Eu não entendo por que aceitei levar esses dois na moto. Juro por Deus que, até cinco minutos atrás, a ideia era dizer um "tchau" seco no Habib's e ir dormir. Mas aqui estou eu, cortando as ruas escuras de Fortaleza de madrugada, com a Stella espremida nas minhas costas e o Luan agarrado na minha cintura.
O que mais me impressiona, e me assusta num nível que eu não quero admitir, não é o peso na garupa. É o fato de que a porra do meu pau parece ter acordado com o toque do Luan. As mãos grandes e firmes dele agarradas na minha cintura, apertando meu abdômen a cada solavanco da moto, me despertam pensamentos sujos que eu nunca tive antes. A tensão entre a gente, naquele sanduíche de corpos, tá me deixando maluco durante essa curta ida da Avenida 13 de Maio até o apartamento da Stella no Benfica. O calor do corpo dele vibrando atrás dela, que vibra contra mim... Caralho.
Minha intenção, o plano perfeito, é deixá-los no portão do prédio, dar boa noite e sumir. Mas, assim que a gente aponta na rua, o porteiro reconhece o farol da minha moto e já abre o portão de ferro. Merda. Me vejo meio que obrigado a entrar e deixá-los no estacionamento do bloco.
O Luan desce da moto meio duro, desconfortável. Acredito ser por conta da viagem, já que claramente o gigante nunca deve ter subido numa garupa de moto na vida. Destravo o meu capacete e começo a me despedir, louco pra dar o fora, mas a Stella usa aquele tom de voz macio e a persuasão que só ela tem pra me convencer a subir. E o Luan, surpreendentemente, se junta a ela, quase inocente, dizendo pra eu ficar, querendo que a noite dos três ainda não acabe.
Dentro de mim, o meu sexto sentido de sobrevivência grita, bate panela e avisa que eu devo ligar a moto e sair dali agora mesmo. Mas a carne é fraca. Os três seguem em silêncio pras escadas e sobem pro apartamento.
Assim que a gente entra, o ciúme bate um pouco, amargo na garganta, ao notar a naturalidade com que o Luan se instala na casa dela. Ele tira os sapatos, arranca a camisa pelo calor abafado da sala, e depois se esparrama no sofá-cama. Eu tento, com muita força de vontade, não pensar no corpo perfeito e definido do gigante retinto ali esparramado. Ele estar sem camisa mexe de um jeito estranho comigo, mas eu não sou o único com a cabeça a mil. O Luan tenta não demonstrar, mas eu sei ler as pessoas; tem algo novo e tenso acontecendo dentro dele também. O olhar dele não foca em nada por muito tempo.
A Stella vai até a cozinha e volta logo depois com três taças e uma garrafa de vinho, mas percebe que esqueceu o abridor e volta pra cozinha dizendo ter um "em algum lugar dessa zona".
Ficamos só eu e o Luan na sala. Um silêncio pesado cai entre nós.
— Malbec, né? — ele pergunta de repente, quebrando o gelo, apontando pro meu pescoço.
— É — respondo, cruzando os braços. — Você também.
— Pois é. Coincidência.
Tem algo nessa breve conversa sobre os nossos perfumes que é estranha pra ambos. Uma tensão palpável, quase elétrica, mas, como um pacto de brothers silencioso e amedrontado, a gente evita abrir essa pauta ou aprofundar o assunto.
Finalmente a Stella vem com o abridor. Ela tira a rolha e a gente começa a beber e conversar amenidades, todos sentados no mesmo sofá: eu numa ponta, ela no meio e o Luan na outra.
A conversa flui, o álcool sobe, e as duas garrafas acabam rápido. Quando a conversa esquenta, a Stella começa, de forma muito sorrateira e inteligente, a levar o assunto pra algo mais picante, falando sobre fetiches, até finalmente insinuar, com todas as letras, o quanto seria incrível e louco ficar com os dois homens mais gostosos que ela conhece ao mesmo tempo.
Pode ser o vinho batendo forte ou só o fato de que a ruiva sempre consegue exatamente o que quer, mas a relutância — a minha e a do Luan — passa rápido. A gente é pego totalmente de surpresa quando a Stella, olhando bem no fundo dos nossos olhos, enfia a própria mão dentro do short jeans apertado e começa a se acariciar na nossa frente, gemendo baixinho.
