A terapeuta cigana
Sessão 1
Na manhã de sexta-feira, passado uma semana desafiadora, no seu consultório, a analista está em sua solitude. Se prepara para receber um cliente encaminhado por uma empresa parceira.
Álvaro chega ao consultório, com a queixa inicial, de comportamento antissocial, tem evitado contato, trazido conflitos no relacionamento Interpessoal com os colegas. Reservado, resistente, fechado, isso tem impactado diretamente na sua produtividade e no clima do setor.
Porém, nem sempre foi assim, recentemente, teve uma perda, rompeu um relacionamento onde depositou todas as suas fichas!!
Foi surpreendido com uma decisão unilateral, que o deixou sem chão, se sentiu traído, rejeitado, e aquele brilho que tinha, deu lugar a uma profunda escuridão!
Álvaro chega para a sessão contrariado, sente raiva de estar ali. Acredita que está sendo punido, se vê na obrigação de fazer a terapia, para também não perder o seu emprego, e isso já seria demais para ele, mais uma perda, não aguentaria!
Então, já que tinha que ir, ia! Homem reservado sentia-se invadido na sua privacidade!
E assim, passou as três primeiras sessões. A profissional percebia o incômodo, e já estava decidida a ajudá-lo, interrompendo este acompanhamento.
Ele não trazia a abertura para que ela pudesse entrar no seu universo.
A próxima sessão traria a sua alta, como uma forma de provocar e despertar o poder de decisão, porém, seria novamente uma mulher a deixá-lo.
Uma excitação surgiu, e a terapeuta se sentiu atraída de uma maneira surpreendente.
A quarta sessão
Daqui duas horas termina esse tormento: ainda terei que lidar com o Boss, que continuará de olho no seu discípulo favorito (mas isso eu tiro de letra, conheço os pontos fracos do velho e não terei pudor em explorá los)
Mas a terapeuta é algo que preciso cuidar: embora não seja tão persuasiva quanto eu poderia supor no início, sempre foi educada e gentil. Soube suportar minhas respostas curtas (às vezes ríspidas) e agora está prestes a dar minha alforria. Até por respeito, preciso aproveitar esse último contato para mostrar um pouco de gratidão a essa bela e discreta mulher.
Pela última vez cumprimento o porteiro, observo com mais atenção os detalhes em Art Déco do elegante edifício enquanto caminho até o elevador. Pela quarta (e ultima vez) aperto o botão do 6o andar e, caramba...consultório 69...e o mais hilario: é dia 06 de setembro (dia do sexo). Coincidências, pensei.
Bato na porta e ouço aquela voz feminina dizer: entre Álvaro. Mal sabia que ali começaria um dos mais excitantes dias da minha vida.
- Bom dia Clarice (até então não havia pronunciado seu nome). Como se sente ao se livrar desse ogro ? (risos mútuos)
Ela riu discretamente, frisando que o termo ogro é de minha responsabilidade e que ela não concordava com ele. Mas como era a primeira vez que presenciava meu senso de humor, decidi afrouxar as rédeas (afinal, não a veria mais a partir do final daquela sessão).
Clarice, está com um vestido que traz seriedade aparente, mas mostra as suas curvas naturalmente bem marcadas, em um corpo delicado, denuncia sutilmente que além de uma profissional, tem uma mulher sensual e fogosa ali.
Enquanto ela pega o seu caderno de anotações, coloca na mesa o seu óculos, ele começa a observar mais o setting terapêutico, e se surpreende ao ver através de uma porta entreaberta, uma roupa que o chama atenção, uma saia rendada, nas cores preta, vermelho carmim, e dourado... E um corpete preto no cabide ... pela primeira vez ele sorri com o olhar que o intriga e acende uma vontade de ali estar!
Ela senta-se na poltrona e convida seu paciente a deitar no divã.
Finalmente...
Despertei para ver uma mulher que ainda não tinha reparado nas sessões anteriores: o óculos na mesa, os cabelos (sempre presos) agora estavam soltos...um perfume gostoso (Good Girl, aquele de frasco em formato de salto alto da Carolina Herrera). E para fechar o cenário uma saia de dança cigana (Clarice não sabia que morei alguns anos na Espanha e admirava dança flamenca) e um corpete preto. Aquilo realmente mexeu comigo. Clarice sentou-se na poltrona e me convidou a deitar no divã, como das outras vezes. Só que agora, as coisas serão do meu jeito.
