A Secretária Capítulo 10 - Revelações

Da série A Secretária
Um conto erótico de Raquel
Categoria: Heterossexual
Contém 3696 palavras
Data: 11/03/2026 00:09:36
Última revisão: 11/03/2026 00:29:55

Estava na delegacia, o Alam e Roberta do meu lado com um advogado, quando o Alê finalmente chegou, eu já estava saindo, abraçada pela Roberta, ele se aproximou e acariciou o meu rosto, “Desculpa anjo, eu não…”, “É a segunda vez que eu sou atacada e você não está por perto Alê. Eu vou para casa com o a Beta.”, eu falo apenas isso e saio com a Roberta, para fora.

Claro que ele veio correndo atrás da gente, “Raquel, calma espera anjo, vamos conversar.”, eu me viro para ele, olhando magoada, ele realmente sabe porquê. Novamente ele tinha sido atraído para longe para poderem me atacar, “Fala Alessandro.”, “Anjo, desculpa, eu não sabia, eu…”, eu sorrio e abraço ele, “Eu não estou te culpando amor, só que eu não posso me colocar em perigo assim, ele tinha uma faca, sem máscaras ou drogas, uma hora elas vão me matar, se eu não fizer nada.”, ele me afasta olhando para mim.

“Eu não vou permitir isso eu prometo.”, me abraçou apertado, deitando minha cabeça no seu ombro, eu fico quietinha chorando em silêncio por um tempo, liberando um pouco da tensão do meu corpo… “Eu vou para casa amor, amanhã a gente conversa…”, saio para casa com a Roberta, por sorte estávamos perto de casa, era até mais fácil chegar a pé que de carro.

Claro que Alê e Alam vieram atrás conversando entre eles, na verdade protegendo nós duas, mas Beta estava comigo um pouco a frente, comigo apoiada, ainda um pouco em choque, eu fui atacada por duas vezes, de uma forma horrível, cruel e indigna, a ideia não é só me machucar é me destruir, é destruir minha dignidade, eu estava realmente assustada, quando cheguei no prédio me despedi dos três e subi para meu apartamento ainda em choque e fui dormir direto.

… … … … … … … … …

Quando acordo pela manhã eu acordo toda molinha na cama, só então percebo o cheiro de pão de queijo, café quentinho, me sento sem entender nada, cobrindo meu corpo nu com o lençol, ainda acordando, olho para o balcão da cozinha e vejo o Alê, de terno com um avental de cozinha terminando de preparar meu café da manhã, eu fico um tempo olhando, confusa, aí lembro de ontem, sorrio involuntariamente e fiquei observando ele trabalhando para me agradar por um tempo antes de levantar.

“Desculpa bebê, eu não deveria ter entrado sem te avisar, não queria te acordar que você parecia um anjinho dormindo, mas queria te fazer essa surpresa.”, me aproximo da mesa toda curiosa e vejo o café da manhã reforçado que ele preparou, “Que gostoso.”, ele sorri olhando para mim, tinha flores e bombom também, abraço ele apertado e beijo a boca dele ainda nua.

“Vai tomar seu banho e a gente já toma café.”, “Tah bom meu amor.”, eu respondo e saio correndo, ganho um tapinha leve no bumbum e dou um pulinho com um gritinho de manha e risadas, pegando uma toalha, roupas e vou para meu banho… No banho, eu estava toda feliz, eu sei que estava brava com ele, mas como continuar brava com um homem assim? Saio do banho já de calcinha e sutiã indo me vestir, sob o olhar atento e desejoso do meu namorado.

“Essa sua bundinha me deixa louco sabia.”, Eu olho para trás para ele de fio dental azulzinho combinando com o sutiã, “Amor meu chefe me puniu ontem olha.”, mostrando as marcas do cinto no bumbum e nas coxas o que fez ele dar risada, “Você mereceu safadinha.”, fiz biquinho pelo charme, coloquei uma camiseta e fui tomar café da manhã. “Desculpa por ontem Alê.”, “Tudo bem, você está certa, ela me tira de perto em momentos que sabe que você vai estar vulnerável.”, Eu olho para ele e sorrio.

