O CASAL DO APARTAMENTO DEFRONTE

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Heterossexual
Contém 754 palavras
Data: 15/03/2026 23:25:02

Ah, esses condomínios cujos apartamentos, juntinhos, calham de ficar a janela de um exatamente em frente da janela do outro, podendo os moradores mais bisbilhoteiros mergulhar seus olhos curiosos no espaço alheio na hora que quiserem e melhor lhes aprouverem. Ao vizinho bisbilhotado cabe tão somente, se não desejar a intromissão, fechar a janela, que estas pelo menos são de vidro fosco e escuro – esconde bem – ou recorrer à definitiva cortina.

Eu, como nunca tive qualquer restrição a plateia, fico bem à vontade, dentro do meu espaço, em minha nudez, mantenho as janelas escancaradas e sem cortinas, em busca de arejamento, principalmente no verão, que não sou muito adepto de ar-condicionado. É mínima minha curiosidade sobre os vizinhos, não passando meu olhar de raros rabos de olho, captando uma ou outra seminudez. Quanto a eles, não sei o que conseguem captar do meu corpo, nunca me interessei em saber, nem eles em dizer.

Mas ontem à noite, por volta das onze, o universo conspirou a nosso favor. Numa de minhas passagens para a cozinha, minha janela aberta mostrou-me o casal no quarto, os vultos translúcidos pela vidraça insinuavam que estavam se agarrando. Senti minha rola se mexendo, mas, como não sou tarado, continuei fazendo minhas coisas, sem mais olhar para o apartamento fronteiriço, apenas imaginando o bem-bom que estava o casal se preparando para curtir.

Minutos depois, já devidamente empalado com o vibrador enfiado no meu cu, ao retornar à cozinha, meus olhos, como teleguiados, miraram o apartamento vizinho e percebi o branco dos corpos despidos, a imagem refratada pela vidro fosco, mas bem claro que estavam aos amassos e beijos; a penumbra do quarto não me permitia ver mais. Minha vara já pedia carinho e punheta.

Eis que, de repente, vejo os vultos aproximando-se mais da janela e... abrindo vagarosamente o vidro, mostrando-me agora com plena nitidez as preliminares de uma foda que se preparava para acontecer. Entendi (ou quis entender) a abertura do vidro como uma aquiescência e um convite para que eu fixasse o foco da minha atenção, sem mais disfarces.

O plug vibratório provocando ondas de prazer no meu cu; minha vara, tesa, já começando a babar; e eis que a mulher se virou para o peitoril, de frente para mim, e com o rosto transtornado de tesão, debruçou-se, expondo-me seios desnudos maravilhosos. Os movimentos rítmicos do seu corpo me diziam claramente que o homem, por trás, a estava fodendo voluptuosamente.

Ela fazia caras e bocas, sugava os próprios dedos, e seus lábios se entreabriam em silenciosos gemidos. Num determinado momento, quando as mãos dele surgiam de trás e enlaçavam os seios rígidos, percebi seu olhar disfarçado para a minha janela. Finalmente tive a confirmação de que eles transavam para mim, que me faziam de plateia para sua foda extraordinária.

Com o pau em ponto de fogo e guerra, subi num pequeno banquinho usado para alcançar armários mais altos, e expus minha rigidez, passando a me acariciar todo o corpo, descendo as mãos para se encontrarem em torno de minha rola. Ela não mais disfarçou e olhava agora fixamente para minha punheta, língua passeando pelos lábios rubros; por trás dela, percebi também o rosto do seu macho com os olhos sobre mim, enquanto a estocava com mais vigor.

Eu não conseguia mais me manipular em silêncio e comecei a gemer, inicialmente de forma discreta, mas aos poucos tomando volume, o que os animou a também fazer coro com meus gemidos. Minha rola várias vezes avisava do iminente gozo, e eu procurava me controlar, soltando-a por instantes e me virando, mostrando ao casal meu cu com o vibrador atolado.

Num momento, percebi as estocadas mais firmes do marido e o ligeiro aumento da altura dos gemidos da mulher. Ela agarrou-se à janela, crispando os dedos na madeira e ganindo mais alto, jogando a cabeça para cima, em pleno processo de orgasmo. Não mais me segurei, ao contrário, acelerei a punheta e imediatamente o gozo veio com força, os meus gemidos graves e os jatos do sêmen atravessando a janela aberta e se precipitando para a calçada, lá embaixo (tomara que não houvesse ninguém passando)...

Os corpos dos dois davam saltinhos involuntários, ela se voltou para o companheiro, beijando-o longamente e me presenteando com o início de sua bela bunda, marcada de sol. Caíram sobre a cama, saindo do meu raio de visão; desci de meu pedestal de exibicionismo e fui ao banheiro, me deliciar com uma ducha forte, antes de dormir e, quem sabe, sonhar com o casal do apartamento defronte.

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