Passei o restante da tarde tentando ignorar o fato de que ela estava ali, em uma foto, junto do desgraçado do Roger, e sinceramente, ao menos isso eu precisava tirar a limpo. Eles nunca foram tão amigos assim, pelo menos não como eu lembrava, então por que?
Cheguei em casa do trabalho com a cabeça ainda girando. Joguei a pasta no sofá, tirei o blazer e me sentei na sala, luz do fim de tarde entrando pela janela grande do apartamento. O celular tava na mão, tela acesa naquelas duas fotos que o número desconhecido tinha mandado mais cedo. Raquel e o Roger sentados na lanchonete. Depois ela entregando o pacote marrom pra ele. Eu ficava olhando, zoomando, tentando achar algum detalhe que explicasse aquilo tudo. “Será que não significa porra nenhuma?”, eu pensava. “Talvez ela só tenha esbarrado com ele por acaso. Mas mesmo assim… o Roger? Aquele filho da puta traidor? Ver ela almoçando com um cara tão duas caras me incomoda pra caralho.”
O peito apertava. Dois anos de namoro firme com a Raquel e eu ainda carregava aquela cicatriz da traição da Fernanda. Não era ciúme bobo, era trauma. Era desconfiança. Aprendi a não confiar muito, e sempre ouvir os meus instintos. Eu comecei a discar o número dela, o meu dedo estava tremendo um pouco na tela. Queria ouvir a voz dela, queria que ela explicasse na hora. O celular chamou uma vez… duas… Porém, não foi necessário continuar.
A campainha tocou. Três toques rápidos, o jeito dela.
Guardei o celular no bolso e fui abrir. Era a própria Raquel. Cabelo negro liso solto, olhos verdes brilhando, e com aqueles lábios carnudos com um sorriso preocupado. Ela não esperou eu falar nada. Avançou e me deu um abraço apertado, vindo com o seu corpo colado no meu, onde eu pude sentir o perfume doce invadindo tudo.
— Amor… eu vim direto pra cá — murmurou no meu ouvido. — Tive um pressentimento de que você tava precisando de mim.
Eu abracei ela de volta, sentindo o calor familiar. A gente se beijou ali mesmo na porta, um beijo demorado,com as nossas língua entrando devagar, enquanto as mãos dela foram subindo pelas minhas costas. Fechei a porta com o pé e a gente foi pro sofá. Sentei, puxei ela pro meu colo. Mas a foto ainda queimava no meu bolso.
Foi então que o fogo parou, e parei de beijar ela. Olhei pra ela, e pedi pra ela se afastar do colo, pois queria conversar. Ela me olhou confusa, pois eu não era de negar fogo assim.
—Gui, o que foi? Porque isso tudo?
Peguei o celular, abri a tela e mostrei pra ela, direto.
— Que merda é essa, Raquel? Por que estava com esse cara?
Ela gelou por um segundo. Corpo inteiro parou, podia ver seus olhos verdes arregalados olhando a tela. Depois recuperou a compostura rapidinho, e do jeito dela, foi passando a mão em meus cabelos, me olhando firme, tentando me passar tranquilidade. Ela não hesitou em dizer.
— Está com ciúmes, amor? — Ela perguntou.
— Estou é querendo saber que merda é essa. — Questionei. Ela respondeu, sem rodeios:
— Amor, calma. Eu acabei encontrando ele ali na lanchonete. Na verdade, estava em horário de lanche, não esperava. Ele veio até mim, sentou na mesa sem pedir licença. Eu nem sabia que ele ainda andava por ali.
Eu prestei atenção, sem interromper.
— Ele perguntou como você estava, se você ainda tava com raiva dele. Eu disse que sim, que você tava sim, e que possivelmente não queria ver ele nem pintado. Ele ficou me pedindo pra ajudar vocês a serem amigos de novo, disse que tava arrependido!
— Até parece que vou querer isso. — Comentei, dando uma breve risada. Ela continuou.
