Amigo Pauzudo de Namorado meu, pra mim, é Homem! Capítulo 6

Um conto erótico de drjack66
Categoria: Heterossexual
Contém 3965 palavras
Data: 18/03/2026 12:35:02

A porta bateu e o silêncio que ficou foi ensurdecedor.

Ana e Jonas ficaram imóveis, olhando um para o outro, os corpos ainda nus, ainda suados, ainda marcados pelo que tinham acabado de fazer. Mas agora o prazer tinha desaparecido completamente, substituído por um pânico gelado que subia da espinha até a nuca.

— Ela vai contar — Ana sussurrou, a voz falhando. — Ela vai contar pro André.

Jonas passou a mão no rosto, tentando pensar.

— Calma. A gente não sabe disso.

— Claro que sabe! Você viu a cara dela? Ela vai contar tudo. Meu Deus, Jonas, ela vai contar TUDO.

— Ana, respira.

— RESPIRAR? Como é que eu vou respirar sabendo que em qualquer momento o André vai chegar em casa e vai me olhar com aqueles olhos? Sabendo que ele vai saber que eu... que a gente...

Ela não conseguiu terminar. As lágrimas começaram a escorrer.

Jonas se aproximou, tentou abraçá-la, mas ela recuou.

— Não me toca agora. Não depois disso.

— Ana...

— Você disse que tinha um plano. Você disse que ia dar certo. E agora? Cadê o plano agora, Jonas?

Ele baixou a cabeça.

— Eu vou falar com ela.

— O quê?

— Vou falar com a Maria. Vou tentar explicar. Vou pedir pra ela não contar.

— Explicar o quê? Que você me ama? Que a gente quase transou naquele dia? Que hoje a gente transou DE VERDADE? Que você armou tudo pra juntar ela com o André? Que plano, Jonas?

— Eu sei. Eu sei que parece impossível. Mas eu preciso tentar.

Ela olhou para ele. Para o homem que ela amava. Para o homem que tinha acabado de destruir tudo.

— E eu? O que eu faço enquanto você tenta?

— Vai pra casa. Tenta agir normal. Se ela for contar, ela vai contar hoje. A gente vai saber.

— Agir normal? Como é que eu vou agir normal?

— Você vai ter que conseguir. Pelo menos por enquanto.

Ela riu. Um riso amargo, sem graça.

— Tá bom. Vou pra casa. Vou fingir que nada aconteceu. Vou sentar no sofá com o André e ver televisão como se eu não tivesse acabado de enfiar o pau do melhor amigo dele dentro de mim.

— Ana...

— CHEGA. Não fala mais nada.

Ela começou a se vestir. As mãos tremiam tanto que mal conseguiam abotoar a calça. Jonas ficou ali, parado, olhando.

Quando ela terminou, foi até a porta. Parou.

— Se ela contar... se ele descobrir... eu nunca mais vou te perdoar.

— Ana...

— Nunca mais.

Ela saiu.

A porta bateu.

Jonas ficou ali, imóvel, ouvindo os passos dela descendo as escadas.

Depois sentou na cama, colocou a cabeça entre as mãos.

**O que eu fiz?**

Ana chegou em casa e foi direto para o banheiro. Trancou a porta, ligou o chuveiro e ficou embaixo da água quente por um longo tempo. Tentava lavar o cheiro dele, a marca dele, a lembrança dele.

Mas não adiantava.

Quando saiu, André estava na sala, vendo televisão.

— Amor, tudo bem? Demorou no banho.

— É. Tava precisando relaxar.

— Quer ver um filme?

— Não. Tô cansada. Vou deitar.

Ele estranhou, mas não perguntou.

— Tá bom. Vou ver o jogo mais um pouco.

Ela foi para o quarto. Deitou na cama. Ficou olhando para o teto.

O celular vibrou. Uma mensagem de Jonas.

"Não consegui falar com ela. Ela não atende."

Ela não respondeu.

Outra mensagem.

"Ela também não responde no WhatsApp."

Nada.

"Ana, por favor, responde."

Ela desligou o celular.

Ficou ali, no escuro, esperando o fim do mundo chegar.

No dia seguinte, nada aconteceu.

Maria não apareceu. Não mandou mensagem. Não ligou.