Deitei, fitando a sua feição mudou, em seguida veio uma sutil advertência: irá sentar-se de frente hoje Álvaro?
- Sim. A menos que não queira ouvir tudo aquilo que, pacientemente, aguardou nas 03 últimas sessões.
Ela assentiu, um esboço de sorriso surgiu naquela bela boca pequena. Em seguida ergueu a sobrancelha e, num gesto desafiador, disse: comece.
Tirei uma foto do bolso e estiquei em sua direção, dizendo: isso aqui fará você entender, de forma didática, tudo aquilo que quis tanto arrancar nas sessões anteriores. Clarice levantou-se e veio em minha direção, desconfiada. Ao pegar a foto, segurei sua mão e disse: olhe para mim antes de ver essa foto. Olhando-me nos olhos simplesmente disse a ela: essa aí seria minha futura esposa. Soltei sua mão...ela retornou à poltrona...baixou o olhar para ver aquela foto que explicaria tudo.
Sua expressão mudou, retornou o olhar para mim dizendo: que porra é essa Alvaro? Ao que respondi, de modo sarcástico:
- Você está se referindo à porra espalhada no rosto dessa vadia pelo fotografo? Ou a porra que ainda não saiu dos paus que estão na buceta e no cu dela? Ou ainda a gala que estava prestes a ser jorrada pelos dois paus que ela estava punhetando? Muita informação, né Clarice?
Ela ficou sem palavras, sem entender muito bem aquela cena da foto. Pediu para explicar o contexto.
- Sou profissional de Marketing, presto assessoria para vários profissionais do ramo esportivo. Nessa condição era comum frequentar festas e eventos com dirigentes e jogadores de futebol. A vadia da foto estava noiva, viajou o mundo comigo e o casamento estava marcado para o final deste ano. Alguns meses atrás um amigo veio conversar reservadamente, dizendo que tinha que falar algo que mudaria minha vida. Pensei: esse cara é ponta firme, será algum contrato milionário? Ele me fitou demoradamente e disse: após ver isso você ficará com muita raiva. Grite, chore, faça a porra toda mas siga em frente. Seu amigo estará sempre aqui contigo.
- Demorei uns 15 minutos para cair a ficha. Ele não quis dizer quem entregou aquela foto onde uma moça, que sempre admirei e escolhi como futura mãe dos meus filhos, estava sendo currada por 05 caras, de porte atlético (a princípio imaginei serem go go boys mas descobri que eram jogadores de futebol...reconheci a tatuagem de um deles). A foto mostrava apenas um rosto: o de uma loira tão meiga e discreta em nossa intimidade...e nenhum rosto dos machos que a consumiam.
- E como você terminou tudo? perguntou Clarice
- Acionei meu advogado, que levou a foto junto com todos os pertences da maldita para a casa dos pais dela. Paguei a multa pela rescisão dos contratos da festa de casamento e cancelei a passagem dela para Paris (local escolhido para as núpcias). A minha não cancelei, preciso encerrar esse ciclo na Cidade Luz.
A terapeuta continuou fitando a foto sem nada falar. Aproveitei e disse: você queria que eu falasse...pois aqui estou falando.
Tá admirada com esses paus negros gigantes nessa loirinha delicada, né? Quer saber mais Clarice? Nos 04 anos que ficamos juntos essa "santinha" aí nunca me deixou gozar na boca ou comer o seu cuzinho. Disse que só em Paris, após a cerimônia.
Os detalhes sendo relembrados e a sensação de raiva, repúdio, envergonhamento (no mínimo 05 rolas envolvidas, certamente fui muito zombado pelas costas). Com a emoção aflorada, ordenei: me dê seu corpete.
O silêncio! O olhar! Uma sensação diferente! E inexplicável tesão!
Curiosa por saber, o que ele faria com o seu corpete!
Clarice sente-se atraída por este homem viril e que está ferido à sua frente…
Fica confusa a princípio, pois é a primeira vez que isso acontece da parte dela, (com frequência tem investidas do seus clientes, mas não embarca na história, por questões profissionais)... Fica alguns segundos com questionamentos internos … começa a ter vontade de mostrar para Álvaro o quanto ele pode sentir prazer e se abrir novamente para a vida! Isto é terapêutico, pensa! Ela sente-se muito estimulada com a sedução inteligente. Também é uma mulher muito sedutora e gosta do que este homem provoca: é ambíguo, traz está dualidade de ir e ficar. Se atrai fisicamente, quando vê sua camisa aberta, e imagina aquele peito peludo, com seus pelos grisalhos, gostoso, beleza madura que a faz gozar só de imaginar o contato com a sua pele. Gosta deste contraponto a sua forma delicada, bonequinha, pequena, feminina e ele grande, igual a intensidade e o tamanho do seu fogo!
