Três semanas depois da madrugada no curral de Gabi, Palloma já não dormia mais como antes.
O vídeo que ela tinha gravado escondida com o celular — aquele em que chupava Trovão até engolir cada jato grosso — rodava em loop no modo avião do aparelho, guardado numa pasta criptografada. Toda tarde, enquanto Thiago estava no trabalho, ela trancava o quarto, baixava as cortinas e se masturbava olhando para a tela. Mas o orgasmo vinha vazio. Faltava o cheiro. Faltava o calor pulsante na boca. Faltava o peso de um membro animal de verdade.
Ela precisava de algo seu. Algo que ninguém pudesse tirar.
No mesmo dia em que completou um mês da aposta, Palloma pegou o carro e foi até a feira de animais de Carpina. Vestida como quem vai comprar galinhas, calça jeans larga e camisa xadrez, ela caminhou entre os cercados até encontrar o que procurava: um jegue jovem, de quatro anos, pelagem cinza-escura brilhante, orelhas enormes e um olhar manso. O vendedor disse que o animal se chamava “Fumaça” e que era “bom de carroça”. Palloma pagou à vista, sem regatear.
— Vou criar ele em casa. Meu marido quer um animal de estimação diferente — mentiu com um sorriso doce.
Thiago até achou graça quando o caminhão entregou o jegue no quintal dos fundos da casa em Goiana. “Coisa mais feia, amor”, brincou. Palloma riu junto, mas por dentro seu ventre já queimava. Naquela mesma noite, enquanto o marido dormia, ela levou Fumaça para o pequeno estábulo improvisado atrás da mangueira — um espaço que ela mesma tinha cercado com madeira velha e lona preta. Isolado. Silencioso. Perfeito.
A primeira semana foi de preparação.
Todo dia, depois do almoço, Palloma entrava no estábulo com um balde de água morna e uma esponja. Lavava o jegue inteiro, demorando nos flancos, na barriga, nas coxas. Fumaça aprendia rápido: quando ela se aproximava, o membro já começava a descer da bainha, pesado, rosado, com uma cabeça larga e achatada diferente do cavalo. Era tão monstruoso quanto Trovão, maior e mais grosso — quase 50 centímetros quando ereto, com uma circunferência que fazia as mãos dela mal se fecharem em volta. A curvatura leve para cima deixava Palloma molhada só de olhar.
No sétimo dia ela não aguentou mais esperar.
Estava de shortinho de algodão e regata branca. Fechou a porteira do estábulo, ajoelhou-se na palha limpa e segurou o pau do jegue com as duas mãos. A pele era mais macia que a do cavalo, quase aveludada. O cheiro subiu imediatamente: suor de animal, feno fresco e aquele fundo doce-salgado que ela já conhecia. Palloma fechou os olhos e inalou fundo, como quem cheira perfume caro.
Começou devagar. Uma mão na base, apertando o anel grosso de pelos, a outra subindo e descendo pela extensão toda. Fumaça bufou baixo, orelhas tremendo. O pré-gozo surgiu rápido — mais grosso que o do cavalo, quase transparente, escorrendo em fios longos pelos dedos dela. Palloma levou a mão à boca e lambeu. O gosto era diferente: menos amargo, mais cremoso, com um toque de erva doce. Ela gemeu baixinho e acelerou.
Aos quinze minutos o jegue já empurrava os quadris. Palloma abriu a boca e engoliu a cabeça inteira. Os lábios esticaram ao máximo; a curvatura do pau batia direto no céu da boca. Ela chupou com fome, língua girando na parte de baixo, onde a veia principal pulsava. Saliva escorria pelo queixo, misturando com o pré-gozo. Fumaça dava estocadas leves, instintivas. Palloma segurava as bolas pesadas com uma mão, massageando, enquanto a outra ordenhava a base. Quando o primeiro jato veio, foi uma surpresa: muito mais volume que Trovão, jatos mais rápidos e seguidos, como uma torneira. O sêmen era mais gosmento e concentrado, muito branco-amarelado, quase pastoso. Ela engoliu tudo, garganta trabalhando, o líquido descendo quente e viscoso. O gosto explodiu — doce no começo, salgado no fundo. Ela gozou junto, calcinha encharcada, dedos dentro da buceta, sem tirar a boca do pau.
Daquele dia em diante, Fumaça virou rotina secreta.
De manhã cedo, antes de Thiago acordar, Palloma ia ao estábulo de baby-doll curto. Ajoelhava, chupava até o jegue gozar na boca e voltava para casa com o gosto ainda na língua. À tarde, quando o marido saía, ela levava o animal para um canto mais escuro, deitava de barriga para cima na palha e deixava Fumaça foder sua boca enquanto ela se masturbava. Aprendeu a relaxar a garganta para receber mais fundo; aprendeu a apertar os lábios na base para fazer ele relinchar baixo de prazer.