André comentou no café:

— O Jonas sumiu de novo. A Maria também. Será que brigaram?

— Não sei — ela respondeu, a voz o mais neutra possível.

— Vou ligar pra ele.

— Não liga. Deixa eles se resolverem.

André aceitou. Como sempre.

O dia passou em câmera lenta. Ana foi trabalhar, mas não conseguiu fazer nada. Ficou olhando para a tela do computador, o coração acelerado a cada notificação.

Nada.

No final da tarde, o celular vibrou.

Jonas.

"Precisamos conversar. Vem aqui em casa."

Ela leu e sentiu o estômago revirar.

"Sobre o quê?"

"Ela vai estar aqui."

O coração disparou.

"Quem?"

"A Maria. Ela concordou em conversar. Mas quer falar com os dois."

Ana fechou os olhos.

**É hoje. É agora.**

"Tá bom. Vou."

Ela pediu dispensa no trabalho. Pegou um Uber. O caminho até o apartamento de Jonas foi o mais longo da vida dela.

Quando chegou, a porta estava entreaberta. Ela empurrou devagar.

O cenário era de julgamento.

Maria estava sentada numa cadeira no meio da sala, os braços cruzados, o rosto sério, os olhos de raiva. Jonas estava no sofá, a cabeça baixa, as mãos apoiadas nos joelhos.

Ana entrou. Fechou a porta atrás de si.

— Senta — Maria disse. Não era um pedido. Era uma ordem.

Ana olhou para Jonas. Ele não levantou a cabeça.

Ela sentou na ponta do sofá, o mais longe possível dos dois.

O silêncio durou alguns segundos. Depois Maria falou.

— O Jonas me confessou tudo.

Ana prendeu a respiração.

— Tudo. Desde o começo. A foto no grupo. O jogo. As mensagens. O quartinho no churrasco. O que quase aconteceu. E o que aconteceu ontem.

— Maria, eu...

— CALA A BOCA.

A voz de Maria cortou o ar como um chicote.

— Você não tem direito de falar agora. Você vai ouvir.

Ana calou.

Maria levantou, começou a andar de um lado para o outro.

— Vocês são dois crápulas. Dois sem-vergonha. Eu passei a noite inteira acordada pensando no que fazer. Pensei em contar tudo pro André. Pensei em mandar mensagem pra ele na hora. Pensei em acabar com vocês.

Ela parou, olhou para os dois.

— Mas aí eu fiquei pensando. Pensando nas conversas que eu tive com o André. Nos filmes que a gente viu junto. Nas risadas. No jeito que ele me olhava.

Ana sentiu o coração apertar.

— E eu percebi uma coisa. Uma coisa que me deu nojo de mim mesma.

— Que coisa? — Jonas perguntou, a voz baixa.

Maria virou para ele.

— Que o seu plano funcionou.

O silêncio caiu.

— O quê? — Ana perguntou.

— O plano dele. De juntar eu e o André. De fazer a gente se apaixonar. Funcionou.

Maria respirou fundo.

— Eu não queria admitir. Passei a noite toda tentando negar. Mas é verdade. Eu gosto dele. Gosto muito. E sei que ele gosta de mim.

Ana ficou sem palavras.

— Então você... não vai contar? — Jonas perguntou.

— Não foi isso que eu disse.

Maria sentou de novo.

— Eu pensei em não contar. Pensei em fingir que não vi nada. Em deixar vocês se destruindo sozinhos. Mas aí eu percebi uma coisa.

— O quê? — Ana perguntou.

— Que o plano de vocês tem uma falha. Uma falha enorme.

— Que falha? — Jonas perguntou.

— A amizade. Vocês achavam que iam conseguir ficar juntos e manter a amizade com ele? Achavam que iam conseguir olhar na cara dele todo santo dia, sabendo o que fizeram?

Ana baixou a cabeça.

— Não ia dar certo — Maria continuou. — Porque no fundo, vocês sabem. Sabem que são uns lixos. Sabem que merecem ser descobertos.

— Maria, por favor... — Jonas tentou.

— Não. Agora vocês vão ouvir.

Ela se inclinou para frente.

— Eu pensei em contar tudo pro André. Juro que pensei. Mas não seria justo.

— Não seria justo com quem? — Ana perguntou.

