Esposa tem Marido e namorado parte 8. (Final)

Um conto erótico de bola
Categoria: Heterossexual
Contém 1505 palavras
Data: 22/04/2026 11:45:35

O Preço da Paixão: A Queda, a Separação e o Renascimento (Final)

Voltei para casa naquela noite de domingo como um corpo sem alma. As pernas tremiam, a buceta e o cu latejavam da semana inteira de porra de Ricardo, os chupões roxos marcavam minha pele como tatuagens de traição. A porra dele ainda escorria quente pela coxa quando empurrei a porta. A mala caiu no chão com um barulho que ecoou pela casa vazia.

Eduardo estava de pé no meio da sala escura, só a luz fria da rua iluminando seu rosto destruído. Olhos fundos, barba por fazer, ombros caídos. Quando me viu, ele não se moveu. Só ficou me olhando como se eu fosse um pesadelo que tinha se materializado.

— Você voltou — sussurrou, a voz rouca de quem já tinha chorado tudo que um homem pode chorar. — Ou isso é só mais uma noite antes de você desaparecer de novo?

Eu corri até ele, caí de joelhos e abracei suas pernas com força, soluçando alto, o rosto colado na coxa dele.

— Eu voltei, amor… mas eu destruí tudo. Eu destruí a gente. Eu destruí nosso casamento.

Ele me puxou pra cima com violência, me beijou com uma fome desesperada, quase ódio. Língua invadindo minha boca como se quisesse arrancar o gosto do outro homem da minha alma. As mãos dele desceram brutais, levantaram meu vestido curto e encontraram a calcinha encharcada. Dedos grossos afundaram na minha buceta ainda cheia da porra de Ricardo.

— Me conta TUDO, Mariana. Cada detalhe. Cada gemido. Cada vez que você disse que amava o pau dele. Eu quero ouvir enquanto ainda sinto o cheiro dele em você — rosnou contra meus lábios, voz quebrada.

Ele me carregou pro quarto, me jogou na cama e abriu minhas pernas com força bruta. Caiu de boca na minha buceta inchada, lambendo tudo com raiva, chupando o gosto do amante que ainda estava lá dentro como se quisesse apagar o pecado com a língua. Eu gemia, chorava convulsivamente e confessava entre soluços, o corpo tremendo:

— Ele me fez dizer que eu te amo mais que você… enquanto metia no meu cu na sacada… Ele filmou tudo… Ele me fez parar de tomar remédio, Eduardo… Ele queria me engravidar… Ele disse que eu ia ser a mãe do filho dele… e eu quase disse sim! Eu quase joguei dezoito anos de casamento no lixo por ele!

Eduardo levantou o rosto, queixo brilhando de porra e saliva, olhos vermelhos de fúria e dor insuportável.

— Você quase deu um filho praquele desgraçado?! — gritou, a voz falhando.

Foi aí que o inferno começou de verdade.

Uma náusea violenta me acertou como um soco no estômago. Corri pro banheiro e vomitei tudo que tinha no corpo. Quando voltei, peguei o teste de gravidez que tinha comprado escondido na farmácia e fiz xixi na frente dele, mãos tremendo tanto que quase derrubei o aparelho. Dois minutos depois, as duas listras apareceram, fortes, vermelhas, definitivas.

Positivo.

Eu estava grávida.

O quarto caiu num silêncio mortal. Eduardo olhou pro teste, depois pra mim. Seu rosto se contorceu numa máscara de dor pura, como se eu tivesse enfiado uma faca no peito dele. Ele deu um soco na parede com toda a força, rachando o reboco, sangue escorrendo dos nós dos dedos.

— É DELE! — berrou, a voz rouca e destruída. — Depois dessa semana toda sem camisinha, você tá grávida daquele filho da puta! Eu não aguento mais, Mariana. Eu não aguento mais ver você voltar cheirando a outro homem. Quatro meses. Quatro meses separados. Eu preciso de espaço. Você precisa cair na real. Se depois disso ainda sobrar alguma coisa da gente… a gente conversa. Senão… acabou.

Ele fez a mala na mesma noite, com as mãos trêmulas. Eu implorei de joelhos, chorando, agarrada nas pernas dele. Ele me afastou com delicadeza, mas os olhos estavam mortos.

— Eu te amo mais que tudo, Mari… mas você quase me matou.

Ele saiu. A porta bateu. E eu fiquei sozinha na casa vazia, deitada na cama que ainda cheirava a nós dois, chorando até o amanhecer.

Os quatro meses de separação foram o pior castigo que eu poderia ter recebido.

Fiquei sozinha. As crianças foram passar um tempo com a mãe dele — eu não tinha coragem de olhar na cara deles. Andava pela casa como um fantasma, dormindo do lado dele na cama, cheirando o travesseiro, tocando as roupas que ele deixou no armário. Chorava no chuveiro até a água esfriar. Me olhava no espelho e via uma estranha: a mulher egoísta que tinha destruído o amor da vida dela por uma fantasia barata.

Ricardo não desistiu. As mensagens começaram a chegar sem parar. “Você tá grávida do meu filho. Volta pra mim.” “Eu te amo pra caralho, Mariana. Deixa ele. Eu vou te dar tudo.” Depois vieram as ameaças: prints das nossas conversas, vídeos antigos, chantagem emocional. “Se você não me atender, eu mando tudo pro Eduardo. Pro seu trabalho. Pros seus filhos.” Ele ligava de números diferentes, aparecia na frente do prédio, mandava flores com bilhetes ameaçadores.