“E o que você vai fazer?”, “Vou avisar as duas que serão responsabilizadas por qualquer coisa que acontecer com você e que vou agir, para deixar claro que não será tolerado.”, faço que sim com a cabeça, “Obrigada amor.”, “De nada, não vou deixar mais nem uma das duas machucarem você.”, sinto um calor no coração com ele escolhendo um lado, tomando meu café com ele. “Mas vou disponibilizar um motorista executivo para você e te ajudar a tirar sua carta.”, eu dou risada, afinal como falei no começo, não tirei ainda por preguiça.

Dessa vez escolhi ir de saia para o trabalho, eu estava escolhendo a roupa, mas devo dizer que o olhar do meu namorado afetou meu julgamento, de saia social, justinha no meio da coxa, meia com cinta linga, camisa que não marca os gêmeos e blazer, eu estava indo para o trabalho, hoje com o cabelo preso em um rabo de cavalo cheio e chamativo que dança nas minhas costas enquanto caminho, mas ainda precisava sentar de ladinho, principalmente depois da surra.

“Posso fazer uma pergunta?”, ele me pergunta no elevador e eu olho para ele bastante curiosa, “Você derrubou dois homens com as mãos nuas?”, eu dou risada, “Uma menina precisa saber se defender Alê.”, “Eu estou com medo dessa minha namoradinha submissa.”, “Hmmm… Prometo não reagir se você bater com jeitinho.”, olho com cara sapeca fazendo pose no elevador próxima do espelho…

Eu encosto meus ombros no espelho e estico os braços para cima, cruzando dos pulsos como se estivesse presa, cruzo os calcanhares também, a saia social, o salto alto a camisa branquinha, blazer aberto, carinha de safada, os olhos semicerrados a boca meio aberta com cara de tesão, vejo o Alê prender a respiração, quase posso sentir o coração dele acelerado me vendo entregue desse jeito no elevador, um espelho atrás do meu corpo.

É nesse momento sentindo meu poder sobre meu namorado, que a porta do elevador abre, com um casal de cabelos brancos vinha entrando, eles param por um segundo chocados, eu mudo de posição na hora, tentando não rir, vejo no rosto do Alê o esforço gigantesco que ele está fazendo para não rir também, o senhor que entrou, ainda me dá uma olhadinha que eu finjo não ver e a mulher dele me olhando furiosa, querendo me jogar na fogueira.

Quando saímos do elevador, eles saem apressados na nossa frente, quase nos atropelaram, ainda escuto a mulher falando alto para o marido, “Só Jesus essa geração mais jovem, como pode uma coisa dessas…”, deixo eles pegarem uma boa dianteira, antes de caminhar com o Alê para fora, só na calçada que a gente começa a dar risada, “Você é louca mulher.”, eu sorrio olhando para ele, “Sou louca por você.”, ele me beija e fomos pegar o carro dele para seguir para o trabalho.

… … … … … … … … …

Eu estava na copa, quando encontrei Camila e ela me olhou como se tivesse vendo um fantasma, eu percebi ela parada de boca aberta, como se quisesse dizer algo, completamente chocada com a minha presença ali viva e bem, eu passei perto dela com o meu café, respirei fundo… “Não vai ficar barato.”, sussurrei, “Não sei como você fez, mas…”, “Não importa como eu fiz, eu fiz uma denuncia na polícia e seu nome está lá, te aconselho a me deixar em paz.”, eu corto antes que ela diga uma gracinha.

“Isso ainda não acabou, garota!”, eu estava saindo eu paro, olho para trás e volto para próximo ela dá um passo para trás com medo, “Agradece a qualquer Deus que eles não conseguiram Camila e agradece que eu não tenho provas que foi você na festa.”, ela olha para mim tentando recuperar o ar de ameaça, “Ou o quê?”, eu olho nos olhos dela, “Se foi você, eu tenho certeza que você pagará, mais cedo ou mais tarde.”, eu saio.

Sinto o olhar dela enquanto me afasto, eu não comecei essa guerra, mas iria terminá-la, o principal é que eu sei que estava vulnerável, eu precisava garantir que não teriam chance de um novo atentado contra mim, talvez, ir e voltar de Uber por um tempo, eu precisava de uma solução eu também precisava de formas que eu não ficasse sozinha, talvez voltar a amizade com o Cleiton não tenha sido tão má ideia.

Mas hoje eu tinha almoço marcado com o Alê não era sempre eu sabia, por exemplo, ontem eu almocei com o Cleiton, o Alê teve um almoço de negócios, com outro empresário e no caso como não era uma reunião oficial, não dava para levar a secretária, assim como não dava para levar a namorada já que o cara não foi com a esposa, as coisas são assim, nem sempre eu ia poder almoçar com meu namorado empresário, porque o horário de almoço dele é parte do trabalho.

