Continuando....
Voltamos pra pousada. Lucas fingindo que tava tudo bem. Sorriso travado, mão firme na cintura da Marina, mas por dentro fervendo. _Muita coincidência. Chefe da Marina em Búzios. No mesmo fim de semana. Enquanto eu tava no quiosque._
Marina percebeu.
"Você tá quieto demais." Ela falou no elevador, o dedo passando na gola da camisa dele.
"Eu tô cansado." Lucas respondeu seco.
"Você tá com ciúme." Marina subiu o dedo até o queixo dele e forçou ele a olhar nos olhos. "E eu adoro quando você tem ciúme."
A porta da suite abriu e foi como se a contenção dos últimos dias tivesse estourado.
Marina já tava em cima dele antes mesmo da porta fechar. Boca na boca, desesperada, mãos puxando a camisa dele pra cima.
"Marina..." Lucas tentou falar, mas ela já tinha arrancado a sunga de praia dele.
"Eu quero você agora." Marina mordeu o pescoço dele e foi empurrando até a cama. O vestido branco caiu no chão, e Marina ficou só de calcinha.
Lucas não se segurou. Pegou ela pela cintura e virou ela de quatro na cama. A bunda empinada, a pele ainda marcada de sal e sol.
"Você tá me provocando desde o primeiro dia, Marina." Lucas puxou o cabelo dela pra trás. "Então aguenta."
Ele rasgou a calcinha que ainda tava presa na coxa dela. O tecido cedeu com um som seco.
"Lucas... com força..." Marina gemeu e abriu mais as pernas.
Lucas cuspiu na mão e passou nos dedos antes de levar até o dedo até cuzinho ,Marina tremeu.
"Meu cu Amor vai comer meu cuzinho vem.
"Eu quero. Quero sentir você inteiro em mim. Agora." Marina olhou por cima do ombro, os olhos vidrados de tesão.
Lucas não pensou duas vezes. Empurrou devagar no começo, sentindo a resistência, ouvindo Marina morder o travesseiro pra não gritar.
"Relaxa..." Ele sussurrou no ouvido dela enquanto entrava centímetro por centímetro.
"Caralho, Lucas... dói... mas não para." Marina segurou no lençol com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Quando ele entrou todo, Marina soltou um gemido longo e abafado.
"Isso... assim... me marca, Lucas... come sua putinha ,come essa cachorra... Soca com força"
Lucas socou com força. Rápido. Profundo. Segurando a cintura dela com as duas mãos como se fosse quebrar. O som da pele batendo na pele ecoava no quarto.
Marina gritava. Gemia. Misturava o nome dele com xingamento.
"Você é minha, porra! Só minha!" Lucas falava no ouvido dela, a voz baixa e grave.
"Sou sua! Só sua!" Marina rebolava pra trás, encontrando o ritmo dele.
O corpo dela estremeceu primeiro. Um tremor que começou nas pernas e subiu até a garganta. Marina gritou abafado no travesseiro quando gozou, apertando Lucas com tudo por dentro.
Dois segundos depois Lucas veio junto. Gozou fundo, segurando ela contra o colchão até o último espasmo passar.
"Cachorra"
Os dois caíram de lado na cama, ofegantes. Suados. O coração batendo como se tivesse corrido uma maratona.
Marina deitou a cabeça no peito dele.
"Isso aqui... é pra você nunca esquecer que eu sou sua."
"Eu nunca vou esquecer, Marina." Lucas passou a mão no cabelo dela. "Mas eu também nunca vou esquecer o Ricardo aqui em Búzios."
Marina não respondeu. Só fechou os olhos.
Lucas caiu no sono.
Lucas acordou de madrugada com o lado da cama frio. A luz do banheiro tava acesa.
Ele levantou devagar e foi na ponta dos pés. A voz da Marina vinha de dentro, baixa, abafada.
"...você quer me encrencar? Isso é um erro. Não faz isso, você vai me prejudicar."
O sangue de Lucas gelou.
Ele bateu na porta com força.
"Marina. Abre essa porta. Agora."
O silêncio durou dois segundos. Depois a porta abriu e Marina tava com o celular na mão, o rosto tenso.
"Amor? Você me assustou. Eu tava falando com a Isabela sobre o projeto. Ela me mandou uma mensagem do trabalhoe eu tive que ligar,pra saber "
"1h da manhã? Projeto?" Lucas cruzou os braços. "Marina, eu não sou idiota."
"Eu também não, Lucas. Mas você tá escolhendo não acreditar em mim." Marina passou por ele e foi pra cama. "Boa noite."
Lucas não dormiu. Ficou olhando pro teto.
Vou adotar a tática vou dá corda. Deixa ela se enforcar sozinha.
No dia seguinte tudo parecia normal. Praia de manhã. Caminhada no centro de Búzios à tarde. Sorvete de coco. Beijo na testa. Foto na Orla Bardot.
Por fora, casal perfeito. Por dentro, Lucas com o coração pegando fogo. Cada sorriso da Marina soava falso. Cada risada soava forçada.
À noite, cansados, voltaram pra pousada.
"Eu vou assistir um pouco de TV." Marina pegou o copo de vinho na mesinha e sentou na cama. "Você vai dormir?"
"Vou." Lucas deitou e fechou os olhos.
Quando acordou o som da porta se abrindo fez ele pular.
Marina entrou devagar, o cabelo preso num coque, o vestido leve.
"Onde você foi?" Lucas sentou na cama na hora.
"Eu fui dar uma caminhada. Pra espairecer." Marina tirou a sandália.
"Às 2h da manhã? Sozinha? Em Búzios?" Lucas levantou a voz. "Marina, você tá testando meus limites."
