Era uma tarde abafada de sábado quando tudo mudou de vez.Eu tinha acabado de fazer 18 anos, ainda morava com meu pai e com ela — Clara, minha madrasta. Aos 47 anos, ela parecia ter parado no tempo: corpo firme de quem malha religiosamente, pele bronzeada, cabelo castanho ondulado que caía até os ombros e um jeito de andar que fazia qualquer homem virar a cabeça duas vezes. Meu pai viajava muito a trabalho. Às vezes passava quinze, vinte dias fora. E foi exatamente nesses períodos que a casa começou a ficar… perigosa.No começo eram só olhares. Ela saía do banho enrolada numa toalha curta demais, passava por mim na cozinha roçando o braço “sem querer”, perguntava o que eu achava da lingerie nova que tinha comprado “só pra me sentir bem”. Eu respondia com monossílabos, o rosto quente, o pau já meio duro dentro da bermuda.Até que uma noite eu não aguentei.Ela estava na sala assistindo TV de camisola de cetim preta, deitada de lado no sofá, a curva do quadril desenhada perfeitamente contra o tecido. A camisola tinha subido até a metade da coxa. Não tinha calcinha por baixo — dava pra ver a sombra escura entre as pernas quando ela mexia. Meu pai tinha ligado mais cedo dizendo que ia ficar mais uma semana em São Paulo.Entrei na sala sem camisa, só de short de tactel. Sentei na ponta do sofá. Ela nem virou o rosto, só falou baixo:— Tá com calor, é?— Tô.Ela esticou a perna devagar, o pé descalço roçando minha coxa.— Então tira essa roupa. Aqui em casa ninguém precisa passar calor.Eu não respondi com palavras. Só me inclinei e puxei a alça da camisola pelo ombro dela. O tecido escorregou fácil. O seio esquerdo escapou inteiro, o bico já duro, castanho-escuro, apontando pra mim. Ela não fez nada pra cobrir. Só me olhou nos olhos e abriu as pernas devagar, mostrando tudo.— Você já pensou nisso, né? — perguntou, voz rouca. — Quantas vezes se masturbou pensando na sua madrasta safada?— Todas as noites — confessei, sem desviar o olhar.Ela sorriu de lado, aquele sorriso de quem já venceu.— Então vem cá me mostrar como você faz quando pensa em mim.Eu me joguei em cima dela. Beijei sua boca com fome, língua invadindo, mordendo o lábio inferior enquanto minha mão já descia entre as coxas dela. Estava encharcada. Os dedos entraram fácil, dois de uma vez, e ela gemeu alto contra minha boca.— Isso, meu menino… mete os dedinhos na buceta da sua madrasta… assim… mais fundo…A camisola foi parar no chão. Tirei o short num movimento rápido. Meu pau pulou pra fora, duro como pedra, latejando. Ela segurou na base, olhou pra baixo e murmurou:— Caralho… maior do que o do seu pai.Não esperei permissão. Posicionei a cabeça na entrada melada e empurrei devagar. Ela arqueou as costas, as unhas cravando nos meus ombros.— Vai devagar no começo… depois mete com força… quero sentir você todo dentro de mim…Comecei devagar mesmo, sentindo cada centímetro sendo engolido por aquela buceta quente, apertada, que parecia sugar meu pau pra dentro. Quando cheguei no fundo, ela soltou um gemido longo, quase um ronronar.— Isso… assim… me fode, meu amor… me fode como o seu pai nunca conseguiu…A partir daquela noite viramos amantes. Não tinha mais volta.A gente transava em todo canto da casa. Na cozinha de manhã cedo, eu comendo ela por trás enquanto ela tentava fazer café. No chuveiro, ela de joelhos chupando meu pau até eu gozar na boca dela e ela engolir tudo olhando nos meus olhos. Na garagem, no carro, no quintal à noite. Ela era insaciável. Acordava de madrugada, subia em cima de mim e cavalgava até gozar duas, três vezes, gemendo “me enche de porra, filho… me enche…”.Ela dizia que nunca tinha gozado tanto na vida. Que meu pau era feito pra ela. Que meu pai nunca tinha chegado nem perto.Uns três meses depois ela começou a ficar estranha. enjoos matinais, seios mais sensíveis, barriga começando a arredondar levemente. Fez o teste sozinha no banheiro. Duas linhas.Quando me mostrou o palitinho, os olhos brilhavam de um jeito que eu nunca tinha visto.