- Temperei, pow. Carne tá macia. Só passar o espeto. - Cadu abafou um riso. Filipe ligou quando, com dificuldade, ele saía de cima de mim pra se ajeitar pro trabalho. - Tá ligado que tu vai ficar me devendo, né? Ainda, pai. Ainda. Já é, mano. Falou.
- Vai ter churrasco aqui, Cadu?
- Não. Só Filipe sendo folgado perguntando se tem janta pronta. Só tava debochando dele. - Ele desviou os olhos dos meus. - Mas agora tenho que ir, bebê. - Me deu um beijo demorado no pescoço. - Se tu ficar deitado aí, vai acabar dormindo.
- Não quero levantar. Minha casa é muito longe. - Choraminguei deitado de bruços, já morto de saudade do peso de Cadu sobre mim.
- Então, levanta e deita lá no Filipe pelo menos. Aí, ele te acorda pra ir antes da tua mãe chegar.
- Você viu meu short?
- Pra quê? Filipe liga pra nada, não. Tá suave. - Me ajudou a levantar.
Eu estava amolecido. Cadu tinha um jeito de mexer o quadril encima de mim e de falar manso no meu ouvido, que eu sentia como se estivesse boiando em água tranquila ao sol poente.
Ele começou aquilo quando entramos no banho depois do quintal. O que ele me daria mais do que eu tanto gostava foi muito diferente do que eu pensei que ele ia fazer comigo.
- O que é que você vai me dar mais? - Perguntei me insinuando, naturalmente "envadiada" depois de ser marcado pelo mijão do meu macho. Minha mão a caminho do saco dele.
- O que será que tu mais gosta, hein? - Provocou e impediu minha mão com a sua. Me girou e rápido estava de costas, preso com a cara no ladrilho e todo corpo de Cadu colado nas costas do meu.
- Ai.
- Ai? Ai, meu viadinho? Fala ai pra mim, fala.
- Ai. - Eu desmunhecava descontroladamente, grudado nele, me rebolando todo. - Ain...
- Assim, bebê. - Ele mordiscava minha cabeça esfregando o piru, outra vez, duro na minha carne. - Desse jeitinho pra mim. Já descobriu o que mais gosta que eu vou te dar?
- Eu gosto de você, Cadu. Me dá mais você pra mim?
- Hummmm, amor. - O movimento dele se esfregando se tornou imediatamente mais lento, ainda firme, mas lento. Cadu ora beijava minha pelo, ora a cheirava demoradamente. - Num é que tu sabe do que gosta? Tu gosta é de homem. Isso que eu vou te dar.
Ele não deixou eu usar minhas mãos durante todo o banho - e nem depois. Me ensaboou e fez espumar com suas mãos pelo meu corpo inteiro.
Quando passava a mão pela minha bundinha, tratou de levar o dedo grosso dele no meu buraquinho virgem e ficou massageando enquanto gemia choroso no meu ouvido.
- Aguento não, bebê. - Senti sua rola escorregando ensaboada entre minhas coxas, deslizando pra cima a procura do meu cu.
Ele posicionou a cabeça da pica e a deixou encontrar a porta pra dentro de mim. E ficou ali cabeceando meu olhinho como se me chamasse pra eu meu abrir pra ele entrar.
- Caralho que vontade de dar uma escorregada pra dentro.
- Escorrega, Cadu.
- Não posso. - Ele pareceu acordar de um transe, muito decepcionado, mas sem para de cutucar minha portinha com sua cabeçona deslizando no sabonete e na baba que ela punha pra fora.
- Por quê?
- Porque agora eu quero te dar outra coisa.
- O quê, Cadu? Você não me fala!
- Calma. Tá nervoso por causa de quê? Bora terminar esse banho.
Ele me enxaguou e fez o mesmo consigo. Se eu tentasse tocá-lo, ele dominava meus braços e aproveitava pra me sarrar gostoso.
Me secou e me levou pra cama dele.
Eu achei que seria melhor me virar de bruços, que ele fosse preferir assim, mas Cadu me prendeu assertivamente sob si, impedindo que eu me virasse.
Então me beijou. Demorada e profundamente. Quente, apaixonado, doce.
- Beijinho, bebê? Boquinha gostosa. - A voz saía abafada de sua boca dentro da minha.