Aí ele veio com essa ideia idiota de convidar nós dois pra uma festa dos formados que vai rolar na casa dele. Eu falei na hora que não tinha o menor interesse e que você também não ia querer. Ponto final.
Eu respirei fundo. A resposta dela fazia sentido. Olhei pra foto de novo, depois guardei o celular.
— Eu não vou mesmo. Nem morto quero ver a cara daquele traidor de novo.
Ela sorriu, aliviada. A gente se sentou melhor no sofá, eu mais relaxado. Mas ainda olhei a tela uma última vez.
— E quem você acha que mandou isso pra mim? Pra tentar prejudicar a gente?
Raquel deu de ombros, com a sua mão repousada no meu joelho.
— Pode ter sido obra do próprio Roger, amor. Ele é vingativo pra caralho. Talvez quisesse criar confusão entre nós dois. Não cai nessa.
Eu assenti. Fazia sentido. Ela sempre tinha uma explicação boa. A gente se abraçou de novo, mais forte. O beijo voltou, agora mais quente. Língua dela na minha, mãos subindo pela minha camisa. O clima esquentou rápido. Ela tirou a blusa por cima da cabeça, deixando os seios à mostra, firmes, mamilos já duros. Eu me abaixei, beijei um, depois o outro, chupando devagar. Ela gemeu baixo e esfregou os seios na minha cara, balançando o corpo, cabelo negro caindo nos meus ombros.
— Isso… chupa eles pra mim, Guilherme…
Eu mordi de leve, língua girando. Ela se abaixou, abriu minha calça folgada, puxou pra baixo junto com a cueca. Meu pau já tava duro, latejando. Ela pegou ele na mão, lambeu da base até a cabeça e engoliu inteiro, chupando gostoso, com a sua boca quente e molhada, e seus olhos verdes olhando pra cima. Saliva escorrendo, barulho molhado enchendo a sala. Eu gemi, mão no cabelo dela, empurrando de leve.
— Porra, Raquel… você chupa tão bem…
Ela mamava com vontade, língua girando na cabeça, descendo até engasgar. Depois eu não aguentei. Levantei ela no colo,e ela coloca as pernas dela em volta da minha cintura, e levei até a cama. Joguei ela de costas, abri as pernas dela e me ajoelhei. Baixei a cabeça, lambi a buceta lisinha dela devagar, chupando o grelinho inchado, enfiando a língua fundo. Ela rebolava contra minha boca, gemendo alto.
— Come minha xoxota… assim… não para…
Quando ela tava molhada pra caralho, eu subi e meti de uma vez. Comecei a socar o pau duro, e fui sentindo ele entrando fundo naquela buceta apertada, que estava me engolindo. Comecei a socar, ritmado, forte, sentindo o quadril dela batendo contra mim. Ela cravava as unhas nas minhas costas, pedindo mais.
— Me fode, Guilherme… me fode gostoso…
E depois eu coloquei ela de quatro na cama, e segui metendo gostoso, comendo aquela buceta apertada, abrindo mais ela a cada vez que eu socava meu pau, enquanto puxava o cabelo dela ali. A bucetinha dela era quente, gostosa, fui comendo gostoso, ritmado, com o pau latejando fundo. Aos poucos estava sentindo, iria esporrar gostoso nela. Tirei o pau, e gozei na bunda dela, dando um tapa gostoso na bunda.
A gente gozou junto, eu enchendo ela toda, jatos quentes dentro da buceta. Ficamos ofegantes, suados. Eu deitei de lado, abracei ela por trás, corpo colado no dela. Ela dormiu primeiro, a respiração, antes acelerada, ritmada, passou a ficar mais calma. Eu fiquei ali, olhando o teto, braço em volta da cintura dela, e acabei pegando no sono também.
