O sonho de Paola é trepar com o aluno da classe

Da série Esposas Safadas
Um conto erótico de Caio
Categoria: Heterossexual
Contém 2820 palavras
Data: 23/04/2026 15:24:26

Acordei com um gosto de cabo de guarda chuva na boca, como diziam nos tempos do meu bisavô. Nem sei se dormi direito, acho que fiquei mais acordado do que realmente dormindo.

“Nossa, que cara é essa Caio? Parece que trabalhou a noite inteira.”

Eu resmunguei, não estava muito a fim de conversar, muito menos de tocar no assunto. A minha sensação estava entre a indignação de marido traído e a vergonha de saber que a classe inteira viu a calcinha da Paola.

Pra piorar, durante o banho eu só lembrava do cara insolente falando. ‘Deu pra ver aquilo enfiado no meio, marcando a buceta. Coisa incrível, meu irmão!’ Ele rindo, parecia que ria olhando pra mim. Desgraçado.

“Quem é esse Gustavo?”

“Ahn? Como?”

Sentei ao lado na mesa, ela tomando o café. E eu me sentindo ainda mais idiota, mas a curiosidade misturada com o ciúme não me deixavam em paz, eu precisava saber antes de sair para trabalhar.

“Um que tava numa dessas calças folgadas, e uma camisa da Lacoste?”

De surpresa com a pergunta Paola foi ficando boquiaberta, cada vez mais desconfiada, sem entender de onde me vinha aquilo.

“Não! Esse é Bruno, um chato. Como é que você sabe?”

“Esquece.”

“Que esquece Caio! Sei lá o que deu em você parece que passaram um trator por cima de você e agora me aparece fazendo umas perguntas esquisitas. Como é que você sabe do Bruno?”

Ela foi falando e a voz ficando estridente e fina como sempre acontece quando ela ficava nervosa.

“Por que eu vi ele ontem, ele e mais dois engravatados. Estavam falando de você.”

Paola passou a mastigar um biscoito. Seu rosto foi se fechando, a testa marcada e ela indignada, só que queria mais detalhes.

“Como assim falando de mim? Eu nem dou papo pra esses caras. Três dos mais antipáticos da minha turma.”

“Deixa pra lá.”

Eu estava até mais aliviado, pelo menos o sujeito não era o tal Gustavo, mesmo assim alguma coisa ainda me incomodava.

“Que deixa pra lá! Fala, cara! Como é que você sabe do Bruno? O que é que eles falaram de mim?”

Ela estava ficando puta e eu perdi a paciência de vez.

“Os caras viram você. Viram a calcinha que você estava usando, sei lá como, mas viram. Burra, você abriu as pernas e aí a turma toda viu a sua… calcinha.”

Paola ficou petrificada, os olhos arregalados e a boca aberta. Depois mordeu um pedaço de um bolada pensando.

“Deve ter sido no final da aula, bem que eu ouvi uns gracejos, mas nem achei que era pra mim. Foi isso que eles falaram?”

“Eu lá sei quando foi. Foi, você resolveu se exibir e os caras adoraram o que viram. Ouvi outros falando sobre o assunto. Um crioulo alto e um baixinho meio careca. Eles são da sua turma também?”

Paola passou a palma da mão na testa e balançou a cabeça desconsolada.

“O Walter e o Fernando, só pode.”

O jeito genuíno dela e o fato de eu ter conseguido perguntar tudo, ou quase, me fez sentir como se tivesse tirado um peso dos ombros. Fui me recuperando da noite terrível, me sentindo mais leve.

Afinal não era tão mal que metade ou mais da turma pudesse ter visto, mesmo que de relance, a calcinha da minha mulher, tinha lá seu encanto. Confesso, que tenho esse fetiche quando Paola se exibe para outros homens. E pensar que ela no final é só minha, melhor ainda.

Mas, confesso, tem horas que me excita a ideia de ver minha mulher com outro cara. Um bem bacana, bonito e simpático que ficasse uma noite com ela, mas é só um desejo desses que só acontece quando eu fico bêbado e me vem umas ideias loucas com ela, me excita. Eu nunca aceitaria algo assim acontecesse de verdade.

Além disso, vê lá se eu tenho coragem de ficar falando isso sóbrio. Vai que Paola goste da idéia? Sei lá, eu sei que ela sente atração por outros caras, parece que cada vez mais, tenho essa desconfiança. Não que já tenha me traido, pelo contrário, nem mesmo pensado numa coisa dessas. Mas eu vejo que ela aprecia o olhar outros homens. Paola sempre gostou de ser admirada.

