O domingo amanheceu com o céu azul e sem nuvens, o cenário perfeito para o último dia de viagem.
Gustavo estava encostado na cabeceira da cama, observando Marina terminar de se arrumar no espelho do quarto.
A mente dele viajou para semanas atrás, quando planejou aquele roteiro. A ideia original era apenas realizar um fetiche contido, apimentar o casamento com uma exibição rápida na varanda ou um flerte inofensivo no bar. Ele jamais imaginou que chegaria tão longe. Que escutaria a esposa mamando um estranho pelo telefone, ou que seguraria no próprio bolso a calcinha dela encharcada com a porra de um milionário.
Ele queria um jogo picante, mas a verdade o atingia em cheio: Marina havia transformado aquilo na própria essência deles.
Ele não podia estar mais realizado! Não só por concretizar suas mais profundas fantasias, mas por perceber como Marina estava gostando dessa situação.
— Sabe o que eu acho, amor? — Marina quebrou o silêncio, virando-se para ele. — Você criou um monstro nessa viagem.
Ela estava deslumbrante. Havia escolhido um look pensado milimetricamente para o pagode na piscina: a parte de cima de um biquíni de crochê cru que realçava seus seios fartos, coberto por uma saída de banho longa, de tecido arrastão, que deixava toda a silhueta do corpo visível.
Nos pés, uma rasteirinha dourada e, brilhando no tornozelo esquerdo, a inseparável pimenta de ouro.
Gustavo sorriu de canto, admirando a deusa que tinha no quarto.
— Já estou ansiosa esperando as nossas próximas viagens para poder soltar este meu novo lado lá… este lado livre.
Gustavo segurou a cintura da esposa, olhando para cima, encontrando os olhos dela. O fetiche e a cumplicidade falavam mais alto que qualquer limite.
— Acho que não precisamos esperar por outra viagem. São Paulo é uma cidade enorme, amor. Tem milhões de homens. Milhares de bares, baladas e restaurantes... É grande o suficiente para você brincar sem que ninguém do nosso círculo sequer desconfie. E, além disso... você sabe ser muito discreta... quando quer.
Um sorriso lento, letal e perigoso se desenhou nos lábios de Marina. A permissão absoluta do marido para transformar a própria rotina deles em um campo de caça acabara de ser concedida.
— Então meu maridinho vai gostar de ver sua esposa soltinha assim em São Paulo também? — ela murmurou, provocando.
— Sempre, meu amor. Onde você quiser. Como você quiser — confirmou Gustavo, seguido de um beijo apaixonado.
Satisfeita, Marina virou-se, pegou a pequena bolsa de palha sobre a poltrona e checou os pertences.
— Amor... aconteceu uma tragédia — ela disse, fingindo uma preocupação exagerada. — Aquele nosso joguinho está acabando com o meu estoque de calcinhas. Minha mala está vazia.
Gustavo deu uma risada baixa.
— É o preço que se paga por distribuir tantas calcinhas por aí. Assim que a gente pousar, eu compro uma gaveta inteira nova pra você.
— Mas precisa ser pequena e delicada, tá, maridinho? Não posso sair por aí distribuindo uma calcinha feia — ela provocou.
Gustavo riu, balançando a cabeça.
— Começamos cedo hoje, hein. Achei até que você ia descer sem calcinha para economizar — ele brincou, o olhar descendo pela saída de praia arrastão que ela usava, notando que ela ainda estava completamente nua por baixo do tecido vazado.
— Se eu for sem, não terá presentinho pra ninguém hoje.
— É mesmo... — Gustavo murmurou, a voz engrossando.
— Vou colocar, então.
Com uma lentidão calculada, ela pegou uma minúscula calcinha asa-delta e deslizou-a pelas pernas, deixando a intimidade perfeitamente desenhada sob o arrastão.
Enquanto a observava, Gustavo pegou o próprio celular na mesa de cabeceira.
— O cara do bar não mandou mensagem nenhuma o dia todo. Estranho. Ele parecia desesperado ontem.
— Ele não mandou porque não precisa — Marina guardou o próprio aparelho na bolsa com um sorriso predador. — Ele viu as fotos. Viu que eu não recuei. Ele sabe que a feijoada é o único lugar em que vai poder me encontrar antes de eu ir embora. Ele já deve estar lá embaixo, rondando.
Gustavo sentiu o pau endurecer violentamente contra o tecido da bermuda. Marina percebeu o volume crescer. Ela estava pronta, cheirosa, maquiada e maravilhosa.
— Sabe as novas regras do nosso casamento? — ela sussurrou, deitando na cama, afastando as pernas levemente e erguendo o tecido da saída de banho até a altura da cintura.
