O sussurro de Miguel sobre o desconforto do chão não foi apenas uma reclamação física; foi uma granada lançada no meio da minha resistência. Enquanto ele falava, eu sentia cada poro do meu corpo se eriçar, uma reação visceral que eu não conseguia controlar, por mais que minha mente tentasse erguer muros. Ali, no silêncio entrecortado pelo ruído da chuvae da tv, um pensamento me atingiu com a força de um raio: Quem eu estou tentando enganar?
Miguel me conhecia em níveis que ninguém mais conhecia. Ele sabia ler a hesitação no meu fôlego, o tremor quase imperceptível nas minhas mãos e a confusão que nublava meus olhos. Ele era o mestre em decifrar meu corpo, e fingir indiferença era como tentar esconder o sol com a mão. Eu estava um caos, e ele, como um policial treinado para detectar a menor fraqueza, sabia exatamente onde pressionar.
— Tá bom, Miguel... você pode deitar aqui na cama — soltei as palavras com um suspiro de derrota.
— Mas como eu já vou dormir mesmo, você fica assistindo suas coisas. Você deita aqui e eu vou para o chão. A gente troca de lugar.
Foi uma tentativa desesperada de manter o controle. Mas Miguel não aceitou o jogo. Ele levantou o corpo bruscamente, pausando a série na TV. O clarão da tela estática inundou o quarto, revelando as sombras acentuadas do seu rosto e o brilho predatório nos seus olhos pretos.
— Tá de sacanagem, Bêr? Que isso? — ele disparou, a voz grave ecoando pelas paredes do quarto.
— A sua cama é enorme, Bernardo. Cabe nós dois com folga. Por que essa palhaçada de querer ir para o chão?
Eu me sentei, sentindo o calor dele já invadir o meu espaço.
— Miguel, eu sei o que você está querendo. Eu sei que você só está esperando um segundo para invadir meu espaço.
Eu mal terminei a frase e ele agiu. Voluntariamente, com uma agilidade que desmentia o seu tamanho, Miguel subiu na cama. O colchão afundou sob o seu peso sólido, e o cheiro de sabonete e pele quente tomou conta de tudo.
— Em questão de segundos eu vou fazer exatamente o que eu quero, né? — ele afirmou, sentando-se de frente para mim, as pernas cruzadas, seu corpo marcando a largura absurda dos seus ombros.
— É, Miguel... bem isso. Talvez o que você queira não seja o que deve acontecer... — tentei contra-atacar, mas a proximidade estava me deixando tonto.
— O quê? — ele me cortou, o tom subitamente sério, carregado de um magnetismo perigoso.
— O quê, Bernardo? Você vai me dizer que também não quer? Vai mentir na minha cara?
— Miguel, não é assim que as coisas acontecem... não é tão simples.
— Bêr, chega! — ele sentenciou, aproximando-se ainda mais, até que nossos joelhos se tocassem.
— Eu cheguei hoje. Depois de tanto tempo longe, a última coisa que eu quero é ficar aqui discutindo ou brigando com você por causa de ego.
— Eu também não quero brigar, Miguel. Mas você está forçando uma situação, querendo que as coisas voltem ao que eram como se nada tivesse mudado.
— E por que não voltariam? — ele desafiou, os olhos fixos nos meus lábios. — Você mesmo disse que não está com ninguém sério. Você e o Arthuro... vocês só ficaram, não foi? Foi isso que ele me deu a entender.
Senti uma pontada de irritação e ciúme cruzarem meu peito.
— Nem isso, praticamente. A gente... só deu uns beijos — respondi, tentando minimizar a história, embora soubesse que havia muito mais fumaça naquele incêndio.
Miguel soltou um riso seco, desdenhoso, aquele tipo de riso de quem sabe que tem a vantagem.
— Pô, o Arthuri me deu a entender que a coisa tinha sido mais profunda... que tinha rolado mais entre vocês. Mas ele não abriu o jogo todo. Então foi só uns beijinhos de adolescente?
— Isso não te diz respeito, Miguel! — rebati, sentindo o sangue subir para o rosto. — Até onde a gente foi ou deixou de ir é problema nosso.
Miguel se aproximou ainda mais, eliminando qualquer vestígio de ar entre nós. Ele já estava deitado ao meu lado agora, apoiado em um cotovelo, a outra mão livre repousando perigosamente perto da minha coxa.
— Vocês nem transaram ainda, não é? Eu conheço o seu olhar, Bernardo. Eu sei quando você está satisfeito e quando está apenas passando vontade.
— Miguel, chega! Para de falar dele!
No momento em que o grito abafado saiu da minha boca, ele agiu com a rapidez de quem está acostumado a imobilizar o alvo. Miguel jogou a perna pesada sobre as minhas, prendendo meu corpo sob o dele. O contato foi imediato e devastador: senti o calor da pele dele, a firmeza dos seus músculos e o volume rígido do seu pau pressionando contra o meu quadril através dos tecidos finos.
— Tá bom... — ele sussurrou, a voz agora suave como veludo, colando o rosto no meu pescoço.
— Eu sei que chega de falar do Arthuro. Vamos falar de nós dois. Do que está acontecendo aqui, agora, nessa cama.