— É seu — disse simplesmente. — Eu parei de tomar remédio faz tempo. Queria isso. Queria carregar um pedaço de você dentro de mim.Eu fiquei sem reação por uns segundos. Depois a puxei pra mim, beijei sua boca devagar, as mãos já descendo pra acariciar a barriga ainda pequena.— Você não tem medo? — perguntei.Ela riu baixo, colando o corpo no meu.— Medo de quê? De ser a madrasta que virou amante? De carregar o filho do enteado? — Ela mordeu meu lábio inferior. — Eu só tenho medo de você parar de me foder enquanto eu estiver grávida.Não parei.Na verdade, ela ficou ainda mais tarada. A barriga crescendo só aumentava o tesão dela. Aos cinco meses já pedia pra eu meter de quatro, segurando os quadris dela com força enquanto ela gemia “mais forte… me fode como se quisesse colocar mais um aí dentro…”.E eu metia. Metia com vontade. Metia sabendo que era meu pau que tinha feito aquela barriga crescer. Que era meu sêmen que tinha criado aquela vida.Hoje ela está com quase sete meses. A barriga enorme, os seios pesados, cheios, vazando leite às vezes quando eu chupo demais. E mesmo assim, toda noite, ela abre as pernas pra mim, me puxa pra dentro dela e sussurra no meu ouvido:— Me engravida de novo assim que esse nascer… quero mais… quero todos os seus filhos, meu menino…Os meses seguintes foram um turbilhão.Clara descobriu tudo por acaso. Uma mensagem no celular do meu pai, uma foto que não devia estar lá, um nome que se repetia em conversas antigas. Ele tinha outra família em outra cidade — esposa, dois filhos pequenos, casa própria. Tudo paralelo. Quando ela confrontou, ele nem negou direito. Só disse que “era complicado” e que “não queria perder ninguém”. Clara riu na cara dele, um riso seco, sem humor. No dia seguinte, ela já tinha advogado, divisão de bens e ordem de restrição. Meu pai saiu da casa como um cachorro enxotado.Eu fiquei. Não precisei nem pedir. Ela me olhou nos olhos e disse:— Você é meu agora. De verdade. Sem mais esconderijo.O bebê nasceu numa manhã de chuva fina em João Pessoa. Um menino forte, moreno, com os meus olhos e o sorriso dela. Chamamos ele de Lucas. Quando Clara o segurou pela primeira vez, ainda na maca da maternidade, ela chorou baixinho e sussurrou pra mim:— Olha o que a gente fez… nosso segredo virou gente.Vendemos a casa da cidade grande, pegamos o dinheiro da partilha e compramos um terreno isolado no litoral norte da Paraíba. Uma praia quase sem nome, só uns poucos pescadores e surfistas perdidos. A casa era simples: paredes brancas, telhado de palha, varanda enorme virada pro mar, quintal que dava direto na areia. Sem vizinhos por quilômetros. O paraíso particular.No começo foi estranho andar pelado o dia todo. Mas ela insistiu. “Aqui ninguém julga. Aqui a gente é livre.” E foi assim que começamos nossa vida naturalista de verdade. Acordar com o sol batendo na pele nua, tomar banho de mar pelados, fazer amor na areia ainda quente do dia, na rede da varanda, na cozinha aberta pro vento. Lucas crescia correndo nu pela praia, rindo alto, sem nenhuma vergonha do corpo. A gente ensinava ele que nudez era normal, que amor era