Sem Roupas, Sem Filtros - Antes da Liberdade

Da série Nudismo
Um conto erótico de Terapeuta
Categoria: Heterossexual
Contém 1433 palavras
Data: 20/04/2026 01:44:46

PRIMEIRA SESSÃO

Eu atendo muita gente todos os dias, mas alguns atendimentos começam antes mesmo da pessoa perceber o que está acontecendo com ela. O dela foi assim.

A câmera demorou alguns segundos pra estabilizar.

Ela apareceu meio de lado, mexendo no celular, tentando ajustar o enquadramento.

Quando finalmente conseguiu, se sentou, mas ainda inquieta.

— Tá me ouvindo?

— Tô sim, é um prazer ter você aqui. Como se chama?

— Sou a Isabela, mas pode me chamar de Bela.

Começamos, mas não parecia tranquila. Tinha 18 anos. Interior de Minas. Ia se mudar em poucos dias para João Pessoa, onde começaria Psicologia.

Mas não era a faculdade que estava pesando.

— Eu acho que tô ansiosa demais…

Clássico, mas o jeito que ela disse… não era só ansiedade de mudança. Era outra coisa junto.

Enquanto falava, ela se levantou de novo.

— Só um segundo…

Ajustou o celular apoiando em algo mais firme. Nesse movimento, deu pra perceber melhor. O corpo dela tinha presença. Seios bem formados, que marcavam mesmo sob uma roupa simples, daquelas usadas em casa.

E quando virou de lado pra testar o ângulo da câmera… a curva do quadril não passava despercebida.

Ela mesma parecia não ter noção do quanto chamava atenção. Ou talvez tivesse… e isso fosse parte do problema. Voltou a sentar.

— Desculpa… lá em casa é meio complicado.

— Complicado como?

Ela respirou fundo.

— Não tenho muita privacidade.

Agora começava a fazer sentido sua tensão.

— Porta fechada já chama atenção. Banho demorado já perguntam… Se eu fico quieta no quarto, alguém aparece.

Ela falava meio rindo… mas era nervoso.

— E isso te incomoda?

Ela demorou um pouco pra responder.

— Incomoda… porque…

Parou e Olhou pra baixo.

— Porque eu não consigo relaxar nunca…

Ficou vermelha ao falar.

— Parece que eu fico com um… fogo o tempo todo. Meu libido está muito alterado esses dias. Sempre foi mas está diferente esses dias.

— Como você costuma sentir em seu corpo?

— Tipo… uma agitação no corpo mesmo.

Silêncio. Eu esperei.

— Eu sei que pode parecer bobo… Mas quanto mais eu penso que não posso… mais eu fico pensando.

Agora ela me olhou direto.

— Tipo… o tempo todo.

A fala veio mais baixa na sequência.

— E eu fui criada em família religiosa…

Aí fechou o quadro: Desejo + repressão + culpa.

— Estou ansiosa porque em breve vou para João Pessoa. Eu não vou sozinha… Vou morar com mais quatro amigos da minha cidade.

Interessante.

— A gente sempre foi muito próximo… desde o ensino médio. São dois meninos e duas meninas.

Ela parecia mais à vontade falando deles.

— O Rafael é mais solto… brincalhão…

Sorriu ao falar dele.

— O Lucas já é mais quieto… observa mais do que fala…

Notei que falava com carinho dele também.

— A Júlia é minha melhor amiga… é na casa dela que estou fazendo as sessões para ter privacidade.

Seus olhos brilharam ao falar dela.

— E a Camila… é mais decidida… parece que não tem vergonha de nada.

Enquanto falava, um leve sorriso apareceu.

— Às vezes eu acho que eu sou a mais… travada de todos. Em todos os sentidos. Júlia lida tão bem com a sexualidade dela.

— E o que você sente em relação a isso?

Ela soltou o ar devagar.

— Sinto ao mesmo tempo culpa e desejo.

Sem hesitar.

— Muita mesmo.

Ela cruzou os braços, como se tentasse se conter fisicamente.

— Porque parece que… quanto mais perto de sair de casa eu tô… mais isso aumenta.

Interessante.

— O quê exatamente aumenta?

Ela hesitou, mas não voltou atrás.

— A vontade. O desejo.

Silêncio de novo, mas dessa vez… mais denso.

— E lá em casa eu não consigo nem… — ela fez um gesto vago com a mão — nem ficar tranquila comigo mesma.

Interrompeu a frase antes de terminar, mas não precisava completar.

— Já tentou?

Perguntei, mantendo o tom neutro. Ela soltou um riso curto.

— Várias vezes.

— E?

— Nunca dá.

Agora ela parecia mais envolvida na própria fala.

— Sempre tem alguém… Ou eu fico com medo de alguém aparecer… Ou eu mesma travo.

Olhou pra mim de novo.

— Parece que quanto mais eu tento controlar… pior fica.

Eu assenti.

— E o que você espera que mude quando você se mudar?

Ela não pensou muito.

— Tudo.

Depois corrigiu:

— Ou pelo menos… eu espero.

E ali estava. Não era só ansiedade de mudança. Era expectativa de liberdade. E o corpo dela… já estava respondendo antes mesmo disso acontecer.