Eu desabei. No segundo mês, liguei pra polícia. Mostrei todos os prints, as ameaças, os vídeos. Consegui medida protetiva. Ricardo foi intimado. A polícia foi até o apartamento dele. Ele parou de me procurar depois disso — mas o estrago já estava feito. Eu finalmente entendi: ele nunca me amou. Era só posse, só tesão doentio. Eu tinha sido burra, cega, egoísta.

No terceiro mês, fiz o exame de DNA sozinha. Sentei na sala fria do laboratório, tremendo inteira, rezando para deus me escutasse. Quando o resultado chegou por e-mail, eu desabei no chão do banheiro, chorando histericamente de alívio e culpa.

O bebê era do Eduardo. 99 por cento.

Eu liguei pra ele no mesmo dia, voz embargada, coração na boca.

— É seu, amor. O filho é seu. Eu não consigo mais viver sem você. Esses quatro meses foram um inferno. Eu morri todos os dias sem você. Eu errei feio… eu quase destruí tudo… mas eu te amo mais que minha própria vida. Volta pra mim. Pelo nosso filho… e por nós.

Ele ficou em silêncio por um tempo que pareceu uma eternidade. Depois, com a voz rouca, cheia de lágrimas:

— Eu também não consigo viver sem você, Mari. Quatro meses me mostraram que, mesmo com toda a dor, você ainda é a única mulher da minha vida. Eu volto. Mas a gente vai fazer diferente. Sem segredos. Sem mentiras. Sem terceiros nunca mais.

Ele voltou pra casa no dia seguinte.

O reencontro foi devastador e lindo ao mesmo tempo. Assim que a porta fechou, ele me prensou contra a parede, me beijou com todo o desespero acumulado, tirou minha roupa com mãos trêmulas de raiva e amor. Me fodeu ali mesmo na sala, devagar, fundo, olhando nos meus olhos enquanto entrava na minha buceta como se quisesse marcar território de novo.

— Você é minha, Mariana. Só minha. Nunca mais — rosnou, estocando com força, lágrimas escorrendo no rosto dele misturadas com as minhas.

Eu gozei chorando, apertando ele com força, repetindo entre gemidos:

— Eu te amo… eu te amo… nunca mais vou arriscar perder você… me perdoa… me fode… me faz sua de novo…

Os meses seguintes foram de reconstrução dolorosa. Terapia de casal duas vezes por semana. Conversas longas até de madrugada. Sexo que misturava raiva, perdão e um amor mais forte e maduro que nunca. Ele me comia devagar, me fazia contar tudo de novo, me marcava com chupões novos por cima dos antigos, gozando dentro de mim como se quisesse apagar cada vestígio de Ricardo.

Hoje, quase um ano depois, eu estou aqui. Barriga enorme. Nosso filho Theo vai nascer em duas semanas. Eduardo dorme colado em mim toda noite, mão protetora na minha barriga, pau duro encostado na minha coxa como se ainda tivesse medo de me perder.

Ontem à noite, depois de fazer amor devagar e carinhoso, ele sussurrou no meu ouvido, voz embargada:

— Você quase destruiu a gente, Mari… mas você também salvou. Porque escolheu voltar. Porque escolheu a gente. E eu te amo mais agora do que nunca.

A lição que ficou, pesada, cruel e definitiva:

O desejo é lindo. A safadeza é deliciosa. Mas quando você cruza a linha sem freio, sem limites, sem proteger o que realmente importa… você paga caro. Eu quase perdi o amor da minha vida. Quase destruí meu casamento. Quase joguei fora dezoito anos de cumplicidade por uma fantasia que virou pesadelo.

Durante aqueles quatro meses separados, com as ameaças de Ricardo e a solidão que quase me matou, eu entendi a verdade mais dura de todas: eu não consigo viver sem ele. Não é só sexo. É ele. O homem que me perdoou quando eu não merecia. O pai do meu filho. O amor da minha vida.

A fantasia acabou.

A vida real — mais difícil, mais dolorosa, mas infinitamente mais bonita — recomeçou.

Eu, Mariana, 38 anos, esposa, mãe e mulher que aprendeu da pior forma possível… finalmente escolhi certo.

E nunca mais vou arriscar perder o que quase destruí.

Fim.

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Comentários

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O final foi remodelado, o perdão do marido não teve o impacto que poderia ter, foi descrito de uma maneira apática em comparação a tudo que a Mariana fez, mas ainda assim, ficou melhor remodelado, porém a impressão que ficou, é de que foi remodelado com contrariedade, pois o fechamento foi a toque de caixa.

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Conto muito bem escrito!!! Eu não teria a coragem de Eduardo de aceitar de volta!!! Sempre ficaria na minha cabeça que uma hora ela sentirá falta desta adrenalina e voltará a fazer, ou se não fizer vivera sentindo falta!!!

Mas, um final feliz é sempre bom, pelo

menos até a próxima descoberta!!

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Nem eu, mas parece que, de uma forma bem doentia, Eduardo tem um tesão com toda a situação. Parece que se sentiu compelido a fazer melhor que o amante. Que loucura!

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