Logo após sentarmos na mesa, Alê me dá as notícias, “Acabei de conversar com a Camila, ela vai te deixar em paz.”, lembrei do tom desafiador dela de mais cedo, “Como?”, eu pergunto curiosa, “Falei com meu pai, se ela tentar qualquer gracinha ela perde o cargo e a família dela perde a cadeira na mesa de acionistas, literalmente perdendo todo o poder na empresa e sendo sócios só no que se refere a receber dividendos.”, eu olho para ele impressionada, pensando, sorrio e aceito.

“Também deixei claro que se algo acontecer com você, eu vou responsabilizar ela e a minha mãe, deixando claro que não vou descansar enquanto as duas não paguem.”, eu olho para ele e faço um aceno com a cabeça, “Está feliz com isso princesa?”, “Sim meu amor, estou.”, finalmente meu namorado havia entendido que precisava fazer algo ou essas duas iriam conseguir, mais cedo ou mais tarde, nem que fosse me matando.

Mas ainda era a quarta feira e meu querido EVP tinha marcado três reuniões como a de ontem, terça, quarta e quinta, ou seja eu estava over carregada de trabalho, ao menos hoje a gente ia sair com o Alam, a Beta, o César e a Paloma, ia ser bom para relaxar, principalmente que para cumprir a agenda do chefe eu precisava fazer horas extras todos os dias da semana para cumprir o cronograma.

“Desculpa te dar tanto trabalho Raquel.”, eu estava saindo da sala de reuniões, olhei em volta e me aproximei, “Bom senhor Jiang, gostaria de avisar, que quero muito carinho e amor no fim de semana, ou vai ter greve.”... Sorrio sapeca, “E não estou falando como funcionária.”, uma piscadinha e saio, “Raquel cê tah brincando né?”, ele fala entrando na brincadeira.

Mas eu estava realmente falando sério. kkkkkkkkk

… … … … … … … … …

Naquela noite após a hora extra eu merecia relaxar, estávamos os três casais juntos Alê e eu, Alam e Roberta e César e Paloma, era minha primeira vez entre amigos desde que tudo aconteceu, eu estava feliz, radiante, ao menos estava conseguindo não pensar na semana passada, que sinceramente eu preferia esquecer que aconteceu, mas estava realmente começando a me recuperar.

Estávamos no boliche, Paloma e Beta me abraçaram super contentes, super preocupadas comigo, mal cheguei e assim que os meninos nos deram uma certa privacidade de mulheres, começaram as perguntas, Roberta confirmou toda a história do Alam, “Foi horrível de verdade ver você naquele estado, descalça, pedindo socorro sem conseguir contar o que houve.”, ela tomou um gole da própria bebida antes de continuar.

“Aí quando chegamos no seu apartamento, eu pedi a Alam esperar lá fora, ajudei você entrar para não se esbarrar nos móveis e ajudar a tirar a meia calça.”, eu ouvia com atenção, mas para deixar tudo mais leve, eu resolvi zuar, “Espero que não tenha tirado uma casquinha.”, ela deu risada, “Com o gostoso do Alam na porta, se quer algo me paga uma bebida.”, as três rimos da piada.

Como eu já falei aqui nós somos o clubinho das três namoradas loucas pelos seus boys, não há o que dizer sobre isso, simplesmente somos loucas pelos três e falamos sobre tudo, tanto que a Paloma, antes da Beta entrar para o clube, foi quem me deu a dica do plug para me preparar para o anal com o Alessandro e eu ensinei ela a ensinar o namorado a fazer oral nela direito e segundo ela ele aprendeu direitinho.

Estávamos nós três no fumódromo entre uma música e outra um jogo e outro conversando, do lado de fora, olhando para o céu noturno de São Paulo, enquanto eu explicava para a Paloma como foi o domingo e a noite anterior, com as brincadeiras com o Alê e é claro o porquê eu estava um pouco desconfortável de ficar sentada, “Pois é, estou toda dolorida por dentro e por fora.”, elas deram risadas, principalmente por ter usado uma voz toda inocente.

