Chupei Meu Amigo Hetero Curioso

Um conto erótico de Roddrigo
Categoria: Homossexual
Contém 1351 palavras
Data: 12/03/2026 22:22:53

— Mano, você é gay, né? — perguntou Júlio. Estava largado no sofá. A pergunta não era inocente, quando me conheceu eu já era assumido.

— Sim, ué.

— Então se eu deixasse você tocar no meu corpo, você ficaria feliz, certo? — disse ele, revelando aonde queria chegar, havia um certo nervosismo em sua voz.

— Que pergunta é essa cara? — Franzi a testa.

— Só responde mano.

— Olha… sim eu te acho bonito, se é o que quer saber.

— Valeu, Gabriel. — falou num tom alegre, sem me encarar, fixo na parede — mas você não respondeu minha pergunta.

— Cara, porque essa pergunta do nada?

— Só curiosidade

Nos encaramos em silêncio, então tomei a liberdade de perguntar.

— Se eu falar sim, o que acontece? Você vai ficar estranho depois?

— Não, desculpa, eu só deixo.

— Ok, e sim, eu acho seu corpo bonito.

Ele me encarou e o ar no quarto parecia ter ficado mais denso, veio um silêncio, ouvi apenas o ventilador do teto e os carros da avenida.

— Obrigado. — falou meio sem firmeza, me encarou mas desviou o olhar, levou a mão à barra da camisa, hesitou por um segundo, mas a puxou pela cabeça. Julio tem um corpo simples e bonito, a luz do sol que entrava pela janela fazia contornos na musculatura rasa, deixava sombras na clavícula e na linha abdominal. Fiquei olhando, talvez mais do que devia, ele rompeu o silêncio:

— É, você pode… se quiser.

Me aproximei, ele se levantou, vi que estava tenso, respirava com ansiedade. Estendi a mão, ele recuou ao ser tocado.

— Você tá bem cara?

— Estou — ele abaixou a cabeça — é que sua mão está fria.

Dei um sorriso de canto e tornei a tocar seu corpo, senti a pele dele reagir ao toque, ele era quente, ele não tinha muitos pelos, alisei com cuidado, vi ele parar de tremer e respirar devagar, toquei no peitoral e abaixo do umbigo, quis ir além mas também não queria assustar ele. Me aproximei e perguntei:

— Cara, posso beijar?

— Pera, para que? — Julio falou confuso, assustado com o que ele não previu.

— Se não quiser, tudo bem.

— Não, desculpa, é só que eu não — a voz dele saiu de forma pausada, como se escolhesse a dedo as palavras. — Você pode.

Beijei o corpo dele pouco abaixo do peitoral, desci rumo ao umbigo, segurava ele por trás, nas costas, ele tremeu como se tivesse um calafrio quando fiz isso, mas permaneceu em silêncio. Depois recuei e me sentei no sofá

— Você… foi bom? — ele disse, pegando a camisa jogada e tornando a se vestir.

— Sim, e você?

— Não sei. — ele disse meio sem graça, ajeitando a gola — acho que sim.

Nos dias que se seguiram ele não tocou no assunto, mas como prometido, não ficou com estranheza, me mandou um meme, reclamou do metrô e falou mal do patrão. Ignorei o elefante branco e deixei ele processar tudo sozinho.

Estava novamente no apartamento com ele, ele sentado na própria cama e eu girando na cadeira do computador, estava quente mas não abafado, a gente conversava tranquilamente, até que ele tomou coragem de voltar no assunto.

— Cara, por que você fez aquilo semana passada?

— Ué, tu quem deixou.— falei confuso

— Não, o beijo, você que pediu, por quê?

— Ué Julio, eu sou gay, você é um homem bonito, não é tão difícil assim.

Ele me encarou em silêncio, se fosse uma máquina eu poderia ouvir o som mecânico dos dados sendo processados.

— A Talita nunca fez isso.

— Ok, mas eu não sou sua ex.

— Eu sei. — Fiquei em silêncio observando o conflito, ele girava as mãos uma na outra — Você quer ir de novo?

— Me diga você, quer que eu repita?

— É mais fácil se você responder. — Evitando o contato visual, mas sem recuar.

— Sim, mas é sua vez de pensar. Você quer?

Ele fez que sim com a cabeça, um gesto curto de coragem.

— Tira a camisa. — Minha voz saiu mais firme do que eu pretendia.

Dessa vez não houve o segundo de hesitação, e rapidamente ali estava ele, ele ameaçou se levantar, mas eu disse — Não precisa.

Guiei ele para se deitar, beijei próximo ao peito, pude sentir o coração palpitar. Levantei o pescoço e sorri pra ele.

— Você fazia isso com o Diogo?

