Gravei Minha Irmã Na Igreja e as Coisas Saíram Totalmente do Controle

Um conto erótico de Mais Um Autor
Categoria: Heterossexual
Contém 1109 palavras
Data: 10/03/2026 17:32:47

A primeira vez que eu lembro de ter realmente perdido o controle foi por causa de um copo de leite.

Mas, para entender isso, você precisa entender a minha família.

Meu nome é Matheus. Se você perguntar para Rosa, minha mãe, ela vai dizer que eu fui uma surpresa. Se perguntar para o José, meu padrasto, ele vai dizer que fui um erro.

A verdade é que eu nunca soube qual das duas versões era pior.

Como eu nasci é uma daquelas histórias que ninguém gosta de contar.

Um cara que minha mãe conheceu numa festa, uma noite que durou poucas horas… e uma consequência que durou anos.

Mas, depois que engravidou de mim, ela decidiu tomar um rumo na vida. Começou a namorar o José enquanto eu ainda estava na barriga dela, e deu certo. Os dois estão juntos desde aquela época.

Quer dizer… deu certo para os dois.

Para mim, esse acordo não poderia ter sido pior.

O episódio do leite começou como qualquer jantar normal naquela casa.

Enquanto Rosa terminava de cozinhar, eu preparava a mesa.

Coloquei os quatro copos, enchi cada um de leite e coloquei um descanso no centro, esperando a lasanha sair do forno.

Eu odiava leite.

Só que todo jantar tinha que tomar um copo, porque, segundo meu padrasto, aquilo fazia a gente crescer forte.

Naquela época, eu já era maior do que ele, mas, para preservar minha própria paz, eu nunca falava nada sobre o assunto.

Quando minha mãe autorizou, fui até o escritório do José e bati na porta, avisando que o jantar estava servido.

Nós três sentamos na mesa e esperamos.

O olhar duro que meu padrasto me lançava dava a entender que, de alguma forma, a comida esfriando no centro da mesa era culpa minha.

Mas, na realidade, estávamos esperando Ester.

Minha meia-irmã mais nova precisava apenas descer as escadas e sentar na mesa, mas aparentemente aquilo era um esforço grande demais para a filha perfeita.

Depois de chamar ela pela terceira vez, a paciência infinita de José com sua filha pródiga finalmente acabou.

— Vamos começar.

E era engraçado… apesar de eu não ter feito nada de errado, vendo a tensão crescer na mesa, eu já sabia que alguma coisa naquela noite ia dar errado para mim.

Ester apareceu na sala alguns minutos depois.

Nem José — com todo o talento que ele tinha para ignorar qualquer coisa errada que ela fazia — conseguiu esconder que o atraso tinha incomodado.

— Desculpa, papai. Eu tava terminando um exercício de matemática. — ela mentiu com uma naturalidade impressionante.

Antes de descer, eu tinha passado no quarto dela.

Ela estava rindo ao telefone com uma amiga.

Mas, de qualquer forma, ela conseguiu exatamente o que queria.

A expressão do José se transformou na mesma hora. A fúria controlada virou orgulho babão.

Juro, parecia que existia algum vazamento de gás na casa que fazia meu padrasto mudar completamente de personalidade dependendo de com quem ele estava falando.

Enquanto eu era tratado como um criminoso em liberdade condicional, Ester era tratada como a princesa da casa.

— Matheus, me serve a lasanha.

Não era um pedido, mas nem dava para culpar ela por falar comigo daquele jeito.

Como a mais nova na mesa, ela só copiava a forma como todo mundo me tratava naquela casa.

Peguei a colher grande e comecei a cortar um pedaço.

— Você tá destruindo a lasanha — ela reclamou.

Antes que eu pudesse reagir, Ester arrancou a colher da minha mão e começou a se servir sozinha.

Quando enfiou a colher no refratário, o cotovelo dela bateu no meu copo.

O leite virou inteiro no meu colo.

Achei que ela fosse pedir desculpas.

Mas Ester começou a rir.

Uma risada aberta, debochada, como se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo.

José bateu a mão na mesa.

— Matheus! Presta atenção no que você está fazendo!

Eu fiquei olhando para ele, tentando entender se tinha ouvido direito.

— Foi ela que—

— Não responde! — ele cortou, apontando o dedo para mim. — Você tem que prestar atenção nas coisas!

Alguma coisa apertou dentro do meu peito.

Minha cabeça virou um turbilhão.

Mil pensamentos passando ao mesmo tempo.

Devagar, empurrei a cadeira para trás e levantei.

Peguei meu copo vazio.

Fui até a geladeira e enchi de leite de novo.

José ainda me olhava com aquela cara de reprovação de sempre.

E minha irmã ainda tinha um sorriso no rosto quando eu parei na frente dela.

Não pensei nas consequências.

Só virei o copo com força.

O leite explodiu no rosto dela.

Escorreu pelo cabelo, pelo queixo, respingou na mesa e acertou até a parede atrás dela.

O sorriso desapareceu na mesma hora.

Por um segundo, ninguém se mexeu. Parecia que todo mundo tinha congelado.

Então José se levantou.

A cadeira raspou no chão com um estrondo.

— Seu moleque desgraçado! — o grito foi tão alto que fez o vidro do armário vibrar. — O que você acha que está fazendo?!

Eu não respondi, apenas esperei ele terminar de berrar, torcendo apenas para que aquilo não virasse um castigo físico.

Quando ele deu a ordem, eu subi para o meu quarto.

Fechei a porta e me joguei na cama sem acender a luz.

Fiquei olhando para o teto escuro por alguns segundos. Meu coração ainda batia forte.

Mas não era medo. Era outra coisa.

Uma sensação estranha, leve, que demorou um pouco para eu reconhecer.

Naquele quarto pequeno, com a porta fechada e no escuro, fiquei deitado com a camiseta grudando no peito por causa do leite seco.

Lá embaixo dava para ouvir minha mãe falando baixo com a Ester, tentando acalmá-la, enquanto José gritava que não sabia mais o que fazer com aquele moleque.

Enquanto eu revivia a cena na cabeça, alguma coisa começou a se mexer dentro de mim.

Uma coceira incômoda que subia da barriga e descia até as calças.

Eu estava ficando duro.

Minha mão desceu sozinha. Primeiro por cima da calça, apertando, tentando entender. Depois por dentro. Segurando. Sentindo o pulsar.

Comecei devagar, sem saber direito o que estava fazendo. Apenas seguindo o instinto.

A imagem não saía da minha cabeça.

O leite escorrendo pelo queixo dela.

Os olhos arregalados.

A surpresa.

Quanto mais eu pensava nisso, mais rápido minha mão se movia.

Era como se toda a injustiça acumulada daqueles anos estivesse se concentrando naquele movimento repetitivo e urgente.

Quando aconteceu, foi de repente.

Por alguns segundos eu só ouvi minha própria respiração pesada.

Talvez eu realmente fosse o demônio que José tanto temia.

Mas, naquele momento, além da culpa e da vergonha, eu sentia algo diferente crescendo dentro de mim.

Eu estava feliz.

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