44. A rotina

Da série Eu sou novinho
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2557 palavras
Data: 15/03/2026 14:10:01
Assuntos: Gay

44. A rotina

À noite, eu estava morto, eu preciso de um fim de semana no trabalho para descansar, Murilo disse que ia procurar um trabalho, “Você vai ficar em casa e descansar com nossos filhos, procurar um professor de português, Rui pode te ajudar com isso, deixa de frescura, meu marido e eu vamos cuidar de você, você vai cuidar da rotina da casa e de nossos filhos, vai deixar nossa cama sempre gostosinha para receber nós dois, com esse cuzinho macio, essa cara de malandro e esse pau que tá quase duro, e dizer que eu sou maravilhoso porque te chamei pra minha cama.”, “Obrigado, Marcos, obrigado por meus filhos, obrigado por mim, obrigado por essa barraca amarela no seu quarto.”, Marcos segurou a mão dele e beijou o dorso, corrigiu, nosso quarto, nossos filhos, nossa vida, e toda a confusão que isso ia causar.

Eles se beijam discretamente, os risinhos e dois montinhos de cabelo preto se entocam no canto de baixo de nossa cama. Hassan e Faruk surgem risonhos quando chamo, abraço cada um deles e depois um beijo naquelas bochechas mais lindinhas, e depois Marcos fez o mesmo, Murilo disse em árabe que os amava muito e que queria que eles tivessem sonhos com casa, e ele teve de pegar o tradutor para ter certeza do que ouviu, “Estamos em casa.” Dormimos em nossa cama e eles na barraca. Noite seguinte: eles e Murilo no quarto de Amós, só na terceira noite que as coisas foram mais normais, ainda assim ficaram voltando para meu quarto por uns dez dias, calma, eu já passei por isso antes. André cortou o cabelo deles, foram comprar roupas, compramos fardamento e material escolar, o professor de português estava indo e eles estudavam três horas por dia, fora as horas durante o resto do tempo que passavam vendo o teclado do computador e as formas estranhas do nosso alfabeto, com quinze dias da chegada deles os meus primeiros filhos chegaram, foi estranho porque levaram uns dias para conversarem, eles ficavam se medindo a distância, mas Amós e Amon foram pacientes, cuidadosos, e em agosto brigavam por quem era mais cruel jogando Uno, Ludo, quem se metia nas disputas deles era massacrado, brigavam entre si, se protegiam, era um mundo de quatro garotos e ninguém cabia nas tréguas, acordos e guerras entre eles, e nem sempre eram judeus e palestinos, eram os dois que estavam desse lado da mesa contra os que estavam do lado de lá.

Mas quando eu me encontrei no sofá e os quatro ao redor de mim, cabeças em meu peito e pernas assistindo filmes de Carlitos, meu Deus, nada é melhor que ver a calma vindo e um a um pegando no sono, braços se enroscando uns nos outros.

Juntei Murilo (meu funcionário) e Sérgio, Murilo diz que bate na porta do apartamento dele e entra sem trocarem um boa noite, ele vai ao banheiro e lava as mãos e o rosto, com todas as luzes apagadas, Sérgio fingindo que ele não está ali, desce o calção e Murilo faz o boquete e depois ele vai dar um beijo, Sérgio o rejeita, depois levanta para ir para o quarto esperando que tudo acabe, Murilo se sente mal e recebe dezenas de mensagens de Sérgio falando da dificuldade de se assumir, a mesma coisa novamente, até que nessa sexta, Sérgio vai até a oficina e diz que quer falar com Murilo, quer levar ele para uma festa do trabalho, quer apresentar o namorado para os amigos do trabalho, seguro o braço de Sérgio, eu estava muito aborrecido com ele.