É a sensação que eu tenho. Só que ela não gosta de falar, apenas desconversa quando toco no assunto. Mostra um sorriso de garota sapeca e muda de assunto.

“Meu Deus, e agora? Como é que eu faço?”

“Faz o que?”

“Como é que eu vou dar aula pra esses caras? O que eles vão pensar de mim? Com que cara eu chego lá agora?”

Dei de ombros satisfeito com as preocupações dela.

“Ora, vai com essa cara. Falaram alguma coisa com você?”

“Não, nem tava sabendo que eu dei essa bandeira. Que merda!”

“Então esquece, não liga. Só seja mais discreta.”

Ela deu outra mordida na bolacha, o olhar distante na toalha da mesa. Mas aos poucos o olhar de preocupação foi se transformando num sorriso enigmático. Achei estranho aquilo riso que foi se formando em seu rosto.

“Que foi?”

Ela desceu das nuvens. Franziu a testa e balançou a mão como se espantasse uma idéia.

“Nada, nada. Eu só tava… pensando. Bobagem.”

Tive um pressentimento, e ele não era bom.

“Nossa! Tô atrasada, amor. Tchau.”

Saiu me deixando com cara de tacho no meio da sala.

***

Tinha tanta coisa para resolver na financeira onde eu trabalho que sinceramente eu nem tive tempo de voltar a pensar no assunto da calcinha de Paola.

Só fui me lembrar quando voltava do almoço e nem era mesmo pela calcinha que eu me preocupava. O que me fez pensar nela foi lembrar do sorriso misterioso que ela mostrou antes de sair de casa. Aquilo me deixou com um a ponta de preocupação, não devia, mas foi o que aconteceu.

Resolvi ligar, disquei o número e deu sinal de ocupado. Fiquei perplexo, ela sempre atendia. Liguei de novo e outra vez ocupado. Minha boca secou, comecei a sentir uma crise de ansiedade. Liguei a terceira vez e já caiu na caixa postal.

“Porra!”

Joguei o celular sobre a mesa, puto da vida. Minha cabeça começou a girar e eu não consiguia pensar sobre o que podia fazer. Foi quando o celular tocou, uns três minutos depois.

“Oi, você me ligou?”

“Liguei. Onde você estava?”

“Onde eu estava! Como onde eu estava? Aqui, na minha mesa, voltando do almoço. Porque?”

“Com quem você estava falando?”

Ela soltou uma gargalhada do outro lado. Irritante como sempre quando ela me menosprezava, me fazia sentir um completo idiota, quase uma criança.

“Ai, ai! Ciúmes garoto, de quem?”

“Quem tava falando com você?”

Ela mudou a voz, ficou mais séria, o tom ficou mais grave.

“Um dos meus alunos me ligou. Ligou pedindo o nome de um livro que eu indiquei. Foi só isso? O que deu em você, nunca foi assim?”

“O que deu em mim! O que é que pode ser Paola?”

“Você tá achando que é o assunto da noite passada? Ninguém me ligou pra falar disso, ninguém! Pode ficar tranquilo.”

“Não foi o Bruno, nem o Walter, ou um dos outros que te ligou?”

“Não! Nenhum deles, foi um outro cara. Falamos por cindo minutos e ele só estava interessado em saber o nome do livro, só isso. Satisfeito?”

“Não tô gostando desse seu novo emprego. Não acho uma boa você continuar dando aulas Paola.”

“Ah, é? Agora resolveu virar o meu dono. Dizer o que eu faço ou não faço. Deixa de ser ridículo Caiô! Além do mais, eu saio. Saio sim, mas você paga a minha viagem no ano que vem pro Japão, paga?”

Fiquei em silêncio medindo as consequências que aquilo podia chegar . Ela aproveitou a deixa e me atacou no meu ponto mais sensível.

“Pão duro! Além de pão duro agora resolveu ficar com ciúmes. Você nunca foi assim, o que foi que aconteceu?”

“Aconteceu ontem. Aconteceu você abrindo as pernas na frente dos caras. Foi isso que aconteceu.”

“Como se eu fizesse isso todo tempo, pra todo mundo. Deixa de ser ridículo, homem.”

“Quem te ligou?”

“Anh, meu Deus do céu! Você não conhece. Foi, foi o Gustavo.”

Senti um frio na coluna.

“O cara? O tal que você acha bonito?”