— Miguel... por favor, não faz isso... — eu murmurei, mas meu corpo o traía, arqueando-se instintivamente para mais perto dele.
Ele começou a beijar o meu rosto, beijos lentos, úmidos, que subiam da mandíbula até o canto da orelha.
— Deixa disso, Bêr... vamos aproveitar. Eu estou de volta. Eu não vim para dar uma passadinha e sumir. Eu não vou embora de novo. Eu vim para ser seu outra vez, de corpo e alma.
Ele segurou meu queixo com firmeza, forçando-me a olhar diretamente para o abismo escuro dos seus olhos pretos.
— Só faz sentido eu ter voltado para o Rio se for para estar com você. Tudo o que eu fiz, cada papelada de transferência, cada noite naquele estado, foi pensando em como seria sentir seu gosto de novo.
A mão dele, que antes estava no meu queixo, deslizou para a minha nuca, os dedos se embrenhando nos meus cabelos e puxando levemente, enquanto o corpo dele se acomodava entre minhas pernas, criando uma pressão forte que me fazia perder completamente o juízo. O cheiro dele, a respiração quente no meu rosto e a promessa vulgar de posse que emanava de cada centímetro de Miguel transformaram o quarto em um santuário de puro desejo.
O ar no quarto parecia ter se transformado em uma substância densa, carregada de eletricidade e do cheiro inebriante que emanava da pele de Miguel. Ali, sob o peso do corpo dele e o som hipnótico da chuva que castigava a janela, a minha racionalidade era uma vela tentando permanecer acesa no meio de um furacão. Eu olhei fixamente para ele, sentindo a pressão do seu peitoral contra o meu, e a verdade saltou da minha garganta com um misto de agonia e alívio.
— Miguel, eu estou confuso — confessei, a voz falhando enquanto eu buscava oxigênio.
— Você ficou muito tempo afastado... e eu não consigo mentir. Nem para você, nem para mim, nem para o Arthuro. Os outros que passaram não tiveram relevância, mas o Arthuro... ele é diferente. Mas eu amo você. E eu também amo o Arthuro. É um caos aqui dentro.
Fechei os olhos, esperando um julgamento ou um afastamento. Em vez disso, senti a mão de Miguel, grande e quente, envolver meu pescoço com uma firmeza que não era agressiva, mas possessiva. Ele se inclinou, sua respiração batendo no meu rosto.
— Bêr, olha para mim — ele ordenou baixinho. Abri os olhos e encontrei o abismo negro das pupilas dele.
— Eu não estou pedindo para você escolher agora. Não estou pedindo permissão para lutar. Eu vou lutar pelo que você é para mim, pelo que sempre foi. Se no final você vai ficar comigo, com o Arthuro ou com o caralho a quatro, pouco importa agora. Eu quero vencer o tempo que perdemos. Porque eu te amo, Bernardo. Você sempre foi o homem da minha vida.
Aquelas palavras foram o golpe final na minha resistência. A declaração dele, dita com a autoridade de quem não aceita a derrota, fez meu coração disparar.
— Miguel, eu também te amo. Mas como eu já te disse...
Eu não consegui terminar. Miguel, num movimento ágil e faminto, empurrou meu corpo contra o colchão e subiu totalmente sobre mim, calando minhas dúvidas com um beijo devastador. Nossas línguas se encontraram em uma dança desesperada, um reconhecimento de territórios que o tempo não conseguiu apagar. Minhas mãos, agindo por puro instinto, percorreram a largura das costas dele, sentindo a pele firme e os músculos que saltavam sob o toque.
Ele descolou os lábios dos meus apenas por um milímetro, um sorriso carregado de felicidade, iluminando seu rosto na penumbra da TV.
— Deixa o nosso corpo reagir, Bêr. Deixa a gente ser a gente nesse momento... aqui e agora — ele sussurrou.
— Eu não consigo te dizer não, Miguel. Eu não consigo...
— Você não precisa dizer não. Deixa eu fazer o que eu sei fazer de melhor quando eu estou com você.
— Eu deixo... — respondi, arfando — mas com uma condição.
— Eu aceito — ele atalhou, a confiança brilhando nos olhos. — Não precisa nem dizer qual é.
— É melhor você ouvir, Miguel! — tentei advertir, mas ele já estava em outro plano de desejo.
— Eu não quero ouvir. Seja qual for, eu aceito.
Ele segurou meu rosto com as duas mãos, enquanto minhas mãos subiam para a sua regata, ansiosas para sentir o contato direto da pele. Num movimento fluido, ele se afastou o suficiente para arrancar a camisa, jogando-a em algum canto do quarto. A visão era acachapante: o peitoral de Miguel era uma obra-prima de força, os deltoides volumosos e o abdômen definido que subia e descia com a respiração pesada.
— Qual é a condição, então? — ele provocou, a voz mais rouca, desafiadora.
— A condição é que eu quero... — comecei a gaguejar, a visão do seu corpo nu da cintura para cima me roubando as palavras.
— Fala, Bernardo! Não gagueja agora — ele pressionou, aproximando-se novamente.
