O Padrasto Tarado quer me Enrabar - Parte 3

Um conto erótico de AuroraMaris
Categoria: Heterossexual
Contém 3368 palavras
Data: 09/03/2026 10:56:47

Os dias seguintes foram um borrão estranho. Fernando não tentou mais nada como naquela noite, mas também não precisava, porque o estrago já estava feito. Ele me olhava diferente, e eu sabia que ele sabia. Sabia que eu não ia contar pra ninguém. Sabia que eu tinha gostado.

Os comentários pioraram, principalmente agora que minha mãe iria demorar a voltar pra casa. Ele falava coisas como “bom dia, rabuda”, “tá gostosinha nessa roupa” e “bundão delicioso, Lu”. Sempre que podia, soltava algum elogio ou piada sobre minha bunda.

Sexta-feira. Véspera do concurso. Passei o dia me arrumando. Depilação. Hidratante. Escolhendo roupa. Não tinha minha mãe pra dar palpite, então escolhi usar um vestido que já tinha: preto, curto, decotado nas costas.

No sábado de manhã, Fernando apareceu na porta do meu quarto sem bater. Assoviou baixo quando me viu pronta, vestindo o biquíni por baixo e o vestido por cima.

- Caralho, Lu. Que enteada gostosa eu tenho. Está pronta?

- Quase - respondi, passando rímel na frente do espelho.

Ele entrou. Parou atrás de mim. No reflexo, eu via ele olhando minha bunda descaradamente.

- Sobe o vestido - ele disse.

- O quê?

- Você me escutou. Quero ver como tá o biquíni.

Respirei fundo. Já conseguia sentir a buceta latejar.

- Eu vou me atrasar se você ficar com essas gracinhas - respondi, continuando a me maquiar. - E além disso, você já sabe como o biquíni fica no meu corpo.

- Vai, Lu. Sobe esse vestido - ele repetiu, a voz mais firme agora. - Quero ver como você vai estar lá. Ver se o biquíni tá bom mesmo.

Pousei o rímel devagar na cômoda ao lado. No espelho, nossos olhos se encontraram. Hesitei por um segundo, os dedos parados na barra do vestido.

- Rápido, Luana - ele insistiu. - A gente não tem o dia todo.

Respirei fundo. Com um movimento rápido, puxei o vestido pra cima. O tecido preto subiu, deixando minha bunda grande escapar dele, vestida, se é que pode se dizer isso, com um biquíni que ficava totalmente atolado.

No espelho, vi ele atrás de mim. Os olhos dele estavam brilhando, fixos no meu rabo, e a boca entreaberta. A mão dele desceu discreta e começou a mexer por cima da bermuda, ajustando o volume que já estava bem aparente.

Fiquei paralisada, vendo ele me assistir. Meu corpo respondeu antes que eu pudesse pensar: bico dos peitos duros e um calor úmido entre as pernas.

De repente, ele se ajoelhou.

- O que você tá fazendo? - a voz saiu mais aguda do que eu queria.

Ele não respondeu de imediato. Ficou ali, de joelhos no chão do meu quarto, o rosto na altura da minha bunda. Levantou os olhos até encontrar os meus no espelho.

- É pra dar sorte - disse, com um sorriso no canto da boca. - Todo campeão tem seu ritual.

As mãos dele subiram devagar pelas minhas coxas. Quando chegaram na curva da bunda, ele parou. Olhou fixamente pro meu rabo por mais um segundo. Depois, com uma leveza que me surpreendeu, apoiou as mãos por cima. Não apertou. Só apoiou, como se fosse algo sagrado.

Ele se aproximou mais. Senti seu hálito quente na pele. Os lábios dele tocaram minha nádega direita com uma suavidade que não combinava com nada que tinha acontecido antes. Um selinho. Leve. Depois virou o rosto e fez o mesmo na esquerda. Dois beijos castos na minha bunda. Como quem beija uma imagem de santa antes de um jogo importante.

Ele ficou ali por mais um instante, o rosto ainda perto da minha pele. Depois se levantou, devagar, os olhos encontrando os meus de novo no espelho. O volume em sua bermuda agora estava totalmente marcado.

- Tenho certeza que vai ganhar, Lu.

Saiu do quarto sem olhar para trás. Fiquei parada, o coração batendo acelerado, a buceta latejando, as marcas dos lábios dele queimando na minha pele.

Chegamos no clube umas 10h. O lugar já estava cheio. Um palco montado ao lado da piscina, luzes coloridas, música alta. Mulheres de biquíni por todos os lados. Homens com crachá, organização. Câmeras e mais câmeras.