SESSÃO 2

Na segunda sessão, ela entrou mais rápido. Sem aquele tempo inicial de ajuste, mas ainda inquieta.

— Essa semana foi pior.

Eu não precisei perguntar o porquê.

— Eu achei que era só ansiedade da mudança… Mas não é só isso.

Ela puxou o cabelo pra trás, prendendo de forma improvisada. Esse gesto sempre expunha mais o pescoço… e deixava o colo mais evidente. Ela não parecia perceber ou fingia que não.

— Eu tentei de novo…

Falou mais baixo.

— Tipo… ficar tranquila.

Fez o mesmo gesto vago com a mão. Agora já era claro o que ela queria dizer.

— E o que aconteceu?

Ela deu um meio sorriso.

— O de sempre. Eu esperei todo mundo dormir… Fiquei um tempo no quarto… quieta… Minha irmã parecia dormir.

Parou. Respirou fundo.

— Mas parece que quanto mais eu fico ali… mais eu começo a pensar em tudo ao mesmo tempo.

Silêncio.

— Aí qualquer barulho já parece que alguém tá vindo. Ou que minha irmã vai acordar.

Ela voltou a me olhar.

— E às vezes nem tem ninguém.

— Mas seu corpo já reage como se tivesse?

Ela assentiu.

— Na hora.

Ela se ajeitou na cadeira. Cruzou e descruzou as pernas sem perceber.

— E quando eu vejo… já não consigo mais relaxar.

Pausa.

— Fica tudo acumulado.

Agora a fala vinha mais carregada.

— É como se eu estivesse sempre… quase.

— E isso te incomoda mais pelo desejo… ou pela culpa?

— Pela culpa.

Ela respondeu rápido, mas depois completou:

— Mas o desejo não ajuda. Eu fico tentando controlar… Só que quanto mais eu tento… mais parece que aumenta.

— E o que você faz quando percebe isso?

— Nada.

Depois corrigiu:

— Ou tento distrair.

— Funciona?

Ela balançou a cabeça.

— Só adia.

Ela se inclinou levemente pra frente mais envolvida.

— Eu fico pensando se… quando eu tiver meu espaço… isso vai diminuir.

Eu esperei.

— Ou se vai piorar.

Ali estava o medo real que ela carregava.

SESSÃO 3

A terceira sessão foi diferente, mais direta. Menos vergonha.

— Eu acho que tem outra coisa também. Eu comecei a reparar mais em mim.

— Como assim?

— Tipo… no meu corpo. Antes eu não ligava tanto… Agora parece que eu percebo tudo.

Ela se levantou novamente. Ajustou o celular. Quando voltou… o enquadramento estava mais aberto.

— Eu coloco uma roupa simples… E já parece diferente.

Falou olhando para sua roupa. Uma camiseta colada e uma leggin de academia.

— Parece que marca mais…

— E isso mexe com você?

— Mexe.

— Como?

— Eu fico… mais consciente. Parece que as pessoas olham com desejo.

— É bom ou ruim?

— Os dois.

— Porque ao mesmo tempo que eu gosto…

— Eu sinto que não deveria.

A formação religiosa falava alto.

— Eu sinto como se já estivesse passando do limite…

— Mesmo sem fazer nada.

Silêncio.

— E você acha que sair de casa vai mudar isso?

Ela respirou fundo.

— Eu acho que vai tirar o freio… E isso me assusta.

Eu observei ela por alguns segundos.

— Você está sozinha aí agora?

— Tô… na casa da Júlia. Aqui é mais tranquilo.

— Então vamos fazer o seguinte…

Ela me olhou, curiosa.

— Eu quero que você tire uns vinte minutos agora… Pra relaxar.

Olhei nos olhos dela.

— Sem pensar… Sem se julgar… Só deixar o corpo desacelerar. Você vai fazer o que não está conseguindo fazer em casa. Quero que seja intenso.

Silêncio.

— Quando terminar… você me liga. Acredita que te fará bem?

Ela demorou um pouco, mas assentiu.

— Tá… eu tento.

Falou com rostinho vermelho.

— Quem tenta não consegue. Tentar é sabotador. Você vai conseguir.

Desligamos a chamada. Quando o celular tocou novamente… cerca de meia hora depois… a diferença era clara. Ela apareceu mais solta. Respiração mais leve. Olhar diferente.

— Oi…

Ela sorriu. Dessa vez, de verdade.

— E aí? Foi bom?

— Parece que eu sou outra pessoa. Mais tranquila William.

— Sua energia sexual está acumulada.

— Meus pensamentos estão bem mais calmos.

Silêncio breve.

— Obrigada… Essa terapia… tá me surpreendendo. Nossa próxima sessão já estarei em João Pessoa.

— Qualquer coisa estou a sua disposição. Que bom que está gostando até aqui.

Ela desligou com um sorriso lindo no rosto. Quando levantou para desligar não pude deixar de notar um detalhe. Parecia estar sem calcinha e sua calça azul clara estava molhada. Aqui me excitou profundamente. Em casa a Ana teve que resolver rs.

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