História de Carol - Pt. 11

Um conto erótico de Carol Neves
Categoria: Crossdresser
Contém 394 palavras
Data: 02/03/2026 01:28:12

Os dias voltaram ao ritmo conhecido.

Carlos acordava, estudava, ajudava em casa, conversava com a mãe sobre coisas simples. À primeira vista, nada tinha mudado.

Mas tinha.

Sempre que a casa ficava vazia à tarde, ele permitia pequenos momentos. Às vezes era só uma peça de roupa. Às vezes maquiagem leve. Outras, apenas ficar alguns minutos diante do espelho, sentindo aquela parte dele respirar.

Sem exageros.

Sem pressa.

Sem deixar rastros.

A mãe nunca desconfiou. Se notava algo diferente, atribuía ao fato de ele estar mais organizado, mais quieto, mais “centrado”.

Com a amiga, a vida seguia normal nas conversas do dia a dia. Memes, áudios, reclamações rotineiras. Quase não tocavam no assunto — como se ambas soubessem que aquilo precisava amadurecer antes de virar tema constante.

Até que, numa tarde comum, perto de um feriado prolongado, o celular vibrou.

Era ela.

A mensagem era curta:

— *“Já que vamos ter um dia inteiro livre… que tal libertar a Carol no meu apê? Dia completo. Sem pressa. Sem risco.”*

Carlos leu uma vez.

Depois de novo.

Outra mensagem chegou logo em seguida:

— *“Você não precisa levar nada. Eu cuido de tudo. Roupa, maquiagem, acessórios. Quero fazer isso direito.”*

O coração disparou.

Era diferente de improvisar escondido.

Era diferente de usar o que encontrava.

Era alguém planejando, preparando… como se aquilo fosse legítimo.

Ele digitou, apagou, digitou de novo.

— *“Você tem certeza?”*

— *“Tenho. E quero.”*

Carlos ficou alguns minutos parado, encarando a tela. O medo apareceu primeiro:

E se desse errado?

E se alguém visse?

E se ele se sentisse estranho?

Mas, junto com o medo, vinha algo maior.

Vontade.

Vontade de viver aquilo com calma.

Sem relógio.

Sem barulho no portão.

Sem precisar desmontar tudo em minutos.

— *“Eu aceito.”*

Assim que enviou, sentiu um frio na barriga e um sorriso escapar ao mesmo tempo.

A resposta dela veio com um áudio animado:

— “Então tá marcado! Vai ser nosso dia de meninas. Você vai chegar aqui como Carlos… e sair como Carol. Confia em mim.”

Ele encostou na cadeira, respirando fundo.

Era um passo além do que já tinha vivido.

Não era só experimentar.

Era permitir-se.

Naquela noite, deitado na cama, Carlos imaginou como seria atravessar a porta do apartamento dela e, do outro lado, poder ser chamado de Carol sem susto, sem segredo.

O feriado agora tinha outro significado.

E o coração, inquieto, contava os dias.

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