Fiz o check-in e peguei meu número. Me levaram pra área das candidatas, uma espécie de camarim ao ar livre perto da piscina. Fernando ficou na plateia, conversando com alguns outros homens. Aliás, só tinham homens naquele evento, desde a produção, os fotógrafos e, claro, o público.

Lá dentro, dezenas de mulheres. Todas de biquíni. Todas lindas. Alguns corpos malhados, uns siliconados, outros naturais, até mulheres mais gordinhas. Eu me senti pequena por um segundo. Depois olhei no espelho e lembrei: minha bunda era maior que a maioria ali.

Tirei o vestido preto. Fiquei só de biquíni. Algumas candidatas olharam. Uma loira ao meu lado assobiou.

- Nossa amiga, que rabo é esse? É de verdade?

Ri, sem graça.

- É sim.

- Tá de parabéns. Vai longe com essa bunda.

Me deu um ânimo.

Esperei. Uma hora. Duas. Acenderam as luzes do palco, a música aumentou. Finalmente, chamaram as candidatas.

Cada uma atravessava o palco, parava no centro, virava de costas, sorria, saía. Eu vi as primeiras passarem. Algumas boas, outras nem tanto. Minha vez chegou.

Subi as escadas do palco e a música pareceu sumir. Só ouvia meu coração. Andei até o centro. Parei. Joguei o cabelo pro lado. Virei de costas devagar, arqueando um pouco a coluna. O fio dental sumiu. A bunda ocupou o palco inteiro.

Ouvi assobios vindos da plateia, e alguns gritando “gostosa” ou “delícia”. Sorri, virei de frente de novo, e saí. Desci do palco com as pernas tremendo. Respirei fundo. Tinha dado tudo certo. Minha buceta latejava, melando a parte de baixo do biquíni.

O resultado ia demorar. Disseram que sairia 17h. Fiquei por lá, conversando com outras candidatas, vendo os desfiles seguintes, mas não conseguia relaxar.

Meu celular vibrou. Era Fernando dizendo "Vem no estacionamento. Estou no carro."

Olhei em volta. Ninguém prestava atenção. Peguei minha bolsa, coloquei o vestido preto por cima do biquíni e fui andando. Achei a caminhonete dele no canto do estacionamento longe dos outros carros. Ele estava no banco de trás, onde me sentei ao seu lado.

Ele estava lá, recostado, uma lata de refrigerante na mão. A caminhonete ligada, ar condicionado ligado.

- E aí, mocinha? - disse quando entrei. - Estava linda lá em cima.

- Obrigada.

- Gravei tudo. Vai ficar pro resto da vida, essa bunda gigante desfilando - deu um gole no refrigerante. - Mandei pra sua mãe, ela falou que você está linda.

Dei um sorriso amarelo.

Ele deixou a lata no porta-copos.

- Vira a bunda pra mim. Quero ver de pertinho mais uma vez.

Respirei fundo.

- Pra que, Fernando?

Ele revirou os olhos.

- Chega disso, de me chamar de Fernando. Eu sou casado com a sua mãe, sou praticamente seu pai. Quero que você me chame de papai - ele falou com um tom malicioso.

- Não vou fazer isso - dei uma risada seca e debochada.

- Vai sim, Lu. Você vai ganhar uns três mil reais com esse concurso. Acho que um apelido é o mínimo que você pode me dar em troca - ele deu mais um gole no refrigerante antes de voltar a colocar a lata no porta-copos. - Não se preocupa. Eu te chamo de filha, se quiser.

Bufei, revirando os olhos.

- Tira o vestido - pediu novamente. - E senta aqui - bateu na própria perna.

Com certa hesitação, antes que a racionalidade me fizesse sair correndo daquele carro, me despi do vestido. Me arrastei no banco, pronta para sentar de costas para ele.

- Não - a mão dele segurou meu braço. - Senta virada pra mim.

Pisquei, sem entender. Mas obedeci. Levantei uma perna, depois a outra, e fiquei de joelhos no banco, de frente para ele. Ele me olhava com malícia e um sorriso vitorioso. Abri as pernas para me acomodar no colo dele e senti um dos lábios da buceta escapando pela lateral do biquíni. O tecido minúsculo não segurava nada naquela posição. Sentei mesmo assim.

O calor subiu ao meu rosto quando senti o volume duro dele pressionando minha buceta,

- Essa posição é ótima - disse, passando os braços em volta de mim. - Pra abraçar.