“É, o tal que eu acho bonito e convencido pra caramba, um chato, infelizmente, se não fosse.”

“Não fosse o que, Paola?”

“Ah! Não enche. Tchau, Caio.”

***

Ela não quiz mais atender minhas ligações. Pior não confirmou que era ir buscá-la na saída do curso. Resolvi ir assim mesmo, depois ela embirrava ainda mais se a deixasse voltar sozinha num Uber.

Cheguei mais cedo que no dia anterior, medo da turma sair mais cedo. Só que demorou até mais para eles começarem a sair. Tudo do mesmo jeito, os primeiros os mais apressados, como se estivessem fugindo de um crime, depois os mais descansados como se não tivessem nenhum compromisso para o dia seguinte.

Eu bocejava, olhando o celular e ficando cada vez mais irritado.

“Esse é o meu marido.”

Nem me dei conta quando ela chegou. Olhei e ela me apontava para um sujeito num terno azul marinho e gravata listrada de vermelho e azul, bem alinhado, a barba levemente por fazer, os cabelos negros com uma mecha caindo sobre a testa larga. Um sorriso simpático acentuado por um queixo com uma covinha no meio.

Ele estendeu a mão enorme e eu me levantei meio acanhado. Era maior do que eu em todas as direções. Seus ombros eram largos, o peitoral de atleta, pior, parecia simpático.

“Caio, Gustavo.”

“Gustavo, Caio.”

“Como vai?”

“Tudo bem, prazer. Caio.”

A voz era sonora, parecia voz de tenor, tive a impressão de que os olhos eram verdes, mas depois Paola afirmou que eram castanhos.

Ele começou a conversar como se fossemos velhos conhecidos, fazendo gestos, rindo, um sorriso largo do tipo que Paola sempre elogiava nos homens. Dei uma olhada discreta para ela, olhada de marido perguntando o que afinal era aquilo. Mas Paola parecia estar se divertindo com aquilo, satisfeita de me ver meio constrangido diante do tal Gustavo.

“Sua esposa, eu estava falando pra ela, é uma excelente professora. E olha que eu sou um chato quando se trata de quem vai me ensinar. Você está de parabéns!”

“Obrigado, obrigado.”

Sei lá porque eu é que estava de parabéns, dei um sorriso meio amarelo falando o que me veio na mente na hora. E ela lá, sorrindo com um sorriso de princesa, fazendo um biquinho com a boca e segurando a bolsa larga com as duas mãos.

“Falei com ele o motivo de estar dando aulas esse semestre e ele não acredita que você vai me deixar viajar sozinha pra Ásia.”

Tomei um leve soco no ombro e ele falando como se fosse o meu chefe.

“Pois é, cara! Que isso, vai deixar esse moça viajar sozinha por aí? Vê lá, hein? Eu se você mudava de ideia e ia com ela ver as cerejeiras em Tóquio. É simplesmente maravilhoso, maravilhoso. Um espetáculo, se pudesse eu voltava.”

Eu e ele olhamos Paola por um breve momento. Senti um frio na espinha, uma vontade de sair correndo dali ou quem sabe de dar um murro na cara bonita do Gustavo.

Ainda bem que ela percebeu e me salvou.

“Meu bem, nós precisamos ir.”

“Com certeza, amanhã ainda é quinta-feira. Bem é isso, prazer em te conhecer Gustavo.”

“O prazer foi todo meu. Mas pensa no que eu te falei. Cuidado, homem! Mulher assim não se deixa sozinha.”

Ele deu uma gargalhada e eu puxei Paola pelo braço.

***

Fomos para casa quase em silêncio, dava até para cortar o ar com uma faca. Achei melhor deixar para tocar no assunto outra hora, outro dia. Estava na cara que ela tinha feito aquilo só pra me provocar.

Entrei fui para cama direto, disposto a deitar e dormir, mas esse maldito vício de dar uma última olhada no celular acabou me traindo. Fui me distraindo com as últimas notícias nem me dei por conta quando ela sentou na beirada da cama penteando os cabelos e cruzando as pernas. Paola tem coxas tão lindas, do tipo que todo homem adora, ainda mais quando fica bronzeada, o que não era o caso, mesmo assim me chamaram a atenção.

“Tá vendo, ele não é nenhum bicho de sete cabeças. Um cara normal, muito simpático.”

“Normal! Agora tá achando o sujeito simpático, até ontem era o antipático da turma.”

Ela continuou penteando e mordendo os lábios escondendo o riso. O que me deixou ainda mais irritado.

