Cap. 10: À flor da pele - A decisão final (3/3).

Da série À flor da pele.
Um conto erótico de Gustavo Prado Torres
Categoria: Heterossexual
Contém 3119 palavras
Data: 09/03/2026 16:39:27

[…]

Ele deslizou para o chão sem fazer um único ruído, rastejando pelo carpete até se posicionar perfeitamente na fresta da porta.

O espetáculo estava prestes a começar, e ele tinha o melhor lugar da casa.

[…]

O quarto principal da suíte estava mergulhado na penumbra, as grossas cortinas com blackout impedindo que o sol escaldante de domingo invadisse o ambiente. O único feixe de luz escapava da fresta da porta dupla entreaberta, onde Gustavo mantinha os olhos arregalados, ajoelhado no carpete da antessala, o peito subindo e descendo de forma acelerada.

Do outro lado, a selvageria já havia começado. O homem não teve cerimônia e Marina não fez questão de exigir qualquer delicadeza. A saída de banho de crochê foi arrancada e jogada no chão.

Ele virou Marina de quatro, puxou a calcinha de lado e afundou o rosto em sua buceta fazendo ela delirar de tesão. Passou a língua repetidamente até enfiar profundamente em sua buceta. Marina empinava o máximo que podia. As pernas tremiam. Mas foi quando a língua dele invadiu seu cu, poucas vezes explorado pelo marido, que Marina perdeu completamente o controle gozando quase que instantaneamente.

Marina caiu quase desfalecida na cama.

O homem parecia transformado. Virou Marina de barriga pra cima, cabeça pendendo para fora da cama.

— Tá achando que só porque gozou vou parar? Não sou o frouxo do seu marido não. Abre a boca que vou fuder você hoje de todos os jeitos.

Aquela provocação reacendeu o fogo de Marina imediatamente. Se posicionou, abriu o máximo que pode a sua boca, língua pra fora e esperou por aquele pau no fundo de sua garganta.

Não houve carinho ou preparação. Ele enfiou tudo que pode. Sentiu a cabeça vermelha e grossa encardir a garganta de Marina e só parou quando o saco acertou seu rosto.

Os olhos de Marina lacrimejaram exatamente que ela focou em Gustavo boquiaberto escondido na sombra com o pau na mão se controlando pra não gozar imediatamente.

O homem retirava o pau completamente babado da boca de Marina, batia com ele na cara dela e voltada a socar fundo em sua boca. Suas mãos grandes seguravam com força os seios de Marina beliscando levemente os bicos entumecidos.

Marina só conseguia gemer.

— Levanta que agora você vai sentir um pau de verdade lhe fudendo. — Falou o homem enquanto deitava na cama. — Vem sentar na minha rola.

Marina ficou de pé, de costas para o homem. Mas o objetivo era encarar de frente Gustavo. Ele havia se afundado ainda mais na sombra fugindo dos seus olhos, mas ela sabia que ele estava ali.

Ela começou a retirar lentamente a calcinha dobrando o tronco pra frente, focando os olhos na sombra e exibindo sua bunda para o homem.

— Não parava de sonhar com este seu rabo gostoso. — Murmurou o homem alisando seu pau duro.

— Você gosta? — Falou Marina enquanto subia na cama. — Então me come olhando pra ela.

Marina posiciona-se de costas, esfregando a buceta na cabeça inchada daquele pau gigante.

Ela começou uma narração detalhada do que estava acontecendo.

— Tá sentindo minha buceta babando na cabeça de seu pau? Ele está abrindo minha buceta. Caralho! Essa rola vai me rasgar ao meio. Só estou acostumada com o pauzinho do meu marido. Isso que é uma rola de verdade.

— Ai! — Um grito abafado. — Entrou tudo.

Shhh... fala baixo! — ele sussurrou entredentes, tentando diminuir a força dos impactos. — Você é louca? Vai acordar o seu marido!

Marina abriu um sorriso letal, os olhos brilhando com uma maldade pura. Ela jogou a cabeça para trás e aumentou o volume da voz propositalmente, garantindo que cada sílaba atravessasse a fresta de madeira com clareza cristalina.