No dia seguinte acordamos juntos. Ela levantou primeiro, foi pra cozinha e fez café pra mim. Quando levantei, como sempre, tinha um cheiro bom de pão na torradeira, ovos mexidos, café preto forte. Tudo parecia bem. Normal. Como se a foto nunca tivesse existido. Eu sentei na bancada, ela serviu meu prato, sorrindo com aqueles lábios carnudos.
Eu olhei pra ela, sério.
— Desculpa por ontem, Raquel. Pela desconfiança com a foto. Eu ainda tô traumatizado com essa coisa de traição. Depois do que rolou com a Fernanda… às vezes a cabeça viaja.
Ela veio até mim, segurou meu rosto com as duas mãos.
— Eu jamais faria isso com você, amor. Jamais.
Eu olhei fundo nos olhos verdes dela.
— Jura?
— Juro. Nunca vou te trair. Pode confiar em mim.
Eu assenti, aliviado.
— Se um dia você fizer isso… não me verá mais. Nunca mais.
Ela me beijou, selando a promessa. A gente tomou café juntos, rindo de bobeira, como sempre. Depois eu fui pro trabalho. Tudo normal no escritório: processos, reuniões, café ruim da máquina. Até que o celular vibrou no bolso. Mensagem de número desconhecido de novo.
Quando abri a mensagem, era uma mensagem de texto. A mensagem dizia o seguinte:
"Hoje ela vai te ligar e vai dizer que não vai poder te encontrar mais tarde. Ela vai te trair. Quem planta colhe."
Naquele momento, com raiva, mandei uma mensagem dizendo:
"Vai tomar no cu, quem você pensa que é para ficar falando da minha futura noiva?"
Ninguém respondeu aquilo, mas a pessoa por trás leu. Fiquei com o celular na mão pelo menos por duas horas esperando uma resposta daquele perfil anônimo até que receba uma ligação de Raquel:
— Oi amor
— Raquel, meu amor! — Respondi. — estava pensando numa coisa.
— No que meu amor? — perguntou ela enquanto aproveitei para responder de uma vez.
— hoje à noite eu gostaria de levar você para um lugar. Tem algo que eu preciso falar com você.
Por alguns segundos a voz dela se calou, e não ouvi mais nada até que ela me respondeu.
— Hoje? Não vai dar amor tá muito em cima da hora. Hoje eu vou ter um compromisso à tarde, só vou poder falar com você depois das 1:00 da manhã.
Naquele momento, meu estômago embrulhou, pois ela realmente estava evitando ter um encontro comigo. A desconfiança voltou, será que ela vai mesmo me trair? Do outro lado da linha, fiquei mudo, enquanto ela me chamava, perguntando o se eu estava ainda na linha.
— Tudo bem, Raquel. Nos vemos amanhã então, ok? — Respondi.
— Tá bom, amor. Obrigado por entender, você sabe que eu nunca fui de faltar nossos compromissos assim, mas hoje ficarei até um pouco mais tarde na clínica. Gostaria de aprender mais, então peguei um plantão, sabe?
— Ok. — Desliguei o telefone, e fiquei uma boa parte do resto da tarde, pensativo. Algo em mim dizia que eu devia chegar lá de surpresa para pegar algo, mas eu fui pego de surpresa com algo ainda mais intrigante. Um amigo meu, veio com uma bomba:
— Guilherme. Tenho algo a te contar. — Comentou Rodrigo. Olhei pra ele e perguntei.
— O que foi? Por que essa cara? — Perguntei, quando eu o vi com uma cara de preocupado.
— Cara, eu fiquei sabendo de algo e acho que você e sua noiva precisam saber para se preparar.
Ele então me entrega um papel, e é uma intimação judicial para Raquel, emitida pelo juiz da vara civil, diretamente para um delegado da polícia civil, chamando ela para depor. Ela está sendo acusada por calúnia, difamação, falsificação de documentos, chantagem e manipulação de imagens. Que porra é essa?
E para piorar a situação, eu ainda iria receber uma outra notícia que iria revirar minha vida do avesso.