Eu saí daquela casa com o gosto da vingança ainda na boca… e, curiosamente, não era amargo.
Era doce.
Pesado.
Viciante.
Enquanto eu descia o elevador, senti meu corpo ainda quente, sensível, como se cada toque dele tivesse deixado uma memória gravada na minha pele. Mas o que realmente me excitava… não era o sexo.
Era o poder.
Eu tinha sido demitida, descartada… e mesmo assim saí por cima. Literalmente.
Só que vingança não paga boleto.
E dois dias depois, a realidade bateu na minha porta.
Foi aí que o Henrique apareceu.
— Fiquei sabendo da história — ele disse, encostado na porta do café onde a gente marcou. — E sinceramente? Você se livrou.
Eu dei um sorriso de canto.
— Não pareceu no momento.
— Eu tenho uma indicação pra você. Empresa grande. Estrutura de verdade. Um dos sócios está montando equipe nova.
Eu aceitei na hora.
Claro que aceitei.
Mas naquela noite… antes da entrevista… eu fiz o que sempre faço quando quero sentir que ainda estou no controle.
Abri meu Telegram.
Tirei uma foto no espelho.
Blazer preto, cintura marcada, saia justa… curta o suficiente pra provocar, discreta o suficiente pra negar qualquer intenção. Inclinei levemente o corpo, deixando o tecido esticar onde precisava. O olhar? Calmo… mas quem me conhece sabe.
Legenda simples:
“Entrevista importante amanhã… será que eu consigo?”
Postei.
E fui dormir com um sorriso.
—
No dia seguinte, quando entrei naquela sala de reunião… eu senti.
Sabe quando o ambiente muda?
O ar fica mais denso, como se alguém tivesse puxado um fio invisível entre você e outra pessoa.
Eu nem precisei de muito tempo.
Assim que meus olhos encontraram os dele… eu soube.
Marcelo.
Username diferente. Nome real na mesa.
Mas eu reconheceria aquele olhar em qualquer lugar.
O mesmo que já tinha me visto de um jeito que ninguém ali jamais imaginaria.
E o melhor?
Ele também sabia exatamente quem eu era.
Mas ninguém mais sabia.
A entrevista começou… e foi quase engraçado.
Ele tentando manter a postura impecável de sócio sério.
E eu… respondendo tudo perfeitamente, como se não soubesse que, algumas horas antes, aquele homem provavelmente tinha me assistido sozinha, no quarto dele.
— Fale sobre sua experiência com contratos empresariais.
— Claro.
Minha voz saiu firme. Profissional. Limpa.
Mas por dentro… eu sentia.
A tensão.
O reconhecimento.
O jogo começando.
Quando os outros saíram da sala… o silêncio ficou pesado.
Delicioso.
Eu cruzei as pernas devagar, sentindo o tecido da saia subir um pouco mais do que deveria.
Não foi acidente.
Nunca é.
— Então… — ele disse, se levantando — você quer essa vaga?
Eu levantei também.
Sem pressa.
— Quero.
Ele se aproximou.
Devagar.
— E o Telegram?
Pronto.
Ali estava.
Eu inclinei levemente a cabeça, sustentando o olhar.
— O que tem?
Ele chegou mais perto.
— Eu assino.
Um arrepio percorreu minha espinha.
Não de surpresa.
De antecipação.
— Então você já me viu de verdade.
A respiração dele mudou.
E eu senti isso.
Senti o impacto que eu causava.
Senti o controle voltando pra mim.
Dei mais um passo.
Agora nossos corpos quase se encostando.
— A vaga eu consigo sozinha — falei baixo. — Mas isso aqui…
Minha mão roçou de leve no paletó dele, subindo só o suficiente pra provocar.
— …isso é um bônus.
O silêncio respondeu por ele.
E então ele cedeu.
A mão dele segurou minha cintura, firme, quente… como se já soubesse exatamente como me encaixar ali.
O beijo veio sem aviso.
Intenso.
Contido só na medida do necessário pra não virar caos.
Mas carregado.
Eu senti.
Na forma como ele me puxou.
Na maneira como o corpo dele reagiu ao meu.
Na tensão que virou algo físico, impossível de ignorar.
Minhas mãos subiram pelo peito dele, segurando o tecido da camisa… trazendo ele mais perto, como se aquele espaço mínimo entre a gente já fosse demais.
— Isso é perigoso… — ele murmurou contra meus lábios.
Eu sorri.
— Eu também sou.
Ele me virou levemente contra a mesa.
Não foi bruto.
Foi decidido.
E isso… me arrepiou inteira.
Senti as mãos dele descerem pela minha lateral, contornando meu corpo, como se estivesse aprendendo cada curva… mesmo já me conhecendo de outras formas.
Fechei os olhos por um segundo… só pra sentir.
O calor.
A proximidade.
A linha tênue entre parar… e continuar.
— Aqui não — sussurrei, quase sem fôlego. — Ainda não.
Ele parou.
Mas não se afastou totalmente.
E aquilo… aquela pausa… foi quase pior do que continuar.
— Você começa segunda.
Eu ajeitei o blazer como se nada tivesse acontecido.
Mas por dentro?
Eu estava em chamas.
— Então até segunda… doutor.
—
Quando entrei no carro, meu celular vibrou.
Telegram.
Marcelo.
“Hoje à noite. Quero ver você com essa roupa… sem tanta formalidade.”
Eu mordi o lábio.
Lenta.
Saboreando.
E respondi:
“Cuidado… você ainda nem sabe do que eu sou capaz.”
Encostei a cabeça no banco, fechando os olhos.
A vingança com a Claudia tinha sido só o começo.
Agora?
Eu tinha um novo jogo.
Mais perigoso.
Mais sofisticado.
E muito mais excitante.
—
Se quiser, eu continuo com o primeiro dia dela na empresa… já com eles se provocando escondido, quase sendo pegos, ou indo pra algo mais intenso depois do expediente 😏
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