“Você é toda louquinha, eu não teria coragem.”, a Paloma manda essa e eu dou risada, “Aquele dia no carro depois que eu descobri eu te achei a mulher mais corajosa do mundo.”, eu fiquei vermelha, “Eu não achei que estava tão óbvio.”, todas rimos, “Eu não sabia o que era, eu fiquei foi com dó das carinhas que você estava fazendo, depois que soube fiquei com inveja.”, todas rimos mais uma vez, “Mas o que aconteceu sábado? Você lembra de algo?”.

Eu respirei fundo e contei para elas tudo o que estava acontecendo, os flashbacks, o Cleiton, a Camila, em algum momento eu comecei a chorar e a Paloma segurou minha mão, “Mas está tudo bem agora né?”, eu fiz que sim com a cabeça sorrindo, “Perdão Raquel, não imaginei que isso tivesse acontecido, a gente podia ter feito corpo de delito na hora.”, diz a Beta e eu olho para ela, “Eu deveria ter pedido para os médicos procurarem sinal de abuso, mas, sua calcinha estava no lugar, você estava com a meia calça intacta, não tinha sinal de que tivesse acontecido nada com o seu corpo.”.

“Esse Cleiton também não vale nada ein?”, eu olho para a Paloma, “A gente é amigos desde infância, os nossos pais são amigos, mas ele é meio idiota.”, eu respondi um pouco tentando me defender, quando a Paloma fica brava comigo, “Raquel! Não é só ser idiota. Ele não deveria ter feito nada com você.”, eu olhei para ela e respirei fundo, “Eu fico pensando, sobre o que posso ter feito para causar isso…”, quem me corta é a Beta.

“Raquel você não estava bem, eu e o Alam percebemos, ele deveria ter percebido também.”, eu olho meio sem jeito, as palavras fazendo sentido na cabeça, “Fora que se você não tinha coordenação para tirar uma meia calça, ele teve que tirar e colocar de volta para você e com um enorme cuidado, porque a meia estava intacta”, eu fico olhando para ela, um pouco confusa, pensando, ao mesmo tempo sentindo uma tristeza enorme.

O que ela falou me deu um golpe repentino, eu estava pensando em tudo o que aconteceu na semana passada, eu revisitei mentalmente todos os acontecimentos das últimas duas semanas, meu cérebro em looping, eu precisava saber se perdi alguma coisa, eu começava a perceber os detalhes, eu estava justamente juntando os pontos, quando a Beta percebendo o que que eu fiquei aérea após o comentário segura a minha mão.

“Raquel aconteceu alguma coisa?”, eu olho para ela, “Eu acho que… Não aconteceu nada.”, eu comecei a chorar, Paloma se aproximou, “Como assim, o que houve?”, “Não aconteceu nada gente! Cleiton mentiu para mim.”, eu desabei chorando, tentando entender, minha cabeça tentando levantar pequenas pistas, pequenas coisas que posso ter perdido, as meninas me ajudaram a entrar e quando já estava na mesa Alê se aproximou preocupado.

Após um tempo comigo chorando sem conseguir falar, as meninas explicaram para ele a conversa o teor da conversa, tudo o que tinha sido dito, em detalhes, a conclusão que eu tinha chegado, embora, mesmo para mim ainda estivesse confusa, afinal o que o Cleiton teria a ganhar com uma mentira dessas, não somos adolescentes, transar com a gostosa não vai trazer nada para ele, inclusive só trouxe problemas.

Demorei um pouco para me recompor, mas eventualmente consegui, sorrir, voltamos um pouco ao normal, embora, eu estivesse mais distante, distraída, ainda juntando peças, ainda pensando, estava no colo do Alê quando tomei minha decisão, “Amor eu sei que têm uma reunião marcada para amanhã, mas eu posso faltar?”, ele olhou para mim e tirou meus cabelos da frente do rosto.

“Poder, você pode anjinha, mas estou preocupado com o porquê…”, eu respiro fundo, olhando para o meu copo antes de dar um gole, “Não quer tentar confrontar ele com nós dois juntos?”, ele fala e eu faço que não com a cabeça, “Eu preciso conversar com ele, eu quero confirmar isso.”, “Raquel, a gente pode fazer isso juntos.”, ele me dá três apertões leve na coxa, comigo no colo dele, coloco minha mão sobre a dele e retribuo.