— Com ele. Com o André. Ele merece ouvir de vocês.

Ana arregalou os olhos.

— O quê?

— Vocês vão contar. Vão sentar na frente dele e contar TUDO. Do começo ao fim. Sem esconder nada.

— Maria, não podemos... — Ana começou.

— PODEM SIM. E vão. Porque se não contarem, EU conto. E aí não vai ter perdão. Vocês vão ser os maiores filhos da puta da história da amizade dele.

Jonas levantou a cabeça.

— E se a gente contar? Se a gente sentar e falar a verdade?

— Aí talvez, TALVEZ, ele consiga olhar pra vocês com alguma dignidade. Talvez consiga perdoar. Ou pelo menos entender.

— Isso é loucura — Ana disse.

— Não é loucura. É a única chance que vocês têm.

Ana sentiu as lágrimas voltarem.

— Eu não posso. Eu não consigo olhar pra ele e falar isso.

— Vai ter que conseguir.

— Sozinha? — Ana perguntou, a voz falhando.

Maria riu. Um riso sem graça.

— Sozinha? Não. Você vai contar com ele. Na frente dele. E na minha frente.

Ana olhou para Jonas.

— O quê?

— Vocês vão confessar. Os dois. Juntos. Na frente de quem vocês machucaram.

— Maria, isso é tortura — Jonas disse.

— É o mínimo que vocês merecem.

Ela levantou, foi até a mesa, pegou o celular.

— Aliás, eu já tomei a liberdade de avisar o André.

O mundo parou.

— O quê? — Ana sussurrou.

— Mandei uma mensagem pra ele. Disse que era urgente. Que ele precisava vir aqui agora.

— Maria, não... — Ana implorou.

— Já mandei. E adivinha? Ele respondeu. Disse que já está chegando.

Jonas levantou de um salto.

— Você é louca?

— Não. Só estou fazendo o que é certo.

Ana sentiu as pernas fraquejarem. O chão parecia estar desabando.

— Maria, por favor... deixa a gente pensar... deixa a gente...

— CHEGA DE PENSAR. Vocês já pensaram demais. Agora é hora de agir.

Ela olhou para os dois.

— Em cinco minutos ele tá aqui. É bom vocês se prepararem.

O silêncio caiu.

Ana olhou para Jonas. Ele olhou para ela.

Não havia mais escapatória.

Em 5 minutos a campainha tocou.

Jonas e Ana se entreolharam, o pânico estampado nos rostos. Maria foi abrir a porta com uma calma assustadora.

André entrou. Jeans preto, camiseta cinza, cabelo meio bagunçado. O mesmo visual de sempre. Mas o olhar... o olhar estava diferente. Havia ali uma frieza que nenhum dos dois jamais tinha visto.

— O que houve? — ele perguntou, olhando para Maria. — Sua mensagem era urgente.

Maria apontou para o sofá.

— Seus amigos têm uma coisa pra te contar.

André olhou para Jonas e Ana. Sentou na poltrona em frente ao sofá, cruzou os braços.

— Tô ouvindo.

O silêncio pesou.

Jonas olhou para Ana. Ana olhou para Jonas. Ninguém falava.

— Vamos — Maria disse, impaciente. — Vocês vão contar ou vou ter que ajudar?

Jonas respirou fundo.

— André... a gente... eu e a Ana...

— A gente te traiu — Ana completou, a voz saindo num fio. — A gente vem te traindo há semanas.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

André não reagiu. Ficou ali, olhando para os dois.

— Continua — ele disse. A voz estava calma. Calma demais.

Jonas engoliu seco.

— Começou com uma foto. Eu mandei uma foto no grupo sem querer. Uma foto minha pelado. Ela viu.

— E aí? — André perguntou.

— Aí a gente começou a conversar. Mensagens. Provocações. Depois veio o jogo de verdade ou desafio. Aquela noite que você apagou.

— A noite que eu dormi no sofá?

— É.

Ana baixou a cabeça.

— A gente se masturbou junto. Na sua frente. Enquanto você dormia.

André não mudou a expressão.

— Depois vieram mais mensagens. Mais fotos. A gente trocava nudes. Ela queria ver, eu queria mostrar. Aí teve o churrasco.

— O churrasco na república.