— Eu quero... porra, eu não tenho condição nenhuma! — explodi em um riso nervoso, puxando-o para mim.
— Deixa eu ser seu de novo. Sinto tanta saudade... Eu te amo muito, Miguel.
Num piscar de olhos, Miguel ficou de joelhos na cama. O movimento fez os músculos das suas coxas grossas e definidas se contraírem. Ele desceu da cama, parando de pé ao lado do colchão. Com uma agilidade magnética, ele deslizou o short pelas pernas, revelando uma cueca branca modelo slip que emoldurava perfeitamente seu pau.
O volume ali era intimidador, a ereção marcando o tecido branco com uma nitidez que me fez engolir em seco. A curva da sua bunda era firme, e as pernas, cobertas por pelos escuros, exalavam uma virilidade bruta.
— Tira a sua roupa também, Bêr. Vamos ficar à vontade, como sempre ficamos — ele ordenou, o olhar percorrendo meu corpo com uma fome que me despia antes mesmo do toque.
Quando ele fez menção de tirar a cueca, eu me sentei na beira da cama, interceptando sua mão.
— Deixa isso comigo — sussurrei, meus olhos fixos no volume diante de mim.
— Deixa eu fazer o que eu sempre fiz com você. Do jeito que eu sempre gostei.
Miguel segurou meu rosto, que agora estava na altura do seu quadril. Senti o calor que emanava dele, o cheiro másculo e potente. Ele me deu uma leve pinçada no queixo, ajudando-me a levantar da cama. Agora, estávamos frente a frente, pele contra pele. Ele me ajudou a me despir com uma urgência controlada, até que ambos estivéssemos apenas de cueca.
Ele envolveu minha cintura com suas mãos grandes, cujos dedos quase se encontravam nas minhas costas. Com um movimento possessivo, ele deu um tapa firme na minha bunda, o som estalando no quarto silencioso, e colou a boca no meu ouvido.
— Tem muito tempo que eu tenho vontade disso de novo... — ele sibilou, a voz vibrando dentro de mim.
Eu ri baixinho, o arrepio subindo da nuca até a base da coluna.
— Eu não quero fazer muito barulho... meus pais estão lá embaixo.
Miguel soltou um riso sombrio e provocante.
— Vai ser difícil você não fazer barulho com tudo o que eu tenho guardado aqui para você, Bernardo.
— Eu sempre fui barulhento com você, né? — provoquei de volta, sentindo a cabeça do seu pau roçar contra a minha através do pano fino das cuecas.
— É... até você não aguentar mais. Mas seu barulho é gostoso, seus gemidos são música. Hoje a gente faz tudo o que tem vontade... mas bem baixinho.
Ele piscou para mim, um olhar carregado de promessas vulgares e ternura ao mesmo tempo. Estávamos tão perto que nossos peitorais se tocavam a cada respiração. Miguel me guiou de volta para a cama, e nos deitamos novamente, desta vez apenas de cueca, os corpos se entrelaçando. Ele pairou sobre mim, as pernas grossas encaixadas entre as minhas, pronto para dominar cada centímetro do meu ser. O toque das mãos dele na minha pele era como fogo, e eu sabia que, naquela tarde de chuva, não haveria espaço para mais nada além da nossa entrega.
A chuva lá fora parecia rugir em aprovação ao que acontecia dentro daquelas quatro paredes. O som da água chicoteando o vidro era o único limite entre o mundo real e o universo particular que Miguel e eu estávamos reconstruindo. Ali, deitado sob o olhar dele, a confusão que antes me paralisava começou a se transformar em uma aceitação dormente. Minha mente ainda gritava o nome de Arturo, mas meu corpo... ah, o meu corpo. Era um traidor que reconhecia cada centímetro daquela presença. Eu estava dividido, sim, mas era uma divisão que se curava através do toque. Eu me coloquei em uma posição de recepção absoluta, abrindo mão das defesas e permitindo que o prazer ditasse o ritmo.
— Que saudade que eu estava disso... que saudade que eu estava de você — confessei, a voz saindo em um fio, enquanto sentia as mãos calejadas e firmes de Miguel tatearem minha pele com uma fome contida.
— Eu também, Bêr. Todo dia, em cada momento, era em você que eu pensava. Eu sentia sua falta como se me faltasse o ar — ele respondeu, os olhos pretos cintilando na penumbra.
— A decisão mais burra da minha vida foi ter deixado você para trás.
— Miguel, não vamos falar do que passou — interrompi, segurando o rosto dele.
— A gente não precisa lamuriar sobre o passado agora. O que importa é o agora.
Ele soltou um riso curto, uma vibração que senti contra o meu peito.
— O "agora"... você sempre amou essa palavra. Lembra de como a gente costumava... — ele parou, mudando o foco.
— Vamos rever como era o nosso agora.
Miguel desceu o corpo, o peito largo roçando o meu, e começou a aspirar o meu cheiro. Ele enterrou o rosto na curvatura do meu pescoço, e eu senti o calor da sua respiração enviando choques elétricos para as pontas dos meus dedos. O aroma dele: uma mistura viril de sabonete, pele quente e aquele perfume amadeirado que o tempo não apagou, era um gatilho. Ele me fez descer pelo corpo dele os beijos, traçando uma linha de fogo pelo seu abdômen, aproximando-me da borda da sua cueca, mas parei.