Cadu levantou o rosto e me encarrou com intimidade. Estava sereno, mas sério. Deixou uma grossa gosma de saliva escapulir de seus lábios à altura dos meus. Ele não disse nada, eu não precisei pensar muito: abri minha boca e absorvi a saliva submerso em sede. Cadu sorriu. Sem demorar, mergulhou de volta a língua pra dentro de mim. Me babava, me cuspi os lábios e me lambia como se estivesse me tomando. Ele ficava lindo naquela posição e fazendo aquilo. Realmente, ele estava entregue também, assim como eu.
Então, foi beijando o meu rosto sem nenhuma pressa a caminho do meu ouvido.
- Vou te dar homem, bebê. Viadinho bonzinho igual tu merece ganhar o homem.
- Você vai vir dentro de mim, Cadu?
- Hoje não, bebê. Hoje vou dar só carinho pra tu só. Vou ficar só deitado em cima de tu e te deixar todo molinho igual você quer ficar. Te sentir bem viadinho embaixo de mim.
- Ain, Cadu. Assim é muito bom.
Eu gemia e me tremia todo porque a boca quente dele brincava no meu pescoço com ele todo deitado sobre mim, firmado nos braços embaixo do meu tronco se segurando nos meus ombros. A cintura indo e vindo o tempo todo. A piroca se esfregando o tempo todo, me melando o tempo todo.
Depois de algum tempo, ele me virou de bruços e roçou mais.
Cadu enfiou quadro dedos na minha boca me dizendo que chupasse enquanto descaradamente fazia barulho de quem estava provocando produção de saliva. Seus dedos alcançavam minha garganta extraindo baba grossa. Tirou sua mão da minha boca e a levou pro meio das minhas coxas. Ele se levantou brevemente, posicionou a rola no meu meio e cuspiu a baba que preparou sobre ela, deixando escorrer pelas minhas coxas. Acomodou o pau ali e se deitou pesando.
Ele se movia de modo calmo, cadenciado, mas sempre incisivo. Gemia ao meu ouvido e me pediu pra ser dele. Depois mordia minha orelha ou cuspia meu rosto e lambia.
- Eu sou seu, Cadu. Você me tem. - Eu dizia com voz de bebê chorando. Eu não achava outro modo de falar com ele. Nenhuma outra voz queria sair da minha boca.
- Eu sei, bebê. Eu sei. - Ele respondia todo fofo e socava o meio das minhas pernas, mas acabou errando o caminho e logo fazia cabecinha me beijar a portinha como se tentasse entrar.
Aquele toctoc no meu cu fazia com que eu gemesse mais, rebolasse mais, me abrisse mais. Sem falar na agonia que minha entranhas começavam a experimentar de quererem tragá-lo pra dentro logo.
- Ai, Cadu, bota dentrinho um pouco? - Fiz dengo rebolando e tremendo embaixo dele.
Cadu riu.
- Já tá pedindo, é? Tu quer muito? Muito mesmo?
- Quero. Mais do que tudo, Cadu. Eu quero pra caramba.
- Ai, amor. - A voz dele também tremia de vontade e a pontinha da cabecinha cutucando meu anelzinho, laceando e me lambuzando do melzinho.
Eu sentia meu cu querendo se abrir com fome a cada batida na porta. - Vou ter que fazer tua vontade, né? Tenho que ser um cara obediente.
- Uhum, Cadu. Me obedece e entra.
- Só bem um pouquinho. Já é?
- Quero tudo.
- Eita, guloso. Calma. Um pouquinho só hoje. Prometo que amanhã empurro tudo. Tá bom?
- Tá, Cadu. Bota logo. Eu vou morrer.
Rebolei bem na hora que a cabecinha veio cutucar e o meu cuzinho estava tão melado dele e laceado que a escorregada foi inevitável.
Cadu gemeu com minha orelha dentro da boca dele e a cabecinha da sua pica toda acomodada dentro do meu cu.
- Ah, Cadu. - Eu joguei minha cabeça na direção da dele todo dado pra Cadu.
- Que gostoso, meu amor. Que quentinho. Ai.
Ele fez justamente como disse que faria e se segurou pra não empurrar o pau todo pra dentro de mim. Ficou indo e vindo com a cabeça do pau dentro e fora do meu buraco que o chamava, gritava por ele. Me fazia carícias e dizia coisas gostosas, todo grudadinho em mim.
- Eu vou botar um leitinho dentro de tu, bebê. Quer levar uma leitada dentro, quer?
- Quero. Me deixa leitado, Cadu.