A pergunta cortou como uma navalha, dentre todas as possibilidades a menção ao meu passado não era sequer cogitada, mas não quis romper o momento, apenas respondi:

— Eu fazia muita coisa com ele.

— Tipo o que?

— Quer que eu te mostre? — joguei verde

— Sim.

Me levantei e abaixei o short dele, a linha em v era quase como um guia, vi o rosto dele em uma reação quase de susto, olhos fixos no meu como se buscasse segurança, a adrenalina era quase visível correndo nas veias saltadas do braço. Vi o pênis dele, meia bomba marcando na cueca branca. Ameacei colocar a mão, mas não quis ser invasivo.

— Posso?

— Pode

Tomei a liberdade de tirar a cueca, e ali estava ele, entregue a própria curiosidade, tinha um pau bonito, era circuncidado, pelos curtos como se tivesse cortado a alguns dias, aproximei minha mão, toquei a base antes de envolver com os dedos, sentindo o calor da pele e a pulsação da ansiedade. Júlio soltou um som baixo, um susto contido que morreu na garganta.

— Tá tudo bem? — perguntei, mantendo o contato visual.

— Tá... só... continua. — Ele não conseguia sustentar o olhar por muito tempo, mas também se escondia, estava na fronteira entre a vergonha e desejo.

Fechei a mão, movimentei de baixo para cima, sentido ele ficar mais rígido, Julio dava umas gemidinhas leves entre a respiração cada vez mais ofegante. Me deitei sobre o corpo dele, repeti o beijo sem tirar as mãos do pau, que agora começava a babar, vi a mão dele apertar o lençol.

— Continua, por favor. — ele disse.

Senti ele pulsar e levei como sinal.

— Vem cá — disse instruindo — senta na beirada. — e lá estava ele, de pernas abertas na beirada da cama, o pau ereto babando, e a cara confusa, talvez com vergonha, mas sem esconder o prazer. Me ajoelhei no meio dele e comecei a chupar. Ele colocou a mão atrás da minha cabeça, enfim tomando alguma atitude. Acariciava meu cabelo, com os dedos trêmulos, não exercia poder, apenas deixava fluir.

Notei seu rosto, olhos que não sabiam se deviam estar abertos ou fechados, as vezes me encarava curioso, às vezes fechava e se permitia apenas sentir, respiração tensa mas não de medo, boca entreaberta como se quisesse dizer algo, mas só conseguisse soltar o ar em lamentos baixos.

Fiquei de pé, me aproximei, reparei como ele era bonito mesmo nessa posição, rosto suado, baba no canto da boca, olhar com um toque de lágrima, me aproximei e beijei ele, agora na boca, sem permissão pois ele já estava entregue. O olhar entregou que ele foi pego de surpresa, ele não soube como reagir, mas não me afastou, aceitou o gesto, o beijo dele tinha gosto do suor dele com o calor da respiração ofegante.

— Gabriel... — ele sussurrou, apenas o meu nome, não continuou pois não sabia o que dizer, olhei olho a olho, senti que podia ler sua mente, mas ao mesmo tempo tudo estava turvo.

Minhas mãos voltaram entre as pernas dele, ele curvou o corpo para trás. Tornei a me ajoelhar, fui com a boca de volta em seu penis, passei a língua na glande, ele fazia alguns sons, gemia, nada em tom negativo.

— Continua — uma fala dele em meio aos sons, chupei as bolas dele enquanto masturbava ele, a cada pulsação pude ver como ele estava bem. Ele levou a mão de novo a minha cabeça, voltei a atenção ao pau, chupando enquanto lhe fazia um carinho com a língua.

Deixei ele gozar em minha boca, senti o gosto amargo e engoli. Se ele estivesse lúcido talvez fizesse um comentário sobre a Talita, mas ali apenas se permitiu o prazer.

Ficamos sentado na cama depois, meio risonho, ele sentido tudo, confusao, extase, medo, alegria, processava tudo devagar, com olhos atentos a mim. O silêncio era confortável, e foi rompido por ele.

— Foi bom. — não era uma pergunta.

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Foto de perfil de RoddrigoRoddrigoContos: 6Seguidores: 13Seguindo: 0Mensagem Oi, sou Rodrigo, e sim, é meu nome real, mas espero que você não saiba quem sou eu. Gosto de escrever histórias curtas, em geral, meus contos seguem uma estrutura simples, apresento o contexto e descrevo o sexo. Não esperem continuação das histórias, esses personagens existem apenas no momento narrado ali. Gosto de incorporar elementos não usuais em meus contos, como coisas fantásticas ou então ambientar em contexto diferente do nosso mundo contemporâneo. E é isso, espero que goste do que publico aqui, se deixarem algum comentário ficarei extremamente grato em ler. Até boa punheta.

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