— Não precisa se preocupar com o corninho lá na sala — ela falou alto, o deboche escorrendo por cada palavra enquanto mantinha o olhar fixo na direção da porta entreaberta. — Ele tomou tanta caipirinha que só vai acordar amanhã. Pode fazer o barulho que quiser. Pode me usar do jeito que ele não consegue. Me bate. Me fode. Sou sua puta. Sua vadia.

Do outro lado, Gustavo apertou os olhos, a respiração presa na garganta enquanto a humilhação absoluta o atingia. Ouvir a própria esposa tratá-lo como um estorvo, chamá-lo de "corninho" com todas as letras para um estranho que a dominava, era o ápice de sua ruína psicológica. O fetiche o consumia enquanto ele acompanhava a cena no chão da antessala.

— É isso que você queria? — o homem rosnou, a voz grave e ofegante, sentindo-se o dono absoluto da situação. — Escondida do idiota do seu marido naquele sofá?

Marina ergueu o rosto, o olhar felino perdido em um transe de luxúria e crueldade premeditada. Ela sabia exatamente onde Gustavo estava. Ela sabia o que ele precisava ouvir.

— O meu marido nem se compara a você! — ela gritava, cada palavra sendo uma facada de prazer e humilhação no peito de Gustavo. — Ele é tão pequeno! Você é grande! Não para!

E um último pedido que faria Gustavo gozar imediatamente.

— Me bate. — Implorou Marina.

A mão grande do homem acertou em cheio o lado direito da bunda de Marina. A rebolada que ela deu era a resposta que tinha gostado. Outro. E mais um. Marina sentia sua bunda quente. Nunca imaginou que iria gostar tanto de ser tratada assim, tão diferente da forma que Gustavo tratava.

— Fala pra mim, quem é seu macho? Quem é seu dono? Provocou o homem entre mais um tapa.

— Você é meu macho. Faz o que quiser comigo. Pro meu marido eu sou princesa. Com você eu posso ser a puta que eu sempre sonhei. Me arromba que eu vou gozar novamente.

A declaração insuflou o ego do estranho, que aumentou ainda mais a força e o ritmo. Gustavo assistia a tudo pela fresta, vendo o homem deixar a pele clara da esposa marcada.

O quarto cheirava a suor e tensão. O ritmo se tornou frenético, beirando a agressividade que Marina exigia. Ela começou a gemer ainda mais alto, os sons roucos e sem filtro ecoando sem nenhum pudor pelas paredes da suíte.

Mas foi quando o homem enfiou um dedo em seu cu socando no ritmo da sentada dela que ela gozou intensamente deitando de costas sobre o corpo másculo e grande do homem.

— Quem falou que era pra descansar. Eu ainda não gozei. Fica de quatro cachorra que agora é minha vez de gozar. — A ordem do homem revigorou as energias de Marina imediatamente.

Ela ficou de quatro, cara enfiada no lençol, buceta pingando. Ele pincelou levemente a cabeça do seu pau na entrada da buceta e enfiou tudo com um único movimento. As mãos agarraram o lençol. O gemido veio forte. Mas ela na se entregou.

— Me arromba seu puto. Fode sua cadela. — Provocou enquanto jogava seu corpo para trás buscando cada centímetro daquele pau.

Marina olhou fixamente para a sombra no vão da porta e falou com seus dois machos: — meu maridinho vai ter que cuidar de mim depois. me da sua porra, me da. Goza pra mim.

O estranho na resistiu aquela última provocação e jorrou sua porra acumulada no fundo da buceta de Marina, cravando suas mãos na lateral de sua bunda.

Marina, sentindo ser completamente preenchida gozou mais uma vez desfalecendo na cama. Marina ficou ali, deitada de costas, ofegante e ansiosa pelo encontro com Gustavo.

Letárgica, ela se levantou, vestiu sua calcinha ainda com a carga de porra dentro de si e entregou as roupas espalhadas ao homem. — Eu gozei três vezes seguidas. Isso nunca tinha acontecido.