— Sei... — Gustavo respondeu, se ajoelhando na beirada da cama.
— Toda vez que a gente for sair pra uma balada, um jantar ou um pagode... eu quero sair do quarto já molhada. Quero chegar nos lugares pulsando.
Era a inauguração do novo ritual deles. Gustavo puxou a pequena calcinha recém-colocada para o lado com os polegares e afundou o rosto na buceta quente da esposa.
Marina jogou a cabeça para trás, soltando um gemido longo enquanto os dedos dela se afundavam nos cabelos do marido. A língua dele trabalhava rápido, com adoração.
— Isso... me deixa bem molhada pra descer — ela arfava, começando o jogo psicológico, olhando para o teto. — Se nosso amigo estiver lá embaixo, preciso estar preparada… você viu o tamanho do pau dele?! Se eu não estiver bem molhada, vai ficar difícil sentar naquela rola. Você precisa ajudar a sua mulher, maridinho.
Marina estava especialmente provocante e dominante. Ela sabia que este era o dia em que iria concretizar a transformação na vida do casal.
Gustavo chupava com mais força, concordando com um grunhido abafado.
— Essa viagem foi incrível... — Marina continuava, a voz arrastada, carregada de luxúria e crueldade. — Aquele homem no carro... você tinha que ter visto a quantidade de porra que eu tirei daquele pau. Aquilo que eu limpei com a calcinha foi só uma pequena parte... e o do Beto, então? Você ouviu os engasgos que eu dei no vestiário? Eu quase não dava conta de colocar tudo na boca... Bem diferente do seu, né, maridinho?
E ainda teve aquele homem observando eu chupar você lá no vestiário… sabia que eu chupei você imaginando aquela rola grossa dele na minha boca?
A cada provocação, Gustavo intensificava a chupada. Marina sabia exatamente o que estava fazendo. O pau de Gustavo latejava, levando-o ao delírio absoluto.
— Minha puta — conseguiu falar, abafado pelas mãos de Marina apertando sua cabeça contra a buceta molhada.
— Mas o que me deixou doida mesmo... foi aquela foto de ontem à tarde. Aquela porra toda em cima da minha calcinha. Ele tem um pau enorme. Imagina só aquilo entrando em mim hoje? — continuou. — Enfia seus dedinhos em mim para eu ir me acostumando.
Gustavo chupava o clitóris dela com um desespero animal. Um dedo… Marina gemeu baixo. Dois dedos… Uma rebolada profunda. Três dedos… Marina gemeu alto e rebolou intensamente.
Foi a vez de Gustavo provocar:
— Acho que você não vai aguentar aquela rola toda não, viu? — ele queria testar todos os limites possíveis naquele último dia.
— Ah… meu maridinho está me desafiando? Vou aguentar e ainda vou voltar cheia de porra pra você me chupar. Quem sabe eu não aguente até no meu cuzinho.
Ele riu:
— Vou estar sempre pronto pra cuidar de você.
Marina sorriu. Aquela frase soava como uma declaração de amor. Era tudo por eles. Era tudo pra eles.
— Vamos parar. Não quero gozar agora… — falou, empurrando gentilmente a cabeça de Gustavo e levantando-se.
Ela respirou fundo algumas vezes, arrumou a calcinha de volta no lugar e soltou a saída de banho.
— Vamos descer. O pagode já começou.
O barulho do cavaquinho e do pandeiro ecoava por toda a área da piscina do hotel. A feijoada estava lotada. Turistas e locais se misturavam em um clima de festa regado a cerveja gelada, caipirinhas e sol escaldante.
Assim que Marina e Gustavo pisaram na área externa, cabeças se viraram. Era impossível não olhar. O vestido arrastão revelava cada curva, e a energia que ela exalava — rosto vermelho e quente de quem quase chegou ao clímax, e absurdamente confiante — era magnética.
Eles pegaram duas caipirinhas no bar e se encostaram em uma mesa alta de bistrô, perto da piscina.
Não demorou dez minutos para a primeira aproximação. Mas não foi de um homem.
A poucos metros dali, uma mulher deslumbrante, de biquíni vermelho e saída de praia transparente, encostou-se no balcão do bar. Enquanto Gustavo pedia um petisco ao garçom, de costas para a cena, os olhos da desconhecida encontraram os de Marina. Não houve palavras. Apenas uma avaliação lenta, contínua e inegavelmente carregada de interesse. A mulher mordeu o canudo de sua bebida de forma deliberada, o olhar cravado no decote de crochê, e abriu um sorriso provocante.
Marina não desviou o rosto. Sustentou o contato visual com a mesma intensidade, erguendo levemente a taça de caipirinha em um brinde silencioso. Um flerte mudo, mas que dizia tudo. A mulher retribuiu com um aceno de cabeça e um sorriso fascinado pela audácia.