“Fiz tudo errado, Mateus, eu sei, tudo errado. Decepcionei você, magoei esse carinha, libera ele mais cedo hoje, ele precisa tomar um banho e por um paninho no corpo, lindo ele já é e aí eu vou pra festa com ele, ele te liga e diz que tá curtindo e eu não solto a mão dele na frente de ninguém, te liga e diz que eu estou dormindo abraçado nele depois de fazermos amor. Cansei de boquete e saudade, eu quero ter um namorado que goste tanto de mim que tenha suportado exatamente o mesmo que eu sofri, eu juro que não vou ser frio e indiferente. Eu amo o Murilo.” Falar o quê?

Murilo ligou no sábado de manhã e disse que foi maravilhoso, tiraram foto de beijo na festa, depois Sérgio contou a história dele toda, bem resumido, chorou pra caramba, tomaram banho achava que a noite havia acabado mas foi só o começo, foi madeirada e o cara estava insaciável, acordou e pediu uma chupeta, que murilo deu, depois vendo que Murilo estava quase gozando deu uma chupada mal feita, mas era serginho então ele teve o melhor orgasmo de sua vida, morreu de vergonha de ter gozado na cara dele, mas Sérgio o beijou fez ele lamber seu rosto e dividiram tudo, “Serginho perguntou se era melhor vir morar comigo ou ir morar com ele, pra tentar direito, disse que estava velho pra namoro, queria o noivo em casa, amigo, eu tô noivo, ele tá no chuveiro e disse para eu ligar pra você e agradecer por ter apresentado nós dois. Marcos eu te amo por ter me feito ficar completamente apaixonado, eu amo o Serginho”, silêncio, “Ai, Serginho, não era pra você ter ouvido isso…”, escuto ele dizer ‘vira essa bundinha’ e desliguei.

“Tudo bem, amor?”, eu estava no banheiro do quarto dele e quando Joel me perguntou isso eu me assustei, ele pegou meu celular na queda, colocou na pia do banheiro e me abraçou, chorei sei lá porquê, pedi desculpas por não ter ficado com ele e Helinho como era nosso plano quando chegamos nessa casa, ele disse que nunca sentiu vontade de mim sem me ter, nunca neguei meu corpo, minha dedicação e meu amor a ele, verdade que ando meio sem tempo, mas são quatro filhos peraltas, que as vezes ele pensa em matar, mas ama tanto os moleques. Ele me beija, criamos regras em casa, quartos trancados, ninguém entra sem bater. Marcos contou o que era necessário para os primeiros e Murilo disse que os segundos iriam entender tudo por contexto e o que não perguntassem não seria necessário ser dito. Ok.

Joel pega um tubo de gel e põe um pouco nos dedos e eu já me viro ele diz que eu era muito pretensioso, eu me viro pra entender e ele havia passado na própria bunda, passa meu pau na bochecha que precisava ser barbeada, digo que o amo, ele diz que eu amo mesmo é esse boquete, ele me deixa quase duro e sai do banheiro, vejo ele acordar Hélio que se aborrece, “Acorda, preguiçoso, quer comer meu cuzinho junto com Mateus, eu quero chupar meus dois maridos e depois dar a bunda para os dois, vai ficar com essa cara amarrada mesmo?”, “Mateuzinho vai ter sossego hoje, e mais, daqueles feiosos que insistem em te chamar de marido, repete, amor, diz assim: ‘eu amo Hélio e Joel’.”

Disse a Joel que ele estava ficando mais cheinho, uma gracinha, ia ficar um tesão como Galvão e Benjamin, ele mostrou os peitos formando tetinhas e depois ergueu os braços e mostrou os músculos, puta que pariu, malhado e parrudo só mudando a posição, eu fiquei de au duro na hora e beijei ele, entrei com cuidado, “Que delícia de cuzinho, amor, que gostoso sentir você assim, isso, empurra pra trás, bunda maravilhosa, não é bunda de veado, é de meu marido macho.”, eu sempre me sinto mais homem, mais poderoso e viril quando estou com esses dois, Murilo e Marcos que me convenceram a passar uma semana com meus outros maridos, chamaram assim: meus outros maridos e eu topei, relutante, Murilo disse que iria ficar o mesmo período com Galvão ele disse que Galvão disse que estava apaixonado e que tudo pelo que passou mostrava que eles tinham de se reencontrar, Galvão sendo Galvão.