“Eu preciso resolver isso sozinha para minha própria paz Alê.”, eu respiro fundo e tomo um gole longo, “Talvez, ele não queira falar na sua frente, ou talvez, queira bancar o machão e isso não vai me trazer paz.”, eu olhei nos olhos do meu namorado, “Eu não sei, eu só sinto que quero confrontar ele sozinha.”, ele respirou fundo, olhando para mim, eu até imaginava o quanto era difícil o que estava pedindo, mas eu senti que precisava fazer isso, por toda a enganação.

“Está bem meu amor, mas me mantém informado e por favor não faça besteira.”, sorrio e dou um beijão nele, “Tah bom, você é o melhor namorado do mundo.”, ele sorri, “Não era você que estava prometendo greve?”, “Eu disse melhor namorado, não melhor chefe.”, ele riu e eu ri também, nos abraçamos e depois de mais um beijo, eu consegui relaxar o suficiente para curtir ao lado de nossos amigos, mesmo tendo uma missão a cumprir.

… … … … … … … … …

Depois de uma noite não muito bem dormida, de moletom, camiseta e tênis, com os cabelos em um rabo de cavalo, eu estava descendo do Uber na casa dos meus pais, mas não era onde eu queria estar, desci do carro e depois andei por mais três casas até chegar na frente da casa do Cleiton, bem na hora que ele estava tirando o carro para ir para o trabalho, eu olho para o carro novo, recém comprado e me pergunto o quão burra eu fui de não ter percebido os sinais, quando ele me vê ele desce e vem falar comigo.

“Raquel? Aconteceu alguma coisa? O que você está fazendo aqui ruivinha?”, eu olho para ele magoada, mas faço a pergunta de cara, “Cleiton, o que exatamente fizemos sábado passado?”, ele parece confuso, mas dá seu sorriso debochado, “Você se entregou toda ruivinha, gozou toda tímida e contida como sempre.”, “Mentira! Eu não sou mais uma adolescente que contém seus orgasmos há anos, não tenho vergonha do meu corpo. Você não transou comigo não é?”, vejo nos olhos dele a sombra da mentira, ele sabe que eu peguei…

“Poxa, não aconteceu tudo, mas.”, “Não aconteceu NADA Cleiton. Ou eu não teria ficado com a meia calça intacta, porque você não ia conseguir colocar uma meia calça de volta se nem eu tinha coordenação para tirá-la ou colocá-la, você ia acabar ou danificando ou não colocando direito.”, eu vejo os olhos acuados, ele olha para mim.

“Poxa Raquel, porque você está falando assim eu não sei o que você quer.”, eu olho para ele e sorrio ainda mais magoada, olhando em volta, eu queria que ele me provasse estar errada, mas ele estava fazendo um trabalho excelente de se entregar.“Quanto custou esse carro?”, “O quê?”, “Por quanto você me vendeu para a Camila?”, ele olha pela primeira vez assustado…

“Você queria ser o primeiro, por isso não esperou o remédio fazer efeito totalmente não é? Era isso que o Marcos quis dizer com atrapalhou o plano, não foi? Por isso queria saber quem me levou para casa? Porque achava que alguém roubou sua vez, chegando na hora errada e fazendo você fugir da cena?”.

Ele realmente ficou acuado dessa vez percebi em seus olhos que acertei em cheio, por isso as brigas com o Marcos, ele estragou o plano e estava sendo pressionado para me obrigar a jogar a toalha. Olhando para o menino que cresceu comigo, eu sentia o ódio no meu peito, como ele pode me trair desse jeito, eu olho para a casa da mãe dele, já não me contendo pelo silêncio que confirma minha teoria.

“EU CONFIEI EM VOCÊ!”, eu grito, finalmente deixando as lágrimas e a raiva se libertarem, “PORRA RAQUEL, ACHA QUE TODO MUNDO TÊM UMA BOCETA DE OURO PARA DAR PARA O CHEFE? Cada um dá seus pulos. Você se envolveu com grão fino, Você trouxe isso para você mesma, eu aceitei sim o dinheiro e cargo para mudar minha vida, porque é assim que funciona para o resto de nós...”.

Eu estava de moletom e tênis, então, não tive problema de virar o chute na cara dele, que bloqueou facilmente jogando o corpo para o lado e batendo a palma da mão contrária no meu pé, que eu espero tenha ficado tão dolorida quanto meu pé…“Quer mesmo ver se superou o professor? Então vamos…”

Eu me afasto e ele começa a tirar o blazer do terno, eu piso nos calcanhares e tiro tênis, ele tira os sapatos, de meias no asfalto, ele afroucha a camisa social e tira a gravata de zíper, Cleiton foi meu professor em muitas coisas, sexo, vida e na capoeira, quando entrei ele já era um aluno do mestre há anos, eu nunca ganhei dele, mas agora precisava.