Me puxou para perto. Senti o cheiro do perfume, misturado com suor e cigarro. Eu nunca tinha visto ele fumando, devia fumar escondido da minha mãe. Os braços dele apertaram minhas costas, e por um segundo foi só isso: um abraço. Me permiti abraça-lo também, enfiando o rosto em seu pescoço.

- Estou orgulhoso de você, Lu - ele murmurou perto do meu ouvido. - Muito orgulhoso.

As mãos dele desceram devagar pelas minhas costas até chegarem na minha bunda. Pararam ali. Começaram um carinho leve, quase distraído, passando a palma sobre a pele lisa, contornando as curvas.

- Gosta de abraço assim? - ele perguntou, a voz macia.

- Eu... - respondi, ainda com o rosto escondido. - G-gosto.

Ele continuou o carinho, as mãos grandes deslizando devagar, apertando de leve, soltando, deslizando de novo. Meu corpo foi relaxando aos poucos, o calor espalhando.

- Fica à vontade, filha - ele disse, e a palavra soou estranha e boa ao mesmo tempo. - Pode relaxar. Somos só eu e você aqui.

Fiquei com os braços em volta do pescoço dele, o rosto enfiado no ombro, sentindo o calor, o toque suave, o cheiro.

- Por que você tá orgulhoso? Eu ainda nem ganhei nada - perguntei, a voz abafada contra a camisa dele.

Ele continuou passando a mão na minha bunda, fazendo carinho. A outra mão subiu e começou a brincar com meu cabelo.

- Ainda. Você vai ganhar - a voz dele saiu macia, quase doce. - Tenho certeza. E hoje todo mundo viu o que eu vejo todo dia. Sua bunda gigante desfilando no palco, todo mundo babando. Estou orgulhoso por você ter tido coragem de desfilar.

A mão dele apertou de leve minha bunda.

- Gosta de ter um padrasto que cuida tão bem de você? - ele perguntou, a voz baixa. - Que te apoia, que leva você nos lugares, que faz carinho assim?

Mordi o lábio. A buceta pulsava contra o volume da bermuda dele.

- Sim - respondi, a voz saindo quase um sussurro.

- Tá gostando de ter um papai assim? - ele repetiu, a palavra diferente agora. - Um papai que vê você bonita, que elogia, que pega no seu rabo com carinho?

Minha respiração prendeu por um segundo. A palavra ecoou na cabeça. Papai.

- Sim... - falei de novo, a voz saindo mais fraca.

Ele riu baixo, satisfeito, e me puxou mais para perto. O volume duro dele pressionou mais entre minhas pernas.

- Que bom, filha. Porque eu tô adorando ser seu papai. Adorando ver você se abrir assim comigo, ficar molhadinha no meu colo enquanto eu passo a mão nessa bunda perfeita.

Os dedos dele deslizaram pela fenda da minha bunda, por cima do fio dental, sem pressa. O fio era tão pequeno que eu conseguia sentir o toque dele nas pregas do meu cuzinho, os dedos passeando pra cima e pra baixo.

- Fiquei lá na plateia vendo você desfilar, de fio dental, mostrando tudo. Eu só conseguia pensar em te dar um abraço assim, e falar que estou orgulhoso - ele deu uns beijinhos no meu ombro. - Você é a melhor filha que eu poderia ter.

Olhei pra baixo, pro colo dele, onde minha buceta pressionava o volume da rola, totalmente dura. O biquíni estava tão melado que estava até começando a melar a calça dele.

Meu celular vibrou, no banco. Mensagem no grupo das candidatas: "Resultado em 15 minutos. Todas no palco”. Levantei a cabeça do ombro dele.

- Vão anunciar a vencedora.

Ele deu um tapinha leve na minha bunda antes de me soltar.

- Vai lá. Vai ganhar. Depois a gente volta pra casa e comemora.

Saí do colo, ajeitei o biquíni deslocado, coloquei o vestido. Atravessei o estacionamento de volta pro clube, as pernas bambas, a buceta pulsando.

No palco, me alinhei com as outras. Olhei pra plateia. Lá no fundo, ele me observava.

Um dos juízes, um senhor idoso, fez um discurso sobre como o corpo de todas as mulheres é perfeito, mas que nesse concurso em especial, se julgava, com palavras dele “o melhor traseiro da região”.

Ele anunciou o terceiro lugar. A loira que havia me elogiado no camarim pulou ao meu lado, comemorando.

Segundo lugar. Foi uma moça toda musculosa quem ganhou.

- Primeiro lugar... Luana Dias!