— É. Ela dançou. Eu fiquei louco. Chamei ela pro quartinho dos fundos.

Ana começou a chorar.

— A gente quase transou lá. Ela chupou meu pau. Eu gozei na bunda dela. Mas não chegamos a penetrar.

— Quase.

— É. Quase.

André continuava impassível.

— Depois disso, a gente tentou parar. Trocamos mensagens, decidimos que ia ser a última vez. Mas não deu certo.

— Não deu certo porque vocês não se controlam.

— Não.

Jonas olhou para Ana.

— Aí veio o plano. Eu tive a ideia de arrumar uma namorada. Alguém que combinasse com você.

André ergueu uma sobrancelha.

— A Maria.

— É. Eu escolhi ela. De propósito. Porque sabia que vocês iam se dar bem.

Maria assistia tudo, os braços cruzados, o olhar frio.

— Eu me aproximei dela, fingi que queria namorar, mas desde o começo era pra aproximar ela de você. Pra quando a gente terminasse, você ter ela.

— E funcionou? — André perguntou.

— Funcionou. Vocês têm química. Se dão bem. Era o par perfeito pra você.

— E pra vocês?

— Pra gente... a gente ia ficar junto.

André assentiu, como se estivesse processando a informação.

— E ontem?

— Ontem... — Ana começou, a voz falhando. — Ontem a gente transou. De verdade. Ela me flagrou.

— Eu vi tudo — Maria confirmou.

André ficou em silêncio por um longo tempo.

Depois, lentamente, um sorriso começou a se formar no rosto dele.

— Filmou tudo, amor? — ele perguntou, olhando para Maria.

O mundo parou.

**Amor?**

Jonas e Ana se entreolharam, confusos.

— Filmei sim, xuxu — Maria respondeu, com um sorriso.

— Que... que porra é essa? — Jonas conseguiu perguntar.

André levantou. Andou lentamente na direção de Jonas. Parou na frente dele.

— Você não sabe como eu tive que me segurar todos esses dias, seu filho da puta.

E deu um soco no meio da cara de Jonas.

Jonas caiu para trás no sofá, o sangue escorrendo do nariz. Levou a mão ao rosto, atordoado.

— O quê... o que tá acontecendo? — Ana perguntou, em choque.

André limpou a mão no short. Olhou para ela com um desprezo que ela nunca tinha visto.

— Deixa eu contar pra vocês como realmente aconteceu.

---

**Três semanas antes...**

Maria estava no apartamento de Jonas, esperando ele chegar do trabalho. Desde o primeiro encontro entre os quatro, algo a incomodava. A forma como Jonas olhava para Ana. A maneira como Ana ficava tensa perto dele. A energia estranha que pairava no ar quando estavam juntos.

**Intuição feminina.**

Ela não era de ignorar esses sinais.

Naquela tarde, enquanto esperava, pegou o celular dele que estava carregando na sala. Não tinha senha. Jonas sempre foi descuidado com essas coisas.

Ela começou a fuçar. Nada demais no início. Conversas normais. Fotos recentes.

Mas ela sabia que, mesmo apagadas, as coisas não desaparecem de verdade. Estudante de engenharia da computação, ela conhecia os caminhos.

Conectou o celular ao notebook. Rodou um programa de recuperação de dados. Esperou.

O que apareceu na tela fez o sangue gelar.

Centenas de mensagens. Fotos. Áudios. Tudo trocado com Ana. Tudo nos últimos meses.

Ela leu cada uma. Viu cada foto. Ouviu cada áudio.

E sentiu nojo.

Mas junto com o nojo, veio um alívio estranho. Porque naquelas mesmas semanas, ela tinha percebido algo mais. Algo que tentou ignorar, mas que crescia dentro dela.

**André.**

A cada encontro, a cada conversa, a cada risada compartilhada, ela sentia algo diferente. Uma conexão que não tinha com Jonas. Uma química natural, fácil, verdadeira.

Ela sabia que não podia mais continuar com Jonas. Mas antes de terminar, precisava ter certeza.

No dia seguinte, chamou André para tomar um café. Sozinhos.

Ele estranhou, mas aceitou.

Sentaram numa cafeteria tranquila. Ela pediu um expresso. Ele um cappuccino.