O homem se afastou rindo, vestindo a roupa de linho com as mãos ainda trêmulas. Ele sentia-se um deus, o grande vencedor daquela viagem, mas ao mesmo tempo estava completamente viciado na mulher assustadora e insaciável que acabara de possuir. Ele não queria que acabasse ali.

— A gente precisa se ver amanhã — ele sussurrou, a voz carregada de urgência, tentando segurar o braço dela. — Antes do seu voo. Eu dou um jeito de te encontrar. Posso lhe oferecer muito mais.

Marina deu um sorriso gélido e inalcançável. Ela pegou um roupão de seda que estava na poltrona e o vestiu, amarrando-o frouxamente na cintura.

— Não. Acho que foi o suficiente — ela respondeu, com uma frieza que o desconcertou. A verdade que ele jamais saberia era que, naquele exato momento, a ansiedade real dela era se entregar por completo ao próprio marido. A brincadeira com a presa havia terminado.

Ela caminhou em direção à antessala, escoltando-o até a saída.

No sofá, Gustavo estava perfeitamente imóvel novamente, com os olhos fechados, respirando com dificuldade para manter o teatro do marido desmaiado.

Marina parou bem ao lado do sofá, a centímetros do rosto de Gustavo. Ela olhou para o homem do bar e depois para o marido.

— Chega a dar pena — ela suspirou, um sorriso maldoso brincando nos lábios. — Apagado como um anjinho. Vai seguir dormindo sem ter ideia do que um macho de verdade, com o dobro do tamanho dele, fez com a mulher.

Gustavo sentiu o corpo tremer por dentro. Precisava manter o personagem.

Inflado pela arrogância e sentindo-se superior, o estranho sorriu. Marina não hesitou. Ali mesmo, curvada sobre o corpo do marido que fingia dormir, ela segurou o colarinho do amante e o puxou para um beijo profundo, ruidoso e molhado.

Gustavo ouvia o estalar das bocas, sentindo o calor dos dois tão perto que chegava a sufocar.

O homem finalmente se afastou, inebriado, e saiu da suíte. A pesada porta bateu com um baque surdo.

Eles estavam sozinhos.

Os olhos de Gustavo se abriram no mesmo instante. Marina não disse uma palavra. O olhar dela mudou instantaneamente do teatro frio para uma luxúria devota e absoluta voltada exclusivamente para ele. Ela desamarrou o roupão, deixando-o escorregar pelos ombros até cair no carpete. A calcinha teve o mesmo destino.

Sem dar chance para que ele se levantasse, ela montou sobre ele no sofá. Sentou-se sobre seu rosto e deu o comando.

— Sinta o gosto de tudo o que aconteceu aqui — ela sussurrou, ofegante, os dedos embrenhados nos cabelos dele, puxando-o com força contra si. — Limpa a sua mulher, maridinho.

Completamente submisso e hipnotizado, Gustavo não hesitou. Ele começou a chupa-la, sufocado pelo peso dela.

— Sente o gosto do macho que acabou de fuder sua esposa, sente. Uma delícia né? Eu já provei. — Quanto mais ela provocava, mais fundo ele chupava.

— Gostou de ver sua esposinha sendo destruída por um homem de verdade?

Gustavo ameaçou afastar sua boca para responder quando foi surpreendido por um tapa no rosto. Não foi forte. Mais o suficiente para aquecer sua pele.

— Não mandei você parar de chupar. — Falou Marina, completamente dominante.

Ele balançou a cabeça afirmativamente.

— E você gozou meu corninho?

Mais um balançar de cabeça afirmativa.

— Uma vez?

Ele negou.

— Duas vezes?

Ele afirmou.

— Hum…

Eu gozei três vezes naquela rola. Você cuidou direitinho de mim e trouxe este macho gostoso para mim. Acho que merece gozar mais uma vez. Mas estou muito assadinha. Vai gozar de outro jeito.

Vem cá.

Marina levantou puxando o marido pelas mãos até a cama.

Ela sentou recostado na cabeceira. Mandou ele sentar de gostas pra ela entre suas pernas. Com uma mão Marina punhetava lentamente o marido.