"Já vai começar com a paranóia, Lucas? Eu não posso nem respirar sem você achar que eu tô traindo você?" Marina revirou os olhos.
Lucas se vestiu na hora, puxando a calça com raiva.
"Tá bom. Eu vou dar uma volta. Sozinho." Ele bateu a porta e saiu.
A rua tava deserta. Só o barulho do mar e alguns bares ainda abertos. Lucas caminhava sem rumo quando ouviu a voz.
"Lucas? É você mesmo?"
_Alessandra._
Bermuda jeans curta, top branco justo, cabelo solto. Linda. E sabendo disso.
"Não consegue dormir também?" Alessandra sorriu e puxou a cadeira ao lado dela na mesa de um quiosque. "Senta comigo e com minha amiga."
Lucas ia recusar. Mas Alessandra se inclinou pra frente e o decote chamou atenção demais.
"Então... a esposa te botou pra fora?" Alessandra soltou uma risada baixa. "Cuidado, Lucas. Mulher bonita sozinha na praia à noite dá problema."
"Alessandra, se quiser eu cuido de vc Lucas.
Lucas riu sem graça e até ficou tentado mas recusou levado na brincadeira.
"Uma pena." Alessandra piscou. "Mas a oferta continua em pé."
Lucas levantou. "Eu vou voltar pra pousada."
"Boa noite, Lucas." Alessandra mandou um beijo no ar.
Ele andou de volta pro saguão da pousada com a cabeça fervendo. E foi aí que viu.
_Ricardo._
Rindo. Conversando. Com _Marina_ na mesa do restaurante da pousada. Um copo de vinho na frente dela.
Lucas explodiu.
"Isso aqui tá piorando a cada minuto!"
Marina virou assustada. O rosto ficou vermelho na hora.
"Lucas, eu posso explicar—"
"Explicar o quê? Que você veio tomar um vinho depois que eu saí? E que por outra coincidência o Ricardo tá na mesma pousada?" Lucas apontou pro Ricardo. "Você acha que eu sou otário, Marina? Vocês dois estão me traindo na minha cara!"
Ricardo levantou, o tom alto.
"Você tá louco, Lucas. Eu sou chefe dela. A gente tava só conversando sobre o projeto. Eu vi ela sozinha aqui e fui cumprimentar enquanto você foi buscar as bebidas."
"Cumprimentar? Sozinho com a minha mulher enquanto eu tô dando uma caminhada ?" Lucas deu um passo na direção dele.
"Para, Lucas! Todo mundo tá olhando!" Marina tentou segurar o braço dele.
"Eu não quero saber se vc e o chefe da Marina ou não!" Lucas empurrou Ricardo. "Eu quero saber por que você não sai da vida da minha mulher!"
"Você tá surtado." Ricardo avançou e tentou dar um soco em Lucas.
Lucas se abaixou no reflexo e revidou. Um soco seco na barriga de Ricardo. Ricardo caiu de joelhos, arfando.
"RICARDO, MEU AMOR!" Uma voz feminina gritou do outro lado do restaurante.
_Patrícia._
20 anos. Cabelo preto liso. Estagiária da empresa. E com quem Ricardona pousada .
Marina pareceu surpresa .
Patrícia correu até Ricardo e ajoelhou do lado dele.
"Marina? Você aqui?" Patrícia olhou pra Marina com a cara fechada. "Oi, Marina. Eu tô com o Ricardo. Mas por que esse cara deu um soco nele?"
Lucas parou. Olhou pra Patrícia. Olhou pra Marina. E viu. A cara de Marina. Suspeita. Cismada. Quase acusatória.
"Isso aqui já deu." Lucas cuspiu no chão. "Eu vou pro quarto. Pegar minhas coisas."
"Lucas, não vai—" Marina tentou ir atrás dele.
"Não. Fica aí com o seu chefe." Lucas virou sem olhar pra trás. "Com certeza deve ser algo a mais seu do que apenas um chefe."
Marina foi mesmo assim. Subiu atrás dele.
No quarto, Lucas jogava roupa dentro da mala com violência. Marina tentava falar.
"Lucas, eu juro que eu não sabia que ele tava na mesma pousada. Eu juro por Deus. Ele só veio falar comigo porque me viu sozinha."
"Jura pra quem, Marina? Pra mim? Pra Isabela? Pra Patrícia?" Lucas não olhou pra ela. "Arrume suas coisas também. A viagem acabou."
Marina começou a chorar.
"Lucas, por favor. Não faz isso."
No estacionamento, Lucas entrou no carro e bateu a porta. Marina correu e abriu a porta do passageiro.
"Lucas, eu te amo. Não termina assim." Marina chorava, a maquiagem borrada.
"Acabou, Marina. Eu tô cansado." Lucas ligou o carro. "Cansado de ser corno e ainda ter que fingir que tá tudo bem."
De volta em casa, Lucas foi direto pro armário. Tirou as roupas de dentro com raiva e jogou na cama.
"Chega, Marina. Não nasci pra ser corno."
"Lucas, me escuta—" Marina tentou segurar o braço dele.
"Eu vou te dar um minuto." Lucas segurou o braço dela com força. "Um minuto pra você me dizer o que tá rolando. E não vem com essa de que não tá rolando nada. Fala agora."
Marina desmoronou. Caiu de joelhos na frente dele e começou a chorar de verdade.
"Eu vou contar. Eu vou te contar tudo. Mas confia em mim. Eu te amo, Lucas. Senta."
Lucas parou. Olhou pra ela no chão, chorando, desfeita.
"Eu quero toda a verdade, Marina. Toda."
Continua pessoal vamos verse alguém notou algo ,detalhe nesse capitulo kkk....