“Não falei que ele era antipático, só meio chatinho, mas nos primeiros dias. Agora eu tô mudando de opinião, é um cara bem legal.”

“Também sendo elogiada, quem é que não mudaria?”

“Não é nada disso. Gustavo é só muito autêntico, fala o que pensa, é verdadeiro. E ele bem que te avisou, deu um conselho de quem é experiente no assunto, mas você não quer ouvir.”

“Agora eu tenho que seguir os conselhos do seu aluno bonitão. Mandou eu ir com você pro Japão e eu que me vire pra pagar as contas só pra ir atrás de você.”

Ela fez um muxoxo com a boca e examinou a própria coxa.

“Você é quem sabe. Não quer, não vá. Mas viu o outro falando que você vai perder se não for.”

“Chama ele, quem sabe ele vai?”

Pra que que eu fui falar essa bobagem. Ela parou como se estivesse ouvindo uma sugestão boa, mostrou um sorriso mordido entre os lábios e veio se deitar.

“Até que não é uma má idéia. Quem sabe eu convido?”

Virei de lado ficando de costas, me espichei na cama amarrotando o travesseiro e Paola falando só pra me provocar. Tudo de um jeito abusado como se quisesse me deixar ainda mais nersoso. Só que eu fiquei com a impressão de que tinha alguma coisa a mais do que apenas me cutucar.

“Já pensou, hmm! Um homem daquele numa viagem pelo Japão? Conhece tudo, disse que foi lá mais de uma vez. Disse que adorou o país. Quem sabe, né? Eu convido como quem não quer nada.”

“´Pois é, vai com ele. Aproveita.”

Ela riu e se encostou em mim, sem me abraçar, tão próxima que dava para sentir os seios nas minhas costas, as coxas tocando as minhas. E ela falando numa voz cada vez mais sedutora. Bem ao pé do ouvido, bem sensual.

“Podia dividir os passeios, as passagens. Gustavo não parece ser mão de vaca. Com certeza não é.”

“Isso mesmo, fala lá com a agência de viagens. Vê se eles reservam pra ele também.”

“Ia ser bom! Dividir o mesmo quarto, já pensou? Ele me ver todo dia trocando de roupa, tomando banho, me vestindo. Sei lá, será que ia gostar de mim? Tem hora que eu me acho uma velha.”

“Paola! Que coisa, eu sou seu marido.”

“Você não disse que era para chamá-lo? Eu só estou imaginando como seria. Gostei da ideia. Quem sabe eu crio coragem e convido o Gu?”

“Ah! Agora é Gu!”

Ela se encostou inteira em mim, até me abraçou o ombro com uma das mãos.

“Oh, querido! É o jeito que o pessoal, até as garotas da turma o chamam. Gu… Gustavo.”

E se espremeu ainda mais a mão desceu me apertando o quadril e ela fungando na minha nuca.

“Hmmm! Tão bommm.”

Eu fiquei calado me sentindo um idiota. Sem entender de onde vinha todo aquele fogo, o jeito ousado de falar.

“Já pensou ele dormindo que lindo. Um homem daquele? Com certeza não ronca, abraça, faz um carinho. Hmmm! Deve ser muito gostoso. Eu ia adorar, pelo menos para experimentar.”

Ela começou a mover a cintura, deu para sentir a buceta de Paola esquentando a minha bunda e ela movendo a cintura como se estivesse fodendo. Normalmente era eu que me esfregava nela, deitava Paolinha de costas, descia a calcinha e massageava a bundinha com o meu cacete em riste. Ela bem que gostava, ria e gemia com a minha massagem devassa. Eu entrava no meio das ancas, até masturbava a garota com meu pau no meu da xana, às vezes forçando a entrada do cu.

Mas agora estava estranho, muito estranho. Paola nunca agia assim, nunca encostava daquele jeito, tão excitada, mostrando um tesão que há tempos eu não via. Ela quente, quente, cada vez mais quente e me arranhando com a calcinha, dava para sentir os pentelhos como uma lixa na minha bunda.

Ela gemendo e grunhindo como se sonhasse com aquilo, com o tal Gustavo. Perdi a paciência.

“Paola!”

“Ah, que coisa! A gente não pode nem mais querer um carinho. Um chamego com o marido, mas que merda!”

Eu virei tentando falar, só que ela virou de costas e apagou a luz do abajur.

“O que deu em você, Paola?”

“Boa noite, vai dormir.”

“Paola! Paola.”

Continua>>>

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