— André, preciso te mostrar uma coisa.

Ela abriu o notebook. Mostrou tudo. As mensagens. As fotos. Os áudios.

Ele ficou pálido. As mãos tremeram. Os olhos se encheram d'água.

— Isso... isso é verdade?

— É. Eu recuperei do celular dele.

— Por que você tá me mostrando isso? Ele é seu namorado.

Ela respirou fundo.

— Porque eu não quero mais ele. Porque eu quero você.

André arregalou os olhos.

— O quê?

— Desde o primeiro encontro, eu senti algo. Algo que não senti com ele. A gente conversa, ri, se entende. É natural. É fácil.

— Maria...

— Deixa eu terminar. Eu sei que parece loucura. Mas eu me apaixonei por você. E quando descobri isso, soube que não podia ficar calada.

André ficou em silêncio por um longo tempo.

— Eles me traíram — ele disse, a voz falhando. — Meu melhor amigo. Minha namorada.

— Eu sei.

— Três anos, Maria. Três anos jogados fora.

— Eu sei.

Ele levantou os olhos para ela.

— E você? O que você quer?

— Quero você. Quero que a gente se vingue deles.

— Como?

Ela se inclinou para frente.

— A gente não conta nada. A gente espera. Eu continuo com o Jonas, finjo que não sei de nada. Você continua com a Ana, finge que não desconfia. A gente espera o momento certo.

— E quando for o momento certo?

— Quando eles se encontrarem de novo. E eu vou saber. Porque vou ter acesso ao celular dele. Vou saber cada mensagem. Cada plano. Vou saber a hora exata.

— E aí?

— Aí a gente faz o flagrante. A gente pega os dois juntos. Filmamos tudo. E aí a gente tem o poder.

André pensou.

— E depois?

— Eles vão pagar pelo que fizeram, eu conheço esse tipo de gente, merecem sofrer.

Ele olhou para ela. Para a mulher que estava ali, oferecendo vingança e amor ao mesmo tempo. A raiva dominava o seu coração, a receita perfeita estava montada pra ele.

— Você é fria.

— Sou calculista. Engenharia da computação ensina a gente a pensar em sistemas.

Ele riu. Um riso amargo. Tomado pelo ódio.

— Eu tô arrasado, Maria. Tô em pedaços. Mas ao mesmo tempo... ao mesmo tempo, olhando pra você, eu sinto algo.

— Sente o quê?

— Sinto que desejo me vingar, me entregar a você e acabar com esses filhos da puta.

Ela sorriu.

— Então deixa eu cuidar de você.

Ele se inclinou. Beijou ela.

O beijo foi longo. Intenso. Cheio de promessas.

— Vamos sair daqui — ela disse. — Vamos pra um lugar onde a gente possa conversar melhor.

— Pra onde?

— Tem um motel perto.

Ele levantou. Pagou a conta. Saíram de mãos dadas.

O motel era simples, mas discreto. Quarto com luzes indiretas, uma cama de casal, espelho na parede. Maria entrou primeiro, André atrás, ainda meio atordoado com tudo que tinha acontecido nas últimas horas.

Assim que a porta fechou, ela se virou para ele. Os olhos claros por trás dos óculos estavam diferentes agora. Havia ali uma mistura de desejo, cumplicidade e algo mais profundo.

— Você tá bem? — ela perguntou.

— Não sei. Tudo aconteceu tão rápido.

— A gente pode parar se você quiser.

— Não. Eu não quero parar.

Ela se aproximou. Tirou os óculos devagar, colocou na mesinha ao lado. Os olhos ficaram ainda mais bonitos sem eles, profundos, convidativos.

André olhou para ela. A blusa branca marcava os peitos grandes, fartos, que ele sempre evitava olhar nas reuniões em grupo. Agora podia olhar à vontade.

— Você é linda — ele disse.

— Você também.

Ela passou a mão no rosto dele, nos pelos da barba por fazer. Subiu até o cabelo, bagunçou de leve.

— Tô aqui — ela sussurrou. — Tô com você.

Ele a puxou para um beijo. Dessa vez mais lento, mais exploratório. As línguas se encontraram, se conheceram. As mãos dele desceram pelas costas dela, apertaram a cintura, puxaram o corpo dela contra o dele.