Hipnotizados pela ousadia dela, o pau de ambos reage na hora. O clima pega fogo. Ela consegue puxar o Luan, que tava paralisado, pra um beijo molhado e desesperado, e logo depois vira e me ataca também, sugando a minha língua.
Sem nem perceber como ou quando aconteceu, eu e o Luan já estamos apenas de cueca na sala. Começamos a nos revezar na boca da Stella. Ela, que já arrancou a própria roupa e está completamente nua no sofá, se maravilha e geme alto sentindo as mãos imensas do Luan apertando seus peitos, enquanto os meus dedos trabalham rápido, socando a buceta molhada dela.
As coisas vão fugindo de qualquer controle racional. O Luan fica de joelhos no chão, entre as pernas da Stella abertas no sofá, e começa a fazer o sexo oral mais gostoso e dedicado que, pelo jeito, ele já fez na vida. A cena — o contraste do rosto dele no meio das pernas brancas dela — me deixa imensamente duro. Eu não aguento mais. Saco o pau pra fora da cueca e guio a mão da Stella até a minha rola. Ela não hesita; abre a boca e me chupa cheia de devoção, engolindo quase tudo, enquanto o Luan chupa a buceta dela loucamente lá embaixo.
Depois de um tempo, ofegante, o Luan levanta e revela a própria pica, tirando a cueca. Puta que pariu. O tamanho impressiona até a mim, que sempre me considerei bem dotado. O pau do gigante é muito grosso, longo e veiudo, reto, com a cabeça vermelha pulsando. Chega a se parecer um pouco, em proporção, com a minha própria pica rosada e enorme.
Num movimento rápido, a gente troca de lugar. Eu me ajoelho e começo a chupar a buceta da Stella, afundando a língua onde o Luan tava agora pouco, enquanto ela coloca o pau dele na boca e começa a mamar com vontade.
Enquanto minha língua fode a intimidade dela, misturando o gosto natural dela com os fluidos dele, pela primeira vez na vida eu me pergunto, no fundo da minha mente doente, qual seria o gosto da porra de um cara. Ou melhor, da porra do Luan. Uma vez, com uma cliente muito louca, eu acabei provando a minha própria porra depois dela gozar, e assim descobri ter um fetiche sujo em beijar mulheres depois de gozar na boca delas. Mas agora... agora eu queria saber como seria beijar a Stella com a porra do Luan na boca dela. Mas o meu lado racional grita que isso nunca aconteceria. Eu sabia que não podia acontecer.
A Stella, que já está louca e implorando pra levar as duas picas de vez, levanta cambaleando e corre pro quarto pra pegar camisinha.
Esse breve momento, de talvez trinta segundos, faz com que uma cena que nem eu e nem o Luan sonhamos que viveríamos aconteça. A gente fica ali na sala, em pé. Um olhando pro pau do outro. Os dois duríssimos, pingando precum, pelados um do lado do outro. O corpo suado e forte do Luan parecia me atrair como um ímã fodido, e pelo olhar sombrio dele, o gigante pensava a exata mesma coisa. De repente, a boca grossa do Luan era uma curiosidade insana que eu precisava experimentar.
No meio de uma loucura de sentimentos, de álcool e de tesão cru, eu me inclinei na direção dele. E o Luan não se afastou. Ele não recuou um milímetro. A respiração dele bateu no meu rosto, pesada. Mas antes que a gente pudesse colar as bocas e cruzar a linha sem volta, o gritinho de alegria da Stella vindo do corredor nos fez dar um pulo e nos afastarmos rápido.
Ela volta balançando dois pacotinhos laminados. Diz rindo que são as últimas camisinhas da casa, e por isso comemorou ter achado as duas.
O Luan deita ela no sofá e fode a buceta dela primeiro. As estocadas são fortes, a cama range. Enquanto ele soca nela, a Stella mama o meu pau em pé. Mas ela, de olhos fechados no próprio prazer, não percebe que os meus olhos e os do Luan estão fixos um no outro. Tem algo muito errado e muito intenso acontecendo ali, e eu não consigo evitar sustentar o olhar dele enquanto ele come ela e eu fodo a boca dela.