Ele se afastou e olhou fundo nos meus olhos, um comando silencioso brilhando ali.
— Usa os dentes, Bêr. Você sabe exatamente o que fazer — ele provocou, a voz rouca e autoritária.
Eu ri, sentindo queimar na minha garganta. Abri a boca, pronto para morder o elástico da cueca dele, mas Miguel tinha outros planos para a nossa coreografia.
— Calma aí. Olha para cá — ele disse, levantando-se da cama com uma agilidade predatória.
Ele ficou de pé no chão, sobre o colchão que eu havia arrumado. Na luz azulada e instável da televisão, a silhueta dele era uma visão de virilidade bruta. O peito largo, os ombros esculpidos pelo ofício e pela genética, e aquele volume imenso marcando a cueca branca, que já exibia uma pequena gota de pré-gozo, um sinal úmido de que ele estava tão no limite quanto eu.
— Vem cá — ele ordenou.
Eu me levantei, os joelhos fraquejando levemente. Fiquei de pé diante dele, a diferença de biotipos ficando clara: eu, com minha estrutura de ectomorfo, alto e levemente definido, diante daquela montanha de músculos distribuídos de forma densa e autoritária. Miguel era a personificação da virilidade; um rosto que lembrava seu irmão Miguel, mas com um corpo muito mais trabalhado, muito mais torneado pelo esforço.
— Fica de joelhos — ele sussurrou, e eu obedeci sem hesitar.
O quarto estava mergulhado em sombras, o único movimento era a luz da TV dançando na pele dele. Quando abri a boca para finalmente retirar a cueca dele com os dentes, Miguel segurou meu queixo, forçando-me a olhar para cima.
— Ainda não. Olha para mim. Abre a boca.
Eu obedeci, o olhar escaneando aquele abdômen trincado, a linha de pelos que descia até o elástico da cueca. Miguel deu um sorriso de canto, carregado de uma dominação sensual que me fazia vibrar. Subitamente, vi o movimento dele. Ele simplesmente cuspiu dentro da minha boca, um ato bruto, íntimo e visceral que serviu como o batismo daquela noite.
— Engole — ele ordenou.
Eu engoli, sentindo o gosto dele, o calor daquele gesto. Coloquei minha língua para fora, lambendo a base da sua barriga, sentindo a pele salgada e quente. Com um movimento decidido, cravei meus dentes no elástico da cueca branca e comecei a puxá-la para baixo, revelando centímetro por centímetro daquela pele morena.
— Vai... termina — ele sibilou, as mãos repousando no topo da minha cabeça.
Retirei a cueca com a boca, deixando-a cair nos seus tornozelos. O pau de Miguel saltou, livre e imenso, latejando com o vigor de quem esperou tempo demais. Ele estava levemente úmido, e no movimento de se libertar, a cabeça do membro bateu suavemente no meu rosto, deixando um rastro de pregozo na minha bochecha. Eu levei meus lábios até ali, dando um beijo terno e faminto na glande, sentindo o gosto metálico e doce da antecipação dele.
Passei a língua por toda a extensão, molhando meus lábios com o fluido que ele vertia.
— Que saudade disso... — murmurei contra a pele dele.
Usei minhas mãos para terminar de afastar a roupa dele e, num movimento rápido, Miguel me puxou para cima. Ele segurou meu pescoço, os dedos se embrenhando no meu cabelo e me puxando com uma força que me fez arquear as costas.
— Ai, Miguel... — soltei um gemido baixo.
— Calma, Bêr... eu não vou te machucar — ele disse, aproximando o rosto do meu.
— Eu sei... eu sei, AMOR — a palavra saiu sem filtro, direta do meu subconsciente.
Miguel parou, os olhos brilhando com uma emoção nova.
— Amor? Você me chamou de amor de novo?
— É... — sorri, rendido.
— Que lindo ouvir isso de você... Eu te amo, Bernardo.
Ele me beijou com uma paixão renovada, uma entrega total enquanto suas mãos desciam e, com a mesma perícia, retiravam a minha cueca. Senti o tecido deslizar pelas minhas pernas e, finalmente, não havia mais barreiras. O pau dele tocou o meu, uma fricção de pele quente contra pele quente que me fez tremer. Ele segurou minha cintura com força, colando nossos corpos, enquanto sua boca explorava a minha com uma sede insaciável.
Miguel alternava entre beijos profundos e carícias úmidas no meu pescoço, mordiscando a minha pele de um jeito que me deixava em transe. Eu estava trêmulo, totalmente dominado pela estatura e pelo peso dele. Ele era o porto seguro e a tempestade, e ali, entregue às mãos do homem que eu nunca deixei de amar, eu sabia que a noite estava apenas começando a revelar seus segredos mais profundos.
O quarto estava mergulhado em uma penumbra azulada, onde as sombras dançavam nas paredes conforme as imagens da TV oscilavam silenciosas. Ali, entre o som rítmico da chuva e o calor abafado do ambiente, o tempo parecia ter dobrado sobre si mesmo. Eu estava entregue, com os sentidos aguçados por cada centímetro da pele de Miguel que roçava na minha. O pré-gozo já lubrificava nossos corpos, uma marca viscosa da nossa conexão que o tempo e a distância não conseguiram esfriar.