Com a outra deslizava a unha pelo seu corpo, enquanto sussurrava putarias no seu ouvido.

— Você sente como a cama está molhada? É meu suco. Nunca gozei tão intensamente assim. Veja como eu seguro seu pau com uma mão só. O dele eu precisava de duas mãos e ainda sobrava bastante. Ah, você viu que ele bateu em sua mulherzinha e você não fez nada meu corninho? Deixou ele judiar de mim foi… mas sabe qual foi o momento que eu mais gozei, foi quando ele enfiou um dedo no meu cuzinho. Fiquei doida pra tentar dar meu cuzinho pra ele. Mas tive medo. Acho que vou precisar de outros paus no meu cuzinho para me acostumar com uma rola daquele tamanho.

Gustavo não aguentava mas se segurar. Seu corpo ficou rígido. Tremeu. Marina percebeu e deu a cartada final.

— Goza na minha mão me maridinho. Goza pra sua princesa que acabou de virar puta para um macho de verdade.

Gustavo nunca havia tido um orgasmo tão intenso e volumoso. Marina passou a mão esporrada por seu corpo. Levou um dedo na boca provando a porra do marido. Deu mais um beijo apaixonado, e adormeceram juntos.

Na manhã seguinte, a rotina do casal se restabelecia. O voo de volta para São Paulo sairia em três horas.

Gustavo pegou uma sacola plástica na cama. Dentro dela, estava o vestido que Marina havia usado no Jogo dos Estranhos, ainda rígido e manchado pelo encontro com Beto.

— Quer que eu mande lavar isso na lavanderia expressa do hotel antes da gente descer pro check-out? — ele perguntou, erguendo o tecido escuro.

Marina sorriu, balançando a cabeça lentamente.

— Não. Embala e guarda no fundo da mala. Esse vestido eu vou levar sujo pra casa. É a minha recordação favorita.

Ela caminhou até a mesinha de centro, pegou um pequeno bolo de tecido de renda preta e caminhou até o marido. Ela estendeu a mão, entregando a Gustavo a calcinha que havia usado para limpar o pau do milionário do Porsche no restaurante.

— Mas essa aqui... — ela sussurrou, o olhar cheio de uma soberania inabalável e predatória — ...você bem que podia lavar pra mim lá na pia. É uma das minhas calcinhas favoritas… — Falou provocante fingindo inocente.

Ele deu uma breve risada, abriu a torneira de água quente e começou a ensaboar a renda sob a água corrente.

Marina ficou molhada observando a cena. Aproximou-se do marido por traz encostando bico dos seios duros nas costas do marido. Cruzou seus braços no corpo dele alcançando seu pau que começava a dar sinal de vida.

— Onde nós chegamos… excitados com uma lavagem de calcinha. — Ambos riram profundamente.

A viagem estava próximo ao fim. Às fantasias não.

Já no aeroporto, aguardaram o voo na sala VIP. Gustavo estava afundado em uma poltrona larga, lendo as notícias no celular, enquanto aguardavam a chamada de embarque.

Marina levantou-se para pegar uma taça de vinho na ilha de bebidas. Ela usava um conjunto de alfaiataria leve, calça pantalona e um blazer bem cortado sobre uma blusa de seda. Sofisticada, intocável. A esposa perfeita.

Enquanto ela avaliava as garrafas dispostas no balcão de mármore, notou que a garrafa do vinho branco estava completamente vazia. Ao lado dela, um homem alto, de terno escuro sem gravata, que aparentava a mesma idade de Gustavo, acabara de servir a última taça da garrafa.

Ele parou no meio do movimento, percebendo o olhar de Marina fixo nele. Seus olhos desceram para a aliança brilhante na mão esquerda dela e voltaram para o rosto perfeitamente maquiado.

— O tinto deles hoje está péssimo. Sugiro o branco gelado — ele disse, exibindo a taça cheia na mão. Uma paquera rápida e clássica de saguão de aeroporto.

Marina virou o rosto para ele. Sustentou o contato visual por dois segundos que pareceram durar uma eternidade.

Lentamente, ela ergueu a mão e, com uma sensualidade calculada e insolente, segurou a base da taça que ainda estava nos dedos dele.