Depois, nós trocamos. É a minha vez de comer a Stella, e ela geme o meu nome alto, cravando as unhas nas minhas costas. Eu olho pra cima: os olhos do Luan tão faiscando de tesão, devorando a cena. Isso é uma completa loucura.
Quando as coisas parecem que não têm como ficarem ainda mais doidas, a Stella me puxa e me deita de costas no sofá. Ela sobe em cima de mim, encaixando o meu pau nela, mas deixa um espaço calculado pra que o Luan fique atrás dela e a foda também, fazendo uma DP na mesma buceta alargada.
A Stella tem os olhos fechados, a cabeça jogada pra trás, e seus gemidos de puro êxtase levam os nós dois à loucura. Pelo menos é o que ela pensa que tá causando tudo isso. Mas, na real, ter o pau grosso do Luan roçando com força no meu lá dentro me deixa num choque absoluto e elétrico. A gente tá metendo na Stella ao mesmo tempo, dividindo o mesmo espaço apertado, mas a minha mente e os meus olhos tão fixos nele. Eu só consigo pensar em como eu quero beijar o Luan agora, e em como eu quero roçar meu pau duro no dele sem barreira nenhuma. E tem algo no fundo dos olhos negros do gigante que me dizem que essa ideia não é tão absurda assim. Eu tenho quase certeza absoluta de que o Luan tá me correspondendo.
Segurar o gozo não é mais possível pra nenhum dos dois. Quando eu sinto o pau do Luan inchar no limite dentro dela, deixando o espaço entre nós dois ainda menor, o atrito me vence. Eu acabo enchendo a minha camisinha no exato momento em que ele explode na dele. Nós dois gozamos bastante, arfando alto na sala.
Nós saímos de dentro da Stella, tirando as camisinhas sujas. A ruiva, insaciável, avisa que quer mais, e pra falar a verdade, com o sangue ainda fervendo, eu também quero. Mas não temos mais camisinhas.
Stella não se abala. Ela senta no colo do Luan, no tapete, de costas pra ele. E me pegando totalmente de surpresa, sem proteção, ela deixa que o pau imenso dele entre rasgando no cuzinho dela. Puta que pariu. Eu já comi o cu da Stella umas duas vezes e foi um dos melhores sexos da minha vida; é apertado pra caralho. Pela cara de choque e prazer do Luan, é a primeira vez do gigante comendo um cu. Ele aperta os seios grandes dela com as duas mãos, enquanto a safada rebola forte no pau dele.
A cena me deixa maluco. Sem muito tempo pra pensar ou pra deixar a ereção baixar, eu vou pro chão de frente pra eles. Seguro as pernas da Stella, abrindo-as e deixando a buceta dela bem exposta pra mim, e caio de boca nela. A minha imaginação doentia me faz lembrar que há poucos minutos o meu pau e o do Luan tavam alargando essa mesma buceta. Nossa, que tesão da porra. Eu chupo a Stella de um jeito sujo, implacável, e os gritinhos que ela solta agora não são mais só por causa do pau do Luan atolando no cu dela, e sim pela minha língua brincando no clitóris.
A Stella goza tremendo inteira, chegando ao seu limite físico. O Luan também não aguenta muito mais. Ela continua rebolando na pica dele até que ele solta um grunhido grave. A enorme jeba pretona escapa do cu dela num movimento brusco e, por uma fração de segundo, a cabeça do pau dele, brilhando, quase bate no meu rosto.
O meu corpo inteiro treme. Sentindo que não tem mais nenhum controle sobre os próprios instintos, eu fico em pé de repente, ofegante, o meu pau duro pulsando no vazio. A Stella, percebendo que eu tô no limite e que quero gozar também, se joga no chão, vai com a boca direto no meu pau e me suga. Eu não aguento duas estocadas na garganta dela; aproveito a pressão e encho a boca dela com a minha porra quente.