Miguel, com os lábios colados ao meu ouvido, deixou a voz vibrar num sussurro que era puro comando:
— Bêr, você quer o quê?
A pergunta me pegou de surpresa, fazendo minha mente girar por um segundo.
— Como assim, Miguel? — murmurei, sentindo o peso da mão dele na minha cintura.
— Você quer... você hoje quer ser o ativo? — ele perguntou com um sorriso malicioso na voz.
— Não... eu não quero dar hoje, eu quero dar pra você! — respondi com uma sinceridade desarmante.
Ouvi o suspiro de alívio dele misturado a uma risada contida.
— Ufa... eu não esperava que você quisesse isso logo agora.
— É que eu vou te comer certo, mas como é que você quer? — ele continuou, a voz ficando mais grave, mais densa.
— Eu sei que não sou muito de perguntar, mas hoje... você quer como?
— Faz do jeito que você quiser, Miguel — respondi, fechando os olhos e sentindo a autoridade dele me envolver.
— Pode deixar, meu amor. Eu vou fazer exatamente do jeito que eu quero. Vamos para a cama, então.
Ele deu um passo para trás, observando-me com uma fome que me despia a alma.
— Eu pensei que ia precisar de mais... — ele começou.
— De quê? — indaguei.
— De usar mais força. Porque se for daquele jeito que a gente gosta, com força, teria que ser aqui no colchão de baixo para não fazer barulho e não perturbar seus pais. Mas hoje... hoje a gente não vai só fuder. Hoje eu não vou só te fuder. Hoje a gente vai fazer amor, do jeito que a gente sempre gostou.
Aquelas palavras me tiraram o maior sorriso da noite. Era o Miguel que eu amava, o homem que sabia alternar entre a força bruta e a ternura visceral. Segurei a mão dele, sentindo os calos da palma contra a minha pele, e me arqueei para a cama. Subi de joelhos, andando de quatro pelo colchão macio até o centro. Olhei para trás por cima do ombro, oferecendo a ele a visão da minha bunda empinada, a pele clara destacada pela marca de sunga que eu sabia ser o ponto fraco dele.
— Vem — provoquei.
Miguel estancou, os olhos escaneando cada curva minha.
— Essa sua marca de sunga de praia está linda... — ele murmurou, a voz quase sumindo.
— Você sabe que eu não resisto a isso, né?
Ele se aproximou com a lentidão de um predador que já sabe que a presa é sua. Agachou-se atrás de mim, as mãos grandes abrindo caminho entre minhas nádegas, expondo meu centro. Senti o hálito quente dele antes de sentir a língua. Ele deu uma lambida longa e lenta, bem no centro do meu cuzinho, partindo da base e subindo. O arrepio foi tão forte que minhas costas arquearam instantaneamente.
— Miguel... — gemi, sentindo o corpo fraquejar.
— Fica assim... deixa eu... — ele começou a chupar, mas eu queria mais.
— Não, sobe. Não fica aí embaixo. Deixa eu te chupar enquanto você me chupa.
Rolei na cama, mudando a dinâmica. Ficamos de lado, um de frente para o outro, em um encaixe perfeito. Meus olhos desceram para o pau dele, moreno, imponente e latejante. Miguel mantinha os pelos aparados, mas não liso, o que exalava uma virilidade crua. Aproximei meu rosto, sentindo aquele cheiro característico dele — um cheiro de homem, de algo que pertencia apenas a ele.
— Cheiro de homem... — sussurrei.
— Do seu homem, né? — ele rebateu, puxando meu cabelo levemente.
Sem mais palavras, peguei o pau dele e o envolvi totalmente com a boca. Tentei engolir tudo de uma vez, sentindo a glande bater no fundo da garganta. A reação de Miguel foi imediata; o abdômen dele se contraiu violentamente e ele soltou um rosnado.
— Calma, Bêr... se for assim eu gozo rápido, você sabe disso! — ele disse, eu tossindo levemente quando eu retirei o pau para que eu pudesse respirar.
— Eu sei, amor... — sorri com o canto da boca, os lábios brilhando pela saliva. — Mas você consegue gozar mais de uma vez, eu sei bem.
Ele riu, os dentes brancos brilhando na penumbra.
— Levanta essa perna aqui... deixa eu te chupar enquanto você faz isso.
Ele se endireitou, ajeitando-se entre as minhas pernas. Senti a língua dele focar na região do períneo, aquele espaço sensível entre o saco e o ânus, lambendo com uma voracidade que me fazia perder o fôlego. Eu, por minha vez, foquei apenas na cabeça do pau dele. A coloração era única, um moreno escuro com a glande puxando para um tom arroxeado, vibrante. Eu abria e fechava os olhos, perdendo a noção de onde eu terminava e onde ele começava.
— Saudades do seu gosto... saudades de você — ele sussurrou entre as lambidas, a voz abafada pela minha pele.
Percebi que ele estava se esforçando para alcançar o ângulo certo.
