O ano era 2018. Eu tinha 37 anos, um casamento sólido e um filho já adolescente. Naquela época, eu tinha acabado de entrar em uma empresa de 600 funcionários, onde a maior parte era mulher. O ambiente era um enxame de desejos reprimidos e expostos: casais se conheciam nas linhas de montagem, histórias de traição eram o café da manhã dos fofoqueiros e demissões por flagras de sexo dentro da empresa eram lendas urbanas — mas reais. Eu já tinha visto isso em outros lugares onde trabalhei, mas ali a voltagem parecia maior.
Até então, minha fidelidade era um pilar. Quase caí uma vez, anos antes, quando uma colega de quem eu era chefe desceu meu zíper dentro da minha sala para tentar um boquete; ela falava que queria trepar comigo no capô do carro em pleno resguardo da minha esposa. Eu a cortei antes que desse merda. Pedi para ela parar. Naquele dia, mais tarde, ela disse que minha esposa tinha sorte e que eu era um "baita homão da porra". Eu acreditava que era inabalável. Até conhecer a gestora do APQP.
O Chaveirinho de 28 Anos
Ela era uma moça de 28 anos, mas sua estatura pequena e o rosto delicado a faziam parecer uns dez anos mais nova. Um "chaveirinho", como diziam nos corredores. Mas o corpo... Puta que pariu! O corpo era uma afronta à lógica. Ela tinha um quadril largo, bunda grande e uma cintura fina que destacava seios pequenos e firmes. O cabelo era um espetáculo à parte: castanho escuro, enorme, liso chapado, descendo como uma cascata até o final das costas. Foi tesão à primeira vista, embora eu guardasse apenas na imaginação... e batesse altas punhetas em casa!
Ela pareceu gostar de mim logo de cara. O refeitório ficava aberto das 11h às 14h, e eu sempre almoçava ao meio-dia com a minha turma. Mas ela me pediu para almoçar às 12h30, alegando necessidades do projeto. Topei. Mandei uma mensagem no Zap para os colegas avisando que ia mais tarde por causa do APQP, sem imaginar que estava aceitando um convite para o abismo.
Quarta-feira: O Desejo Revelado
A rotina pós-rango não mudou. Após o almoço, íamos para perto de um alambrado jogar conversa fora. Falávamos de tudo que não prestava: quem comeu quem, quem estava grávida do amante, quem tinha separado. A turma do meio-dia ainda estava lá, terminando o intervalo. Conversa vai, conversa vem, eu na minha... Um colega me provocou, perguntando se eu não comia ninguém na fábrica. Eu disse que não, que era casado, mas outra colega riu: "Ser casado aqui não significa nada, Marcos. Uma xoxotinha ou outra te fisga logo. Homens são fracos!".
Quando dava o horário da turma do meio-dia, ficávamos apenas nós dois. O silêncio era preenchido pelo som das máquinas ao fundo e pelo meu pau latejando, duro pelo papo, dentro da calça. A maioria das meninas eram muito gostosas e aqueles papos mexiam comigo; dava vontade de mudar meu personagem e entrar na delas. Naquela quarta-feira, acho que também embriagada pelo assunto, ela me perguntou quais eram meus desejos e sonhos. Tentei falar de trabalho, fingindo demência, mas ela me cortou seca: "Estou perguntando de desejos pessoais, Marcos".
Acho que caí em tentação... Eu decidi usar meu lado manipulador. Sabia persuadir, causar curiosidade. Comecei com um papinho antigo, mas era o "verde para colher maduro"! Disse que era melhor não falar, que ela ia me achar um escroto. Ela insistiu, até que soltou um: "Fala logo, caralho!".
— Meu maior desejo é você sentada na minha cara, porque eu te acho maravilhosa — eu disse, dando uma de desajeitado, deixando claro que o "maravilhosa" não era um elogio profissional.
Ela ficou em silêncio por um longo tempo. Respirou fundo, deu um sorriso sarcástico e soltou: "Você é louco!". Olhou no relógio do celular, levantou-se e disse que tínhamos que voltar. Fiquei com medo, achei que tinha passado do ponto, mas, a partir dali, ela passou a me tratar melhor. Ela era gestora, eu analista; ela tinha o comando da situação.