Marcos nunca confessou o tesão encubado que tem por Benjamin, mas Ben é o único que o fode dizendo que ele é sua boneca, Rui ousou e recebeu um murro no olho, lógico que se fossem para uma briga não ia sobrar pó de Marcos, mas Rui respeitou o homem e sua valentia. Com Benjamin pode, pode ser chamado de qualquer coisa, mas Benjamin lhe traz flores toda semana, nos sábados, lhe abraça e lhe beija sem propósito a qualquer tempo em casa, na frente dos garotos, dos funcionários, “Você é meu boiolinha, eu te amo e sonhei com você, no sonho você me amava, era sonho eu sei, você não dá a mínima pra mim”, diz isso e faz cara de desiludido, Marcos enlouquece, fora as conversas intermináveis de Rodrigo e ele, acho que rodrigo me apresentou a ele não na intenção de me fazer feliz, mas de se dar o melhor irmão do mundo, nisso Sérgio e eu falhamos, eles são loucos pelo mesmo cara, falam das mesma coisas, gostam das mesmas coisa e adoram trepar juntos, não eu sou o irmão perfeito, no caso de Rodrigo é alma gêmea.

Murilo gosta de sarrafo, de ser ‘mulher de bandido’ de ver Rui fodendo Marcos e Galvão me enrabando ele passando desejo, mas Rui adora os gritos e os acessos de fúria e mau humor de Murilo, “Isso é falta de macho, eu tô aqui”, Amon diz que Rui é muito escroto, André concorda, ambos são fãs do cafajeste. André saiu de casa quando Murilo (o funcionário) desocupou a quitinete, Renato veio aqui e disse que ele ia receber o apartamento se pagasse gás, água, luz e condomínio em dia, e não desse nunca o endereço à mãe dele, mal acostumado com os acordos com Galvão perguntou a contrapartida, “Vai chamar Caio e eu de vô em qualquer hora e lugar”. Os menores não quiseram um conteiner para cada um por hora dormem juntos numa cama de casal, André vir comer aqui sempre é ok, mas arrastar a namorada é foda, Galvão falou com ele, papo reto, melhorou, ficar independente é pagar por seus próprios gastos, mas a gente dá “presentes”, celular, sapato, sacolas de feira, dane-se, é meu enteado.

Estamos nessa semana de setembro testando isso. Dar atenção aos outros maridos.

Rui descobriu um cuidado com Murilo, um carinho impressionante, cuida dele, dos horários de medicação, da terapia, da frequência na malhação, escutei de Galvão enquanto dava aula de matemática para meus filhos que só se sente permanente em casa depois de Murilo, “Alguém tem de ter pulso com esse doido, vai sobrar pra mim, sei lá, me sinto mais ancorado a essa família, por cuidar dessas aulas pra vocês, cuidar de André e dar suporte pra Murilo, agora eu me sinto parte da família, mesmo sendo tão mais velho que a maioria”, não muito mais que Rui, Rodrigo ou Ben, e eu sou bem mais novo e não tenho essa insegurança. Fui pra o quarto dele naquela noite, mandei Rui para o meu, liguei para Caio antes e ele chegou mais ou menos dentro do previsto, fui bem fodido pelos dois, parecia sete anos antes, Caio de camisa polo agarrada ao corpo, fumando um cigarro e me deixando completamente apaixonado por ele, e eu nem era gay antes de ver Caio. Galvão estava me comendo e dando a bunda para Caio.