— Deita na cama, Miguel — sugeri, já me movendo.
— Eu subo em você, fica mais fácil.
Ele se deitou de costas na cabeceira, e eu me posicionei sobre ele, em um meia-nove improvisado. Coloquei meu cuzinho bem na cara dele, sentindo o calor que emanava da sua respiração. Voltei a chupar o pau dele com vigor, enquanto a língua áspera e úmida de Miguel explorava cada prega da minha entrada. Eu sentia os músculos do meu corpo relaxarem e se abrirem conforme ele aprofundava o contato.
— Que delícia... você é todo meu... tudo meu de novo — ele murmurava, a pontinha da língua dele invadindo a entrada do meu cu com toques curtos e precisos.
Meus gemidos eram baixos, abafados pelo pau dele na minha boca.
— Miguel... hummm...
Em um impulso de entrega, forcei o pau dele todo para dentro, sentindo-o preencher minha garganta por completo. Miguel segurou minhas coxas com força, os dedos cravando na minha carne.
— Calma, Bêr... se não eu vou literalmente gozar na sua boca agora — ele avisou, a respiração curta.
Retirei o pau dele, vendo-o brilhar sob a luz fraca da TV, todo molhado pela minha saliva. Eu sorria, com o rosto também úmido pelo esforço e pelo calor da nossa proximidade. Meus olhos encontraram os dele, e naquele instante, no meio daquela troca fluida de prazer, eu soube que não havia lugar no mundo onde eu preferisse estar.
O tempo parecia ter se dissolvido dentro daquele quarto. O som da chuva lá fora, antes uma barreira, agora era o ritmo que ditava a nossa urgência. Eu estava em transe. Olhando para Miguel, para a forma como os seus músculos se contraíam sob a luz da TV, eu percebi que não havia espaço para mais nada. Arturo, as dúvidas, o passado... tudo era ruído. A única realidade sólida era o calor de Miguel, o peso do seu corpo e a promessa de ser preenchido por ele novamente. Eu imaginava, com um aperto no baixo ventre, como seria sentir aquele pau que agora entrava com dificuldade na minha boca devido à sua espessura e vigor, invadindo e preenchendo o meu cuzinho, reivindicando um território que sempre foi dele por direito de memória.
Enquanto eu me perdia nessas fantasias, senti a ponta do dedo de Miguel, lubrificada por uma mistura de saliva e pregozo, tocar a entrada do meu cu.
— Ai... — soltei um suspiro, entre o susto e o prazer.
— Você?
— É... deixa eu preparar aqui, Bêr. Não quero que você sinta dor, quero que você sinta tudo — ele sussurrou, a voz carregada de uma intenção clara.
Eu me empinei mais, oferecendo o meu corpo a ele, sentindo a vulnerabilidade de estar naquela posição. Miguel não perdeu tempo: deslizou o dedo inteiro para dentro de mim em um movimento contínuo e firme. O preenchimento imediato me fez arquear as costas, um gemido baixo escapando pelos meus lábios. Enquanto uma mão me explorava por trás, a outra desceu para o meu pau, que latejava completamente duro, segurando-o com uma possessividade que me fez perder o fôlego. Olhei para o abdômen dele e vi o brilho do pregozo espalhado sobre a pele morena.
— Deixa eu fazer uma coisa que eu sei... — comecei, o olhar fixo na virilidade dele.
— Você quer beber meu leite, né? — ele me cortou com um sorriso convencido.
— Mas deixa eu te comer primeiro, porque senão eu vou descarregar tudo e você não vai aguentar o resto.
— Deixa eu beber seu leite e depois você me come — rebati, a voz firme.
— Se você gozar agora, vai aguentar muito mais tempo depois. E eu quero dar para você a noite inteira, Miguel. Quero sentir você em mim até o sol nascer.
Ele riu, um som rico e masculino, e retirou o dedo de dentro de mim, consentindo com um leve aceno de cabeça. Eu me ajeitei, retirando minhas pernas de cima dele e levando meu rosto para perto do dele. Nossas línguas se encontraram em um beijo profundo, explorando cada canto, trocando salivas em um pacto silencioso. Quando nos afastamos, ele segurou minhas bochechas com as duas mãos, forçando minha boca a se abrir. Miguel, com um olhar predatório, cuspiu novamente dentro da minha boca.
— Engole — ele ordenou, o tom autoritário me fazendo vibrar.
Eu engoli, sentindo o calor do gesto, e ele me deu um selinho demorado.
— Tem certeza que quer espremer tudo agora? — ele perguntou.
— Tenho. Deixa eu te mamar até você descarregar tudo. Depois a gente faz amor.
— Meu safado... — ele riu, mas o olhar logo ficou sério.
— Mas você vai aguentar? Sabe que depois da primeira eu demoro muito mais para chegar lá de novo... e você não está mais tão acostumado comigo.
— Agora eu não estou acostumado com você, né? — brinquei.
— É... nem com o Arturo também, né? — ele soltou, a voz endurecendo subitamente.
O clima pesou por um segundo. O nome de Arturo naquele momento soou como uma nota desafinada.
