O BIQUÍNI CIUMENTO DE AYLA (Conto erótico surreal de obsessão e tesão biotecnológico)

Um conto erótico de Rico Belmontã
Categoria: Heterossexual
Contém 1008 palavras
Data: 14/03/2026 07:28:45

Ayla era feita de desejo e provocação. Seus dedos criavam formas. Sua mente, abismos. Seu corpo? Era palco. Matéria-prima. Escândalo.

Aos 33 anos, depois de anos sendo ignorada pelas galerias de arte, Ayla resolveu criar sua obra definitiva: um biquíni fio dental feito de pele humana sintética, cultivada com terminações nervosas sensíveis ao toque, ao calor, ao prazer.

Ela o chamou de "Pubys".

Era uma peça viva. Respirava. Pulsava. Tinha vontades.

No laboratório clandestino de biotecnologia, ela o tocava e ele estremecia. Quando o vestiu pela primeira vez, em casa, de frente pro espelho, sentiu o pano se enroscar em seus lábios vaginais como se fosse um dedo molhado. Apertava. Lambia. Tocava.

Mas Ayla queria mais:

Queria provocar o mundo.

E foi assim que, com o céu limpo e o coração latejante, ela desceu pra praia com seu noivo — Lucas, engenheiro sem imaginação, mas corpo apetitoso — usando o biquíni pela primeira vez em público.

A cada passo na areia quente, o Pubys reagia. Vibrava devagar. Apertava seu clitóris como quem faz carinho com a língua molhada. Forçava levemente a entrada do seu cu como se dissesse:

"me deixa ir mais fundo."

O sol explodia no céu como uma lâmpada divina. A areia, viva de pés, corpos bronzeados e salitre. Crianças corriam, vendedores gritavam, e as ondas batiam ritmadas — uma sinfonia tropical. Mas Ayla ouvia outra música: a sinfonia interna do seu biquíni.

Ele sussurrava.

Não em palavras, mas em pulsações. Em pequenos apertos. Em lambidas quentes invisíveis. O fio dental, enfiado no rego da bunda, vibrava como um segredo mecânico. A parte frontal — aquele triângulo mínimo que mal lhe cobria a vulva — estava agora contraído como uma boca faminta, sugando o clitóris, o pressionando com espasmos suaves. Carícias rítmicas. Maliciosas.

Ela tentou disfarçar, sentando-se na canga, colocando os óculos escuros.

Mas o prazer vinha em ondas.

Não havia intervalo.

A cada minutos, o biquíni parecia sentir ciúmes de qualquer olhar, qualquer aproximação do noivo para lhe beijar. Bastava Lucas tocá-la no ombro, ou sorrir para ela, e a peça reagia: apertava com violência, mordiscava, vibrava como por vingança.

Ela revirava os olhos como quem sente um espasmo na alma.

Gozava em silêncio, com o queixo tenso e os pés se mexendo como se dançassem.

— Tá com calor? — Lucas perguntou, inocente, notando as caretas dela.

— É... tá quente aqui embaixo — ela respondeu, com a voz falhando de tesão.

O Pubys se movia sozinho. Com pequenas contrações.

Forçava a entrada do seu cu como se tentasse se alojar lá. Sutil no gesto, brutal na sensação.

Ayla estava alucinada.

Suada.

Trêmula.

Gozou pela quarta vez com um suspiro agudo, as pernas levemente abertas, a respiração falha. Uma senhora de maiô floral a olhou com nojo. Um rapaz de boné tirou o celular e fingiu fotografar o mar.

Mas o biquíni não queria parar.

Na quinta contração, Ayla gritou.

Não um grito de dor — um som agudo, erótico, incontrolável.

O tipo de som que não se ouve na praia.

O tipo de som que interrompe conversas, faz crianças pararem de brincar.

Ela tombou o corpo para trás, os cabelos colados na testa, as pernas se abrindo por reflexo. As mãos foram direto para a virilha.

Não havia mais disfarce.

Não havia mais medo.

Havia só o corpo. E a fome.

O biquíni começou a se mover como um pequeno animal. A peça dianteira se contorceu, deslizando para o lado sozinha, expondo o clitóris úmido e inchado. A parte traseira se enroscava entre suas nádegas como uma língua de serpente, pressionando o centro do prazer anal com insistência.

Ayla, em transe, começou a se tocar.

As mãos frenéticas. O quadril se mexendo. O rosto em êxtase absoluto.

Ela gemia alto.

Muito alto.

— Aaaaah... aaahhh... sim... meu Deus... caralho!

— Olhem pra mim... porra... eu tô gozando!

As pessoas começaram a se aglomerar. Tiraram as crianças de perto.

Câmeras. Sussurros. Risos nervosos. O noivo boquiaberto e inerte.

O mundo ao redor era um espetáculo de vergonha alheia. Mas para ela?

Era um palco. Era o clímax de tudo que sempre quis mostrar.

O corpo como escultura.

O orgasmo como protesto.

O prazer como revolução.

Ela abriu as pernas completamente. Os dedos entravam, saíam, dançavam dentro da xoxota ensopada. Enfiava dois na buceta e um no cu com fúria, ali no meio de todo mundo.

O clitóris vibrava no centro da cena como uma jóia viva. Alguns expectadores tentavam esconder suas ereções dentro da sunga.

A areia colava em sua pele molhada como purpurina sagrada.

O Pubys, atirado ao lado, ainda se contorcia. Queria voltar para as suas partes pudendas. Queria entrar nela de novo.

A platéia filmava.

Postava.

Reações em tempo real.

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“🚨🚨🚨 Mulher GOZANDO na frente de TODO MUNDO na Praia do Sol!!! #Ayla #Sensuário 😳💦🍑🔥📸”

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🎥 (vídeo com zoom no rosto de Ayla, olhos virados, dedos dentro dos buracos)

"Isso é real? Isso é performance? Isso é pornografia? Isso é... incrível. 😱🔥🖤 #ElaGozaElaVence"

🎵 TikTok – áudio viral

GEMIDOS remixados com batida eletrônica

Legenda: "A nova rainha do prazer público chegou 🐚🌊👑💋"

Ayla foi chamada de bruxa, santa, doente, deusa.

A entrevista para uma TV francesa gerou polêmica mundial.

“O Orgasmo como Obra de Arte” virou o tema da Bienal de Florença no ano seguinte.

Lucas desapareceu do mapa.

Terminou por WhatsApp com uma mensagem:

“Espero que você encontre alguém que te ame mais do que esse biquíni.”

Ela só respondeu com um áudio onde gozava horrores.

Hoje, Ayla vive em Amsterdã. Vende instalações sensoriais. Expõe em galerias onde as pessoas entram vestidas e sorrindo e saem nuas e chorando.

Mas quando o mundo dorme,

quando os olhos se fecham,

quando as luzes se apagam...

Ela se deita na cama vestida com o Pubys.

A peça se arrasta por sua pele. Sobe, aperta, lambe, penetra.

A tela do Chromebook cintila com um pornô bizarro.

O biquíni começa a vibrar de novo. Com ciúmes.

A câmera imaginária foca em seu rosto suado.

— Ai... meu amor ciumento...

— Me possua.

E ele obedece.

FIM.

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