Nossa dança mortal começa no asfalto, os olhos focados, os dois sabendo o quão perigoso o oponente pode ser, dessa vez, nem um dos dois ia se segurar, não tinha brincadeira, dessa vez era para valer.

=== === === … … … Fim … … … === === ===

Pois é meus amores, nossa história começa a se dirigir ao seu grande final, mas primeiro nossa heroína têm contas a acertar, embora... Não sei se ela é capaz e vencer o Cleiton, acho que isso só semana que vêm eu respondo, afinal, é uma luta contra alguém que já treinava antes dela, kkkkkkkkkkkkkkkkk... Eu particularmente, decidi o final dessa luta no cara ou coroa, já que não impacta o final da série, kkkkkkkkk...

Lá vamos nós...

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Foto de perfil de GizGizContos: 66Seguidores: 243Seguindo: 38Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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Cara, traição dói. Quando vem de um parceiro romântico já é algo escabroso. Quando é de amigo pra mim é... Não tenho palavras pra explicar.

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Sim ele traiu ela por dinheiro, isso é o cúmulo da filha da putice...

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Muito bom!!!

Dessa vez eu tenho que criticar os dois...

Primeiro...ela ir confrontar o cara sozinha...com tudo que aconteceu e ela já tendo praticamente certeza de tudo. É da muita munição para o inimigo. Ele vai fazer o que?? Esperar se responsabilizado criminalmente sem fazer nada?? Num país em que a justiça infelizmente atua sempre contra a população mais humilde...

Já o Alê...ele errou ao deixar ela sozinha na festa, ao deixar ela voltar sozinha p casa e agora para confrontar o cara??? Por mais que me identifique com ele, fica difícil defender..."quem domina cuida..." Kkkk...um ditado que aprendi nos dias de faculdade e que minha mulher fala o tempo todo agora...kkkk...mesmo contra a vontade dela, a obrigação pelo cuidado prevalecer.

E só uma dúvida...essa falsa vez na festa não rolou nada...mas houve a segunda vez, certo?? Qd ela foi conversar com o Cleiton...acho que não estou enganado...tanto que ele levou ela pra casa um outro dia e a assediou de novo, falando que iria lutar por ele e boa, bla, bla....dessa vez,já com o carro.

E por último...muito escroto utilizar a condição social como justificativa...além demonstrar o que ele realmente pensa sobre ela...baita amigo heim...caráter não se compra, vc "ganha" ou não na maternidade.

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Muito obrigada, vamos por partes.

Sim ela querer confrontar o cara sozinha é parte do sangue quente da personagem, mas ela acha que está segura na quebrada onde nasceu e realmente está, quando você cresce na região, ninguém da região vai te fazer mal, principalmente no caso dela, que vai duas vezes por semana visitar os pais então mantém seu rosto sendo visto.

Um ponto importante, é que só ela sabe que têm provas para representar criminalmente contra os responsáveis, porque o Alam contou para ela e pediu sigilo.

Na festa o Alê não teve culpa, ele marcou a viagem para falar com o pai, para poder proteger ela na empresa e aí a festa foi marcada para a semana que ele ia estar viajando.

Já dessa vez, ele realmente, foi convencido por ela, por mais que ele naõ queria, ele não vai se opor a ela, totalmente, há menos que ele tenha um argumento forte e no caso ela derrubou dois com as mãos nuas, ela de propósito escondeu dele, que ia falar com alguém que poderia se defender dela.

Não... Não rolou nada, na festa, nas outras teve assédio e etc, mas a grande questão dela, é exatamente que ela nunca foi tocada por outro homem sem ser o Alê...

O Cleiton chegou a beijar ela no estacionamento, (falshback 1 do conto 5, mas o flashback seguinte, ela é encontrada pelo Alam)

Embora os flashbacks sejam espaçados, a meia calça que não foi tocada e o Alam dizendo que deixou ela no carro e entrou para pegar as coisas dela.

São duas pistas de que não houve pausa entre uma coisa e outra... Ele estava tentando fazer ela ceder, ela arranha o peito dele tetando afastar ele, ele domina ela e aí ele escuta o carro chegando.