— Deixa o Arturo fora disso, Miguel. Respeita o Arturo — respondi, o tom de voz mudando para algo mais sério, enquanto apertava o pau dele com força, sentindo a pulsação do membro na minha mão.
— Ah, tá bom... — ele resmungou, sentindo a pressão.
— Mas depois a gente fala de uma ideia que eu tive. Agora... me mama.
Fui descendo o corpo dele, beijando cada centímetro daquela pele que exalava virilidade. Passei pelo pescoço, pelo ombro esquerdo onde dei uma chupada forte, deixando uma marca que logo ficaria roxa, e desci pelo abdômen trincado até chegar à base do seu pau. O cheiro era inebriante. Sem hesitar, envolvi o membro dele com a boca, sugando com força.
— Caralho, Bêr... que isso? — ele exclamou, jogando a cabeça para trás.
Miguel colocou a mão sobre o meu cabelo, os dedos se embrenhando nos fios enquanto ele começava a coordenar o movimento. Ele não era passivo; ele usava o quadril em uma dança rítmica e potente, fazendo o pau entrar e sair da minha boca em uma velocidade que me fazia lacrimejar. Eu o olhava fixamente, as pupilas dilatadas, enquanto minhas mãos buscavam apoio nas coxas grossas dele.
— Vira para cá... — ele comandou, interrompendo o ato por um segundo.
— O quê, Miguel? O que foi, amor? — perguntei, a boca brilhando de saliva.
— Coloca as pernas para cá. Minha boca está sentindo falta do seu gosto. Deixa eu te chupar enquanto você me mama.
Mudamos de posição novamente, um emaranhado de membros e desejo na penumbra azulada. Ficamos de lado, em um 69 perfeito. Miguel aproximou o rosto do meu pau e deu uma cheirada profunda, fechando os olhos por um instante.
— Você tem o mesmo cheiro de sempre. Aquele sabonete... você ainda usa?
— Limão siciliano — reafirmei, sentindo o hálito dele na minha pele.
Ele riu e abocanhou meu pau com uma técnica que me fez perder os sentidos por um instante. Estávamos ali, um devorando o outro. Eu me dedicava ao pau dele, sentindo a textura da cabeça morena e o latejar constante, enquanto a língua de Miguel trabalhava no meu, subindo e descendo com uma maestria que só ele possuía. Eu sabia que não gozaria apenas com aquilo, meu corpo estava sedento por algo mais profundo, mas eu queria dar tudo de mim naquela chupada.
Miguel colocou a mão na minha bunda, apertando a carne com força enquanto trabalhava no meu pau. De repente, ele parou, a respiração pesada, os olhos fixos nos meus.
— Eu estou quase lá... e tem muito tempo que eu não gozo assim. Você vai engolir tudo, não vai?
Eu não conseguia falar, então apenas fiz um gesto afirmativo com a cabeça, os olhos brilhando de antecipação.
— Então continua, Bêr. Não para.
Ele voltou a engolir meu pau, mas agora o foco era o quadril dele. Ele impulsionava o pau para dentro da minha boca com uma luxúria renovada, uma ginga que fazia toda a diferença, massageando minha garganta com a glande. O quarto, antes silencioso, agora era preenchido pelo som úmido das nossas bocas e pelos gemidos abafados que a chuva tentava, em vão, esconder do resto da casa.
O quarto estava saturado pelo som da chuva e pelo cheiro metálico e doce da luxúria. Naquela penumbra azulada, eu não era mais o Bernardo confuso; eu era apenas um corpo em busca de um encaixe que parecia gravado no meu DNA. Miguel estava no limite, e eu sentia cada latejar daquela piroca grossa contra a parede da minha garganta. Eu não queria apenas mamar; eu queria possuir a essência dele, sorver cada gota do que ele havia guardado durante esse tempo de distância.
Encaixei a cabeça do pau dele o mais fundo que pude, sentindo a glande tocar o início da minha garganta. Meus olhos se fecharam com força enquanto eu fazia o vácuo, envolvendo o tronco moreno do membro com os lábios bem apertados. O meu nariz roçava nos pelos escuros da base do seu pau, sentindo o cheiro másculo e potente que emanava da virilha de Miguel. Senti quando ele deu o primeiro solavanco, um espasmo violento que percorreu todo o seu abdômen trincado.
— Bêr... porra... eu já tô gozando! — ele rugiu, soltando o meu pau da boca dele.
O corpo dele se contorceu sobre o colchão, os dedos dos pés se encolhendo, e o olhar dele se perdeu no teto enquanto a primeira onda vinha. Eu não recuei. Pelo contrário, firmei minhas mãos naquelas coxas grossas e empurrei o pau dele ainda mais para dentro, selando qualquer saída. Senti o primeiro jato: um líquido quente, espesso e abundante que atingiu o fundo da minha garganta com uma força indescritível.
Eu não engasguei. Respirei ritmadamente pelo nariz, saboreando o gosto familiar da porra do Miguel. Aquele sabor quente e levemente salgado que eu conhecia tão bem. Foram jatos sucessivos, um leite que descia queimando de forma deliciosa, preenchendo-me por dentro. Eu sentia os nervos do pau dele pulsando contra a minha língua enquanto ele descarregava meses de frustração e desejo. Quando o fluxo finalmente diminuiu, retirei o pau da boca com um som úmido — plof — e olhei para ele, sentindo um rastro do gozo dele escorrer pelo canto da minha boca.