Maria gemeu baixo.

— Quero você — ela disse.

— Também quero.

Ela desabotoou a blusa dele, devagar, olhando nos olhos dele. Depois puxou para fora da calça, jogou no chão. O peito dele apareceu. Não era tão definido quanto o de Jonas, mas era forte, real, quente. Ela passou as mãos, sentiu os pelos, a pele.

— Gostei — ela disse.

— Ainda nem começou.

Ela riu, um riso solto, gostoso. Depois tirou a própria blusa. Os peitos apareceram, grandes, fartos, cobertos por um sutiã preto de renda. André prendeu a respiração.

— Meu Deus — ele sussurrou.

— Gostou?

— Muito.

Ela tirou o sutiã. Os peitos se soltaram, livres, os mamilos escuros já endurecidos. Ele levou as mãos, sentiu o peso, a textura. Inclinou a cabeça e beijou, lambeu, chupou. Ela gemeu, as mãos nos cabelos dele.

— Assim — ela pedia. — Assim.

Ele continuou, alternando entre os dois seios, enquanto as mãos desciam, apertavam a bunda dela por cima da calça. A bunda dela era comum, nada comparada à de Ana, mas era gostosa, proporcional, macia.

— Quero ver você toda — ele disse.

Ela desabotoou a calça, deixou cair no chão. Ficou só de calcinha preta, fina, que marcava a pele clara. As pernas eram bonitas, lisas, bem cuidadas.

— Agora você — ela disse.

Ele tirou a calça. A cueca estava esticada, marcando a ereção. Ela olhou, passou a mão por cima, sentiu o volume.

— Também não é pequeno — ela provocou.

— Tá longe de ser como o dele.

— Não quero comparação. Quero você.

Ela puxou a cueca dele para baixo. O pau apareceu, duro, bonito. Não era enorme, mas era bonito. Tinha um tamanho médio, grossura proporcional, a cabeça rosada. Ela pegou na mão, sentiu, começou a masturbar devagar.

— Gostoso — ela disse.

— Você que é.

Ela deitou na cama, puxou ele para cima. Ele ficou entre as pernas dela, olhando para ela. A pele clara dela contrastava com a morena dele. Os peitos grandes balançavam levemente com a respiração acelerada.

— Tem certeza? — ele perguntou.

— Tenho.

Ela tirou a calcinha, jogou para o lado. Estava molhada, pronta. Os lábios inchados, brilhando. Ele sentiu o cheiro, o calor.

— Quer que eu te chupo? — ele perguntou.

— Depois. Agora quero você dentro de mim.

Ele guiou o pau até a entrada. Olhou nos olhos dela. Empurrou devagar.

Ela gemeu.

— Tão bom — ela disse.

— Tão apertada.

Ele começou a se mover. Devagar no início, sentindo cada centímetro, cada reação dela. As mãos dele apertavam os seios dela, os quadris, as coxas. Ela mordia os lábios, os olhos semi-cerrados.

— Mais rápido — ela pedia.

Ele acelerou. O som dos corpos, os gemidos, a respiração ofegante preenchiam o quarto.

— Assim — ela gemia. — Assim.

— Gostosa.

— André...

Ela gozou primeiro. O corpo tremeu, as unhas cravadas nas costas dele. Ela gemeu alto, o nome dele nos lábios. Ele continuou, mais rápido, mais fundo.

— Goza — ela disse. — Goza dentro.

— Tem certeza?

— Tenho. Quero.

Ele gemeu alto. O corpo tremeu. Os jatos vieram, quentes, fortes, enchendo ela. Ele se esvaziou por completo, ofegante, suado.

Ficaram assim, imóveis, a respiração pesada.

Depois ele caiu ao lado dela, puxou ela para perto. O corpo dela colado no dele, o suor misturado, o cheiro de sexo no ar.

— Meu Deus — ele disse.

— O quê?

— Era disso que eu tava precisando.

Ela sorriu.

— E eu também.

Ficaram em silêncio por um momento, apenas existindo.

— E agora? — ele perguntou.

— Agora a gente espera. A gente finge. A gente aguenta.

— E quando for a hora?

— Eu vou saber. Vou monitorar o celular dele. No momento ele está distante dela, a dias não se falam, mas eu sei que ele não vai resistir. Assim que ele chamar ela, a gente vai saber.