Mas ela queria mais.
Uma noite de sexta, Thiago viajou para um congresso em Recife. Palloma trancou a casa inteira, acendeu apenas uma lanterna de camping dentro do estábulo e preparou o cenário. Vestiu uma camisola preta transparente, sem calcinha. Espalhou uma manta grossa no chão. Levou um espelho grande que tinha comprado só para isso e posicionou de forma que pudesse se ver enquanto chupava.
Fumaça já estava acostumado. Quando ela entrou, o pau já saía da bainha, balançando pesado. Palloma se ajoelhou primeiro, lambeu da base até a ponta, devagar, saboreando cada centímetro. Depois deitou de lado, cabeça apoiada na coxa do animal, e abriu a boca. O jegue entendeu o recado: empurrou devagar, enchendo a boca dela até o fundo. Palloma gemia alto agora — não precisava se controlar. Uma mão no clitóris, a outra apertando as bolas dele. O pau entrava e saía molhado, batendo no fundo da garganta, saliva escorrendo pelo pescoço, pingando nos seios.
Ela gozou duas vezes antes mesmo dele.
Quando Fumaça tremeu inteiro, Palloma abriu a boca o máximo possível e deixou ele jorrar direto na língua. O sêmen veio em jatos longos, quentes, enchendo a boca até transbordar pelos cantos — mais gosmento, mais concentrado, muito branco-amarelado, grudando na língua como mel espesso. Ela engoliu em golfadas grandes, sentindo o líquido descer pesado pelo esôfago, o gosto doce-salgado impregnando tudo. Sobrou o suficiente para escorrer pelo queixo, pelo pescoço, entre os seios. Palloma esfregou o sêmen nas tetas, lambendo os dedos, olhando no espelho o próprio rosto lambuzado — olhos brilhando de tesão puro.
Depois daquela noite, ela começou a criar o jegue de verdade.
Comprou ração especial, escovava o pelo todo dia, dava banho com sabão neutro. Thiago via só uma mulher dedicada ao “bicho de estimação”. Nunca imaginou que a esposa, toda noite, deitava nua na palha e deixava o jegue foder sua boca até cansar.
Duas semanas depois, Palloma ousou mais.
Comprou um pequeno banquinho de madeira. Colocou debaixo do animal, subiu nele de quatro, levantou a camisola e encostou a buceta inchada na cabeça quente do pau de Fumaça. Não deixou entrar — ainda não. Apenas esfregou, deslizando os grandes lábios pela glande larga, sentindo o pré-gozo misturar com sua própria lubrificação. O jegue empurrava, instintivo. Ela gozou assim, tremendo.
O cheiro agora estava em tudo.
No cabelo, na pele, na roupa. Palloma parou de usar perfume forte; queria que o cheiro animal ficasse. Quando Thiago transava com ela (raro, rápido, sem graça), ela fechava os olhos e lembrava da boca cheia de sêmen de jegue. Gozava pensando nisso.
Uma madrugada de lua cheia — exatamente como a primeira vez com Trovão — Palloma decidiu registrar tudo.
Montou o celular num tripé, luz vermelha baixa. Entrou nua no estábulo. Fumaça já esperava, pau duro balançando. Ela se ajoelhou, olhou para a câmera e falou baixinho:
— Meu jegue… hoje você vai me encher de novo.
Abriu a boca, engoliu inteiro, garganta relaxada. Chupou com vontade, saliva escorrendo, olhos lacrimejando de prazer. Depois deitou de costas, pernas abertas, e deixou Fumaça foder sua boca enquanto ela se masturbava com três dedos. Quando ele gozou, a câmera capturou tudo: os jatos grossos enchendo a boca, o sêmen mais gosmento e concentrado, muito branco-amarelado, escorrendo pelo queixo, Palloma engolindo, gemendo, gozando junto, buceta pulsando visivelmente.
Ela salvou o vídeo na mesma pasta secreta.
E sorriu.
Fumaça não era mais só um animal de estimação.
Era o seu segredo vivo. Seu vício. Seu garanhão particular, maior, mais grosso, com mais esperma gosmento e concentrado que Trovão. Todo dia, toda noite, Palloma criava o jegue com carinho público… e com fome privada.
Casada de dia.
Devassa de madrugada.
Agora com o próprio rabão gigante e um jegue cinza que sabia exatamente o gosto que ela queria engolir.
E o pior (ou o melhor):
Ela já estava olhando anúncios de outro jumento mais velho. Porque um só… já não estava bastando.