— Tenho certeza de que um cavalheiro não se recusaria a partilhar a última taça com uma mulher com sede — ela sussurrou, a voz macia e irresistível, puxando o cristal delicadamente até libertá-lo da mão do homem.

Antes que ele pudesse esboçar qualquer reação, Marina levou a bebida aos lábios, deu um gole longo sem desviar o olhar do dele, abriu um sorriso letal e virou as costas, caminhando de volta para a poltrona com a taça na mão.

Ela sentou-se ao lado de Gustavo, cruzando as pernas elegantemente, e deu mais um gole no vinho.

— Conseguiu o branco? — Gustavo perguntou, sem tirar os olhos do celular.

— Consegui. Homens de terno são sempre tão fáceis de domar. Basta pedir com jeitinho — ela sorriu, o olhar brilhando de malícia.

Gustavo apenas riu baixo.

Quinze minutos depois, o alto-falante anunciou que o embarque prioritário para São Paulo começaria em breve.

— Vou ao banheiro rapidinho antes de entrarmos no avião — Marina avisou, deixando a taça vazia na mesinha e levantando-se.

O corredor que levava aos toaletes da Sala VIP era mais isolado e estreito. Enquanto Marina se aproximava, deu de cara com o executivo do bar.

— Você me deixou sem nada lá no bar — ele brincou, a voz baixa, sustentando o olhar. — Roubou o meu vinho e me deixou de mãos vazias. Achei uma tremenda falta de educação.

Marina parou a um passo dele, a postura impenetrável.

— Que pena... — ela murmurou, os olhos descendo pelos botões da camisa dele antes de voltar ao rosto. — Eu odeio deixar os homens elegantes de mãos vazias. Me espera aqui um minuto.

Ela entrou no banheiro feminino, trancou a porta e, com movimentos rápidos e precisos, deslizou a pequena calcinha de renda preta que havia escolhido para a viagem pelas pernas. Ela ajeitou a calça de alfaiataria, amassou o tecido minúsculo na palma da mão e saiu.

O homem ainda estava lá fora, no mesmo lugar, encostado na parede com as mãos nos bolsos, esperando para ver até onde ia o jogo daquela desconhecida.

Marina passou por ele sem diminuir o passo. No exato momento em que os corpos se cruzaram no corredor estreito, ela estendeu a mão fechada e depositou o pequeno bolo de renda preta diretamente na palma dele.

O executivo olhou para baixo. Era um quadrado delicado de tecido íntimo, ainda carregando o calor e o perfume dela. Quando ele ergueu os olhos novamente, com o cérebro em absoluto curto-circuito, Marina já caminhava pelo salão em direção ao marido, o queixo erguido e sem olhar para trás nenhuma única vez.

Gustavo pegou as passagens e a mala de mão. Eles desceram as escadas e entraram na fila do gate. Nesse momento que Marina se inclinou levemente para o lado.

— Amor... — ela sussurrou, a voz macia, inaudível para qualquer outra pessoa ao redor. — Lembra daquela calcinha nova de renda que eu coloquei pra vir pro aeroporto e você pediu pra eu tomar cuidado pra não perder?

Gustavo virou o rosto para ela, o cenho levemente franzido em confusão.

— Lembro. O que tem ela?

Marina abriu um sorriso pequeno e perigosamente brilhante.

— Precisei usar de pagamento pelo vinho branco. Acho até que saiu barato.

Os olhos de Gustavo se arregalaram. O coração dele disparou dentro do peito e ele sentiu o pau responder instantaneamente, ali mesmo, no meio da fila de embarque.

Ele olhou para trás, para a vidraça da Sala VIP no andar de cima, e depois para a esposa, completamente fascinado pela criatura indomável que tinha ao seu lado.

A viagem ao Nordeste havia acabado. Mas, para o monstro que eles haviam libertado, o jogo estava apenas começando.

FIM

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Comentários

Foto de perfil de Velhaco

E aí está a constatação de q a partir de agora o marido foi rebaixado a cachorro de rua, vai viver de restos kkkkkkk

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