Os três caem esparramados no sofá-cama, completamente cansados e satisfeitos. A respiração ofegante é o único som na sala. Mas a Stella, que engoliu boa parte da minha porra, avisa que não curte muito ficar com o resto do sêmen melando a cara. Ela levanta num pulo, meio tonta, e vai cambaleando pro banheiro pra se limpar, fechando a porta.
E de repente, ela deixa os dois sozinhos na sala. Num silêncio sepulcral.
Nós dois ainda estamos nus no sofá. E sozinhos, a merda começa a desandar de vez. Os meus olhos não conseguem, por nada nesse mundo, se desviar do brilho que a porra do Luan faz ao escorrer devagar pela base da pica preta dele.
A gente se entreolha. O ar fica pesado de novo. E quase que ao mesmo tempo, como se fosse um reflexo condicionado pela presença um do outro, nós dois voltamos a ficar duros. O Luan, com os olhos fixos nos meus, pega no próprio pau e começa a bater uma, devagar.
Totalmente perdido na minha própria cabeça, eu começo a fazer o mesmo. A gente se masturba de forma intensa, cada um no seu canto do sofá, mas sem desviar o olhar. A tensão é um fio esticado prestes a arrebentar.
E arrebenta. Eu me deixo levar pelo tesão absurdo e, cortando o espaço entre a gente, agarro o pau do Luan com a minha mão. Eu acho que perdi o último resto de juízo que eu ainda tinha, mas quando o Luan, em vez de me empurrar, avança e agarra o meu pau também, a porra fica séria. Os dois apenas trocam uma "mão amiga" deliciosa e firme.
As nossas bocas vão se aproximando perigosamente enquanto o ritmo das mãos acelera. O rosto dele tá tão perto que os narizes quase se esbarram. Não chega a ser um beijo, mas o Luan pode sentir a minha respiração ofegante batendo nos lábios dele, e eu sinto a dele. O atrito das mãos é perfeito. A gente goza pela terceira vez na noite. E eu tenho a certeza absoluta de que nunca, ou pouquíssimas vezes na minha vida fodida, eu cheguei a gozar de uma forma tão intensa e suja.
Nós soltamos os paus, as mãos sujas, e nos afastamos rápido. Agora, o silêncio é constrangedor. Nem olhares a gente chega a trocar mais; o peso da realidade bateu.
A Stella grita do banheiro, chamando os dois pra tomarem banho com ela. O Luan é o primeiro a levantar do sofá, pegando a cueca do chão. Mas então, ele para. E com uma voz tímida e hesitante que eu não esperava ouvir de um maluco daquele tamanho, ele me chama pra ir junto pro box.
Eu tô em completa confusão mental. Mesmo assim, me esforço o máximo pra parecer calmo, com aquela pose de quem não se abala com nada. Faço um sinal com a cabeça, deixando o Luan ir na frente pro corredor.
Fico pra trás por um segundo. Olho pra minha mão suja e brilhante com a porra espessa do Luan. Eu penso, de verdade, se eu deveria lamber. A minha mente doente me implora pra provar. Mas no fim, engulo seco, limpo a mão numa camisa qualquer jogada no chão e prefiro não provar o gosto dele. Por mais que, naquele momento, fosse isso que eu mais queria no mundo.
No banho, a putaria rola solta pra esgotar o resto da energia que a gente tinha. Com o sabonete, eu como o cu da Stella debaixo da água quente. O Luan também chega a meter a rola gigante nela um pouco, imprensando ela no azulejo, e a gente termina a noite com a ruiva de joelhos dentro do box, mamando os dois — um de cada vez, dessa vez sem invenções pra evitar que nossos paus se encostassem de novo.
Ao final de tudo, a água já esfriando, eu saio do banho, me enxugo e começo a me vestir em silêncio no quarto. Mesmo com os protestos da Stella, que me abraça pela cintura e diz pra eu dormir agarrado com eles ali mesmo, eu recuso. Pego minha jaqueta, meu capacete e as chaves.
Saio do apartamento da Avenida da Universidade, ligo a moto e sigo pra casa cortando a madrugada fria, tentando desesperadamente entender o que caralhos eu acabei de fazer com a minha vida. E o pior: o que eu ia fazer a partir de agora morando na mesma casa que o melhor amigo daquele gigante.