A ficha demorou pra cair. Luana Dias. Sou eu! Senti braços em volta de mim, me parabenizando. O juiz que anunciava as ganhadoras colocou na minha cabeça uma coroa de plástico e, na hora de colocar a faixa, ouvi ele sussurrar:

- Muito merecido, menina. Sua bunda é uma maravilha!

Senti meu rosto corar.

Uma hora de fotos e entrevistas, até conseguir sair.

Atravessei o estacionamento de volta pra caminhonete. Abri a porta e entrei, dessa vez no banco do passageiro, ainda com a faixa pendurada no ombro. Ele me olhava com um sorriso de orelha a orelha.

- Sabia que ia ganhar. Agora vamos pra casa comemorar.

Ele deu a partida e saímos do estacionamento. Tirei a faixa e a coroa enquanto ele acelerava pela estrada. Já escurecia e eu ainda estava meio tonta com tudo. O caminho até a nossa cidade foi rápido. Quando a caminhonete entrou na rua de casa, vi uma luz acesa na sala.

Fernando franziu o cenho ao estacionar. O carro da minha mãe estava na garagem.

- Ela não ia voltar amanhã? - perguntou, a voz diferente.

Descemos. Antes mesmo de abrir o portão, a porta de casa se abriu. Minha mãe estava lá, de vestido, sorrindo.

- Surpresa!

Fiquei paralisada.

- Mãe? Pensei que você...

- Eu sei, eu sei - ela veio correndo e me abraçou apertado. - Um dos clientes cancelou a visita de amanhã, então resolvi voltar hoje. Achei que ia dar tempo de ver o resultado, mas o trânsito atrasou. Queria fazer surpresa! E aí? Como foi?

Olhei por cima do ombro dela. Fernando estava parado atrás de mim, o rosto fechado por um segundo antes de se recompor.

- Ela ganhou - ele disse, a voz controlada. - Primeiro lugar.

Minha mãe gritou. Me abraçou de novo, pulando.

- Minha filha! Minha filha é a miss! Sabia, sabia!

Me puxou pra dentro de casa, falando sem parar. Eu sorria, mas com uma culpa enorme na consciência. Eu estava traindo minha mãe da pior forma possível.

Na sala, minha mãe me segurou pelos ombros, me olhando de cima a baixo.

- Tão linda! E você, amor - ela virou pra Fernando, foi até ele e passou os braços em volta do pescoço dele, dando um beijo demorado que me enojou por um instante. - Você é o responsável por isso, viu? Você que influenciou a Luana, que insistiu, que levou ela. Se não fosse você, ela nunca teria ido.

Ele sorriu, mas o sorriso não chegou nos olhos.

- Fiz o que qualquer padrasto faria.

Minha mãe apertou ele num abraço.

- Te amo - disse. Depois se virou pra mim. - Vamos comemorar! Abri um vinho, vou pegar as taças.

Ela saiu em direção à cozinha, tagarelando sobre o concurso, sobre as fotos que viu, sobre o quanto estava orgulhosa.

Ficamos eu e Fernando na sala. Eu o olhei por um instante e ele piscou pra mim, me olhando de cima a baixo.

Não deu tempo de perguntar ou falar nada, pois minha mãe voltou da cozinha com a garrafa de vinho e três taças.

- Vamos brindar!

Encheu as taças. Peguei a minha, ele pegou a dele. Brindamos.

- Pela campeã! - ela disse, já virando um gole grande.

Sentamos na sala. Eu no sofá, minha mãe do meu lado, Fernando na poltrona em frente. A TV ligada num canal qualquer, mas ninguém prestava atenção.

- Conta tudo! - minha mãe pediu, animada. - Como foi? Tinham muitas candidatas?

Fui contando. Ela ria, se empolgava, pedia detalhes. O vinho descia. Ela enchia a taça dela com mais frequência que a minha.

- E aí, amor - ela virou pra Fernando, a voz já meio arrastada depois de algumas taças. - Como ela estava? Você viu tudo, né?

Ele recostou na poltrona, a taça na mão, os olhos em mim.

- Estava linda - respondeu, devagar. - Mas isso você já sabe. O que você não sabe é o impacto que ela causou.

Minha mãe inclinou a cabeça, curiosa.

- Impacto?

- Quando ela virou de costas, Célia - ele continuou, a voz calma. - Aquela bunda gigante ocupou o palco inteiro. O povo foi à loucura. Gritavam "gostosa", "delícia". Eu no meio da plateia, vendo todo mundo babando na bunda da minha enteada.

Minha mãe riu, achando graça.