Satisfeita com a atenção e com o ego inflado, Marina virou-se para Gustavo assim que ele retornou a atenção à mesa. Sem dizer nada, ela segurou o rosto do marido e o puxou para um beijo demorado e quente, fazendo questão de ser observada pela desconhecida a poucos passos dali.
Gustavo, que havia acompanhado a cena com um sorriso no rosto, virou-se para a esposa.
— Amor... ela estava te devorando com os olhos. Acho que a gente poderia mudar os planos. Podemos terminar a nossa noite a três, lá no quarto, o que você acha?
A expressão de Marina mudou instantaneamente. Ela encostou um dedo no peito de Gustavo, com um olhar de autoridade implacável.
— Presta bem atenção em mim — ela disse, séria, a voz baixa para que só ele ouvisse no meio do barulho do pagode. — O seu pau é só meu. E a minha buceta é de quem eu quiser. Entendeu?
Gustavo sentiu um arrepio cruzar a espinha. Ele riu baixo, completamente hipnotizado pela possessividade egoísta e pela soberania dela. Era a regra de ouro do fetiche, o combinado exato que ele sempre quis, finalmente dito em voz alta e sem amarras.
— Entendido, minha senhora.
— Ótimo — Marina suspirou, voltando a sorrir. — Fica aqui e guarda o nosso lugar, vou pegar mais uma caipirinha no bar.
Gustavo ficou sozinho na mesa alta, bebericando a caipirinha e observando a multidão.
Foi então que ele o viu.
Perto das espreguiçadeiras, do lado oposto da piscina, um homem grande, de camisa de botão de linho entreaberta e óculos escuros, caminhava devagar, olhando de um lado para o outro. Era ele. O homem do bar. Ou melhor… o turista da feirinha de artesanato… ou ainda, o dono do pau monstruoso que, possivelmente, iria comer sua mulher.
O homem estava claramente procurando por Marina no meio da festa.
Um instinto completamente insano e brilhante tomou conta de Gustavo. O fetiche explodiu em sua mente. Ele não iria apenas assistir. Ele iria servir à esposa. Iria entregar a presa de bandeja.
Gustavo deixou o copo na mesa e cortou caminho pela beirada da piscina, indo diretamente na direção do homem. Quando chegou perto o suficiente, Gustavo abriu os braços e um sorriso amigável, bloqueando a passagem dele.
— Ei! Amigo! Turista perdido! — Gustavo chamou em voz alta, extremamente simpático.
O homem parou de supetão. Quando abaixou os óculos, reconheceu Gustavo. Era o marido da mulher que ele queria foder há três dias. O mesmo marido de quem ele tinha fugido na feira no dia anterior.
— Opa... e aí. Beleza? — o homem gaguejou levemente, visivelmente tenso. — Eu só tava dando uma volta. Já tô de saída.
— Que saída o quê, rapaz! — Gustavo o segurou pelo ombro com uma intimidade forçada, fazendo o teatro perfeito. — Você tá sozinho aqui nessa cidade linda, não pode ficar andando perdido assim no meio dessa festa boa. Vem com a gente! Eu e a minha esposa estamos em uma mesa ali na frente. Vou mandar descer uma caipirinha caprichada pra você fazer companhia pra gente!
O homem hesitou. Não sabia se Gustavo era a pessoa mais ingênua do mundo ou se aquilo era algum tipo de armadilha. Mas a menção à "esposa" foi mais forte que o instinto de fuga. Era a oportunidade de ouro.
— Bom... já que você insiste... eu aceito.
— Maravilha! Chega mais.
Gustavo guiou o homem pelo meio da multidão até a mesa alta.
Marina, que já havia voltado do bar, estava de costas, balançando o quadril levemente no ritmo do pagode. Quando Gustavo tocou a cintura dela, ela se virou.
Os olhos de Marina se arregalaram. Gustavo estava ali, sorridente, com o braço por cima dos ombros daquele homem.
O marido a olhou nos olhos, com uma expressão de falsa inocência, mas com um brilho escuro no fundo da íris que dizia exatamente o que ele havia feito: Eu trouxe ele para você.
— Amor, olha quem eu encontrei perdido de novo! — Gustavo anunciou em alto e bom som. — Lembra do amigo que pediu informação na feirinha? Chamei ele pra tomar uma caipirinha com a gente!
Marina piscou devagar, o sobressalto inicial sendo instantaneamente substituído pelo mais puro e animalesco tesão. O nível de loucura do marido havia ultrapassado todos os limites conhecidos. Ela deu um sorriso devastador para o homem do bar.
— Que... coincidência maravilhosa. Seja bem-vindo.