...eu expandi além do que o senhor pediu. — O suspiro que escapou foi baixo, real, as sardas sumindo no rubor. — Espero que não tenha extrapolado.

A mão de Cael apertou o cabelo de Evelyn três vezes seguidas. Devagar. Devagar. Devagar.

— Não extrapol... — A voz saiu rouca demais, quebrou no meio da palavra. Uma pausa de um segundo. Cael encostou o punho fechado na borda da mesa, os nós dos dedos branqueando por um instante antes de relaxar. — ...não extrapolou.

Amelia capturou cada detalhe daquele segundo — o punho fechado, a mandíbula que cerrou e soltou, a voz que havia quebrado. Os dedos não pararam. O movimento ficou menos discreto, a respiração dela saindo em ondas mais curtas.

— O senhor tá com a voz diferente... — murmurou, pequenininha e preocupada, os joelhos tremendo enquanto se tocava abertamente na frente dele. — E a mão.

— Dor de garganta. Tensão muscular.

— Que pena. — Os olhos grandes piscaram com simpatia perfeita. Os dedos não pararam.

Virou-se e caminhou em direção à porta. Os quadris balançavam no compasso dos saltos. A mão tocou a maçaneta.

Parou.

Um segundo. Dois.

Então se virou de novo — os olhos grandes piscando como se tivesse esquecido algo de menor importância, a voz saindo suave, quase apologética:

— Ah, professor... eu esqueci de perguntar sobre as datas de entrega. O senhor tem mais um minutinho?

— As datas estão no cronograma que enviei na semana passada.

— Ah, é verdade... — Amelia voltou da porta com passos lentos. Parou do lado de fora da mesa, de frente para ele — e desta vez não fingiu procurar nada nos papéis. Ficou de pé, os olhos grandes e límpidos no rosto de Cael, e levantou a saia devagar com as duas mãos até a cintura.

Nenhum pretexto. Nenhuma explicação.

Abriu as coxas levemente — os lábios carnudos e brilhantes aparecendo sem disfarce, encharcados, um fio grosso escorrendo pela coxa interna que ela não limpou, a calcinha deslocada para o lado onde os dedos a haviam empurrado antes. Amelia ficou assim, saia levantada, olhando para Cael com expressão de quem aguarda instruções.

— O senhor tá vendo? — a voz saiu pequenininha, quase tímida. — Fiquei assim desde que entrei. Esse cheiro no ar...

Cael não respondeu. A voz saiu completamente plana:

— Continue.

Amelia continuou.

A calcinha saiu devagar — ela a puxou para baixo pelas laterais, deixou deslizar pelas coxas, apanhou antes de chegar ao chão. Segurou na mão por um segundo, o tecido encharcado pendurado entre os dedos — e jogou em cima da mesa direto para Cael. A calcinha pousou sobre os papéis dele com um ploc úmido e mole.

— Pra o senhor não esquecer de mim. — Voz doce, olhos inocentes. — Já que o senhor tá tão ocupado.

Então a mão desceu — dedos abrindo os lábios carnudos, exibindo o interior brilhante e rosado para ele, e começando a se mover com uma urgência que havia abandonado qualquer pretexto de contenção. O gemido que saiu dela foi real e longo, as sardas sumindo no rubor que subiu pelo rosto inteiro, os joelhos dobrando levemente enquanto ela se equilibrava com a mão livre na borda da mesa.

— Professor... — ofegou, os dedos afundando fundo e saindo brilhantes, a bucetinha contraindo visivelmente em volta deles — ...o senhor sabe que eu vim aqui de propósito, né? — Os olhos grandes piscaram, completamente límpidos, a voz doce e pequenininha incongruente com os dedos que bombeavam sem parar.

Cael não respondeu.

— Toda noite, professor... — a voz começou a quebrar, o prazer chegando sem pedir licença, as coxas tremendo — ...toda noite é o senhor. Só o senhor. Fico assim — — o gemido cortou a frase, real e involuntário, e ela engoliu antes de continuar com a voz ainda doce — ...fico assim pensando no que o senhor me faria.