Clarice, embarca num desejo incontrolável e se vê dizendo para Álvaro:
-Você quer o corpete que está no seu campo de visão, ou o que eu estou vestindo?
Imagina Álvaro já muito excitado dizendo - Quero o corpete com o seu cheiro de fêmea!!
Olha para ele no seu divã e descruza as pernas, sobe um pouco o vestido, para que veja o que é fêmea de verdade! O que a sua ex fez com 5 caras, ela queria fazer só com ele, gosta de qualidade e já podia sentir o sabor do seu gozo! Levanta-se e se prepara, deixa o ambiente a meia luz, com o seu corpete querendo que ele o desabotoe por baixo e veste sua saia cigana, arruma as suas rosas vermelhas no cabelo solto, o seu perfume, coloca uma música flamenca, se aproxima servindo um bom vinho, e sorrindo o envolve todo na sua saia, dança pra ele!
A partir daí ele já podia fazer tudo que quisesse, pois, neste momento ela era sua e estava entregue! Com muitos beijos (adora beijos) na boca e em todo o seu corpo, além de fogosa e muito carinhosa, e o faz gozar só por sentir a quentura do seu corpo, suavidade desprotegida, para este homem a dominar. Também adora ser selvagem, dominando, ficando por cima, cigana sobre o seu olhar e o seu punhal no meio dos seus fartos e perfeitos peitos!
O imagina a pegando naquele divã, e a degustando, a chupando todinha! Aproveitando-o em todas as posições, tem flexibilidade por causa da dança e muito ritmo e movimento, se vê rebolando sentada no seu colo e acabando com ele. É insaciável, na sequência também o vê, a pegando por trás e encostando todo o seu corpo com gentileza, mas potência e força, pegando pela cintura, de quatro (que aliás adora), sentindo seus pelos, seu calor, seu pau lindo, sua pegada, eu cheiro, suado, feliz, exausto em contato com está linda terapeuta cigana.
Ele goza bem gostoso, ela adora ver, e goza junto!
Neste momento, escuta o alarme do relógio, marcando o tempo da sessão, que interrompe o silêncio,
excitada fica um tanto desconcertada, afinal estava gozando em silêncio... pensa ele mexeu com ela, com suas fantasias trazendo uma vontade de fazer muitas loucuras na prática, se ele topasse ...
Mas, volta a realidade e o que tem?
Entendeu que o que foi revelado por ele sobre a loirinha vadia fez com que se fechasse e não se lançasse mais para alguém!
E não deu abertura para está loirinha aqui!!
A terapeuta se vê neste momento tendo que tomar decisões referentes ao direcionamento da sessão.
Dra. Clarice, retoma seu fôlego, vê que deve deixar o mulherão que é de lado, e assumir o seu profissional e diz a Álvaro:
-Vejo que está muito ansioso, na expectativa após estas quatro sessões que eu pude lhe acompanhar!
Sabe Álvaro, neste momento, só é possível viver o que estamos abertos, disponíveis... então te darei a liberdade!!
Estou fornecendo a alta, saiba que farei o relatório a seu favor para a sua empresa.
Dra. Clarice, pergunta a ele se tem algo a dizer, o olha com vontade de devorar, mas entende que a chama do fogo só pode ser vivida com entrega mútua!
Ela se coloca à disposição caso se interesse em entrar realmente em análise com ela e o acompanha até a porta.
Ele a agradece, e ao chegar no elevador, se sente diferente, sensação deliciosa de ser desejado, estava excitado, com ereção como a muito tempo não sentia, e pensava, que maluquice, tanto tempo fechado!
Essa doutora é boa mesmo!!
Deu vontade de criar coragem e pegar aquela mulher do seu jeito, mas não o fez!
Viu passar por ele o cliente do próximo horário, e parecia estar ansioso por vê-la! Então, seguiu com a sua imaginação ativada, seus devaneios e desejos!