- Meu Deus, que pessoal tarado! Ainda bem que tinha você lá pra proteger ela, se não era capaz de alguém agarrar!

- Pois é, você precisava ver, amor. Aquele fio dental minúsculo que você comprou sumiu completamente no meio do rabo dela. Parecia que ela estava pelada.

Senti meu rosto esquentar. Olhei pra minha mãe. Ela ria, pegando mais vinho.

- Ela tem a bunda grande mesmo, puxou a mãe - minha mãe disse, se gabando. - Mas a minha já não é mais assim, né? Depois de velha, relaxa tudo.

- A sua deve ter sido boa um dia - Fernando continuou, os olhos fixos em mim. - Mas a dela... a dela é esculpida. Redonda, durinha, sem uma celulite.

Ele deu um gole no vinho, devagar.

- E o melhor é o shortinho de academia que ela usa em casa. Todo dia de manhã passando pelo corredor, aquele rabo balançando. Você não tem noção, Célia.

Minha mãe riu mais alto.

- Ele vive elogiando você, filha. Fala sempre.

- Falo porque é verdade - ele disse. - Você tem um corpinho de cavala, Lu. Peito empinado, cintura fina, e essa bunda... essa bunda é patrimônio nacional.

A mão dele descreveu um gesto no ar, como se estivesse moldando.

- Merece ser fotografada, filmada, premiada. E hoje foi. Espero que seja a primeira de muitas vezes.

Minha buceta pulsou dentro do biquíni. O vinho na minha mão estava quente. Olhei pra minha mãe de novo. Ela ia enchendo a taça, rindo, concordando com a cabeça.

- Que orgulho - ela murmurou, bebendo mais.

- E o melhor de tudo - Fernando continuou, agora mais solto, mais ousado - é que ela não tem vergonha. Sabe que é gostosa. Sabe que tem a bunda que os homens babam. Usa aquelas roupas justas, aquele shortinho que marca tudo, e ainda rebola pela casa. Acho que ela gosta de ser olhada. Gosta de provocar. Não é, Lu?

Minha mãe riu, achando que era brincadeira.

- Claro que não, Fernando. Calma lá, a Luana não é vulgar.

- Não estou falando que é vulgar - ele disse, os olhos ainda em mim. - Só disse que ela sabe o que tem. E sabe usar. É instinto de mulher gostosa.

Minha respiração acelerou. O vinho não tinha me deixado tonta, mas o tesão sim.

- Chega, Fernando - a voz saiu mais alta do que eu esperava.

Os dois me olharam.

- Minha mãe já entendeu como foi o concurso - falei, tentando controlar o tom. - Vamos mudar de assunto.

Minha mãe franziu a testa, a boca mole de vinho.

- Deixa de ser chata, Luana. Ele só está te elogiando.

Fernando riu baixo. Aquele riso de quem sabe de tudo, de quem tá vendo a cena se desenrolar exatamente como planejou.

- É isso mesmo, amor - ele disse pra minha mãe, a voz calma. - Mas tudo bem. Acho que ela está cansada. Foi um dia longo.

Minha mãe virou pra ele, os olhos brilhando de álcool.

- Você é um padrasto tão bom, meu amor. Tão compreensivo.

Ela se levantou, meio cambaleando, e sentou no colo dele. Exatamente onde eu tinha sentado horas antes. Ele passou os braços em volta dela, natural.

- Vem cá - ela disse.

E se beijaram. De língua. Na minha frente. Ela agarrada no pescoço dele, ele segurando a cintura dela, a boca colada, estalando. A mão dele desceu pelas costas dela, mas não chegou na bunda. Parou nas costas mesmo.

Fiquei paralisada por um segundo. Depois bufei, alto.

- Vou pro meu quarto.

Levantei e fui andando pelo corredor sem olhar pra trás. Atrás de mim, os sons do beijo continuavam. Entrei no quarto, fechei a porta. Fiquei parada ali, respirando fundo. Que nojo. Que nojo aqueles dois.

Ouvi um gemido baixo vindo da sala, seguido de risada abafada. Bufei de novo. Mas no fundo, no fundo mesmo, eu sabia que não era nojo. Era raiva. Raiva da minha mãe ser tão burra.

(N.A.: Estão gostando da história até agora? Espero que sim! Tenho uns planos bem legais pra Luana, rs. Até a próxima :D)

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Comentários

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Muito bom! Aguardando com ansiedade o próximo!

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Continua, estou adorando! Ansioso para a Luana levar rola na bunda do padrasto (e quem sabe não só dele)

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