normal, que família podia ser do jeito que a gente quisesse.Clara aos 49 anos estava mais linda do que nunca. O corpo marcado pela gravidez anterior — estrias finas como prata na barriga, seios maiores e mais cheios —, mas tudo isso só aumentava o tesão que eu sentia por ela. Ela andava pela casa com o cabelo solto, o bronzeado perfeito, a buceta depilada brilhando de óleo de coco, e me olhava com aquele olhar de quem sabe exatamente o que quer.Uns dois anos depois, aconteceu de novo.Ela parou de menstruar. Fez o teste numa tarde qualquer, sentada na varanda, o mar rugindo ao fundo. Duas linhas. Ela veio até mim, nua, com o palitinho na mão, e sorriu daquele jeito safado que me deixa louco.— De novo, meu menino. Você me engravida fácil, hein?Naquela mesma noite, transamos na praia. De quatro na areia, o luar batendo nas costas dela, eu segurando os quadris enquanto metia fundo, devagar no começo, depois com força, sentindo ela apertar em volta do meu pau e gemer alto pro vento levar.— Me enche de novo… quero sentir você gozando enquanto nosso filho cresce aqui dentro…Gozei forte, gemendo o nome dela, enchendo ela até transbordar. Ficamos ali deitados depois, suados, areia grudada na pele, ouvindo as ondas.A menina nasceu numa madrugada de lua cheia. Cabelos pretos, pele morena como a da mãe, olhos claros como os meus. Chamamos ela de Marina. Quando Clara a amamentou pela primeira vez, sentada na rede da varanda, nua, o sol nascendo no horizonte, eu me ajoelhei na frente delas, beijei a barriga ainda macia dela e depois a boca.— Esse é o nosso templo — ela disse, voz baixa, emocionada. — Aqui ninguém entra. Aqui ninguém manda. Só a gente, nosso amor e nossos filhos.Hoje a casa tem risadas de criança o dia todo. Lucas com 4 anos, correndo pelado atrás de caranguejos. Marina com 1 ano e meio, engatinhando na areia, os peitinhos pequenos balançando. Clara, aos 51, ainda com o corpo que me enlouquece, ainda me puxando pro quarto (ou pro mar, ou pro quintal) toda vez que as crianças dormem, abrindo as pernas e sussurrando:— Vem cá… me fode de novo… me engravida mais uma vez… quero encher essa casa de filhos seus.E eu vou. Sempre vou.Porque aqui, nesta praia deserta da Paraíba, a gente não tem mais passado, nem regras, nem culpa.Os anos foram passando na nossa praia particular, e a vida parecia perfeita demais pra durar sem algum ajuste. Lucas já tinha 6 anos, correndo pela areia com uma energia que não parava nunca, fazendo perguntas o tempo todo, inventando amigos imaginários nos coqueiros. Marina, com 3 anos e meio, já falava frases inteiras, apontava pro mar e gritava “onda grande!” toda vez que via uma quebrar. Eles eram livres, felizes, pelados o dia todo, mas eu comecei a notar que faltava algo: contato real com outras crianças.Uma tarde, enquanto Clara amamentava Marina na rede da varanda (ainda dava peito de vez em quando, mais por prazer do que necessidade), eu sentei do lado dela e falei baixo:— Amor… os meninos já tão na idade de escola. Eles precisam de amigos de verdade, de aprender a dividir brinquedo, de brigar e fazer as pazes. Não dá pra crescer só com a gente aqui no paraíso.Ela ficou quieta um tempo, olhando pro horizonte onde o sol começava a se pôr, tingindo o mar de laranja. Depois suspirou e passou a mão na minha coxa.— Eu sei. Eu penso nisso todo dia. Mas… e se o mundo lá fora nos julgar? E se descobrirem que a gente é mãe e filho de criação, que os filhos são nossos? Eu tenho medo de perder isso tudo.