- Deixo, Vitinho. Botar um monte de filho dentro de tu, amor. Pra tu gamar de vez.
A cabeça entrou e saiu mais algumas vezes sendo mordida pelo meu cu que não parava de piscar.
Cadu acabou errando a intensidade da investida e um pouco mais do seu pau acabou entrando em mim. Ele choramingou no meu ouvido e parou o movimento gemendo e leitando meu cuzinho, assim, como ele mesmo disse "só de levinho".
Quando ele saiu de dentro de mim, o leite dele ficou vazando de mim enquanto ele fazia a piroca deslizar melada como que namorando o meu cuzinho dele.
- Hum, amor. Que cu gostoso. Gostou da leitada do teu macho?
- Gostei, Cadu. Gostei muito.
- Você ainda nem viu nada, bebê. Ainda vou te leitar tão fundo que vai sair na tua boca.
- Ain.
A gente passou o resto do tempo assim roçando e falando saliência um pro outro.
Cadu e eu estávamos a beira do choro porque ele tinha que ir.
Foi aí que Filipe ligou e Cadu falou de carne temperada.
Eu só tive cabeça pra lembrar que eu nem tinha feito janta. Mas eu tava muito mole e leve como eu já disse. Logo esqueci de me preocupar com janta.
Cadu me levou até o quarto de Filipe. Nu como eu estava. Não pensei muito. Só fazia sentido que, tão sonolento, eu deitasse onde Filipe pudesse me ver e me acordar a tempo.
Ele me colocou na cama e me virou de bruços se deitando sobre mim e aproveitando pra me dar outra sarrada.
Não o vi sair. Era tão gostoso e quentinho embaixo dele que peguei num sono gostoso e tranquilo.
- Cadu? Você voltou.
Eu me espreguicei ainda de olhos fechados e me aninhei a Cadu que estava deitado. Ele não tinha se encostado em mim ainda, mas sua respiração insistia meio nervosa no meu ouvido.
- Poxa. Só serve Cadu? - Era Filipe.
Ele estava sem camisa, mas ainda de calça jeans e meias. Filipe sorria com as sobrancelhas erguidas como se me perguntasse "O que você está fazendo nu na minha cama, rapaz? E mais, por que se agarrou em mim do nada?". Ele não disse nada, porém, e antes que eu dissesse qualquer coisa, correspondeu ao meu abraço me envolvendo com seus braços fortes de levantar peso.
Filipe tinha mais cara de homem feito do que Cadu. Parecia mais sério, mais adulto, mas o bigodinho de cobrador de ônibus no seu rosto quebrava um pouco a gravidade do semblante dele.
- Filipe, desculpa. Saí te agarrando que nem um maluco. Foi mal, eu achei que você fosse Cadu.
- Poxa vida. Já tava todo bobo aqui. Só serve o Cadu mesmo? Serve eu não?
Servia também. Mais do que servia. Um calor parecido me subia à cabeça. O toque contra o corpo dele fazia subir o mesmo calor que sentir Cadu causava.
Me lembro muito bem de ouvir meu juiz interno me xingando de puta.
Tinha acabado de vivenciar minha primeira experiência e já estava doido pra me esfregar num segundo homem? No que eu tinha me transformado? Ou melhor, o que eu sempre fui que esteve guardado esse tempo todo? Puta! Gritava minha mente enquanto meu corpo se recusava a se afastar do calor de Filipe.
- Fala pra mim: agora que sabe que eu não sou ele, você quer que eu solte você?
Decididamente, eu não queria que ele me soltasse. Ele era tão bonito e forte e, de novo, aquele cheiro gostoso do perfume que passou de manhã, enfraquecido pelas horas e pelos cheiros naturais dele. Parecia tão agradável quando ficar agarradinho com Cadu.
Eu não consegui responder verbalmente. Sentia que falar deixaria muito expostas coisas que eu ainda não estava pronto pra contar. Tudo bem que ele soubesse que eu queria ficar coladinho no corpo dele, mas não queria ter que contar sobre minha sexualidade e nem sobre minha tarde com o "parça" dele. Só fiz um leve movimento com os dedos fazendo minhas unhas curtas dizerem pra pele dele que eu não queria que ele me soltasse.
<<<Mais curtinho desta vez. Estou num impasse. Os leitores preferem um Filipe com ternura ou com uma pegada boy lixudo tóxico? Me contem por favor. Não consigo decidir!>>>