Ele apertou a mão dela.

— Tô contigo.

— Eu sei.

Ela virou o rosto, olhou para ele.

— A gente vai conseguir.

---

Jonas e Ana ouviam, atônitos, sem conseguir processar.

— Então... tudo foi planejado? Toda essa história de nos flagrar, de sair chorando, de me não me responder pra conversar. Foi tudo pensado? — Jonas perguntou.

— Tudo. Desde o momento em que ela descobriu. E todo esse teatro que fizemos foi pra torturar vocês, pra provarem o gosto do que fizeram.

Maria abraçou André.

— A gente esperou. A gente fingiu. A gente aguentou cada encontro, cada risada forçada, cada momento perto de vocês.

— E agora a gente tem isso — André completou, mostrando o celular. — A confissão de vocês. Filmada. Gravada.

— O que... o que vocês vão fazer com isso? — Ana conseguiu perguntar.

André se aproximou dela. Ajoelhou na frente do sofá, olhando nos olhos dela.

— A gente ainda não decidiu. Mas fica tranquila. Vocês vão saber. No momento certo.

Ele levantou, foi até Maria. Passou o braço por cima do ombro dela.

Maria sorriu.

— Vocês estão na nossa mão agora.

André e Maria se viraram para sair.

Na porta, André parou. Olhou para trás.

— Ah, e mais uma coisa. Se tentarem contar pra alguém, se tentarem se fazer de vítimas... a gente solta tudo. Pra todo mundo. Família, amigos, trabalho. Todo mundo vai saber quem vocês realmente são.

— Então se preparem — Maria completou. — Porque a gente ainda vai decidir o que fazer com vocês.

Jonas e Ana ficaram ali, imóveis, olhando para o nada.

O plano tinha falhado.

Eles tinham perdido.

E agora estavam nas mãos de André e Maria.

NOTA DO AUTOR:

QUEM QUISER DAR UMA CONVERSADA E/OU VER FOTOS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DOS CONTOS, MINHAS REDES ABAIXO. SÓ ME MANDAR MENSAGEM QUE TAMBÉM FAÇO IMAGENS PERSONALIZADAS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DESCRITAS NOS CONTOS.

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Comentários

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Simplesmente sensacional primeiro conto de traição que tem um plot Twist fenomenal desse, não tem como não se envolver não tem como não querer que os traidores se ferrem, primeiro prota da história que deu uma volta fenomenal literalmente virou o jogo todo ao favor dele, esses putos agora se ferrem

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Ficou do jeito que Jonas e Ana queriam, agora que descobriram que André está com Maria, eles podem assumir o relacionamento deles sem causar sofrimento a André. Jonas e nem Ana tem dependência financeira de nenhum deles, enquanto familiares e amigos não pagam suas contas, problema deles.

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"Ficou do jeito que Jonas e Ana queriam..."

Mais ou menos né? O plano do Jonas não contava com uma Maria e um André vingativos kkkk

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Foio um capítulo que não teve nada de erótico e mesmo assim foi disparado o melhor. Não tem como se envolver com o conto e não torcer para os traíras se ferrarem. O pecado pode ser sedutor e cheio de promessas, mas a escolha de pecar é de cada um, tanto quan to as consequências.

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Na real eu coloquei a cena de sexo entre André e Maria pra deixar uma pitada de erotismo pq gosto de colocar em cada caítulo alguma coisa pra dar tesão na leitura, mas, no original essa cena nem existia, o capitulo funciona muito bem sem ela.

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C.A.R.A.L.H.O😯😳😳😳😳😳admito que tava lendo casualmente e não esperava essa vindo kkkk Absoluto Cinema🙌🫵 Parabéns!!!

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HAHAHAHAAHA que reviravolta!

Jonas e Ana ficaram nas mãos da maquiavélica Maria e do André kkkkkk

Da forma como foi, como se desenrolou, confesso que não esperava.

Não tinha cogitado esse cenário.

Muito bom mesmo.

Nota 10 e três estrelas, meu amigo.

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kkkk e eu tinha escrito tudo antes das hipoteses que tinham levantado, ainda terá mais reviravolta, acho que termino em dois capítulos essa série

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