Os dedos aceleraram. O som molhado preencheu o escritório sem vergonha — úmido, rítmico, obsceno no silêncio — misturado aos gemidos baixos que ela deixava sair agora sem nem tentar abafar. A saia ainda levantada na cintura. Os olhos ainda nos dele. A voz ainda doce como se pedisse uma extensão de prazo.

— Posso gozar, professor? — sussurrou, pequenininha, os joelhos quase falhando. — O senhor deixa?

Cael não respondeu.

Amelia interpretou o silêncio como permissão — como sempre.

O gozo chegou aberto e sem cerimônia — ela se dobrou levemente para frente, a mão livre apertando a borda da mesa, um gemido longo e real saindo sem filtro enquanto a bucetinha contraía em espasmos visíveis em volta dos dedos que não pararam. O mel escorreu pela coxa interna em fio grosso, pingando no assoalho.

Ploc.

Debaixo da mesa, o ploc chegou junto com o espasmo do plug — e Evelyn gozou sem querer, silenciosa, os dentes cravados no punho, o corpo inteiro tremendo num colapso contido que ela converteu em imobilidade forçada enquanto engolia o choro e o gozo ao mesmo tempo, sem saber separar um do outro.

Amelia se endireitou devagar. Arrumou a saia. Apanhou os papéis da mesa com dedos cuidadosos.

Os olhos grandes desceram por um instante para as mãos de Cael desaparecidas. Voltaram para o rosto dele — havia confirmação neles. Não surpresa. Satisfação.

O gozo dele veio — na pressão dos dedos que a prenderam no lugar. O primeiro jato foi grosso e quente, explodindo no fundo da garganta, e Evelyn engoliu por reflexo antes de processar. O segundo veio junto com a voz de Amelia, doce e próxima acima dela, levemente ofegante mas completamente casual:

— Até amanhã, professor. — Uma pausa. A voz saindo pequenininha, quase apologética. — Espero que o senhor não tenha se cansado muito. Quem trabalha com a boca merece cuidado.

Evelyn engoliu o segundo. E o terceiro. A porra transbordava pelos cantos dos lábios em fios silenciosos, escorrendo pelo queixo, pingando nos seios — ploc, ploc. O ciúme queimava mais fundo que o próprio gozo, mais fundo que o plug, mais fundo que tudo.

Os passos de Amelia cruzaram a sala. Lentos, sem pressa. A porta abriu.

Uma pausa longa no batente.

Fechou.

O silêncio caiu pesado. Evelyn ficou imóvel debaixo da mesa — joelhos marcados pelo chão frio, rosto lambuzado, o sabor dele e o eco daquela voz ainda pairando no ar como perfume que não sai. Só então saiu.

Não se levantou de imediato. Ficou de joelhos, olhando para cima, os olhos marejados e brilhantes, o rosto borrado. A mão subiu devagar até a boca, passou pelos lábios sujos — e parou quando percebeu o batom borrado na haste dele.

Depois, devagar, se ergueu.

Os joelhos doíam. As pernas tremiam um pouco. Mas foi quando os olhos alcançaram a altura da mesa que ela viu — a calcinha de renda rosa sobre os papéis. Ainda úmida. Ainda quente. Jogada ali como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Evelyn ficou olhando por um segundo inteiro.

A raiva chegou antes das palavras — não de Cael, não de Amelia, mas dela mesma. De estar de joelhos lambuzada com ciúme de uma menina que havia gozado na frente do marido dela e jogado a calcinha encharcada em cima da mesa como troféu. De querer mais mesmo assim. De não conseguir querer outra coisa.

— Cael... — A voz saiu rouca, arranhada, pequena. Os olhos não saíram dos dele. — Ainda tem mais?

Não era súplica. Era exigência com voz pequena. E as duas coisas ao mesmo tempo.

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Mais uma mulher que é apaixonada por Gael. Será que ela vai ser a escolhida para ser a receptáculo de Velthra?

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