Ele foge para dentro da festa, o Alam entra na festa, pega as coisas dela e vai embora com ela e a Beta para o hospital.

O Cleiton que não sabe quem resgatou ela, começa a pressionar porque no fundo o que ele quer saber é quem foi que tomou a vez dele, já que chegou na hora H e levou embora a garota dopada sozinho no carro, porque a Beta nunca entrou na festa, ficou dentro do carro com a Raquel, então ninguém sabia que o Alam estava acompanhado da namorada.

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O ponto principal é que aí entra as falas do Marcos, o Cleiton não é subordinado ao Marcos, mas no conto anterior o Marcos fala sobre ele ter perdido tempo com papo de chegar primeiro... E ela já tinha visto o Marcos discutindo com o Cleiton semana passada.

Ele estragou o plano, quando tirou ela da festa... Por outro lado, isso salvou os culpados... Porque o Alam ia chegar e encontrar a Raquel, talvez em um quarto com os culpados... Aí provavelmente a situação ia ser muito pior para eles, porque o Alam ia literalmente chamar a polícia no ato e pegar todo mundo flagrante.

Mas o Cleiton estragou tudo, saiu com ela, deixou o Alam levar ela e o Marcos considera ele culpado pelo plano estar dando errado de fazer ela jogar a toalha e sair da empresa.

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Manfi, te dou razão parcialmente. É um bagulho que ela tem que resolver, sim, por se tratar de algo bem antigo. Por outro lado, EU, se fosse o Ale, ia mentir pra ela. "Vai lá, amor." "Vai lá porra nenhuma, vou ficar de butuca aqui e se der merda, eu entro de sola".

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Vai ser divertido se for isso que aconteceu... E ela vai ficar muito puta com ele. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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Eu sou surtado, giz. Depois da minha mulher sofrer dois atentados eu NUNCA MAIS deixo ela sozinha. Mesmo que ela não saiba. Prefiro que ela brigue comigo pelo excesso de zelo do que ela chorei depois por uma falta.

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Sim o Alê disse que vai liberar um carro blindado com motorista para a guria para deixar ela protegida, além de ter ameaçado a mãe e a Camila de consequências sérias se as duas tentarem qualquer outra coisa.

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Esqueci de comentar a última parte sobre o que ele pensa dela...

Ele que estava tentando convencer ela desde que começou a trabalhar com ela de que pensa diferente, ela sabe exatamente o que ele pensa dela e ela comenta isso.

Para ele ela é uma puta... kkkkkkk... Segundo conto da série... Ele acha que o corpo dela, magrinha com seios grandes é muito comum em estrelas pornô, porque são mulheres que não sabem ser de um homem só, mulheres que precisam de quantidades fenomenais de sexo para estarem satisfeitas.

Ele literalmente falou isso, ela sabe que ele pensa nela como uma puta... Ela só quis acreditar que 7 anos depois ele tinha mudado, mas alguns homens não mudam.

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O Cleiton me lembrou o chaves... Porque é um grandessississíssimo filho de uma puta rampeira de beira de estrada!! Arrombado!!! Pqp, como queria que o Ale arregaçasse ele na porrada mas essa surra tem que ser da Raquel mesmo... Que cara desgraçado!!

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Pois é, ele pisou muito na bola, a Raquel demorou para juntar as peças, por estar sendo pressionada por todos os lados, mas como venho falando há alguns capítulos todas as pistas estavam no texto, ela só juntou todas elas em uma narrativa coerente.

Inclusive no capítulo anterior que quando ela sai para almoçar com o Cleiton, ela encontra ele e o Marcos e o Marcos fala que ele estragou tudo por ser apressado e querer fazer primeiro, agora tinha que consertar.

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Tô falando desse filho de uma porra rala desde que ele entrou. Ele tinha era que tomar um miolo do Ale, dela e do Alan!!

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Bo se ela deixar suficiente para o Alê ele pode terminar o serviço... Há menos que ela tenha subestimado o Cleiton e precise ser resgatada de uma surra... Quem vai saber, o primeiro chute ele já bloqueou e ela ainda saiu com o pé doendo.

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Se ele apanhar vai ser mais um surrado pela vingadora de 1,58. O que os policia vão rir, não tá no gibi.. rsrs

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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA..... Sem dúvidas têm um ponto.... Vai começar a ficar difícil explicar para o delegado.

"Mas Senhorita... De novo você???"

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