Eu falei que Galvão estava sem saber onde estava, querendo partir, eu queria que aquele fosse o sexo de despedida dele, Galvão se rebelou, esse era o lugar dele, ele era o mais velho de cá, queria essa autoridade, Caio o comia e mandava ele exercer essa autoridade. Os dois trocaram de posição, mas eu sempre sendo comido por um deles, eles param tomam um fôlego antes de gozar, depósito esperam brochar, descansam conversam, sempre brincando com meu cuzinho, se reanimar e voltam a me comer, estou de quatro e fodido em cima e em baixo, eles se beijam. Gozam dentro de mim, não deixo nada escapar, vou para o banheiro segurando a porra de Caio em minha bunda, durmo entre eles, nunca mais Galvão deu problema, ele sente ‘seu domínio’ e pronto.

Mas naquela manhã de sábado eu estava me sentando na cama para Joel sentar no meu pau, ele me beija, Hélio começa ambientar com a cabeça do pau na minha piroca e na borda do cu de Joel. Ver um homem como Joel revirar-se com esse tipo de dor é excitante de presenciar, de causar; geme, revira os olhos, só percebo depois do espanto dele o tapa que lhe dei, ele se assusta e ri mordendo o lábio, o pau de Hélio se esfregando no meu, paramos, Joel sorrindo se move, rebola, diz que se fosse um veadinho como eu ainda aguentava uma piroca na boca, a gente se beija depois que Hélio brinca com os dedos na garganta dele.

Isso me fez lembrar de Lana, minha ex-namorada que retornou, retornou surrada e ameaçada de morte, voltou com a namorada Cecília (Ceci). Chegaram como duas cracudas na oficina, estavam sendo enxotadas quando falaram meu nome e o de Joel, então me chamaram para ver a cena. Lana é uma loirinha magricela e pequenininha, cabelos lisos que cobrem os seios nem pequenos, nem médios, super durinhos (silicone), mamilos grandes, bem grandes, com o biquinho macio rosinha mais escuro, um pouquinho mais pálido que a cabeça da pica de Marcos, bundinha linda, xoxota com pelinhos na parte de cima, grandinhos o suficiente para eu puxar. E dessa vez ela estava acompanhada, uma moça da cor da Camila Pitanga, assim mesmo, olhão, bocona, narizinho, cabelos cor de café, quase pretos que muitk cacheados passavam dos ombros, mesmo corpinho que Lana, mesma altura, dezenove aninhos, contra os vinte e um da loira, chegaram estupiadas, surra da esposa de um cara que estava fodendo com as duas, e deve ter sentido o maior prazer em ver o circo pegar fogo, surra em casa e olho da rua, não jantaram desde a noite anterior, era quase quatro da tarde, levei para casa de Douglas para não assustar meus filhos, cuidei delas lá, mandei comprar roupa, calçado, pedi para Renato vir ver o estado de saúde de ambas. Dois dias depois eu estava levando pra casa, eu odeio foder com camisinha, mas era o caso.

Murilo nem chegou a conhecer, havia ido para casa da irmã mais velha, queria se internar numa clínica psiquiátrica - depressão. Daniel havia voltado para Holanda, tranquilo por ter deixado ele bem. Murilo disse que queria casar comigo, sem partilha alguma de nada, mas por conta de dar estabilidade a Faruk e Hassan. Depois desse internamento Marcos achou esse casamento muito sensato.

Foi por pensar em Murilo nos vendo durante aquela foda que esses pensamentos vieram a tona. Eu quase gozando e pensando em outras coisas, mas ultimamente só penso em Marcos, meus filhos, meu trabalho e o sexo oral que ando fazendo com Lana e Cecília. A coisa mais linda ver a barba e o pescoço tatuado de Marcos desaparecendo no meio da xoxota de Lana sentada na cara dele, os sons, o cheiro, a cara de prazer de Ceci esfregando a xota na perna de Marcos e chupando meu pau, eu de pé recebendo esse boquete da morena e um cunete da loira. Só de lembrar gozo no cu de Joel, Hélio também.

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