Quinta-feira: A Confissão do Laser
Na quinta, o papo no alambrado girou em torno de pelos. As meninas reclamavam de cera e lâmina. A conversa estava entre elas, mas sobrou para mim. Perguntaram se eu também depilava, mas me neguei a responder. Diziam que eu era tímido, calado. Uma disse que é aí que mora o perigo! Os outros homens diziam que gostavam de "lisinha", mas eles mesmos deviam ser todos peludos. Deu a hora deles e, quando ficamos sós, como sempre, Letícia me encarou diferente.
— Eu depilei a laser há muito tempo, Marcos — ela confessou, aproximando-se. — Não cresce mais nada. Mas ninguém está aproveitando... você quer realizar seu sonho?
— Eu também aparo, Letícia. Não gosto de pelos em mulher, então eu também tiro — respondi à pergunta não formulada.
Ela disse que não foi isso que perguntou e, com um olhar profundo, questionou novamente: "Você quer realizar seu sonho?". Ela não me deu opção. Antes de eu responder, mandou que eu ficasse em silêncio. Sem dar tempo para eu titubear, marcou tudo para a sexta-feira. Eu estava no "vespeiro", e o tesão era maior que o medo.
Sexta-feira: O Clímax no Motel
Na quinta, chegando em casa, menti para minha esposa. Disse que haveria um evento da empresa após o expediente na sexta. No dia seguinte, saí do trabalho para casa, tomei um banho demorado, vesti uma roupa adequada, dei um beijo na minha esposa e fui ao encontro da "capetinha".
Chegamos quase juntos e entramos pela área sigilosa. No quarto do motel, a gestora deu lugar à fêmea selvagem. Ela me empurrou na cama e tirou a própria roupa com uma agilidade que me deixou sem fôlego. Depois, tirou a minha. Eu já tinha saído de casa de pau duro! Quando ela montou no meu rosto, realizando meu desejo, eu entendi o que era perfeição. A bucetinha era rosada, completamente lisa e já estava encharcada. O cheiro de mulher excitada era inebriante. Eu a agarrei pelo quadril largo e comecei a lambê-la com uma fome desesperada, enquanto ela rebolava com força, me lambuzando a cara inteira, sentando com vontade enquanto puxava o próprio cabelo imenso, que caía sobre nós como uma cortina de seda escura.
Transamos de todas as formas. A cada estocada, eu sentia a pressão daquele corpo firme e pequeno. Como fazia anos que eu não metia com outra, a primeira gozada foi precoce. Gozei na boca dela, sentindo o alívio de anos de fidelidade sendo jogados para o alto. Após um descanso, o pau meia-bomba estava reagindo novamente, então ela se virou de costas. O cabelo enorme cobria parte da bunda monumental que ela empinava para mim.
— No cu, Marcos... — ela sibilou.
Não recusei a chamada! Eu metia na buceta para lambuzar o pau, e ela mandou eu cuspir no cuzinho dela, misturando saliva com o caldinho de fêmea no cio. Entrei devagar, sentindo a resistência daquela carne firme sendo laceada. Ela bombava o rabo contra mim com uma força brutal, sentando com vontade, o cabelo balançando conforme ela se entregava.
— Puxa meu cabelo! Mete com força! Goza dentro! — ela implorava.
Depois de um tempo, não resisti. Eu explodi no fundo do seu ventre; menos porra que na primeira transa, mas com jatos mais fortes, latejando, selando nossa transgressão.
O Retorno à Ordem
Tomamos banho no motel e cada um seguiu para sua casa. No caminho, a adrenalina baixou. Parei e peguei uns chicletes para disfarçar o hálito de sexo. Cheguei em casa e minha esposa, meio dormindo, apenas pediu para eu não atrapalhar o sono dela. O remorso foi se apagando conforme o sono vinha. Tomei outro banho e apaguei.
Na segunda-feira, estávamos lá na empresa. Falávamos de APQP e zoávamos no alambrado como se nada tivesse acontecido. Mas, quando ficávamos sós, ela se aproximava e dizia:
— Isso é só o começo. Você mexeu em um vespeiro, Marcos... mas não se preocupe, isso não vai atrapalhar seu casamento. É apenas o nosso alívio de estresse.
Sempre que lembro, sinto o gosto daquela sexta-feira. Fui mais um a ceder aos casos trabalhistas, mas, no meu caso, a auditoria foi aprovada com louvor.