— A gente não precisa contar nada pra ninguém. Lá na cidadezinha mais próxima tem uma escolinha pequena, de pescadores e gente simples. A gente diz que somos um casal, ponto. Ninguém vai cavar nosso passado. Eu levo eles de manhã, ou você leva. A gente alterna. Eles voltam à tarde, continuam livres aqui em casa. Só ganham o que falta: socializar.Ela me olhou nos olhos, aqueles olhos castanhos que ainda me deixavam louco depois de tantos anos.— Tá bom… mas só se você prometer que a gente não muda. Que isso aqui continue sendo nosso templo.— Prometo. Nada muda entre a gente.Passamos a levar as crianças pra escolinha três vezes por semana. Era uma viagem de uns 40 minutos de carro pela estrada de terra, mas valia cada buraco. Lucas adorou de cara — fez amigos na hora, jogava bola na quadra de areia, voltava contando histórias. Marina era mais tímida, mas aos poucos foi se soltando, desenhando peixes e conchas pros professores.Em casa, tudo continuou igual: nudez total, amor sem pressa, sexo em qualquer canto. Mas uma noite, depois de colocar as crianças pra dormir, Clara veio até mim na varanda, nua, o corpo ainda firme aos 51 anos, os seios pesados balançando levemente enquanto andava. Sentou no meu colo, de frente pro mar, e encostou a testa na minha.— Eu pensei muito no que você falou outro dia… sobre a idade, sobre perigo. Você tem razão. Eu não quero te perder. Não quero ir embora antes de você. Quero envelhecer do seu lado, ver nossos netos correndo nessa praia.Eu abracei ela forte, sentindo o cheiro de sal e óleo de coco na pele dela.— Então a gente para de arriscar. Camisinha sempre. E você volta pro anticoncepcional. Eu compro na farmácia da cidade, discreto. Quero muitos anos ainda te fodendo nessa varanda, te vendo gozar olhando pro mar, te vendo rir com as crianças. Quero viver isso tudo com você.Ela sorriu devagar, aquele sorriso safado que nunca envelheceu.— Tá bom, meu menino… camisinha e pílula. Mas não pense que isso vai me deixar menos tarada. — Ela se mexeu no meu colo, roçando a buceta quente e molhada no meu pau que já endurecia. — Pelo contrário. Agora eu vou te provocar mais ainda. Vou te chupar devagar, vou sentar em cima de você sem deixar entrar, vou gemer no seu ouvido pedindo pra você me encher… mas só de imaginação. Até você não aguentar e meter com força, mesmo sabendo que não vai gozar dentro.Eu ri baixo, já puxando ela pra mais perto.— Você é impossível.— E você ama isso.Naquela noite transamos com camisinha pela primeira vez em anos. Foi diferente, mas não menos intenso. Ela cavalgou devagar, os quadris girando, os seios balançando na minha cara, gemendo rouco enquanto eu segurava a bunda dela. Quando eu gozei (dentro da camisinha, claro), ela tremeu inteira, gozando junto, apertando em volta de mim como se quisesse sugar tudo mesmo assim.Depois, deitados na rede, suados e satisfeitos, ela sussurrou:— Sabe… eu não sinto falta de engravidar de novo. Eu sinto falta de você me olhando como se eu fosse a mulher mais desejada do mundo. E isso você ainda faz todo dia.— E vou fazer até o último dia.A vida seguiu. As crianças cresceram na escolinha, fizeram amigos, aprenderam a ler, a nadar melhor, a brigar e pedir desculpas. A gente continuou pelados em casa, livres, apaixonados. Camisinha na mesinha de cabeceira, pílula no armário do banheiro. E o amor? Esse continuou cru, intenso, sem fim.Nosso templo não precisou de mais filhos para ser completo. Ele já era perfeito com a gente quatro ali, pelados sob o sol da Paraíba, vivendo o que o mundo nunca entenderia — mas que pra nós era simplesmente… amor.Fim.
(conto fictício)