— Caralho, Bernardo... você é uma delícia — ele arquejou, o peito subindo e descendo com violência, os olhos nublados de prazer.
— Só tá começando, Miguel — respondi, limpando o lábio com a língua, sentindo o gosto dele se espalhar.
Miguel não deu tempo para o fôlego voltar ao normal. O pau dele, mesmo após ter jorrado tanto leite, continuava firme, uma coluna de carne morena e latejante que se recusava a baixar a guarda. Ele cuspiu na palma da mão, uma massa de saliva e desejo, e começou a massagear a entrada do meu cuzinho com uma técnica que me fez soltar um palavrão baixo.
— Deixa bem molhadinho, tá? — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa perigosa.
— Hoje eu vou ser no pelo.
Eu me virei, ficando de lado para ele na cama, sentindo o atrito dos nossos corpos nus. A luz da TV desenhava o contorno dos nossos músculos.
— No pelo? — perguntei, desafiando-o com o olhar.
— Algum problema? — ele rebateu, parando o movimento dos dedos por um segundo.
— Com você? Nunca. Mas... — hesitei por um breve momento antes dele me cortar.
— Meus exames estão em dia, Bêr. E os seus? — Ele me olhou com seriedade, a mão ainda ali, brincando com as pregas do meu cu.
— Estão também. Mais que os seus, provavelmente — sorri.
— Você transou com alguém sem camisinha recentemente? — A pergunta dele foi direta, o tom de posse voltando a aparecer.
— Sim. Mas não vai dar em nada — respondi com sinceridade.
— Eu confio em você. Você ainda toma seu remédio, né?
— Tomo, Miguel.
Ele soltou uma risada baixa, um som de satisfação. Eu me virei de costas para ele, arqueando o corpo lateralmente. Senti quando a mão dele desceu novamente, os dedos agora mais insistentes, preparando o terreno que logo seria invadido. Ele segurou o meu braço, puxando-me levemente para mais perto, e direcionou a cabeça da piroca bem no centro do meu cuzinho.
— Rebola um pouquinho para mim, vai... — ele pediu no meu ouvido, a voz vibrando nos meus ossos.
— Rebola na cabeça do meu pau para facilitar a entrada.
— Tá... você sabe que assim eu sinto tudo, né? — murmurei, começando o movimento circular com o quadril.
— É assim que a gente gosta de fazer amor, Bernardo. Com tudo dentro. Com pele na pele.
Comecei a rebolar, sentindo a glande morena e úmida pincelar a minha entrada. Era uma tortura deliciosa. A cada círculo que meu quadril descrevia, eu sentia a resistência ceder. A cabeça do pau dele começou a me invadir, abrindo caminho com uma arrogância que só o Miguel possuía. Eu arqueava a bunda para trás, buscando mais, querendo que ele me preenchesse logo.
— Ai... Miguel... — gemi quando senti a coroa da glande ultrapassar o anel muscular.
Ele me puxou com força, seus olhos fixos nos meus, e me deu um beijo faminto, devorando meus gemidos.
— Calma... eu já te falei que vou fazer com muito amor. Eu vou cuidar de você, tá bom?
— Tá bom... — respondi entre beijos, sentindo-me flutuar naquela entrega.
Eu empinei ainda mais, oferecendo cada milímetro de mim. A piroca dele entrava lentamente, uma invasão meticulosa que parecia esticar cada fibra do meu ser. Eu me sentia novamente dele, como se os anos não tivessem passado, como se o corpo dele fosse a única casa que eu realmente conhecia. Não havia arrependimento, apenas uma fome ancestral que estava sendo finalmente saciada.
Eu continuava a rebolar, sentindo o pau dele deslizar para dentro de mim enquanto minha cabeça estava virada para trás, tentando alcançar os lábios dele. Miguel tirou a mão da minha cintura e a subiu para o meu peito, seus dedos encontrando meu mamilo e apertando-o com a pressão exata para me fazer perder o juízo. Eu levantei o braço, envolvendo o pescoço dele, puxando-o para que ele pudesse morder o meu ombro.
Ele desceu o rosto e começou a chupar o meu mamilo com uma volúpia que me fez vibrar da cabeça aos pés. O prazer era uma onda avassaladora, uma mistura de dor doce e preenchimento total.
— Miguel... ai, calma... — eu gemia, sentindo a piroca dele avançar mais um pouco, preenchendo meu cuzinho com aquele calor denso.
— Calma nada, Bêr — ele sussurrou entre uma chupada e outra no meu mamilo, a voz carregada de uma promessa que me fez tremer por inteiro.
— Tá só começando.
O movimento dele se tornou mais rítmico, a mão no meu peito ditando a velocidade enquanto o quadril dele empurrava, polegada a polegada, a verdade que nossas mentes tentavam negar, mas que nossos corpos gritavam em silêncio. Aquilo era mais do que sexo; era o resgate de um território perdido, a reafirmação de uma posse que nem o tempo, nem a distância poderiam apagar.